História Meu Cidadão Americano - Capítulo 11


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games), Supernatural
Personagens Alma Coin, Annie Cresta, Beetee Latier, Brutus, Caesar Flickerman, Cashmere, Castiel, Castor, Cato, Cinna, Clove, Coriolanus Snow, Cressida, Dean Winchester, Delly Cartwright, Effie Trinket, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Glimmer, Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Madge Undersee, Mags, Marvel, Paylor, Peeta Mellark, Personagens Originais, Plutarch Heavensbee, Primrose Everdeen, Rue, Seneca Crane, Tresh
Visualizações 25
Palavras 2.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nhaaaa olha eu de noovooo❤

Capítulo 11 - Algo exatamente assim


Fanfic / Fanfiction Meu Cidadão Americano - Capítulo 11 - Algo exatamente assim

Mas ela disse, para onde você quer ir?

Quanto você quer arriscar?

Eu não estou procurando por alguém

Com algum dom sobre-humano

Algum super-herói

Alguma felicidade de conto de fadas

Apenas algo a que eu possa recorrer

Alguém que possa sentir a falta

Something Just Like This – The Chainsmoker feat. Coldplay

Pov. Peeta

Dói a garganta e meu peito. Tresh e Cato se mantêm entretidos em uma conversa sobre assuntos absurdos e eu, com minha cabeça descansando sobre meus braços, com dificuldade de respirar.

O ar-condicionado da sala está ligado, mas mesmo assim sinto calor. Não quero tirar o moletom agora, não hoje, não quero me sentir com medo e exposto por um apenas arregaçar de mangas.

Então escuto sua risada. Não faz a dor sumir, mas a diminui enquanto a vejo entrar na sala com Gale – os dois rindo e de braços dados – na ausência do professor de Geografia. A garota italiana, cujo ontem dormi em sua cama e chegou nesse país há dois meses, me lança um sorriso adoravelmente envergonhado e se aproxima de minha carteira. Se senta em minha mesa e deita minha cabeça em suas pernas nuas pela saia, beijo a barriga exposta pela blusa curta e ela infiltra  seus dedos em meus fios, sorrio ao sentir seus dedos desenhando meu rosto e as unhas, agora curtas, raspando de leve em minha pele.

— Você tá bem?— sua voz suave e baixa preenche meus ouvidos e tento sorrir, algo que mais parece uma careta. — Quer conversar? – apenas balanço levemente na negativa e ela sussurra um “Okay” baixo.

Fecho meus olhos apreciando o carinho de seus dedos em meu couro cabeludo. Ela volta toda sua atenção aos meninos e conversa animadamente com Cato que em pouco tempo de sua estadia viraram melhores amigos, até sentiria ciúmes se não soubesse o quanto ele ainda é louco por Clove, a garota que o traiu e a cada dia passa com um garoto diferente em sua cama, mesmo demonstrando um resto de sentimento pelo loiro.

— Ei, o que acham de fazermos uma festa do pijama? Tipo “panties party”*? – Gale fala animado e Effie concorda animada.

— Peeta Mellark, irmão de Gale Hawthorne que moram na mesma casa e que sempre ficam sob as asas da Johanna quando nossos pais viajam se apresentando! – aperto os braços em volta da cintura da morena e viro novamente meu rosto batendo meu nariz abaixo de seu umbigo.

— Não sei porquê tá se mordendo... Você usa calcinhas Peeta? – diz o garoto magro pedindo um tapa bem dado na nuca.

— Não, idiota! Moro naquela casa também e sabe que estamos em semana de provas! – falo inventando alguma desculpa.

A verdade é que não quero um bando de garotas gritando e ouvindo Justin Bieber, dizendo o quanto ele é gato, espalhando comida e cabelo pela casa e deixando tudo para eu limpar.

— Durma no Tresh se esse for o problema!

— E escutar ele e Glimmer nos coitos? Ou o ronco dele? Valeu... Mas me responda algo.

— Diga! – fala despreocupado e sorrio internamente.

— Como você disse: Panty Party, e você está incluído nessa festinha... Você usa calcinha? – pergunto tranquilo ajudando Katniss descer da mesa e escuto meus amigos rirem.

Não sem antes ouvi-lo reclamar ao puxar o pulso da garota.

— Idiota!

—______________________________________________________________

— Estão ouvindo esse sinal? Sinto como se fosse o muro de Berlim sendo derrubado!

