História Meu Carma - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Personagens Originais
Tags Andy Biersack, Anjos, Black Veil Brides, Demonios, Fallen, Hush Hush, Lilith, Sussurro
Visualizações 53
Palavras 1.799
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi vocês
Desculpem a demora pra postar, tive um pequeno bloqueio de criatividade, mas consegui fazer o capítulo. Desculpem se tiver algum erro.

Capítulo 13 - Irmãos


— Como vocês entram assim sem ao menos bater? — gritei irritada, levantando-me em seguida — eu podia muito bem estar sem roupa.

— Nada do que eu já não tenha visto. — murmurou Jacob.

Senti minhas bochechas queimarem. Do que ele estava falando?

— O que você quer dizer?

— Ele não quis dizer nada — disse Noah, dando um passo a frente, ficando logo a frente do irmão — viemos chamá-la para ir à cozinha, pois já compramos a pizza. E desculpe pela porta, prometemos bater da próxima vez.

Meneei a cabeça concordando. Olhei para a cama, bem onde Andrew estava sentado antes da porta ser aberta abruptamente. Lembrei-me do olhar de ambos sob o corpo imóvel de Andrew antes do mesmo sumir. Os três — Jacob, Noah e Andrew — trocaram olhares, tenho certeza disso.

— Vocês... vocês não viram mais alguém aqui quando entraram? — perguntei receosa.

— Não. — respondeu Noah olhando em volta — Por que? Você estava com mais alguém aqui?

Percebendo minha pergunta estúpida, xinguei-me mentalmente.

— Não, ninguém esteve aqui.

***

Uma semana inteira se passou. Faltava apenas 4 dias para o Natal e Jacob fez questão de enfeitar a casa e nossa pequena árvore. Mamãe ligou algumas vezes, apenas para confirmar que ficaríamos o Natal longe uma da outra. Por causa das aulas, Lucy não aparece há dias e dói o coração ao lembrar que terei que passar o Natal com meus primos estranhos.

Trocávamos algumas palavras quando nos esbarrávamos pela casa, nada mais além disso. Ambos eram sorridentes e simpáticos, mas eu ainda desconfiava um pouco deles. Ainda achava que não éramos parentes.

Jacob era o mais sério dos dois. Vivia na cozinha com um livro de receitas por perto e nas duas únicas vezes que o vi cozinhando, percebi que tratava a comida como se fosse uma obra de arte. Noah estava sempre sorrindo ou soltando comentários sarcásticos. Parece discordar de tudo o que Jacob fala o que acaba irritando-o. Está sempre perto do irmão. Na maioria das vezes, cochicha bem próximo de Jacob, como se estivessem conspirando pelas minhas costas, e é isso que preocupa-me.

Eu parei de sair de casa pelo simples fato de que, por algum motivo muito estranho, está nevando durante essa semana inteira. Em Londres não é tão comum nevar e por isso, resolvi me limitar ao conforto de casa. Tomar um chá quente e ler um pouco do jornal pela manhã vem sendo uma rotina agradável.

Acordei cedo e desci os degraus, caminhando calmamente em direção à cozinha. Como esperado, encontrei a dupla dinâmica ali, enquanto bebericavam algo em suas xícaras.

— Bom dia, Amy. — disseram ambos em uníssono, mostrando um sorriso amigável.

— Bom dia.

Peguei o jornal na bancada da cozinha e folheei calmamente, até achar uma página que continha letras negras engarrafadas: "School Learns incendiada. Causa do incêndio: proposital". Segurei com força as folhas finas do jornal e as coloquei mais próximas de meu rosto. Não fazia sentido. Por que fariam isso com uma escola?

— Está tudo bem? — perguntou Noah enquanto tirava a xícara de sua boca vagarosamente.

Não sabia que havia prendido a respiração quando a soltei devagar. Olhei para Noah e depois para Jacob, ambos me encaravam apreensivos esperando por alguma resposta.

— A escola que eu frequento — eu disse devagar, ainda absorvendo a informação — foi incendiada. Tudo indica que foi um incêndio proposital.

