História Meu Chefe Dominador - Capítulo 53


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Castiel, Debrah, Kentin, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel
Tags Bdsm, Bondagem, Disciplina, Masoquismo, Nathaniel, Sadismo, Sexo Selvagem
Visualizações 383
Palavras 4.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Até que fim vim atualizar essa história com o ultimo capítulo.

Ufa! Foi bem demorado, quase um mês na luta de pensar e saber o que escrever.

Desculpe qualquer erro.

E Todos os créditos ao terceiro livro da serie "A SUBMISSA" DE TARA SUE ME. Treinamento é o nome do livro.
Eu peguei o final e modifiquei algumas coisas para dar o desfecho dessa história.

Boa Leitura <3

Capítulo 53 - 6 anos depois...


Luna Winther

 

Uma semana havia se passado desde que ganhei Cristal. O silencio que eu tive no final da gravidez se transformou em barulho agora com Cristal em casa. Nathaniel não parava um segundo de paparicar a mais nova da casa junto com Tyler que dizia que protegeria a irmã dos monstros que haviam debaixo da cama e no guarda roupa.

Nathaniel decidiu colocar os dois no mesmo quarto até Cristal crescer mais um pouco, assim Tyler teria uma companhia para dormir e não precisaria se enfiar entre nossas cobertas de madrugada.

Visitas de manhã até a noite enchiam a mansão de Nathaniel, na verdade, nossa mansão. Me sentia exausta todos os dias por acordar cedo e dormir tarde. Minha mãe estava me ajudando nessa jornada, eu amava ficar com Cristal no colo velando seu sono e ria emocionada quando ela sorria enquanto sonhava.

Me arrumei toda para poder ir a empresa de Nathaniel e levar nossa filha. Muitos de seus amigos e colegas de trabalho ansiavam por vê-la, mas era difícil por conta da rotina.

Nathaniel nem sonhava que eu estaria indo fazer uma visita a eles, mas isso que me deixava feliz ver a cara dele de surpresa quando eu chegar com nossa filha e ela ser babada por todos. Ele com certeza teria ciúmes.

- Mãe, vamos ou não vou chegar a tempo de almoçar com Nathaniel. – Gritei para ela da porta enquanto ajeitava Cristal no colo. – E traga o berço portátil, por favor.

- Para que essa gritaria toda? – Elizabeth revirou os olhos. – Não sei como Cristal não acordou.

- Ela é dorminhoca. – Sorri dando um beijinho em sua testa. – Temos que pegar Tyler antes de irmos, ele está com a Vera no parque.

Minha mãe assentiu e saímos de casa. Melody havia ido viajar faz dois dias, antes disso ela passou aqui em casa e veio ver nossa filha. Ela dizia se parecer com Nathaniel e eu fiquei feliz por isso não encontrei nenhum ressentimento em sua voz graças a Deus ela havia superado tudo.

Tyler as vezes chora por falta da mãe, mas sempre conseguimos convencê-lo que ela irá voltar para busca-lo e passar as férias com ela na França. Fico feliz por ele ser um menino bom e compreensivo na maioria das vezes. Sempre me ajuda com sua irmãzinha e é isso que eu amo demais nele o fato de ele querer ajudar sempre.

Paramos no parque e pegamos vera e Tyler seguindo para empresa logo depois. Depois que Melody viajou Nathaniel decidiu contratar Vera para tomar conta de Tyler e me ajudar também com Cristal o que eu achei ótimo. Ter algum sempre por perto para me auxiliar quando minha mãe não estava era bom.

- Bom dia Suzan. – Disse assim que parei na recepção olhando ela distraída com alguns papeis no balcão.

- Oh meu Deus! – Ela levantou rapidamente e dei meia volta no balcão. – Luna, que linda. – Comentou olhando para Cristal. – Posso pegar?

- Claro. – Sorri e coloquei Cristal em seus braços. – Ela é dorminhoca, acabou de mamar e voltou a dormir.

