História Meu delegado - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~NoemyMc

Postado
Categorias Sou Luna
Tags Ruggarol
Visualizações 397
Palavras 4.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estamos aqui sem palavras!
Vocês são as melhores leitoras do mundo!
Pedimos 65 favoritos e já estamos com quase 70 é isso mesmo produção?


Bom ... Como vocês são demais merecem outro capítulo
Então Boa leitura 😘

Capítulo 19 - Capítulo 10 - Karol


Karol

Eu fiquei tão feliz quando vi o Ruggero passar por aquela porta com o meu filho nos braços,
que eu não me importei com mais nada e o abracei, ainda com ele nos braços do Ruggero. Meu coração estava tranquilo agora, em ver que ele estava bem e minha mãe também.

Percebo que estou muito tempo aqui desse jeito, abraçando no Ruggero. Me afasto lentamente dele e pego o Matteo no meu colo.

- Não chola mamãe. – diz o Matteo limpando o meu rosto com suas mãos.

- Eu estou feliz que estou te vendo, meu filho. Nós passamos tanto tempo longe. Eu fico com saudade. – deixo um beijo em sua bochecha e o aperto mais em meus braços.

- Saudade mamãe. Saudade. – diz e envolve os seus braços no meu pescoço abraçando-me forte.

Vou até minha mãe que está em pé perto da porta e a abraço.

- Você tem muitas coisas para me explicar, mocinha.

- Eu sei mãe. Mas pode ser depois?

Ela me dá um aceno de cabeça e volta o seu olhar para toda a cobertura. Eu tive a mesma reação que ela, quando entrei aqui. Eu deveria saber que o Ruggero não teria um simples apartamento. Essa cobertura é enorme e linda, ele me disse que estava abandonada, mas não é o que parece, pois todos os cômodos estão muito bem mobiliados e a vista desse lugar é maravilhosa. De frente para a praia e ainda tem uma piscina aqui. É tudo muito lindo.

Sento-me no sofá com o Matt no meu colo e o aperto em meus braços. Só de pensar que aquele maluco está solto e que ele pode saber da existência do meu filho, me dá medo. Ele é louco, eu não sei nem o que ele seria capaz de fazer com o Matt. Mas o que me conforta é que estamos agora longe do morro. Ele não vai poder fazer nada com a gente aqui, o Ruggero me prometeu que não vai deixar que nada de ruim aconteça com a minha família. E eu confio nele... Confio muito. Tanto que eu contei sobre o Lionel pra ele. Não foi fácil me abrir e ter que me lembrar de todas aquelas coisas pela qual eu passei. Mas eu não conseguiria mentir pra ele. Eu estranhamente me senti mais aliviada depois de ter contado tudo o que me aconteceu. Eu de início tive medo. Medo de ser julgada. De ele não entender o meu lado de querer ficar com o Matteo, mesmo depois de tudo que aconteceu. Mas a sua reação foi o que mais me surpreendeu. Ele não me julgou. Apenas me ouviu e me disse coisas que me confortaram. Ele fazia-me sentir protegida em seus braços...  E seu beijo... Do jeito que eu me lembrava, só que ainda melhor. Ele foi mais carinhoso.

Segurava-me com firmeza, mas não com brutalidade. Era mais como quem dizia: “Não vou te deixar ir nunca mais”. Mas eu não quero me iludir com isso. Ele disse que queria ter uma conversa comigo sobre nós dois. Eu não faço a mínima ideia do que ele vai falar, mas eu estou ansiosa pra saber, porém, ao mesmo tempo o meu coração está apertado com medo de que o que ele queira me dizer, não seja nada do que eu anseio em ouvir.

Droga! Esse homem tem que ser tão imprevisível assim? Não dá pra eu saber o que ele está pensando ou querendo fazer. Essa sua linda carranca não deixa brecha pra nada.

Depois de um bom tempo ele me chama para conversar. Eu deixo o Matteo com a minha mãe que me dá um olhar cheio de perguntas. Ela não é boba, sabe que está acontecendo alguma coisa entre mim e o Ruggero. Coisa essa que nem eu sei ao certo o que é. Só nos beijamos duas vezes.

Ele pega na minha mão e vai me direcionando até a enorme varanda. Subimos uma escada que dá acesso à área da piscina, onde há uma churrasqueira e uma pequena varanda com alguns sofás dispostos. E foi em um deles que nós nos sentamos.