Jacob e Noah trocaram olhares nervosos e suspeitos. Noah levantou-se, colocando a xícara na mesa à sua frente. Encarou Jacob por alguns segundos. Era como se eles conversassem por telepatia, excluindo-me do assunto.

Eu precisava falar disso com alguém e esse alguém era Charlotte. Eu não voltava ao submundo desde a última visita de Andrew, pois preferi que seria melhor que eu ficasse totalmente reclusa em casa. Não queria ver qualquer outra pessoa, essa era a verdade.

— O que você acha sobre isso? — murmurou Noah a Jacob — devemos tratar como algo suspeito?

Fiquei confusa voltando a realidade e encarando os dois atentamente. Do que estavam falando?

— Vocês são da polícia agora? — perguntei cruzando os braços e arqueando as sobrancelhas.

Jacob olhou sério para mim, mas em seguida desfez a carranca em um sorriso largo.

— Não é nada, Amy. — ele disse enquanto voltava sua atenção à xícara. Noah sentou-se novamente e passou a encarar uma página de um livro grosso, que até exato momento não percebi que estava sob a mesa.

Passei os dedos freneticamente sob o colar que Beth havia me dado. Lembrei-me dela e de como não a visitava já havia um bom tempo. Não sabia se ela já estava trabalhando ou se a virose havia piorado. Servi um pouco de chá na minha minúscula xícara, o que bebi exatamente em dois goles. Deixei o jornal sob a bancada e direcionei-me novamente aos degraus. Precisava pegar alguns casacos antes de sair de casa.

***

Adentrei a cozinha enquanto enrolava meu cachecol em volta do meu pescoço. Olhei para os irmãos, que ainda estavam ali, enquanto conversavam sobre algo que não fazia ideia do que se tratava.

— Estou saindo. — anunciei — apenas vim avisá-los.

— Onde vai? — indagou Jacob.

— Vou à casa de uma amiga. — respondi abrindo a porta da cozinha que dava para a rua de trás, e antes que dissessem qualquer outra coisa, meus pés já estavam no gramado coberto de neve.

O vento gélido parecia congelar cada movimento meu. A rua estava deserta, exceto por alguns bonecos de neve malfeitos que estavam parados a frente da casa das pessoas; descongelavam aos poucos e, se conheço bem essa neve repentina de Londres, logo aquilo tudo sumiria e viraria lama.

Eu conhecia um atalho até à casa de Beth e obviamente, optei por usar ele. A rua continuava deserta. Ousei tentar olhar para as janelas das casas, em busca de vida, mas as cortinas estavam todas fechadas, o que era um tanto estranho.

Enfiei minhas mãos no bolso de meu casaco e apressei os passos. Em pouco tempo sabia que logo, logo estaria na rua da casa de Beth. Já imaginava-me sentada no seu sofá, enquanto a mesma servia-me alguns cookies com o seu maravilhoso chá doce.

Antes de alcançar a esquina, eu vi alguém aproximando-se. Alguém conhecido. Semicerrei os olhos e tentei focar no rosto da pessoa, para ter certeza de que conhecia realmente quem estava por perto. Com mais alguns passos dados, tive que conter um sorriso ao ver que era Logan. O cabelo loiro estava despenteado, devido ao vento frio que não cessava; as mãos estavam metidas nos bolsos da calça e usava apenas um suéter, o que achei um pouco estranho considerando o frio que fazia.

— Logan! — exclamei um pouco alto demais e xinguei-me mentalmente por isso.

— Hey, Amy. — ele disse quando já estávamos próximos o sufiente do outro e agora, parados para conversarmos melhor.

Eu sentia meu coração acelerar-se mais e mais ao apenas ver os olhos dele tão  próximos. Quando mais uma rajada de vento bateu contra nossos corpos imóveis, institivamente aproximei-me de Logan e ele fez o mesmo. Agora realmente estávamos bem perto.

