História Meu coração escolheu você - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope
Visualizações 7
Palavras 3.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiie!!! Nem demorei, né?!

Bom, o capítulo tá muito amorzinho, sério!! Eu quero colar ele na minha testa e sair por aí, mas não sou tão louca assim, né :)

Vou enrolar muito não, fiquem com o capítulo e nos vemos nas notas finais ;)

Capítulo 2 - E se eu me arrepender?


Fanfic / Fanfiction Meu coração escolheu você - Capítulo 2 - E se eu me arrepender?

 

O Kim balançava os pés por debaixo da mesa de forma inquietante. Sua expressão facial e seus dedos num batuque incessante sobre a mesa também não negavam que o mesmo estava ligeiramente ansioso com tudo aquilo. Já era de se esperar seu nervosismo, afinal, não é todo dia em que se toma uma decisão importante como tal. 

Ao notar os movimentos e sentir a áurea ligeiramente desconcertada devido a ansiedade e a pitada de nervosismo, Min He — que se mantinha sentada a sua frente — o encara por cima de seus óculos de armação moderna e deixa de lado os papéis a qual ainda segurava. 

 

— Tudo bem, Sr. Kim? — Questiona-o, já sabendo a resposta. 

 

— Na verdade, estou um pouco nervoso, ou ansioso, talvez os dois. — Responde-a meio sem jeito. Era notável seu nervosismo. 

 

— Entendo. — A mulher sorri de forma terna, na tentativa de confortar o homem e logo prossegue. — Que tal o Sr. andar um pouco pelos arredores do orfanato, huh? — Sugeriu. 

 

— Seria bom, eu acho. — Sorriu torto, sem saber ao certo se essa seria uma ideia realmente efetiva para lhe tirar a tensão. 

 

— Certo. — Riu baixinho do jeito atrapalhado do homem, constatando logo que ele seria como um pai de primeira viajem; inexperiente. — Eu ainda preciso de alguns minutos para checar a lista com todos os nomes e fotos, então seria uma boa ideia que o Sr. fosse espairecer um pouco, apenas para diminuir a ansiedade. 

 

O Kim demorou ainda alguns segundos para juntar as palavras da mulher em sua cabeça, estava completamente avoado ao pensar que em breve escolheria qual criança adotar e daria logo início ao processo de adoção. Acabou, então, por deixar que sua cabeça meneasse de forma positiva para, em seguida, levantar-se vagarosamente. 

 

— Acho que preciso mesmo disso. — Afirmou com um sorriso encantador nos lábios, deixando a mostra as belas covinhas que possuía em suas bochechas fartas. — Prometo não demorar muito, Sra. Min.

 

E, por fim, dirigiu-se á porta da sala, em passos razoáveis. Ao fechar a porta atrás de si aspirou o ar com certa vontade, apenas para sentir o doce aroma de diversão e alegria que corriam pelos corredores do lugar. Toda essa alegria se materializava do lado de fora, onde era o gramado e os jardins, e até nos demais corredores onde encontravam-se crianças e adolescentes de todas as idades. 

Não pode deixar de sorrir ao ver alguns pequenos correndo por ali e sendo advertidos por algumas cuidadoras do local. A verdade era que ele sempre gostou de crianças e passar a vida sozinho em um apartamento enorme — como o seu é — não era bem o que ele desejava para o resto de sua vida.

Caminhou lentamente indo em direção ao gramado verde, onde já tinha a certeza de poder encontrar ainda mais crianças do que já vira por ali. Porém, antes de cruzar todos os corredores até a saída para ar fresco, analisou minuciosamente as crianças que passavam por si. Algumas delas o encaravam com certa curiosidade, afinal, um homem bem vestido e diferente no recinto poderia significar que alguma delas seriam, enfim, adotadas e isso só as deixava com ainda mais expectativas e sorrisos no rosto. Exceto uma. Um garoto. 

O pequeno tinha estatura alta para sua idade, a qual o Kim chutara ser em torno de quinze a dezesseis anos. É, talvez não fosse bem uma criança nova como as demais, mas não deixava de ser uma, apesar de tudo. O garoto tinha uma expressão um tanto indecifrável para o homem, e isso inevitavelmente atiçou o íntimo do mesmo. 