— Exagerado... – diz sua gêmea oposta dele recolhendo todo o material que caiu da mochila aberta do irmão enquanto ele corria pulando pelo corredor.

— Se inscreveu para alguma aula extracurricular? – Effie entrelaça seu braço ao da italiana, que anda ao meu lado e no meu ritmo mexendo no celular.

— Para a da Cressida. Como é?... Teatro!

— Então melhor correr que a aula já começou, Cato e Gale estão lá... – fala a minha prima fazendo Katniss arregalar os olhos e correr para o auditório.

Observo ainda calado a garota correr pelo corredor e os cabelos longos, ondulados e castanhos escuros com metade azul desbotado balançarem na medida em que os pés cobertos pelo tênis da marca de seus pais batem no chão, amortecendo sua pisada.

— Você tá “caidasso” na Katniss...

— Menos Glimmer, bem menos. Quase nada! – falo e coloco meus braços em cima de seus ombros.

— Admita garoto, você tá apaixonada pela minha amiga e eu sei... Somos irmãos, cara! – diz me abraçando na cintura e rio, nos levando para a quadra.

— São apenas alguns beijos Glimmy... Umas trocas de saliva aqui e ali. – falo a deixando no banco da arquibancada.

— Eca, você fez o beijo parecer nojento e broxante agora! – fala fazendo uma careta e rio, beijo sua testa e sigo com os meninos para o vestiário.

Assim que já coloco o uniforme do time e os tênis de amortecimento, sigo com Tresh para a quadra. O professor apita o treino nos instruindo o que já sabemos e devemos fazer, aproveita que não há alunos novos no time e sai para encher o saco da Glimmer.

— Glimmer! Descobriu o caminho da quadra?

— Ai, cala a boca! – mesmo de costas, sei que minha amiga revira os olhos segurando o riso, sabendo que terá que aguentar as brincadeirinhas e piadinhas do professor se quiser assistir nosso treino.

— Que ignorância, só te fiz uma pergunta!

— Mete o processinho então...

—______________________________________________________________

Pov. Katniss

Me recupero do segundo tombo, respiro fundo, arrumo meus cabelos e espalmo as mãos nas laterais das minhas coxas para retirar as sujeiras do chão. Arrumo a mochila leve nas costas e entro no auditório, onde um papel de informações mostrou que aqui seria a aula e que eu já estava dez minutos atrasada.

Cressida termina de prender um grande tecido e desce as escadas de metal com ajuda do garoto novo que já esqueci o nome.

— Você aqui no curso de Artes Cênicas? – escuto a voz de Cato atrás de mim e seus braços circulam meus ombros, aproveito e apoio meu queixo em seu antebraços.

— Decidi me dar essa chance ao teatro além da pintura. – saio de seu abraço/golpe de luta e abraço seu corpo, sentindo o perfume adocicado e o calor do meu amigo junto ao meu.

— Bom, hoje o tema é “circo”, vai ter que subir no pano, empilhar pratos na varetinha... – diz apontando para o pano onde uma garota de cabelos coloridos parece escorregar entre o grande azul do tecido.

— Vem, Gale está no trapézio, mas tira seus tênis antes. – aponta para os meus pés e os livro empurrando os tênis em um só movimento.

Deixo as meias dentro dos tênis e corremos até Gale que está de cabeça para baixo, sem camisa, segurando o corpo com as pernas no trapézio.

— Cuidado para o sangue não descer a cabeça, hein?! – Cato tenta fazer uma piada e não me seguro, rindo da piada sem graça e me apoiando em seu ombro enquanto me dobro com a mão na barriga sentindo dor da risada.

— Ai, minha rabiga!

— A sua o quê? – Cato começa a rir comigo e minha risada aumenta.

— É que eu falei errado... – consigo parar de rir e me apoio no ombro dele.

— Tudo bom contigo?

— Sim, sim, sim!

— Ai, ai... Ei, meu cheiro, “perdemo” o Gale. – paro a risada devagar ao ver Cato com o indicador no lábio em sinal de pensamento olhando para Gale.

— Gale? – me aproximo do garoto magro e vejo seus olhos cinzas vermelhos como só de alguém que chora a vida.

Cato fica sério e me ajuda a descer Gale do trapézio. Ele me abraça sem vontade e escuto o barulho da sua garganta segurar o choro faço um sinal para Cato encher a garrafinha do moreno e ele me atende todo atrapalhado.