O Ruggero solta minha mãe e apoia seus braços em suas pernas. Seus olhos são direcionados ao chão, está pensativo ou escolhendo as palavras que irá dizer. Eu não me atrevi a dizer uma palavra.

- O que você está fazendo comigo, em Karol?

Eu não entendi a sua pergunta. Não faço a mínima ideia do que ele está falando.

- Aãn? – a única coisa que sai da minha boca.

- Porra mulher! – ele agora passa suas mãos freneticamente pelos seus cabelos, bagunçando-os. – Você realmente não tem noção do que você causa em mim?

- Não. – digo segurando um sorriso que está louco para brotar em meus lábios.

- Desde o momento em que eu te vi pela primeira vez na minha cozinha, eu sabia que não conseguiria te ter longe de mim. Eu tentei! Eu juro que tentei. Mas eu não sei o que você tem, que me desarma todo. Quando eu estou com você, eu simplesmente me esqueço de tudo e de todos ao meu redor. Esqueço até mesmo quem eu sou.

Ele dizia tudo isso olhando intensamente dentro dos meus olhos.

- Tem algo muito forte que nos une e você sabe disso... E porra! Está vendo? Olha como eu estou falando. Eu não sou assim! Olha o que você faz comigo.

Solto uma gargalhada baixa. Por incrível que pareça eu continuo com os meus olhos fixos aos seus. Agora quem precisa desse contato visual sou eu. Eu preciso tentar enxergar além do que eu vejo. Além do que ele está me dizendo. E eu estou conseguindo. Eu vejo sinceridade em seu olhar. Em suas palavras...  


- O que eu quero dizer é que eu não vou conseguir ficar na mesma casa que você vinte e quatro horas por dia sem te tocar. Sem provar do seu beijo, que já virou um vicio pra mim. Você não sabe o sacrifício que eu estou fazendo aqui pra não te beijar agora e...

Não o deixo continuar. Pego o seu rosto em minhas mãos e colo nossas bocas sem me importar com mais nada. Eu já ouvi o suficiente. Eu não sei como será a continuação da conversa, mas eu não me importo mais com nada que ele me disse. Já ouvi o suficiente.

O Ruggero rapidamente leva suas mãos para a minha cintura, me fazendo sentar em suas pernas. Abro minha boca dando passagem para a sua língua entrar de modo grosseiro, mas delicioso. Ele aperta com força minha cintura quando eu começo a chupar sua língua. Já posso sentir sua ereção crescendo na minha bunda. Mas eu estranhamente não me importo com isso.

A segurança que ele me passa não me deixa sentir medo de mais nada. Quando eu estou ao lado dele eu me sinto segura... Protegida. Eu percebi hoje que ele não fará nada para me machucar. Eu sei que não.

Ele desgruda nossas bocas, sua respiração, assim como a minha, é ofegante.

- É melhor parar. – me dá um beijo rápido e me faz sentar no sofá de novo.

Vejo-o muito discretamente levar a mão até o seu membro, ajeitando-o na calça.

- Está vendo o que você faz comigo? Me faz perder o controle.

- E isso é bom?

- Não. Pois eu não posso fazer com você tudo que eu tenho vontade, quando eu perco o meu controle.

- Tipo? – se ele me disser que bateria em mim com aquelas coisas que encontrei em sua gaveta.

Eu não sei o que dizer.

Eu não me submeteria a algo assim.

Ele balança a cabeça e respira fundo encostando suas costas no sofá.

- Nada. Esquece.

- Posso te fazer uma pergunta?

- Pode.

- Eu quero que você me diga a verdade. – ele acena e eu continuo. – Você é um dominador?

Vejo seus olhos se arregalarem assim que termino de dizer. Ele rapidamente desencosta suas costas do sofá e me encara.

- De onde você tirou isso? – seu modo relaxado deu lugar aquela postura imponente de sempre. O que me dá ainda mais certeza.

- É que... Eu fui arrumar o seu quarto e a sua gaveta do guarda roupa, aquela que tem uma  tranca, estava aberta e...

- E você sentiu no direito de mexer nas minhas coisas? – sua voz é grave.

Por um momento eu fico com medo. Mas deixo-o de lado e assumo uma postura mais confiante diante dele.

- Não. Eu apenas fui fechá-la e vi. – minto. – Eu fiquei curiosa, admito, em saber se você era ou não um Dominador. Eu sei que não tenho muita experiência, digamos assim, nessas áreas. Mas isso não significa que eu não saiba distinguir um simples objeto de prazer para objetos usados nesses tipos de... Prática. Digamos assim.