- Meu Deus, faz tanto tempo que não pego uma criança no colo que estou até desajeitada. – Suzan riu. – Você quer que avise o Nathaniel?

- Não, não. É uma surpresa. – Sorri pegando Tyler no colo. – Nós vamos subir.

- Certo, não irei avisar, mas certamente ele deve estar em uma reunião. Vou acompanhar vocês até o elevador.

Minha mãe e Vera decidiram fazer compras juntas, ela cismava que tinha que comprar coisas saudáveis para mim. Suzan apertou o botão do elevador para mim e coloquei Tyler no chão para pegar Cristal.

Assim que o elevador subiu e parou no andar da West industrias sorri ao ver Hanna toda concentrada atendendo ao telefone. Tyler saiu correndo assim que a porta do elevador abriu e pulou no colo de Kentin que estava passando.

- Olha quem veio fazer uma visita. – Kentin disse animado se aproximando. – Tyler e sua irmãzinha.

- É Cristal. – Tyler o corrigiu nos fazendo rir. – Ela dorme muito e não gosta de brincar.

- É porque ela ainda é muito pequenininha, quando crescer vai brincar com você. – Kentin respondeu ele calmamente.

- Não acredito. – Hanna disse estridente. – Deixa eu pegar essa coisa fofa.

- Hanna, não aperta minha filha. – Brinquei quando ela enchia Cristal de beijos. – Ela vai ficar com alergia com tantos beijos.

Uma menina magrinha de cabelos longos e pretos se aproximou e olhou para mim. Ela conseguia ser um pouco mais baixa que eu e seus olhos eram da cor castanho claro que combinou perfeitamente com seu rosto fino.

- Você que é a Luna? – Assenti.

- Prazer, meu nome é Samanta. Estou ajudando o senhor West agora. – Ela olhou para Cristal. – Sua filha é linda.

- Obrigada, Samanta. E seja bem-vinda. Espero que esteja fazendo um bom trabalho. – Sorri.

- Sim, o senhor West acabou de sair de uma reunião, ele deve estar chegando...

O elevador se abriu e Nathaniel saiu conversando com um homem que aparentava ter a mesma idade dele. Sorri ao vê-lo e ele se aproximou e me deu um beijo.

- Não sabia que vocês viriam aqui. – Nathaniel pegou Tyler do colo de Kentin.

- Surpresas boas são sempre bem-vindas. – Hanna comentou. – A cada dia que passa Cristal fica cada vez mais parecida com Nathaniel.

- Que isso não aconteça, porque não quero minha afilhada convencida por aí. – Kentin comentou.

- Eu não sou convencido. – Nathaniel revirou os olhos.

- Bom... eu vim para almoçar com você. – Encostei a cabeça no peito de Nathaniel. – Podíamos todos almoçar juntos. O que acham?

Todos concordaram. Hanna desfilou com Cristal no colo pela empresa mostrando para todo mundo enquanto Kentin a seguia com Tyler que cismou em seguir sua irmã. Ele era um fofo a todo momento querendo cuidar dela.

- Onde está a Vera e sua mãe? – Nathaniel perguntou quando já estávamos sozinhos.

- Foram fazer compras. Não acho que elas vão voltar agora e eu estou com fome.

- Vou pegar minhas coisas e vamos comer. – Assenti e dei um beijo em seu rosto.

 

***

Depois de fecharmos o restaurante só para nós podermos comer, fizemos os pedidos. Enquanto Nathaniel conversava com Kentin e outros colegas de trabalho sobre a mesa eu me interessava ainda mais por Samanta.

Ela parecia uma boa menina pelo pouco de conversa, Hanna a ajudava em tudo que precisava e sua educação comigo me chamando de senhora West me fazia rir. Diferente de Melody eu não a via como ameaça, sabia perfeitamente que Nathaniel tinha olhos só para mim e ele deixava isso claro todos os dias antes de dormir e ao acordar.

Ter Nathaniel na minha vida foi como uma peça do quebra cabeça que faltava, já sofri muito por amor e aprontei muito em relação a isso, mas graças a Deus ele me presenteou com o maior dos presentes e se depender dele continuará me presenteando ainda mais.

