História Meu Completo Idiota - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Exibições 8
Palavras 2.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bom, meninas que estão lendo minha fanfic, espero qie estejam gostando. Gosto de escrever, ainda mais pra pessoas que se dedicam para ler minhas histórias.
Espero que gostem! Boa leitura!

Capítulo 6 - Capítulo Quatro


O quinto horário bateu, e eu continuava com a cabeça baixa na carteira. O resto do pessoal já tinha esvaziado a sala, apenas eu permanecia sentada e pensativa. E foi assim até o final de todas as aulas: matemática; eu fazia cálculos de como não ser ignorada mais uma vez. Em português; eu fazia textos dando enredos diferente para o silêncio do Gustavo (como um beijo caloroso e me revelando seus sentimentos). História não era nenhum pouco diferente e em física e química eu apenas coloquei meus fones e a toca da minha blusa e abaixei a cabeça. Eu estava tão confusa que não sabia fazer outra coisa a não ser bagunçar ainda mais meus sentimentos. 


Eu me calei diante dos meus próprios sentimentos, me calei diante de mim mesma. Mas àquilo servia como um dipirona, quando se tem dor de cabeça. Nos meus fones ainda saiam o som da música: Marcos e Belutti — Romântico Anônimo. E aquilo me deu tanto vontade de chorar. Sabendo que todos tem um amor lindo e maravilhoso, eu apenas não tenho nem mesmo as sobras dele. A única coisa que me restava era me contentar de saber que eu não passava de um rejeitada. 


Eu não sabia mais o que fazer para esse sentimento sair finalmente de dentro de mim, eu não conseguia encontrar soluções em lugar nenhum. Nem mesmo o Google não sabia o que fazer, não tinha soluções excelente pra mim.

Eu arrumava rapidamente meu material dentro da mochila, a mulher da limpeza me deu apenas dois minutos para poder esvaziar a sala para ela poder limpar. Sem querer meu caderno caiu no chão derrubando as diversas folhas com meus textos e algumas provas. 

Eu abaixei tão rápido, para poder pegar os papéis, que vi apenas uma silhueta entrando na sala e rindo baixo. Eu então levantei meu olhar e dei de cara com um menino moreno, com uma calça jeans clara, all star, uniforme e boné preto. Eu então voltei abaixar meu rosto, me amaldiçoando por ter ficado mais tempo na sala. 

— Quer ajuda? — ele perguntou e quando dei por mim ele estava próximo de mim me ajudando com os papéis espalhados pela sala. 

— É... — eu, sem ao mesmo perceber, fixei nossos olhares. Seu rosto era ainda mais bonito de perto. 

Suas covinhas estavam amostra quando ele revelou seu sorriso, com dentes brancos e alinhados. Eu até me arrependi de ter sorrido junto — quando lembrei da coxinha com catupiri que comi no intervalo das aulas. 

— Obrigado! — agradeci quando ele finalmente pegou todos os papéis colocando em cima da minha mesa.

— Não tem do que! 

Eu enfiei tudo rapidamente dentro da minha mochila, pronta para sair da sala, quando o mesmo menino, segurou no meu braço e eu me virei tão rápido na sua direção, que eu achei ter virado a filha do Flash. 

— Caso a doninha da limpeza perguntar, diga que outra mulher está limpando a sala — ele diz em baixo tom e larga meu braço. 

— Tá! Eu digo, caso ver ela. 

Ele me puxou para perto, soltando uma risada baixa, e suas covinhas estavam radiantes nas suas bochechas. Eu até o invejei por eu não ter esse erro genético tão lindo! 

Ele estava a ponto de abri a boca e dizer alguma coisa, e foi quando a mulher da limpeza entrou e a trabalhou seus planos. Ele então soltou meu braço e sorriu para mulher. 

— Eu fiz como você pediu mais minha irmã é irredutível! — ele exclamou para mulher e os olhares voltaram para mim. 

Eu me sentir tão envergonhada naquele momento que minhas bochechas coraram. Então, eu apenas encolhi os ombros e sai rapidamente da sala, mas antes ouvi a mulher resmungar algo para o menino. Eu já estava virando o corredor, quando escutei gritos e passos na minha direção. Eu não dei muita atenção, porque lá no fundo eu sabia que não era comigo. Então apenas acelerei os passos e sai rápido da escola. 