Namjoon encarou o menino nos olhos — este que já estava o encarando — e sorriu singelo para si, que não fez muito esforço para retribuir o sorriso. O homem franziu o cenho em dúvida e curiosidade e então aproximou-se do menor com cautela. 

 

— Oi. — Cumprimentou, em seguida, abaixou-se agachando para ficar da mesma altura do garoto. —  Tudo bem?

 

— Oi. — Respondeu baixinho. — Não sei, acho que não. 

 

— Não fique assim, pequeno! — Ambos ouviram a voz feminina de uma das cuidadoras do local, que só então Namjoon havia notado sua presença ao lado do garoto. — Olá, senhor. 

 

— Oh, desculpe. — Pediu rapidamente a fitando, mas não se deu ao trabalho de levantar. Sua curiosidade provinha do garoto. — Não havia a visto, olá! 

 

— Tudo bem. — Sorriu breve. — Suponho que esteja aqui para adotar uma criança. — Começou simplista e aguardou o aceno positivo do Kim, que logo veio. — Espero que encontre a que procura. Dizem que na hora da escolha é como se seu coração já soubesse a criança ideal para confortá-lo. 

 

No mesmo instante o olhar do homem voltou-se para o garoto que agora já encarava um lugar aleatório do corredor arejado, soltando um suspiro longo na esperança de não ser ouvido. Sem sucesso. 

 

— Já ouvi falar sobre. — Retribuiu o sorriso, voltando sua atenção para a mulher, não sem observar o menor pela sua visão periférica. — Meu primo junto com seu marido adotaram recentemente, disseram que sentiram como se aquela criança fosse destinada para eles. 

 

— Certamente ela era. — Concordou.

 

Não é que o Kim não houvesse gostado da simples conversa com a mulher, mas este estava mais interessado em fitar as expressões do garoto a sua frente que parecia temeroso com algo e, ainda sim, com uma parcela de tristeza e falta de esperança no olhar. Ao ver dele, o garoto tentava manter seu olhar vago, sem transmitir nenhum sentimento explícito. E de certa forma estava conseguindo, mas Namjoon não se contentaria apenas em buscar respostas no olhar, a melhor forma era interrogar o menor — sem parecer evasivo, claro.

 

— Mas e você, pequeno — direcionou seu diálogo ao garoto que voltara a lhe olhar nos olhos —, por que não sabe se está bem ou não? Algo de errado?

 

— Eles não vão me adotar, eu já sei disso. — Comentou baixo. — Eles raramente chamam crianças da minha idade, mas eu também não quero ir com eles. — Encolheu os ombros em desinteresse. 

 

Namjoon se perguntou quem eram "eles", mas não queria deixar o garoto desconfortável. Porém a forma como o menor havia dito que não queria ir com essas pessoas o deixou intrigado. Por um milésimo de segundo chegou até a pensar que estes haviam feito algum mal para o pequeno. 

Já o outro não estava mentindo quando dizia que não queria ir com o casal que queria lhe adotar. Mas também não era de toda verdade. Toda criança, adolescente, órfão que seja, tem o sonho de ser adotado, possuir uma família que lhe dê o amor e afeto necessário. Justo aquele que lhe faltara de início. Dos verdadeiros pais. 

Ainda intrigado, Namjoon pode ler um pouco da expressão do pequeno que ainda era inexperiente em esconder emoções — mas fazia até bem para um pré-adolescente normal — e constatou que este sim, ele gostaria de ser adotado, mas não admitiria talvez por ter receio de algo. 

 

— E por que não quer ir? — Indagou curioso. Tudo naquele garoto o atiçava a querer saber mais. — Não gostou dos seus possíveis novos pais? — Supôs. 

 

— Não, eles são pessoas legais. — Respondeu normalmente. — Ao menos eu acho. — Complementou com uma expressão engraçada e pensativa. 

 

O Kim acompanhou, então, todas as expressões que o garoto fazia enquanto sua mente bolava algo — até então — desconhecido por si. Viu o momento exato que seus olhos se arregalaram em uma expressão assustada para logo expôr sua teoria.