- O que mudaria pra você, se eu dissesse que sou e que eu te quero como minha submissa?

Olho-o espantada, não acreditando em sua pergunta. Ou proposta? Não sei. Isso só comprova as minhas suspeita de que ele é sim um Dominador.

- Não mudaria nada. Mas eu nunca me prestaria a esse papel de submissa. – digo a verdade.

De minha parte nada mudaria. Eu o trataria da mesma forma e o que eu sinto por ele não passaria. Mas de jeito nenhum me submeteria a ele.

Posso ver um pouco de decepção no seu olhar.

- Mas você ainda não respondeu a minha pergunta.

Ele respira fundo e sem desgrudar o seus olhos dos meus, responde.

- Sim. Eu sou um dominador.

Eu não fiquei surpresa em ouvir essas palavras saindo de sua boca. Até porque eu já tinha quase certeza. Agora eu tenho tantas perguntas para fazê-lo, só não sei se teria respostas. Mas não custa nada tentar.

- O que te levou a fazer isso?

Eu não estou o julgando, é apenas uma pergunta. Eu realmente quero saber o que dá na cabeça de uma pessoa a ter prazer agredindo outra. Isso é algo que não entra na minha cabeça.

O que eu irei fazer agora não é uma comparação, o Ruggero está longe de ser igual ao Lionel. Mas essa coisa de sentir prazer com a dor alheia me lembrou do que eu vivi. Eu via prazer nos olhos do Lionel vendo minhas lágrimas caindo, meus gemidos de dor e minhas súplicas para parar...

- Muitas coisas que não vem ao caso agora. – diz ríspido.

- As mulheres... Com quem você sai... Elas fazem por...

- Por dinheiro e prazer. Mais por dinheiro – responde neutro como se fosse a coisa mais normal do mundo. Mas querendo ou não, de fato é.

Ele sai com prostitutas. Não! Porque pra mim a mulher que vai pra cama com a outra pessoa por dinheiro, não tem outro nome a não ser prostituta. Elas ainda apanham pra isso.


- Elas deixam você bater nelas por dinheiro?


- Karol, acredite ou não. Tem pessoas que gosta. E eu não sou louco, eu sei qual o limite das minhas submissas. Eu nunca faria nada para machucá-las. Eu não faço nada que elas não gostem que pratiquem nelas. Tudo que eu faço é para o prazer de ambos.



Minhas. Elas. Nelas...
É mais de uma. Também, o que eu poderia esperar de um homem desse tamanho? Ele não se saciaria com apenas uma.
Fico imaginando como deve ser cada uma delas. Ele é um homem que aparenta escolher muito bem quem vai levar pra sua cama. Imagino uma mulher mais linda que a outra. Mulheres como a Clara, podres, vazias. Mas lindas e “gostosas” ao olhar de um homem. E eu não me encaixo em nenhum desses requisitos. Mas eu não estou me queixando. Eu agradeço a Deus por não ser assim. Eu acho que nem se eu estivesse passando fome, teria coragem de me vender por dinheiro. Eu acho que isso não justifica. Há vários meios em que as pessoas podem se virar para ganhar dinheiro e elas escolhem a maneira mais “fácil”. Que pra mim de fácil não tem nada.



- Era disso que eu tinha medo. É por isso que eu escondo esse meu lado das pessoas. Elas
nunca me entendem. – ele levanta e anda de um lado para o outro.


- Mas é difícil, Ruggero... – Me levanto ficando de frente para ele. – Olha! Eu não estou te
julgando. Há um motivo pra você gostar disso. Eu não sei qual e você não quer falar. Okay! Eu entendo essa parte. Mas é um pouco difícil de entender isso tudo, sabe? Como alguém consegue sentir prazer assim? Um sexo normal não te satisfaz?


Depois que a pergunta sai de minha boca sinto meu rosto esquentar e a vergonha tomar conta de mim.


“Que droga de pergunta é essa Karol? Nem você mesma sabe como é.”


Ele me olha e a surpresa, pelas minhas palavras ditas, é nítida em seu rosto.


- Sim Karol, me satisfaz. Antes que você pense que eu sou um maluco. Se é que já não está pensando... Esse não é o único meio que eu uso pra me satisfazer. – ele diz e vem andando em minha direção. E a cada passo seu, eu dava dois para trás.