Sorri ao ver Cristal dormindo tranquilamente no colo de Hanna e Tyler em meu colo brincando com seus carrinhos. Agora com a ideia de ter uma irmã mais nova ele não desgrudava nem um pouco mantendo seus olhinhos sempre atentos a quem pegava e se aproximava dela.

Hanna colocou Cristal no berço portátil ao seu lado assim que os garçons chegaram com os pratos selecionados do cardápio. Arrumei para Tyler e para mim já que Nathaniel estava muito distraído em sua conversa com Kentin.

- E quando vai ser seu casamento, Hanna? – Perguntei e levei uma garfada a boca. – Estou ansiosa para ver minha amiga se casar.

- Eu não posso casar sozinha. – Ela brincou e desviou o olhar rapidamente para Kentin que ria de algo que Nathaniel disse a seu ouvido. – Acho que estamos esperando o momento certo. Por incrível que pareça nossas férias serão juntas daqui a três meses, talvez quem sabe Kentin não decida até lá?

- É maravilhoso ver como vocês se dão bem assim como o senhor West e a senhora. – Samanta me olhou com um brilho no olhar.

- Um dia você encontrará alguém que te ama assim. – Hanna disse a ela e voltou a comer.

 

Nathaniel West

 

Quando saímos do restaurante peguei Tyler no colo enquanto Luna levava Cristal no berço, fomos caminhando em direção ao carro e acabamos encontrando a mãe dela e Vera conversando em uma pracinha ali perto.

- Mãe a senhora comeu? E você Vera? – Luna perguntou olhando para as duas.

Eu amava o jeito e a preocupação de Luna com as pessoas isso e outras coisas que deixavam ela ainda mais perfeita para mim. Tyler desceu do meu colo e correu para o parquinho, peguei a cristal no colo e fiquei brincando com suas mãozinhas enquanto ela olhava atenta para mim e as vezes sorria.

Por volta das três horas decidi voltar para empresa e terminar o que ainda estava pendente. Dei um beijo em Luna, em Cristal e dei tchau para Tyler que acabou não me dando atenção por estar entretido com o escorregador e seus novos coleguinhas. 

Quando cheguei na empresa Kentin logo veio me avisar que um dos representantes de Alfred aguardava em um sofá fora da minha sala. O cumprimentei e abri a porta para que ele entrasse. Sentei em meu lugar e indiquei para que ele sentasse a minha frente, pelo o que vi ele veio dizer sobre as obras do meu mais novo prédio e pelo que parecia andava complicado as coisas por lá.

 

Depois de conversarmos por bastante minutos, chegamos em um acordo e o representante de Alfred disse que iria passar tudo que conversamos a eles. Enquanto descansava na minha cadeira no escritório escutei a porta se aberta e passos caminhando apressadamente em minha direção.

- Senhor West? – Abri os olhos e vi Samanta me olhando ansiosamente.

- Sim?

- Eu terminei todo meu trabalho e já passa das seis horas. – Ela dizia nervosamente. – Eu posso...

- Pode ir, Samanta. Seu trabalho terminou por hoje. – Dei um meio sorriso. – Deixa que eu cuido de tudo por aqui.

- Obrigada. – Ela fez uma referência e saiu da sala.

Apaguei as luzes do escritório e fechei a porta. Estranhamente estava tudo quieto no andar, já passava da hora do expediente finalizar, mas encontrei a bolsa de Hanna em cima de sua mesa o que deu a entender que ela ainda estaria aqui e provavelmente na sala de Kentin.

Decidi não interrompe-los seja lá o que eles tivessem fazendo. Apaguei todas as luzes e chamei o elevador, entrei e desci para a garagem. Caminhando com passos largos acionei o dispositivo do carro para as portas destravarem e antes que eu pudesse entrar meu braço foi segurado me fazendo olhar para trás.

- Debrah? – Olhei surpreso. – O que faz aqui?

