História Meu delegado - Capítulo 23


Escrita por: ~ e ~NoemyMc

Postado
Categorias Sou Luna
Tags Ruggarol
Visualizações 1.175
Palavras 3.623
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura 😘

Capítulo 23 - Capítulo 13 - Karol


Karol


         Acordo com beijos sendo distribuídos pelo meu pescoço e mãos fortes segurando-me pela cintura. Quando finalmente consigo abrir os meus olhos, me viro e vejo o Ruggero atrás de mim, sorrindo. Sem pensar muito ele me rouba um selinho demorado e depois volta a me apertar em seus braços.


- Bom dia. – ele diz.


- Bom dia... Que horas são? – digo tentando me soltar dos seus braços para ver as horas no relógio, do outro lado do criado mudo. Mas ele não deixa.


- Huuum... – ele se vira para o lado e olha no relógio. – 07h30min.


- O QUÊ!! – me solto dele rapidamente, levanto-me da cama e corro até o banheiro. – Meu Deus! Eu dormi demais. E você está mais que atrasado para o trabalho. Caramba! Eu tenho que preparar o seu café da manha e…


- Calma. – ele diz chegando no banheiro e me abraçando por trás.


- Calma nada, Ruggero. O que você está fazendo assim, desse jeito ainda? Vai se arrumar enquanto eu preparo o seu café. – eu ia sair do banheiro, mas ele me puxou de volta.


- Karol, calma. Eu não vou para a delegacia hoje. – diz sorrindo.


- Ah não? – digo agora ficando mais tranquila.


- Não. Hoje é o meu dia de folga. Depois da operação de ontem, eu mereço.


- Aquela que você falou do deputado e de não sei mais o quê?


Ele solta um sorriso e responde.


- Sim. – ele me solta, pega sua escova de dente e eu faço o mesmo. – Foram meses de investigações incansáveis. Dias sem dormir. Muita dor de cabeça. Mereço pelo menos um dia de folga depois disso.


Ele começa a escovar os seus dentes e eu faço o mesmo.


Assim que terminamos ele diz.


- Ainda bem que eu já acabei com essa investigação. Está tudo resolvido. Agora eu vou poder me dedicar totalmente ao seu caso.


- Espero que vocês consigam prendê-lo o quanto antes. Não aguento mais viver nessa insegurança e sempre com medo.


- Cadeia vai ser muito pouco pra ele, Karol. – ele diz seco e sai do banheiro deixando-me sozinha.


Eu não deveria mais tocar nesse assunto. Eu não me importo com o que vai acontecer com o Lionel quando o Ruggero encontrá-lo. Eu nunca fui de desejar o mau para as pessoas. Mas eu realmente ficaria muito mais tranquila a partir do momento em que eu visse o Lionel morto e bem longe de mim e do meu filho. Só não quero que o Ruggero faça nada que o comprometa depois. Droga!


Coloco a escova no lugar, saio do banheiro e encontro o Ruggero saindo do closet com uma bermuda de malhar e sem camisa. Ele já ia saindo do quarto quando eu o chamei novamente.


- Ei! Onde você pensa que vai?


Essa é a hora de fazer o que eu sempre tive vontade de fazer.


- Malhar.


- E essa cama vai ficar assim?


Ele olha para a cama e depois olha pra mim, leva sua mão a cabeça e começa a coça-la.


Eu juro que estou me segurando para não rir.


- E o que você quer que eu faça?


- Arrume-a.


- Eu não. – diz e enruga a testa. Sua expressão é de indignação. Como assim ele está indignado?


É obrigação dele arrumar a própria cama.


- Aah! Você sim. Pode vindo. Está mais do que na hora do Senhor aprender a fazer sua cama.


- Ah fala sério. Eu nunca arrumei minha cama em toda a minha vida. – ele está inconformado, sua cara estava fechada e a raiva é notória.


- Vem cá. – digo cruzando os braços. – Quem arruma a sua cama nos finais de semana?


- Ninguém. – ele diz simples. Mas a raiva ainda estava presente. Ele sabe que eu não vou deixa-lo em paz, enquanto ele não arrumasse essa cama.