- Eu consigo muito bem me satisfazer com um sexo normal, mas às vezes a mesmice cansa. – sinto minhas costas baterem na parede e percebo que não tenho mais para onde correr.


O Ruggero sem desgrudar os seus olhos dos meus, junta o seu corpo no meu e segura minha cintura com força.



- Eu procuro o clube apenas quando eu estou muito estressado. Dominar me acalma nessas horas.


Ele passa seu nariz pelo meu pescoço e continua.


- Ou quando uma certa morena, de olhos verdes e um corpo que me faz enlouquecer,
anda viajando os meus sonhos de madrugada... – sua mão sobe e desce na minha cintura. Seu nariz ainda percorre o meu pescoço e deixa pequenos beijos pelo local. – Me fazendo acordar com uma porra de uma ereção que nem com os pensamentos mais broxantes do universo eu consigo fazer com que ela vá embora. Aí eu sou obrigado a tentar de outra forma, se é que você me entende. – mais um beijo no meu pescoço e o meu corpo todo se arrepia. – Mas de nada adianta. Nem assim eu consigo fazer com que essa mulher saia da minha mente. Parece que ficou ainda mais forte desde o dia em que eu beijei-a pela primeira vez.


Ele roça os seus lábios nos meus. Eu fecho os olhos na esperança de que ele me beije
realmente, mas isso não acontece. O Ruggero desce sua boca para o meu pescoço e continua distribuindo beijos e mordidas, me deixando completamente arrepiada e molhada. Devo dizer.


Se suas mãos não estivessem em minha cintura, eu com certeza estaria no chão. Minhas pernas estão feito gelatina.


- Ela não sai da minha cabeça. Ela me enfeitiçou apenas com o seu jeito. – um beijo e uma mordida em meu pescoço. – Com seu beijo.


Ele sobe e me dá um beijo rápido. Sem língua. Sem nada. Apenas juntou nossas bocas e no
final puxou meu lábio inferior mordendo-o de leve.


Caramba isso é tão bom. Essa tortura é tão boa.


- Eu estou ficando maluco... Eu te quero pra mim, Karol.


Ele segura o meu rosto em suas mãos e diz olhando fixamente nos meus olhos.


- Eu sou capaz de abrir mão de tudo por você. Porra! – xinga e fecha os olhos, logo abrindo-os em seguida. – Olha como eu fico. Como eu falo quando estou perto de você. – sem soltar o meu rosto, ele encosta sua testa na minha e roça de leva, segundos depois ele as separa e
deixa um beijo na minha testa.


- Tudo mesmo? Até de deixar as suas submissas de lado?


- Sem pensar duas vezes. Eu não preciso delas quando eu tenho você.


Ele toma a minha boca e eu me entrego. Eu não vou lutar contra. E nem poderia. Eu acredito nele. Acredito quando ele diz que vai deixar suas submissas. Ele me passa confiança em absolutamente tudo que fala e faz.
Eu levo as minhas mãos para o sua nuca e ele desce as suas para a minha cintura, grudando-me mais em seu corpo, não deixando espaço nenhum entre nós.


Se alguém um dia me dissesse que eu estaria aqui, agora, com esse homem maravilhoso me beijando e dizendo essas coisas pra mim. Eu riria da cara da pessoa.


- Você não precisa mais trabalhar na minha casa. Eu quero que você vá morar lá comigo junto com o Matteo. Eu quero vocês do meu lado o tempo todo e…


- Calma! Calma Rodrigo. Vamos com calma, ok?


- Qual o problema?


- Eu não vou morar na sua casa... Quer dizer. Não desse jeito. Eu vou continuar trabalhando lá até eu encontrar outro emprego pra mim. Se você não se importar, é claro.


- É lógico que eu me importo. Eu não quero você trabalhando pra mim. Agora você é minha namorada eu não vou deixar…


- Espera aí. – digo sorrindo, não acreditando no que eu estou ouvindo. – O que você disse?


- Disse que eu não quero você trabalhan…


- Não. Eu estou falando da parte da namorada.


Ele fica totalmente envergonhado e eu começo a rir. Nunca o vi desse jeito.


- Eu disse namorada? – ele tem um sorriso tímido e lindo nos lábios, que eu nunca tive o prazer de ver.


- Sim! Você disse. – eu não consigo medir o tamanho do meu sorriso e da minha felicidade nesse momento.


Parece que tudo que me preocupava minutos atrás, agora por um tempo foi embora, dando
lugar a alegria que estou sentindo ao ouvir essas palavra.