- Fiquei te esperando esse tempo todo. – Ela me analisou. – Pensei que não me reconheceria.

- Realmente não tem como te esquecer. – Revirei os olhos e joguei minhas coisas dentro do carro assim que abri a porta.

- Soube que você casou com a sua assistente. – Olhei para ela e vi o sorriso de provocação em seu rosto. – Ela realmente conseguiu.  

- Olha, se veio para falar mal de Luna eu vou ser bem sincero com você...

- Não, que isso. – Ela sorriu. – Só estou impressionada com como tudo isso aconteceu rápido demais, sabe. Lembro quando Melody me ligou chorando depois de descobrir sua traição. – Ela balançou a cabeça negativamente. – Luna realmente é uma mulher sem escrúpulos, não é?

- Saia daqui. – Respondi ela entredentes. – Não fale assim dela. Aliás eu queria me separar de Melody a muito tempo.

- Não pode tocar no nome da amada que o senhor West vira uma fera. – Debrah riu me deixando ainda mais irritado. – Fica tranquilo, soube que vocês têm uma filha agora e só vim deixar um presentinho e saber como anda meu amigo.

- Eu não quero nada que venha de você, Debrah. Não sei como Melody se tornou sua amiga depois de tudo. Meu casamento com ela quase terminou por sua causa.

- Olha, mas dessa vez você mesmo fez a besteira. Enfim... eu estou namorando outra pessoa agora acho que combinamos.

- Não sei quem é o louco. – Resmunguei entrando no carro e fechando a porta.

- Nos vemos em breve. – Ela acenou assim que subi o vidro e arranquei com o carro deixando ela para trás.

Meus pensamentos estavam perturbados depois de encontrar Debrah, parecia que quando as coisas iriam melhorar tudo piorava novamente. E que talvez esse seria o preço por eu fazer tantas escolhas erradas na minha vida.

Não que Luna e Cristal seja a minha escolha errada, longe disso elas são os amores da minha vinda junto com Tyler, mas as vezes bate uns pensamentos que tudo poderia ser diferente enquanto estava com Melody.

Quando estacionei na garagem de casa peguei minhas coisas no carro e vi a sacola de presentes de Debrah jogada no banco de trás. Não havia percebido que ela colocou lá, peguei a sacola e entrei dentro de casa encontrando Luna com Cristal no colo sentada no sofá.

- Oi amor. – Ela disse toda sorridente. – Sentimos sua falta.

- Oi. – Sorri nervoso. – Eu também senti falta de vocês. – Dei um beijo na testa de Luna e em Cristal que me olhou com seus olhinhos brilhando. – Onde está Tyler?

- Saiu com minha mãe, mas devem estar voltando. – Luna me analisou. – Está tudo bem?

Porque ela tinha que me conhecer tão bem?

- Encontrei com Debrah hoje. – Cocei a cabeça nervoso.

- Pelo que eu conheço dela tenho a certeza que colocou merdas na sua cabeça para estar agindo assim. – Luna revirou os olhos. – E essa bolsa?

- É o presente dela para Cristal.

- Sério? – Assenti.

- Mas não vamos ficar, vou jogar no lixo eu não sei o que ela fez ou o que tem aqui dentro.

- Tenho certeza de que ela não faria mal a nossa filha.

- Melhor não arriscar. Vou subir e tomar banho. – Avisei entrando na cozinha e jogando a bolsa no lixo.

Subi as escadas para o quarto e retirei meu paletó colocando em cima da poltrona, abri o cinto e também coloquei em cima da poltrona. Entrei no banheiro e abri o registro do chuveiro entrando logo em seguida deixando a água quente cair sobre meu corpo.

Não demorei mais que meia hora e escutei a voz de Tyler entrando no quarto e me gritando dizendo que ele trouxe pizza para gente comer. Me sequei e enrolei a toalha na cintura saindo do banheiro.

- Pensei que teria que entrar no banheiro para te tirar de lá. – Luna comentou me olhando.