Me sentei no banco da praça, a alguns metros longe da escola. Era ali que sempre esperava Sebastião me buscar. Eu pedia para ele não me encontrar na porta da escola, porque eu não gostava de pensar que as pessoas pensavam que eu não passava de uma menina mimada; que só porque tem pais empresários pode se achar. Bom, foi isso que eu escutei de algumas meninas do primeiro e segundo ano. Eu não me achava nenhum pouquinho mimada. Eu poderia até as vezes fazer drama para Maria me dar o que eu quisesse da cozinha, ou até mesmo me trancar no quarto e não sair até minha mãe desistir de mim e ir nas suas reuniões sozinha. Mas eu não me considerava mimada ao ponto de fazer show como a maioria das garotas da minha idade; implorar por um cartão de crédito, ir todos final de semana no salão, e sair com os amigos para qualquer canto da cidade. Talvez se eu tivesse alguma amiga, poderia implorar para sair para qualquer canto da cidade — mesmo sabendo que meu pai nunca deixaria eu sair com qualquer pessoa a não ser se Sebastião estive junto e Maria estivesse olhando de longe, vigiando minha conversa. 

Isso que eu digo que é ser pai super protetor! 

Meus fones estavam muito alto, ao ponto de eu não escutar mais nada ao meu redor. Eu então joguei a cabeça para trás; com os olhos fechados e escutando tão concentrada a música: Halsey — Colors. Só despertei quando meu celular vibrou e a música parou, eu entrei na caixa de mensagens e vi uma de Maria. E achei àquilo super estranha, Maria era pior que eu quando o assunto se tratava de mandar mensagem. 

"Querida! Sebastião irá demorar um pouco para te buscar, mas ele chegará em alguns minutos, fica quietinha no lugar de sempre e cuidado." —  Maria Minha Diva♥ 

Sorri, vendo sua mensagem, e o nome careta em que eu marquei seu contato. Eu teria mais alguns minutos sozinha e isso era tão bom, longe de casa, longe daquele condomínio, longe da minha mãe e de tudo que se relacione a solidão. 


Eu coloquei minha mochila como travesseiro e fiquei deitada no banco da praça e pensando em mil e uma coisas sem sentido algum. Eu prezava tanto por privacidade dentro da minha própria casa — quero dizer; na casa dos meus pais. E quando eu a tinha, mal sabia o que fazer com ela. Eu sabia que minha mãe ficaria uma fera caso eu não chegasse em casa no horário de sempre e sabia ainda mais que meu pai colocaria segurança máxima, mas, eu mal me importei. Eu queria é não ter que voltar para casa, ter um dia para mim mesma. 


Então uma luz passou perto e mim: um táxi. Eu o chamei e logo parou do meu lado. Rapidamente eu saltei dentro e joguei minha mochila junto. Sabia que levaria uma bronca por sair sem avisar, mais eu realmente não me importava com isso e com nada naquele momento. Eu só queria saber o que era andar sozinha, sem o motorista do meu pai me levando nos lugares ou ter minha mãe falando na minha cabeça. 


Quando o taxista parou o carro na frente do Parque da cidade, eu sorri agradecida, paguei ele, com o dinheiro que meu pai tinha me dado para o lanche. Eu corri para dentro do parque, me sentido uma menina livre; livre das ordens do meu pai, dos sermões de Maria, livre das regras da minha mãe, e livre da bagunça dos meus sentimentos — que continha o nome de Gustavo Thompson. 


Eu fui rapidamente para fila pequena que tinha a frente da roda gigante, alguns casais estavam na minha frente e eles estavam felizes com seus acompanhantes. Eu respirei fundo e não dei lugar para tristeza. Quando finalmente foi minha vez de entrar na cabine dupla, me senti triste por não ter ninguém comigo, mas feliz por estar sozinha; sem ninguém para falar na minha cabeça e dizer o que eu devo ou não fazer. 

— Será que ainda tem um espacinho ai para mim? 

Suas palavras entraram no meu ouvido e todo meu corpo se arrepiou. Eu virei meu rosto e dei de cara com Gustavo, me olhando com seu sorriso de lado. E aquela tristeza foi embora, junto do meu raciocínio. Eu conseguia apenas sorri. Mas os pensamentos começaram a rodar minha cabeça. E vários porquês surgiram de imediato. Porque ele estaria ali? E pedindo para ir na mesma cabine que eu? Será que minhas palavras de mais cedo o atingiu de uma forma diferente? Ou ele está só tentando ser gentil, porque sempre que eu estou perto ele me ignora? 

— Oi! — ele diz, se sentando ao meu lado. 

— Oi... — eu não queria que meu "oi" soasse como: uma garota desesperadamente apaixonada, mas eu não pude evitar. 

— Desculpas por mais cedo, eu estava irritado e bom, quando eu estou assim não gosto de conversar e sabe... eu tava pensando e você tem razão, nem sempre é bom guarda as coisas apenas para si mesmo. 


Suas simplesmente palavras, foram como curativos para meu coração despedaçado e serviram como incentivo de: não deixe os sentimentos morrer.


Eu me calei — mais uma vez — adiante dos meus sentimentos. Me calei não por não querer falar nada e sim para não estragar o momento. Se eu falasse mais alguma coisa que o fizesse pensar que eu não passo de uma menininha infantil, talvez eu nunca mais tenha a chance de o ter de novo perto de mim e ainda conversando comigo. Era isso que eu mais pensava naquele momento de alegria para meu coração!