Eu poderia muito bem fazer isso sem problema nenhum, até porque esse é o meu trabalho. Mas eu vou aproveitar que ele está um pouco relaxado, digamos assim, e vou ver se ele realmente vai fazer o que eu estou mandando.


- Como assim ninguém? – digo rindo.


- Karol, eu simplesmente não arrumo a minha cama. Eu deixo ela bagunçada até você chegar segunda-feira e arrumar. – diz sem paciência.


- Meu Deus do céu eu não estou acreditando nisso. Que homem preguiçoso. Mas hoje isso vai mudar.


Vou até a porta onde ele está parado e puxo-o para perto da cama.


- Você vai arrumar ela direitinho, tá meu querido. É bem simples e você deveria saber arrumá-la como ninguém, já que gosta tanto do jeito que ela fica quando está arrumada. – digo e viro as costas para sair.


- Karol, eu não vou…


- Te espero na cozinha para o café da manhã... Não demore.


Antes de eu sair do quarto, escuto-o dizer.


- Eu devo ser a porra de um babaca, por estar cumprindo ordens dessa mulher. Caralho! – sua voz esta carregada de ódio. O que me fez rir mais alto ainda.


E eu não pude deixar de alfinetar mais.


- Olha a boca suja, Delegado.


- Não fode mais ainda, Karol.


Saio rindo, desço as escadas e vou para a cozinha. Lavo a pequena louça de ontem e alguns minutos depois o Ruggero chega na cozinha com uma tromba do tamanho do mundo. Não consigo segurar o riso.


- Brigou muito com os lençóis?


Ele me dá um olhar mortal, que se fosse á alguns meses atrás, eu até sentiria medo, mas hoje nem me atinge mais.


- Eu nunca arrumei uma cama na vida. – diz inconformado.


Vou até a cafeteira e pego o café, colocando-o em cima da mesa junto com as outras coisas que já estavam dispostas.


- Pra tudo tem uma primeira vez na vida, amor. – digo sem pensar e imediatamente paro de sorrir, sentindo o meu rosto esquentar.

O semblante do Ruggero muda completamente.


- Do quê você me chamou?


- Na-nada. – digo rápido e me viro indo até a geladeira para pegar a geleia.


Quando eu me viro ele está em pé atrás de mim com aquele sorriso “Molha calcinha”... A minha calcinha.


- Repete. – isso foi uma ordem.


- Esquece Ruggero…


- Repete. – ele diz passando as mãos pela minha cintura juntando os nossos corpos.


Ele cola a sua boca na minha em um beijo quente e sedento. Suas mãos apertam com força minha cintura e sua língua possui com maestria a minha.


Esquece o sorriso “Molha Calcinha”. Ele perde completamente para esse beijo maravilhoso.


- Amor. – digo assim que nossas bocas se separaram.


Ele dá aquele sorriso novamente e me beija novamente.


- Você é a única pessoa que consegue me deixar com raiva e feliz em uma mínima diferença de tempo.


- Isso é bom? – pergunto com um sorriso idiota no rosto.


- Não quando eu quero te matar por me dar ordens.


Solto uma gargalhada e ele me olha feio.


- Para de drama. Você só arrumou uma cama. Imagina se arrumasse essa casa inteira, sozinho.


- Olha! Nem vem hein. – ele se afasta olhando-me assustado.


- Vamos comer logo. – digo me acabando de rir com a sua expressão.


- Huum... Eu tenho que arrumar outro emprego pra você urgentemente.


Sentamo-nos a mesa e começamos a tomar o café da manhã. Quando terminamos, eu fui arrumar a mesa e ele se levantou para ir malhar.


- Kah, que tal a gente trazer o Matt aqui, hoje?


- Pra quê?


- Ah pra ele ficar aqui com a gente. Você mesma diz que sente falta dele... E... Eu posso dizer que também já estou.


É inevitável não sorrir com isso. Por mais que eu não queira que ele se sinta responsável pelo Matteo, é bom saber que ele gosta do meu filho e tem vontade de tê-lo por perto.


- Mas eu tenho coisas a fazer, Ruggero, e ele não para. – tudo bem que o que eu tenho para fazer hoje são coisas rápidas, que não tomam muito do meu tempo.


- Eu olho ele pra você. A gente fica na piscina, está calor. Por mais que tenha piscina no apartamento eu sei que sua mãe não vai conseguir ficar com ele lá.