- Não seria má ideia. – Sorri maliciosamente. – Faz tempo que não temos um tempo só para nós.

- Acho que hoje podemos namorar. Minha mãe vai dormir com Tyler e ficar de olho em Cristal. – Luna alargou o sorriso e eu retirei a toalha pegando a cueca e vestindo.

- Isso é bom. – Mordi o lábio inferior vendo os seus olhos sobre meu corpo. Tirei qualquer pensamento de agarra-la e jogar Luna na cama. Senti meu pênis começar a crescer então vesti a roupa rapidamente. – Vamos descer.

Luna se levantou da cama e se aproximou de mim abraçando minha cintura. Segurei seu rosto com ambas mãos e selei nossos lábios, passando a língua lentamente sobre a sua e finalizando o beijo com selinhos demorados.

- Eca! – Escutei alguém dizer atrás de Luna e me separei dela para olhar. Tyler fazia cara de nojo enquanto nos olhava. Luna deitou a cabeça em meu peito e sorriu olhando para ele.

- Você não gosta? – Luna perguntou enquanto ria e Tyler balançava a cabeça negativamente. – Quando crescer vai gostar.

- Não vamos pensar nisso, por favor. – Disse sorrindo para Tyler. – Agora vamos descer. – Segurei a mão de Luna e saí do quarto com Tyler à frente.

Tyler atravessou o hall da sala correndo até a cozinha. Luna ria enquanto Elizabeth gritava com ele para não correr ou ele iria cair e se machucar feio.

Antes de ir para a cozinha a campainha tocou e olhei para Luna perguntando mentalmente se ela havia convidado alguém e ela apenas negou caminhando para cozinha.

Com a campainha tocando insistemente abri a porta e dei de cara com Paul e Cristine parados me olhando de sorriso orelha a orelha.

- Boa noite, espero não estarmos interrompendo nada. – Paul disse entrando e apertando meu ombro. – Decidimos te visitar em cima da hora.

- Tudo bem. – Sorri e deixei que Cristine entrasse antes de fechar a porta.

- E onde está Luna? – Cristine perguntou com os olhos brilhando. – Quero ver Cristal.

- Estou bem aqui. – Luna entrou na sala com os braços abertos pronta para abraçar Cristine e Paul. – Que visita maravilhosa. Estávamos indo agora mesmo jantar, venham.

Luna os direcionou para a cozinha e apresentou para sua mãe. Olhei para a cara de reprovação de Paul e Cristine pelo jantar ser pizza.

Nós quatro sabíamos que a alimentação tinha que ser saldável e nada de coisas gordurosas dias de semanas. Era raramente que isso acontecia, mas como Luna deixou que Tyler e Elizabeth comprassem a janta não vi mal nisso.

Como não queriam fazer desfeita e era apenas por uma noite resolveram sentar e desfrutar das diferentes pizzas que Elizabeth comprou. Tyler ria e conversava todo animada com Cristine que não parava um só segundo de paparicá-lo.

- Temos que conversar. – Paul sussurrou para mim. – Nós quatro. Sobre o que acontece agora depois de vocês terem Cristal.

- Não podemos conversar com a mãe de Luna aqui. – Sussurrei sorvendo um gole de vinho. – Podemos esperar ela dormir e conversarmos no meu escritório.

- Por mim tudo bem. – Paul deu de ombros.

- Vocês podem passar a noite aqui se quiserem.

- Acho melhor não. Nosso bebê está em casa com a babá. – Apenas assenti e voltei a comer.

 

Horas depois Elizabeth subiu para ver Cristal e levou Tyler junto com ela se despedindo de todos e dizendo que iria se deitar.

A hora perfeita para podermos conversar sobre quaisquer coisas que Paul e Cristine teriam em mente. Os acompanhei até meu escritório e fechei a porta assim que entramos, sentei-me atrás da mesa e Luna sentou-se em meu colo.

- Fiquem à vontade. – Disse referindo para que eles sentassem. – Sobre o que querem conversar?