- Pois é isso mesmo, namorada. Agora você é minha namorada.


- Você sabe se eu quero namorar com você?


- Qual é Karol. Eu já tenho 27 anos na cara. Nem na idade de pedir em namoro eu estou
mais... Então aceita logo.


- Mas você não me fez nenhum pedido.Praticamente está me impondo isso. – estou me divertindo muito com isso.


A cara que ele está fazendo é a melhor. Está na cara que ele nunca tinha feito isso antes.


- Que porra, Karol.


- Você tem uma boca muito suja, sabia? –sorrio.
Ele revira os olhos e coça a cabeça. Ele é tão lindo.


- Karol, você quer namorar comigo?


- Você tem certeza de que é isso que você quer, Ruggero? – agora eu falo sério. Ele percebeu que agora eu não estou brincando.


Eu realmente quero que ele tenha certeza do que está fazendo. Eu não sou igual às mulheres com quem ele está acostumado a se envolver. Por mais que eu confie nele de olhos fechados, não sei se conseguirei me entregar totalmente pra ele. Eu não quero que ele se prenda a alguém assim. Ainda mais ele sendo quem ele é.


- Lógico que tenho Karol. Eu não entendi a pergunta.


- Ruggero, nós somos diferentes. Eu sei que não tenho nada a ver com as mulheres que você está acostumado a sair. Você já sabe da minha história e apesar de eu confiar cegamente em você, eu não sei se algum dia conseguirei me entregar totalmente a alguém. Não é nada com você é só que…


- É exatamente pelo fato de você ser diferente de todas elas, que você é tão especial pra mim. Você acha mesmo que algum dia eu assumiria algo com aquelas mulheres Karol? Nunca! A única pessoa que importa pra mim é você. Eu estou apaixonado por você, pelo seu filho... – ele dá um sorriso e seca as lágrimas que escorriam pelo meu rosto, sem eu ao menos perceber. – E eu espero o seu tempo. Seja ele quanto tempo durar. Eu espero.


- Ruggero, você está falando realmente sério? Eu não... Não suportaria ser enganada dessa
forma.


Por um momento passou pela minha cabeça que seria impossível isso tudo ser verdade. Aquele homem que mal olhava para a minha cara quando eu cheguei a sua casa. Agora vem dizer que está apaixonado e que quer namorar comigo. Isso tudo é tão surreal.


- Olha pra mim, Karol.


Ele segura meu rosto firmemente me obrigando a encará-lo.


- Eu quero você do meu lado. Eu quero você na minha vida. Eu estou apaixonado por você.
Você é a única que eu quero ver ao acordar de manha e a última ao dormir a noite. Acredita
em mim.


- Eu também estou apaixonada por você.


Ele enxuga as minhas lágrimas e cola as nossas bocas. Isso parece um sonho e se for, eu não quero acordar nunca mais.


- Mas eu ainda vou continuar trabalhando lá. – digo assim que separo nossas bocas. – Pelo menos até eu achar outra coisa. E sem discussão.


- Estou vendo que em relação a isso eu não vou poder fazer nada, né?


- Não. Eu nunca aceitaria ser sustentada por você.


- Pois eu não me importaria nem um pouco ter que cuidar de você e do Matteo.


- Mas eu sim Ruggero. Ele não é responsabilidade sua. Mas sim, minha. Não quero que você se sinta obrigado a nada que envolva ele.


Ele me olha parecendo estar um pouco ofendido com as minhas palavras. Não foi essa a minha intenção. Eu só quis deixar claro que ele não é responsável pelo meu filho.


- Mas não é obrigação nenhuma Karol. Eu gosto do Matteo como se fosse um filho pra mim e eu não me importo em cuidar dele e tê-lo como um. Não adianta você tentar nos afastar, pois eu sinto que ele sente o mesmo por mim.


- Mas eu não quero que você pense que eu quero jogar essa responsabilidade pra cima de você. Eu não tenho esse direito.


- Eu não me importaria nem um pouco, eu já disse. Mas vamos deixar esse assunto de lado, eu não quero brigar com você no nosso primeiro minuto de namoro.


- Também não. – digo sorrindo. Ainda não conseguindo acreditar completamente.


- Pode deixar que eu arrumo um trabalho pra você... E antes que você diga que não precisa. Eu te digo pra deixar de ser orgulhosa pelo menos uma vez na vida e aceitar a minha ajuda.