— Vem comigo... – o puxo pela mão até a última fileira do auditório assim que vejo Jade se aproximar de nós.

“Garota Curiosa!”

Penso irritada e de saco cheio dessa aí. Gale se senta nas poltronas grandes e confortáveis, aproxima os joelhos do peito e apoia o queixo nos joelhos.

— Chora... Pode chorar... – e esse é o estopim.

Ele, com o rosto no meu pescoço, chora soluçando. Espalmo minhas mãos em suas costas e subo para sua cabeça, ele abraça minha cintura e mesmo sendo magro e pequeno comparado ao irmão, parece um gigante ao ver que toca seus ombros ao abraçar minha cintura.

— O que aconteceu? – pergunto assim que ele se acalma.

Encosto minha testa na sua, pelo perfume e os passos descalços nada delicados sei que Cato está atrás de nós. Ele agacha ao nosso lado, com as mãos se apoiando em meu joelho e no banco do Gale, me entrega a garrafinha térmica toda gelada e se senta no espaço pequeno.

— Eu... – respira fundo e olha para cima. — Eu peguei Blake... E o peguei no banheiro sem camisa e com as calças abertas... O pior foi que nem com um garoto foi! – diz segurando o choro e eu me levanto, com raiva.

— Avisa para Cressida que eu volto logo!

—______________________________________________________________

— Katniss? O que está fazendo aqui? Ainda por cima descalça? – escuto a voz do professor de educação física, mas nem ligo.

— STRONZO! – aproveito que Tresh estava parado, como todos os meninos, com a bola na mão e a pego com grosseria.

— Oi? – vejo Blake parar sua corrida ao me ver indo descalça na sua direção.

Taco a bola mirando em sua barriga, mas acerto seu rosto. Tenho um desespero momentâneo e minha vontade é de ir ao seu encontro perguntando se uma rinoplastia ou implante dentário será muito caro, mas opto por virar o corpo com ignorância e ando rápido para fora da quadra.

— That’s my girl! – escondo um sorriso ao ouvir Glimmer gritar e bater palmas em meio aos seus assovios.

Entro no auditório e corro para me embolar no tecido que está entre o trapézio do Gale e o bambolê suspenso de Cato.

Subo até chegar a altura deles e me torço no pano para ficar sentada ao lado deles.

— O que você fez? – ouço Cato à minha direita e arrumo os fios dos meus cabelos.

— Como?

— Você tá descabelada, suada com uma mini pizza na “subaca” e disfarçando um sorriso. Foi se pegar com o meu irmão, meu cheiro?

— Algo bem melhor! – disfarço um sorriso e seguro firme no tecido, jogando meu corpo para trás e deslizando sobre ele até quase atingir o chão e subo novamente, abrindo minhas pernas em espacate quando meus pés estão presos do pano.

— Ela é doida! – escuto Cato e sorrio.

— Por hoje foi só gente, espero ver vocês na quinta-feira e vou conversar com a diretora para fazermos uma peça envolvendo circo como aquele filme “Burlesque”. Logo os testes começam! – diz e todos assubíamos e batemos palmas.

— Baita filme! Espero ser o Barman que fica com a Christina Aguilera...

— Você, no máximo, vai ser o primeiro chefe que a expulsa como garçonete... – digo me sentando ao lado de Cato e calçando minhas meias e sapatos.

— Gostaria de ser a Cher, ou quem sabe o estilista maravilhoso! – diz Gale bebendo água já pronto.

— Vai raspar a cabeça então? – comento brincando e ele joga água em mim. — Sem graça, não sabe brincar então não desce pro Play!

— E você? Vai ser a Christina ou a recalcada? – prendo meus cabelos em um coque desajeitado por causa do calor infernal dentro do auditório e me viro para responder o loiro.

— Sabe a cadeira que ela canta Something’s Got A Hold On Me abraçada? Então, serei tão insignificante quanto... – comento brincando e eles riem.

—______________________________________________________________

— O que aconteceu com Gale hoje? E com você? E Blake? – pergunta Peeta ao meu lado colocando uma colher do seu sorvete de iogurte sabor morango.

— Peeta, sua lerdeza às vezes me assusta! – comento fazendo uma careta olhando para seu sorvete que para ele, parece ser delicioso.

— Sua delicadeza ainda é um mistério para mim... – diz colocando a colher na boca devagar.

— DÁ PRA ENFIAR ISSO LOGO NA BOCA? – grito irritada po ele demorar a colocar a sorvete com aquela gosma na boca e vejo olhares sobre nós.