 

— Também tem a possibilidade de eles serem espiões de outro planeta que estão tentando me levar para o planeta deles para estudarem meu cérebro. 

 

O mais velho riu nasalado da forma fofa em que o rosto do pequeno ficara e da sua teoria de conspiração de seres de outro planeta. Não pode evitar pensar em como a imaginação do menor era incrível. 

 

— Taehyung! — A mulher o repreendeu. Essa que até então era mais uma vez descartada da mente de Namjoon pelo simples fato que sua concentração focava-se apenas no mais novo. — Não pode sair falando esse tipo de coisa para as pessoas. Isso é estranho, você  é um pré-adolescente agora!

 

O garoto havia sorrido. Este possuía um sorriso gengival encantador, mesmo ainda sendo fraco, não era forçado e isso animou Namjoon. Exceto pelo fato de que o olhar do mais novo decaiu com a reprovação da mulher, fazendo o Kim ter uma reação oposta á inicial. Ficou tão absorto em repreender a mulher que nem notou o fato da mesma ter deixado escapar o nome do baixinho.

 

— Imaginar não é estranho! — Disse, defendendo o pequeno. — Não se deve por limites na imaginação de ninguém, senhorita. — Seu olhar para a mulher era penetrante, fazendo a outra encolher-se um pouco. —  Independente da idade. 

 

Rosé sentiu-se um pouco desconfortável com o comentário alheio, percebeu que naquelas palavras o homem estava a repreendendo por dizer a verdade ao garoto. Era estranho, disso ela tinha certeza, porém não discutiria com um dos futuros pais adotivos de uma de suas amadas crianças. 

 

— Creio que os seres de outro planeta deveriam tentar estudar a mente dos governadores das grandes potências. Essas sim são estranhas, não acha? — O Kim dirigiu sua fala ao garoto que o fitou no mesmo momento e deixou um mínimo sorriso enfeitar seus lábios rosados. 

 

— Eu não entendo muito sobre isso, mas se o senhor diz... 

 

— Não precisa me chamar de senhor. — Falou casualmente. — Eu me chamo Namjoon. 

 

— Prazer, senh- — Parou sua fala rapidamente ao olhar do outro e logo se corrigiu: — Namjoon-ssi. Eu sou Taehyung. 

 

— Um nome muito bonito. — Sussurrou para si mesmo, o que não evitou do garoto ouvir e logo murmurar um "obrigado" em resposta. — Combina com você, Taehyung. 

 

Namjoon não pode evitar sorrir ao perceber que aquele nome saíra de forma tão natural e tão bela de seus lábios. Precisava segurar-se internamente para não sair por aí murmurando — gritando — o nome "Taehyung" aos quatro ventos. 

 

— Então, Taehyung, por que não quer ser adotado? — Voltou ao assunto inicial de toda a conversa. 

 

— Por causa do meu irmão. Eu não vou a lugar algum sem ele. — Disse em tom decisivo e confiante que fez Namjoon sentir de leve seu coração pulsar de maneira acelerada. 

 

Aquele garoto definitivamente havia lhe chamado atenção. Por um mísero momento desconfiara estar sentindo o mesmo que seu primo e amigo haviam afirmado terem sentido ao se deparem com Taeyun. Mas não podia... Certo?

Aquilo seria deveras estranho. Tendo em conta que ele ainda nem tinha completado seus trinta e três anos e a julgar pela estatura o garoto deveria ter uns quinze. Praticamente metade de sua idade. Como isso poderia acontecer? 

 

— Seu irmão tem muita sorte de ter um hyung como você. — Soltou o homem. Estava encantado com o pequeno. 

 

— Na verdade, eu não- — Antes de continuar, o pequeno fora interrompido pela voz do homem que falara com si há poucas horas atrás. Este que estava acompanhado de sua bela mulher. 

 

— Oh Taehyung, você está aí!
 

O olhar do pequeno decaiu de imediato e o Kim pode ver o desconforto do garoto. Contudo, ele fora o único que realmente percebeu o estado tenso que a menino se encontrava. Juntou as peças de seu quebra-cabeça imaginário e deduziu que aquele casal poderia ser eles. Só de pensar naquelas pessoas adotando o pequeno Taehyung seu interior se contraiu em um aperto intenso no coração. Por quê? Nem ele próprio saberia dizer.