- Eu aceito a sua ajuda. – digo sabendo que realmente não adiantaria de nada eu lutar contra ele.


Demos o assunto por encerrado.
Ele me pega pela minha cintura iniciando um novo beijo. Ficamos mais alguns minutos
namorando. É tão estranho falar isso... Namorando. Eu nunca namorei na vida e vou começar logo agora com o meu chefe louco e lindo. Ainda mais vestido desse jeito que o valorizava pra caramba. Por mim ele ficaria o tempo inteiro fardado e armado. Fica tão mais lindo.


Algumas horas depois ele diz que tem que ir embora, pois tem que trabalhar no caso do Lionel. Isso me deixa aliviada, saber que tem alguém se empenhando em colocar esse desgraçado atrás das grades novamente. Voltamos para a sala e encontro todo mundo do mesmo jeito que deixei.
A Valentina também já estava de saída e enquanto ela se despedia do Matteo o Ruggero pega o meu rosto em suas mãos e me dá um beijo demorado, não rolou língua, nem nada, só tocamos nossos lábios em um longo período, o que me deixou muito sem graça. Olho para a minha mãe e a Valu que nos olhavam espantadas.


- Dona Caro não se assuste. Eu e sua filha estamos namorando. Pena que eu não possa ficar aqui pra conversar com a senhora sobre isso. Tenho muito trabalho pela frente, mas eu volto para conversarmos com calma.


Ele vai até onde a Valu está com o Matteo no colo, deixa um beijo em sua cabeça e depois sai.
Todas nós estávamos surpresas, eu queria conversar com a minha mãe com mais calma depois, mas o senhor dono de tudo voltou e abriu a boca grande.


- Isso é verdade? Vocês estão namorando? – diz a Valentina com seus olhos levemente
arregalados e um sorrisinho no rosto.


- Sim, mas depois eu te conto os detalhes.

- Vou cobrar. – ela sorrir, me dá um abraço e um beijo, e vai embora.


Assim que ela vai embora, a minha mãe me olha com aquela cara de que quer respostas para todas as perguntas que tem em mente.


- Depois mãe. Depois.


Pego o Matteo nos meus braços e faço igual a todos os sábados quando chego em casa; dou total atenção ao meu pequeno que já começou a explorar todo o apartamento. E minha mãe foi fazer o almoço com o pouco de comida que ainda tinha aqui.
Almoçamos e depois, como está muito calor, subi com o Matteo para a piscina. Ficamos a
tarde inteira, até ele se cansar. Depois nós descemos, dei um banho nele, e não demorou
muito para ele dormir. Eu também fui tomar o meu banho. Saio do banheiro e vou para o quarto que, pelo tempo que eu ficarei aqui, será o meu. Assim que entro nele, encontro minha mãe sentada na cama a minha espera.


- Agora vamos conversar. E não adianta fugir igual você fez o dia inteiro.


- Ok mãe. - Me sento na cama ao seu lado e respiro fundo tomando coragem para falar.


- Eu quero saber primeiro o porquê do seu chefe, namorado... já não sei de mais nada. – sua expressão é de total confusão. – Enfim. Eu quero saber porque ele tirou a gente do morro?


- Por causa do Lionel.


- O que o Lionel tem a ver com isso? Ele está lá e a polícia está atrás dele, eu sei. Todo o morro sabe. Mas o que nós temos a ver com isso? Já fiquei com você lá em tantas operações e nada aconteceu…


- Mãe, eu vou precisar que a senhora me escute até o final sem me interromper, pois eu não sei se terei coragem de contar isso se não for tudo de uma vez.


- O que foi?


- E principalmente, só tire suas conclusões, ou venha me julgar quando eu tiver terminado de
falar. Me promete?


- Prometo. Mas fala logo. – está nitidamente curiosa e nervosa.


Eu respiro fundo uma, duas, três... Quatro vezes para tentar tomar coragem. Fecho os meus olhos e abaixo a minha cabeça não suportando encará-la neste momento.


- O Lionel é o pai do Matteo.


- Como assim, aquele bandido é o pai do Matteo, Karol?


Levanto a minha cabeça e vejo incredulidade em sua face. E aquele mesmo olhar de decepção de três anos atrás, está presente novamente em seus olhos.


Notas Finais


Então ... Tivemos um pedido de namoro bem estilo Ruggero Pasquarelli kkk
Só posso dizer uma coisa ... Essa conversa vai ser tensa


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