- Realmente não.


- Então? – ele passa os braços pela minha cintura, aproximando-me dele e pergunta. – Posso ir lá buscá-lo?


- Tá! Pode.


Ele deixa me dá um beijo e se solta.


- Vou malhar primeiro e depois eu vou. Liga para a sua mãe, avisando.


- Tudo bem.


Ele sai da cozinha e vai para a academia do outro lado do quintal. Eu ligo para a minha mãe e aviso que o Ruggero irá buscar o Matteo daqui a pouco e que ela deveria arrumar uma pequena bolsa com as roupas dele.

Vou ao meu quarto, retiro a minha roupa de dormir e também deixo o uniforme de lado, colocando uma bermudinha jeans e uma regata preta.


Saio do quarto e volto para a cozinha, arrumo-a e vou fazer tudo que está programado para o dia de hoje. Como eu disse. Nessa casa tudo tem o dia certo de ser executado. O que eu acho muito bom, pois facilitava muito a minha vida. Eu não fico sobrecarregada com várias coisas para fazer em um dia.


Subo para o quarto do Ruggero e... Está vendo como ele sabe sim fazer uma cama! Ele só é preguiçoso e mandão.


Vou para o banheiro, arrumo-o e pego as roupas sujas. O mesmo eu faço com o closet. Levo todas as roupas para a lavanderia e coloco na maquina, junto com as outras tantas roupas sujas que tinha ali para lavar.

Agora é só esperar acabar, estender e passar.


Volto para a cozinha e penso no que posso fazer de almoço, hoje. Escolho o que eu vou fazer e deixo os ingredientes já preparados. Enquanto não tem nada mais para fazer, volto para o meu quarto. Eu disse que hoje havia pouca coisa a ser feita. Agora é esperar as roupas ficarem limpas e secas para passá-las. Enquanto isso, resolvo arrumar a minha bagunça.


Estando sozinha agora é inevitável não pensar na noite de ontem. Foi maravilhoso. A forma como ele me tratou, como ele me fez esquecer completamente de tudo e apenas me entregar a ele de corpo e alma. Eu nunca pensei que sexo seria tão bom, tão gostoso. Até porque a única experiência que eu tive, até ontem, foi horrível. Então pra mim sexo seria sempre dor e lágrimas. Mas o Ruggero me mostrou que não é assim. Ele me mostrou que posso sim sentir prazer... E que prazer.


Eu pensei que ficaria com vergonha, mas surpreendentemente eu me soltei mais do que eu imaginei. Ele deixou até que eu comandasse na banheira e…


Droga! A banheira.


Caramba! Eu não me lembro dele ter usado camisinha.


Que merda! Não! Ele realmente não usou.


Meu Deus! Eu não posso e não quero engravidar de novo. Um filho só já basta. A minha vida já está uma bagunça. Eu mal consigo me sustentar com um filho, imagina com dois. Não! Não mesmo. Mas eu também não sei o que fazer agora…


Eu... Droga!


Eu não tomo nenhum anticoncepcional. Até porque eu não tinha pretensão nenhuma de deixar algum outro homem me tocar, novamente desse jeito.


Droga!


Arrependo-me amargamente por isso. Eu vou ter que comprar uma pílula do dia seguinte. Esse é o único jeito.


- Karol, eu estou indo. – Ruggero entra no meu quarto já arrumado. - Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa? Você está pálida, Karol.


- A camisinha.


- O que foi? – ele dá aquele sorriso safado. – Quer transar de novo? Não precisamos dela, eu…


Ele passa as mãos pela minha cintura e eu o impeço.


- Eu não quero transar.


“Pelo menos não agora” – Balanço a minha cabeça de leve espantando esse pensamento, e continuo.


- Você não usou a camisinha ontem, Ruggero.


- Usei sim. – ele diz franzindo a testa.


- Na banheira não.


- Porra é verdade... Mas com o que você está preocupada? Eu sou limpo e…


- Eu também sou, graças a Deus, Ruggero. Mas é que eu não tomo nenhum anticoncepcional. E eu não quero ter outro filho tão cedo.


Ele parece um pouco decepcionado e tira as suas mãos da minha cintura, afastando-se um pouco.