 

— Olá. — Cumprimentou Namjoon somente por educação, recebendo acenos em cumprimento. 

 

— Olá. — O outro disse breve, logo desviando a atenção para o garoto mais a frente. — Vejo que fez um amigo um pouco mais velho, mas que tal vim conversar conosco um instante? 

 

Com muito sacrifício interno, Taehyung aceitou o convite. Não era como se não gostasse da presença dos dois mais velhos, no entanto não queria ser adotado por eles pelo simples fato de que tinha quase certeza que ambos não iriam querer adotar seu irmão junto. Além de que sua conversa com o mais novo conhecido — a qual só sabia o nome, nem mesmo o sobrenome — estava mais interessante e podia ter certeza que seria menos desconfortável para si.

 

— Então vamos! — A mulher chamou animada. 

 

— Espera! — Namjoon impediu o garoto que o olhou confuso. — Será que nós poderíamos conversar mais depois? Gostaria de saber mais sobre os seres de outro planeta. — Sussurrou a última frase como se fosse um segredo e logo após sorriu cúmplice revelando suas fartas covinhas. 

 

Taehyung simplesmente achou o maior alguém adorável, apesar dos poucos minutos de conversa. Ligeira e afobadamente acenou em concordância. Em sua mente já imaginava o que seu irmão acharia do homem, mas foi logo desperto dos seus pensamentos ao ter sua mão segurada pela mulher que desejava o adotar. 

 

— Até mais, Namjoon-ssi!

E saiu. 

 

Namjoon elevou seu corpo, saindo da posição em que estava; agachado. Fitou as costas do garoto até sumirem dobrando no final do corredor. Nem havia se dado conta de que já estava ficando velho demais para ficar tanto tempo com os joelhos flexionados. Desviou sua atenção da parede vazia do corredor só quando ouviu a voz suave da mulher ao seu lado. 

 

— Ele é um ótimo menino. Uma pena que nunca aceite ir para um lar sem o irmão. 

 

— Por que não adotam ele junto ao irmão? Creio que não é o certo separar dois irmãos.

 

— E não é. Entretanto já é difícil adorarem crianças mais velhas do que seis anos. — Explicou a mulher. — E no caso dele é ainda pior, são dois. Casais jovens não querem mais de uma preocupação ou despesa. 

 

— Eu até consigo entender, mas o achei um garoto adorável demais para desistir facilmente. — Comentou o Kim. 

 

— Não quero ser rude, nem nada parecido, mas creio que desistirá mais pra frente. 

 

— Por que acha isso?

 

— Todos chegam convictos. Taehyung sempre encanta á todos, e embora seu irmão também seja encantador, não é como se a idade de ambos facilitasse o processo. Além de que Taehyung se nega a sair daqui sem o irmão. Já o outro nem mesmo recebe propostas de ser adotado.

 

Namjoon apenas se calou para assimilar o que a mulher lhe dizia. Não que tivesse na cabeça a ideia de adotar o garoto. Okay, talvez essa ideia já tenha passado por sua cabeça. Contudo, Namjoon sentia a necessidade de provar que não fazia parte de todos os padrões — mínimos que fossem — que ocorrem em convívio social. 

 

— Bom, agora, se me der licença, tenho que ficar de olho nas demais crianças. 

 

Acenou com a cabeça e sorriu — apenas por educação — para a mulher que já se retirava do corredor. Não se deu ao trabalho de seguir a saída da mulher com o olhar assim como fizera com o pequeno Taehyung. Seus pensamentos estavam confusos demais para isso.

Será mesmo que aquele garoto foi o que seu coração escolheu para si? Mas como poderia ele adotar uma criança, ou melhor, adolescente, com metade da sua idade? Era loucura!

Resolveu, então, recorrer ao seu primo que apesar de mais novo que si já se tornara pai de uma linda garotinha a qual o mesmo afirmou ter sentido seu coração escolher. Passou a mão no bolso da calça e retirou o smartphone já discando o número bastante conhecido por si. 

 

— Hyung? 