- Como seu Dom e mentor quero apenas o melhor para os dois e falar sobre como fica daqui em diante com filhos. – Paul começou olhando atentamente para Luna e para mim. – Não lembro se realmente tocamos nesse assunto quando esteve lá em casa, mas é bom reforçar.

- Luna, como você sabe, ainda pode continuar jogando. Mas terá que ter horários e saber lidar com isso. Nem sempre terão Elizabeth para ajudar com as crianças por mais que ela goste disso. Ela também tem uma vida.

Luna assentiu e ouviu atentamente todas as explicações de Cristine e Paul. A maioria dos avisos eu já havia escutado de Paul e ele apenas reforçou. Jogar com Luna era prazeroso, mas em primeiro lugar vinha nossos filhos e isso tanto eu como ela entendia muito bem.

- Outra coisa. Sobre alimentação. – Paul cerrou os olhos em minha direção. – Espero que não tenham comido essas porcarias sempre.

- De vez em quando. – Dei de ombros. – Tyler insiste para comer isso.

- Admiro você Nathaniel. Sempre foi certinho em relações a comida. – Paul arqueou a sobrancelha. – A dieta é válida e os excercícios também para manter o corpo saudável e em forma para seu bel prazer.

- Não vai se repetir. – Confirmei o encarando.

- Eu acho bom. Espero não ter que vir aqui por negligencia de vocês. – Paul levantou-se junto com Cristine. – Temos que ir, qualquer dúvida sabe onde me encontrar. – Sua mão apertou levemente meu ombro enquanto a outra estendia em um aperto de mão.

- Podem voltar quando quiserem e tragam o bebê. – Luna disse a Cristine.

Saímos do escritório e fomos caminhando silenciosamente pelo corredor quando escutamos o choro desesperado de Cristal.

- Eu fico por aqui, já é hora de ela mamar. – Luna deu um beijo em Cristine e depois em Paul. – Espero a visita de vocês. – Ela sorriu e entrou no quarto.

Desci com eles até o hall de entrada e me despedi. Fechei a porta e subi rapidamente para o quarto de Cristal ainda escutando seu choro desesperado.

- O que ela tem? – Perguntei olhando minha menina ficando vermelha de tanto fazer força para chorar. – Me dê ela.

Peguei dos braços de Luna e deitei no divã com Cristal de bruços sobre meu peito enquanto fazia leve massagens com a ponta dos dedos em suas costas. O seu choro foi diminuindo aos poucos até ela parar de chorar e ficar me encarando com seus lindos olhos.

- Ei, não deixe a mamãe preocupada. – Sorri quando vi ela bocejar.

- Como? – Luna perguntou me olhando.

- Ela só está com cólica. É normal nessa fase. – Olhei para Tyler que tentava se manter sentado, mas seus olhos fechavam e abriam rapidamente quando ele tombava para o lado quase caindo. – Tem que por ela junto ao seu peito ou sua barriga. Vi Melody fazer muito disso com Tyler. – Sorri.

- Obrigada. – Luna sussurrou e deitou ao meu lado. Seus dedos acariciaram a cabeça de Cristal lentamente até ela dormir. – Eu te amo.

- Eu amo você. – Dei um beijo em sua testa.

- Eu não sabia o que fazer, minha mãe foi ao banheiro e tentei balançar e dar mama, mas ela não aceitou.

- Você se acostuma com isso. É para essas coisas que estou do seu lado. Agora somos uma família.

Luna assentiu e me deu um rápido selinho antes de se levantar e ajeitar Tyler que estava todo torto na cama vencido pelo sono. Levantei do sofá e coloquei Cristal em seu berço, logo depois Elizabeth entrou no quarto enquanto eu e Luna saíamos.

 Tomamos banho juntos e deitamos na cama relembrando dos “velhos” tempos quando era apenas eu e ela em casa onde só podia dar prazer a ela e fazer com que Luna gritasse de prazer.

Mas dessa vez fizemos amor com muitas caricias e beijos não deixando a vontade de gritar e gemer vir à tona. Depois de longos minutos estávamos cansados e satisfeitos prontos para dormir.