Eu queria ter palavras o suficiente para poder dizer a Gustavo (na verdade eu tinha, até mais do que deveria), mais simplesmente elas não saíram. Ficaram entalhadas na minha garganta, me sufocando. Eu só queria não me senti fraca a sua frente; uma fraca sem raciocínio. 


Naquele momento eu não o queria perto — sei que desejei toda noite para que ele jogasse uma pedrinha na minha minha janela e me tirasse de casa —, mas quando ele estava próximo o suficiente de mim e tentando ser meu amigo, eu só o queria longe o suficiente. Meu raciocínio me deixou na mão naqueles segundos. E minhas atitudes foram junto. Eu só queria um tempo para mim, um tempo sozinha, longe da bagunça que se tornou minha vida. E isso incluía Gustavo e meus sentimentos. Sabia o quão bipolar eu era, mas meu desejo não pode ser concedido naquele momento e eu tive que ver ele se aproximando de mais uma vez, sem poder fazer nada. 


— Você é sempre assim? — ele perguntou, quebrando o silêncio constrangedor que se instalou naquela cabine da roda-gigante. 


— Assim como? — tirei minha atenção da pequena cidade, com o por do sol, batendo em nossos rostos. 


— Calada!


Ele tinha seus olhos grudados em mim e cada movimento meu, enquanto meus olhos se perdiam na cidade em que morávamos. 


— Você geralmente está a risos com Diovanni... — ele diz distraído com os dedos que se mexiam nervosos em seu colo. 


— Bom, ele é meu amigo e um pouco palhaço demais, só sabe falar as neiras — sorri, apenas pensando nas bobagens que meu melhor amigo diz. 


— Verdade! Aquele menino não sabe fazer outra coisa a não ser atormentar vida alheia...


Antes que ele pudesse terminar de dizer qualquer coisa, ou até mesmo eu responde algo, meu celular vibrou no bolso da minha calça, eu puxei rápido e tinha algumas mensagens do próprio Diovanni. 


"Espero que você não esqueceu do seu amigo aqui". 


"Irei passa na sua casa para a gente dá um passeio, o que você acha, eu posso chamar o Gu?!"


"Sei que posso! Nesse exato momento você deve estar com a piriquitá pegando fogo." 


"Beijos da sua Mona - Lisa hahaha"


"Tendeu? Sua mona, que está lisa..." — Migo lindo do meu Core ♥


Eu gargalhei, vendo o quanto ele é um completo idiota. Gustavo me olhava, mas eu não dei muita atenção para ele, apenas digitava com a maior presa do mundo. 


"Isso era pra rir ou chorar?" 


"Não sei se meus pais iram deixar esse passeio acontecer!"


"Espero que você entenda e não deia outra mini-ataque de pelancas!, e temos conversar sobre aquela garota de mais cedo viu moço?"


"E não, não estou ligando para Gustavo e sua completa idiotice, quem sabe desistir desse sentimento seja uma das melhores escolhas que já tomei em toda minha vida!"


Quando dei por mim, o brinquedo já estava parando e a nossa vez de desce estava próxima. Gustavo olhava sério para frente, e era como se eu não tivesse ali, como se ele estivesse sozinho; no seu canto de pensar na vida. 


Eu até queria poder puxar assunto, mas minha mente — assim como meu coração traiçoeiro — pediram por silêncio e assim eu fiz. Eu também me perdi nas frações dos meus pensamentos. Imaginando um mundo aonde eu sou livre e com liberdade para fazer o que quiser. Não com meus pais controlando minha vida e me mantendo apenas no mundo deles (aonde filhos não pode ser livre e felizes para fazer suas próprias escolhas, sem a ajuda deles). 


Eu virei novamente meu rosto e Gustavo me olhava, mas agora com um sorriso. 


— Você acha que sou um completo idiota? — ele perguntou do nada. 


Então eu me calei, não porquê eu não tinha uma resposta, mas sim porque a resposta estava entalhada na minha garganta, pedindo para sair. Eu o considerei sim um idiota, mais meu completo idiota. Eu não conseguia mais ver um mundo, sem ele chegando do nada e roubando meus sonhos. 


E ter ele ao meu lado, e fazendo a pergunta mais óbvia de todas, fazia eu me senti menos pior. Isso mostrava que ele estava assumindo para ele mesmo o quão idiota ele é? Ou ele está apenas me tentar me senti menos pior por gostar tanto dele? Gustavo era uma bagunça, uma bagunça tão bagunçada que eu mal entendia quando sua presença me causava arrepios...




Notas Finais


Ca estou eu com mais um capítulo, espero de coração que gostem, posterei mais um mais tarde.

Beijos!


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