O irlandês se segura para rir e nossos amigos, que até então estavam andando na nossa frente discutindo sobre qual brinquedo entraremos primeiro, param e parece até ensaiado o modo que todos viram para trás com sorrisos maliciosos no rosto.

— Me sentia até no American Horror Story com a música Carrousel da Melanie no fundo... – Peeta comenta ainda demorando em colocar a droga da colher na boca.

— Me dá isso aqui! – enfio a porcaria da colher de plástico verde na sua boca e raspo o que sobrou no pote de isopor.— Pronto, doeu? – pergunto irônica colocando a colher com o que sobrava em sua boca, para enfim, jogar o pote no lixo.

— Na verdade, eu acho que perdi um dente agora... – fala passando a língua nos dentes brancos.

— Tu tá bem bom, né?! – pergunto irritada e entrando na porcaria do carrinho da montanha-russa do escuro ao ver que chegou nossa vez e nós ocupamos a maior parte do brinquedo, tendo Glimmer na frente do carrinho acalmando o namorado.

— TPM, já? Mas não foi semana passada? – Peeta se senta ao meu lado e os moços do brinquedo prendem nosso cinto.

— Tá cronometrando meu calendário menstrual agora, é? – sinto um frio na barriga e fecho meus olhos ao sentir um tranco do brinquedo.

— Claro! Tenho que saber como agir e quando sair de casa assim que seus negócios aí embaixo começam... – fala segurando minha mão e vejo que ele também está com medo da porcaria do brinquedo.

— Que bom então, aproveita e deixa seus cartões de crédito assim que sair de casa quando meus negócios aqui embaixo começarem! – falo e logo grito quando, no escuro, o carrinho praticamente despenca e os bancos tremem.

— Que tal se quando eu voltar te dar um currículo de emprego? – fala gritando e apertando minha mão de volta.

— Tenho minha mesada em euro, to garantida até meus vinte e cinco anos! – grito me agarrando ao ferro e aperto mais ainda sua mão.

— Holy shit! Isso nunca acaba! – diz gritando e apenas rio junto com ele, ouço um clique e logo o brinquedo finalmente para de pular, cair, sacolejar e me ensinar rezar Ave Maria.

— Finally! – escuto seu sussurro e rio, secando minhas mãos suadas na saia e arrumando meu cabelo todo armado.

— *Ragazzo vile... – digo mais para mim e saio do brinquedo depois dele.

Tento correr na frente, mas ele segura meu braço e me puxa para ele, abaixa seu rosto e me segura perto dele.

— Ragazzo o quê? O que você disse? – diz me segurando pela cintura e nos levando para longe do brinquedo do mal.

— Ragazzo vile, tá surdo? – provoco e vejo que nossos amigos já procuraram outro brinquedo para se torturarem.

“O povo é masoquista ou isso é normal dos americanos?”

— Tu tá bem boa, né? – fala apertando ainda mais minha cintura— Vamos, Katzinha... Vai ser melhor para você!

— Nem pelo Papa! – digo rindo e ele ri junto, mas de um jeito maldoso.

— Tentei te ajudar... – fala e começa a me fazer cócegas.

— PARA! PARA! STRONZO! PARA PEETA! – rio e me esperneio ao mesmo tempo, tentando sair de seu aperto.

“Mas não é que o bicho é forte, minha gente?!”

— Me diz o que falou que eu paro, simples! – fala, no meu ouvido já que mantenho minha testa apoiada em seu peito, rindo comigo.

— TÁ! DISSE QUE É COVARDE! RAGAZZO VILE! – ele faz cara de indignação e aumenta a quantidade de cócegas.

— To desapontado com você, Katniss. – fala parando, finalmente, as cócegas.

— Que pena, pois agora seja útil e me leve para o hospital... Acho que quebrei duas costelas! – falo abraçando meu corpo e sentindo a lateral do meu tórax dolorido.

— Que Drama Queen, my Lord! – diz me abraçando pelos ombros e beijando o topo da minha cabeça.

— Você é do mal! – digo rodeando seu peito e levantando minha cabeça para olhá-lo.

— Larga de frescura que hoje você quebrou o nariz do Blake, garota! – fala e penso bem em contar para ele a razão de eu ter mandado o garoto para um cirurgia plástica, mas deixo isso para Gale já que é dele o assunto.

— Bem mais que merecido...


Notas Finais




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