 

— Jiminnie, você pode me ajudar com uma coisa?

 

Claro, hyung! Eu só preciso- JUNGKOOK, desse jeito a Taeyun vai acabar vomitando tudo que comeu mais cedo! — Gritou o garoto do outro lado da linha, onde Namjoon pode ouvir um "Desculpa, Mochi" ao longe, o que resultou em uma risada de sua parte. 

 

— Vejo que as coisas estão agitadas por aí. 

 

Nem me fale. Jungkook está sendo um ótimo pai, mas nós dois ainda temos muito que aprender. 

 

— Creio que vocês irão aprender juntos com o tempo. 

 

Assim espero. A assistente social ainda virá hoje ver como estão as coisas por aqui e eu confesso que estou nervoso, apesar de não ser a primeira visita. 

 

— Fica calmo, Jimin. Você e o Jungkook estão sendo ótimos pais para a Yunnie e, sem querer me gabar, eu sou um ótimo Dindo. 

 

Sem se gabar, é?..  Yun, aí não pode!.. Isso machuca, tudo bem? — Jimin pegou a pequena no colo, ocasionando alguns ruídos que foram ouvidos por Namjoon. — Diz 'oi' pro Dindo Joonnie... 

 

Oi, Dindo Joonnie~ — Namjoon ouviu a voz fofa e melodiosa da pequena e não pode deixar de sorrir. 

 

— Oi, princesa! O Dindo tá morrendo de saudades de você!

 

Deveria vim nos ver, hyung! — Ouviu a voz de Jungkook do outro lado da linha. Imaginou que a chamada já se encontrava no viva-voz, e estava certo. 

 

Segura ela, Kookie, eu preciso terminar o mingau de aveia pra ela... 

 

— Vem pro papai Kook, Yunnie. 

 

— Não sei com o que vocês se preocupam. Ao meu ver vocês já são ótimos pais. — Namjoon que se mantivera calado por alguns instantes apenas ouvindo atenciosamente o jeito com que eles conversavam e se preocupavam com a pequena, se pronunciou sorrindo tênue. 

 

Obrigado, hyung. — Os dois agradeceram em uníssono, causando uma risada gostosa por parte do Kim. 

 

— Sinceramente, eu ainda acho essa capacidade de vocês estranha. 

 

— Não temos culpa se pensamos as mesmas coisas e acabamos soltando no mesmo momento. — O baixinho defendeu-os de maneira descontraída. 

 

Papai, eu quero!

 

Espera esfriar, amor. — E mais uma vez, os dois homens falaram em uníssono. 

 

— Não sei como a Yunnie não se assusta com isso. 

 

Ela já se acostumou, hyung. —  Jimin afirmou. —  Ah, e graças ao Jungkook ela aprendeu a chamar todo mundo de 'hyung'. Eu já até prevejo a carranca descontente da assistente social. Ela parece não gostar muito da gente. 

 

Na verdade, ela parece gostar bastante de você, Namjoon hyung, mas depois do fora que você deu nela aqui em casa ela se revoltou. 

 

Por que o Dindo Joonnie deu 'fora' na Sra. 'Stress', papai Cookie? 

 

Ai. Meu. Deus! Não chama ela assim, Yun! É capaz de ela querer estrangular a gente! — Jungkook se desesperou. Não lembrara de ter comentado o apelido "carinhoso" que ele e Jimin deram à mulher na frente da filha.

 

— O que é 'estrangular', papai?

 

— Okay, okay! O mingau já esfriou, Yun! Vem comer. — Jimin desviou a atenção da menina enquanto Namjoon ria alto e Jungkook ainda estava tentando controlar o desespero. 

 

— Vocês estão bem, aí? — Namjoon questionou após alguns instantes em que o casal permaneceu em silêncio. 

 

— É exatamente por isso que dissemos que não somos pais tão bons. Na verdade, eu não sou. 

 

— Ei, Biscoito, relaxa! Tenho certeza que isso é normal de acontecer com crianças dessa idade, ela só tem curiosidade. Mas acho melhor não deixarem ela ouvir vocês chamando a Sra. Hoo de "Sra. Stress". 