Lembrei-me das vezes que nos vimos na biblioteca e de como ele era calado. Acho que não nos conhecíamos. Eu nem sabia sua idade e aquilo deixou-me um pouco mal, já que Logan é uma pessoa adorável e com certeza, valeria a pena conhecê-lo de verdade.

— E então, o que faz por aqui? — ele perguntou, atrapalhando-me os devaneios. Foquei minha visão em seu rosto fino e no seu sorriso torto. Acho que já estive aqui antes. Exatamente aqui, com Logan sorrindo para mim e próximo o bastante para... beijá-lo.

— Eu estava indo visitar uma amiga. E você? 

— Voltando da casa de uma amiga. — ele respondeu — faz um tempo que não nos vimos, não é?

Meneei a cabeça concordando. Eu queria ficar em silêncio e desejei que ele também ficasse. Um vento gélido ainda circulava entre nós e senti um leve enjôo. Parecia que algo ruim iria acontecer.

— Eu queria... queria fazer isso há muito tempo. — ele disse enquanto aproximava o rosto do meu.

Não ousei me mexer. Eu estava paralisada e nenhuma parte do meu corpo obedecia meus comandos de afastar-se, mesmo que eu não quisesse de fato fazer isso. Os lábios dele abriram-se um pouco antes de encontrarem-se com os meus. Nossos lábios estavam em perfeita sintonia e era como se ele soubesse exatamente o que fazer para que eu ficasse mais presa a aquele momento. Os dedos dele em meu rosto e seu toque delicado. O beijo calmo e lento, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Nós já nos beijamos antes, tenho certeza. Eu reconheceria aquele toque em qualquer lugar.

Paramos o beijo quando mais uma rajada de vento bateu contra nós dois, arrepiando-me dos pés à cabeça. Abri os olhos com relutância, pois queria continuar imersa a aquele recém toque tão... conhecido. Eu queria lhe dizer que nos conhecíamos de algum lugar sem ser a biblioteca. E ele precisava dizer a mesma coisa.

— Eu... eu acho que... — tentei dizer ao perceber o olhar dele sob mim. Um olhar que dizia "você sentiu a mesma coisa?", ou talvez fosse impressão minha.

Ouvi aplausos fortes e lentos atrás de mim, assustando-me no mesmo instante. Virei o corpo e senti minha garganta ficar seca instaneamente. Andrew?

— Parabéns pela cena dramática e... fofa? — ele disse com um sorriso debochado no rosto que sumiu em segundos. Meu coração estava acelerado e pensei que o mesmo poderia parar a qualquer momento.

Olhei para Logan novamente, que havia cerrado os punhos. Ambos encaravam-se como se fossem rivais há muito tempo. O que realmente estava acontecendo aqui?

Quando meus olhos encontraram-se os de Andrew, um flash invadiu minha visão; em seguida, vi um Andrew sorridente, vestido com trajes vitorianos, exatamente como sempre aparece em meus sonhos. Fechei os olhos com força e era como se meus sonhos estranhos estivessem misturando-se com a realidade.

Ainda com olhos fechados eu vi Logan, com trajes vitorianos também, o cabelo penteado para trás enquanto puxava-me para dançar. Os dedos dele em minhas mãos. O beijo. Parecia tudo tão novo e ao mesmo tempo tão velho.

Abri os olhos e foquei em Andrew, e de alguma forma, eu lembrei do toque dele em mim. Dos braços dele me envolvendo, do beijo lento e compassado, e do seu toque aveludado em meus cabelos. Lembrei-me da sua boca próxima a minha orelha cochichando da forma mais apaixonante possível as palavras "eu amo você".

Minha cabeça continuava sendo bombardeada com imagens dos dois e sabia que em algum momento, ela explodiria.

Levei as mãos às têmporas, antes de sentir meu joelhos enfraquecerem. Tudo a minha volta parecia ter literalmente parado. Minha última visão foi a de Andrew, ainda parado com os punhos cerrados encarando Logan com fúria. E eu ouvi bem as suas palavras, que em menos de segundo ficaram ecoando em minha mente e dissipando-se lentamente no ar:

— É sempre bom revê-lo... irmão



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