 

SEIS ANOS DEPOIS

 

Sexta-feira à noite e a casa está silenciosa. Ken o novo cachorro de Tyler está sentado no corredor do segundo andar, e como sempre, entre as duas portas fechadas dos quartos. Ele suspira e apoia a cabeça nas patas, sabendo que não demorará muito para ver o bebê de novo. Talvez amanhã eles possam ir para fora e brincar de novo à sombra da casa na árvore.

Henry tem oito semanas. Sua irmã Cristal, completa 6 anos no mês que vem. A porta do quarto principal se abre e Abby sai, nua, exceto por um sutiã, seus passos leves e rápidos. Embora seu corpo ainda seja sexy, mudou muito nos últimos anos. E embora suas noites não sejam nada repousantes, naquele momento não está cansada.

Foi promovida como diretora e braço direito da West industries três anos antes. Nessa época, os negócios se ampliaram ainda mais, expandiu-se várias empresas ao redor do país e muitos hotéis e casas noturnas.

Luna desfrutava de seu cargo, mas ficava constantemente estressada por não conseguir tempo. Sua ideia era pedir demissão na semana seguinte pois queria ficar em casa com os filhos, mas Nathaniel não daria o luxo de demitir sua melhor funcionária. Luna tinha o tempo do mundo para ficar em casa cuidando de seus filhos e sabia muito bem disso, mas cumpria com seu dever com a bela personalidade que tinha.

Esta noite, porém, seu foco está em algo inteiramente diferente e ela para por pouco tempo na frente de cada um dos dois quartos, para saber se não há nenhum som vindo de dentro antes de se virar e entrar na sala de jogos.

Está ao mesmo tempo excitada e hesitante ao entrar. Excitada, porque é a primeira vez em muito tempo desde a última vez que ficaram lá, e hesitante pelo mesmo motivo. Sabe que ele pegará leve com ela esta noite. Ele havia pegado leve também na primeira vez que jogaram depois de Cristal nascer. Mas ela não se importou. Depois de anos morando juntos, amando-se, brigando e fazendo as pazes, ela estava confortável sabendo que, na sala de jogos, ele é seu mestre. Não deseja nada diferente disso.

Momentos depois de a porta da sala de jogos se fechar a suas costas, a porta do quarto do mestre se abre mais uma vez e Nathaniel vai para o corredor. Está com os jeans pretos que normalmente usa para a sala de jogos. Sua mente repassa os planos para a noite e ele gasta alguns minutos tentando prever a reação dela.

Ela deve saber que ele não a pressionará demais. Isto servirá como uma nova adaptação para os dois. Por um momento, ele fica na frente dos quartos das crianças e imagina os dois dormindo lá dentro. Cristal, tão cheia de vida, com olhos inquisitivos e uma mente curiosa muito parecida com a da mãe. E Henry, já mostrando sinais de uma alma sossegada e contemplativa. Nesse tempo sentia falta de Tyler que decidiu ir morar com a mãe aos dez anos.

Ele olha sua aliança de casamento, a que tinha sido de seu pai, e sorri antes de entrar na sala de jogos. Dentro dela está sua mulher, submissa, amante, a mãe de seus filhos e sua melhor amiga. Esta noite, ele mais uma vez comandará seu corpo e sua alma, jogando com os dois do modo com que ela tanto ânsia, como só ele pode fazer. Quando tiverem acabado, ele a carregará para o quarto dos dois, onde irá venerá-la com palavras e toques, envolvendo-a na segurança e no conforto de seu amor.

 

FIM.


Notas Finais


Felizmente e Infelizmente chegamos ao final dessa história. Estou pensando em fazer um epílogo de Luna e Nathaniel com os filhos e tudo mais. Então ainda deixarei essa fanfic aberta. Só não sei quando postarei novamente. Mas prometo que será esse ano ainda kkkk.

Obrigada a todos que lerem até aqui e eu farei um capítulo só com os agradecimentos então polparei palavras. <3


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