 

— Nem vem com esse "Biscoito", hyung! A Yun se recusa a me chamar de Kookie do jeito certo. 

 

— Eu acho fofo, Cookie. 

 

— Você pode, Mochi. 

 

— Me senti excluído. — Namjoon brincou. — Mas gente, aproveitando que os dois estão me ouvindo agora, vocês podem me ajudar em uma questão?

 

— Bom, a gente pode tentar. Não se esqueça que o único QI de 148 aqui é o seu. 

 

— Certo... Bem, eu estou no orfanato agora e... Eu não sei... — Suspirou longamente. — Como posso ter certeza de que farei a escolha certa?

 

— Hyung, isso só você poderá saber. Apenas deixe o seu coração escolher. 

 

— E se eu... Err, encontrar uma criança que me chamou atenção, mas... Ela estiver "fora do padrão"?

 

— Como assim? — Ambos do outro lado indagaram. Estavam confusos com a pergunta. — O que seria "fora do padrão"? 

 

— Digo... Um pouco mais velha. Eu não sei se tenho capacidade para educar uma criança dessa idade e-

 

— Hyung, não existe idade para se afeiçoar á alguém, simplesmente acontece. 

 

— Além disso, nós no começo não nos achávamos capazes de cuidar de uma criança tão jovem, principalmente o Jimin, e veja agora, ele sabe lidar com as situações melhor até do que eu. 
 

— O que o Kookie quer dizer é que não importa a idade e sim o que você sente com relação á criança. Vocês precisam estabelecer uma ligação e se esta já estiver formada, não tem como fugir, hyung, é essa a criança que deve adotar. 

Silêncio. 
 

Formou-se um grande silêncio em ambos os lados da linha telefônica. Namjoon não sabia o que dizer, não sabia como reagir àquela informação. Ele sentiu. Sentiu a ligação com Taehyung. Mas o que faria? Teria capacidade para cuidar do jovem? E como o adotaria, já que o mesmo não iria sem o irmão?

Nunca pensou na possibilidade de adotar mais de uma criança. Ainda estava inseguro sobre conseguir cuidar apenas de uma, mas estava disposto a fazer o melhor para a criança que adotasse. Ele queria poder sorrir todos os dias junto a um mini ser humano que pudesse lhe dar amor, assim como também daria. Queria alguém como Taeyun é para Jimin e Jungkook. Queria ter uma criança alegrando suas manhãs. Lhe dando dor de cabeça quando esta estivesse doente. Brincando e correndo pela casa. Apenas queria sentir-se completo, e sentiu como se sem o pequeno Taehyung, ele não seria. 

Ouviram um som agudo e alto da campainha da casa dos Park-Jeon e Jimin logo tratou de pegar o telefone que havia deixado sobre a bancada da cozinha para se despedir do primo. 

 

— Hyung, acho que a Sra. Hoo chegou mais cedo, preciso desligar. Mas escute meu conselho, não importa a idade e sim o sentimento, se sentiu uma ligação forte com essa criança, adote-a ou poderá se arrepender no futuro. E quanto a esses padrões, você nunca se apegou a eles. Agora eu preciso mesmo desligar, mais tarde conversamos.

 

Após ouvir o bip indicando que a ligação havia se encerrado, Namjoon suspirou pesadamente, guardando o celular novamente no bolso da calça social que estava usando. Não sabia o que fazer. Estava confuso e as últimas palavras de Jimin ainda martelavam em sua mente. Deixou outro suspiro frustrado escapar enquanto seguia rumo ao jardim do lugar, a procura de ar puro para organizar suas ideias. 

 

"E se eu me arrepender?"


Notas Finais


ENTÃO~~ Gostaram? Ah eu tô achando essa fic tão meiga e amorzinho, nunca achei que ia escrever uma assim, mas sempre existe uma primeira vez, né nom?!

Espero que estejam gostando do desenvolvimento e também estejam compreendendo as coisas aos pouquinhos mesmo.

Querem ler mais um pouco? Então se liguem nessa minha outra fic:
https://spiritfanfics.com/historia/what-would-i-do-without-you-9376787


MUITOS POPOS E BYE BYE~~ Até a próxima atualização ;')


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