- E por que não?


Eu olho-o incrédula.


- Pelo amor de Deus, Ruggero! Olha bem a loucura que está a minha vida. Você realmente acha que mais uma criança seria bem vinda, agora? Eu posso mal com o Matteo, imagina mais um.


- Eu cuido de vocês.


- Não Ruggero! – digo firme. – Eu não quero outro filho agora. E outra, nós começamos a namorar não tem uma semana, eu não quero engravidar logo de cara. Nem sei se algum dia, eu vou querer ter outro filho.


- Você não quer ter um filho comigo, é isso? – ele tinha aquela postura imponente, mas eu conseguia ver um pouco de tristeza em seus olhos. – É pelo fato de eu ser um…


- Ruggero, por favor! Não é nada disso. – chego perto dele, mas ele se afasta. – Não faz isso. Por favor!


- Já entendi. Você não quer ter um filho comigo.


- Ruggero, não foi isso que eu quis dizer. Eu me expressei mal e você está sendo infantil agindo desse jeito.


- Eu vou ir buscar o Matteo e passo numa farmácia e trago uma pílula pra você. – ele diz com a cara fechada e sai deixando-me sozinha.


Que droga! Ele está agindo feito um menino birrento de 12 anos de idade. Nunca pensei que um homem daquele tamanho poderia agir de uma forma tão imatura assim. Eu me expressei mal com minhas palavras, eu sei. Mas ele também não quis me dar ouvido. Era pra eu ter ficado quieta e ter comprado essa pílula sozinha, sem avisá-lo.


Termino de arrumar o meu quarto e vou para a sala, esperando eles chegarem. O relógio marcava 10h40min quando o Ruggero chegou na sala com o Matteo no colo. Ele tinha um sorriso no rosto olhando para o Matteo, que conversava animadamente com ele. Pude ver em suas mãos, uma sacola de farmácia e na outra a bolsa do Matteo. Ele me olha e sua expressão agora é séria. O Matteo percebe a minha presença e começa a pular animado no colo do Ruggero.


- Mamãe, mamãe.


- Oi meu filho. – eu vou até ele para pegá-lo no meu colo, mas ele passa um braço pelo meu pescoço me puxando para um abraço. O meu rosto ficou encostado no peito no Ruggero e eu aproveito a ajudinha que o Matteo deu e passo os meus braços pelo corpo dos dois, abraçando-os não me importando com o Ruggero, que pela sua cara fechada, ainda estava puto comigo. Deixo um beijo no Matteo e me solto.


- Papai piscina, mamãe. – ele diz eufórico batendo as mãozinhas.


O incômodo em ouvir isso saindo de sua boca ainda não saia de dentro de mim. Porém, eu resolvi seguir o conselho do Ruggero e não ligar para o que as pessoas possivelmente iriam dizer. Mas isso não significa que eu aceitei completamente essa história. Porque não. A única que ainda tem a total responsabilidade e obrigação sobre o Matteo, sou eu.


- É meu filho, que legal. Está calor, né?


- É calor. – ele diz e eu sorrio.


O Ruggero coloca o Matteo no chão e me entrega a sacolinha da farmácia.


- Toma. Essa você pode tomar até 48 horas depois da relação. – diz ainda sério.


Não me dá chances de responder e vai até o Matteo, que brincava com os enfeites da mesinha de centro da sala. Pelo o que eu o conheço é melhor deixá-lo por um tempo. Depois eu tento conversar com ele novamente.


- Vamos colocar a frauda de piscina, Matt? – ele diz pegando-o no colo e ele vibra.


Ele sobe com o Matt e eu vou para a cozinha tomar essa bendita dessa pílula. Eu sei que ela não é 100% segura, mas agora é tomar e orar pra não engravidar.


Resolvo já começar a fazer o almoço, pois já são quase 11h00min. Alguns minutos depois, ouço os dois descerem a escada, sorrindo. O Ruggero leva ele vai para a piscina, mas não passa pela cozinha…


Já estava tudo pronto, inclusive a papinha do Matteo. O relógio já marca 12h00min e pela hora, eles com certeza já estavam com fome. Arrumo a mesa e vou até a piscina chama-los.


Encontro o Ruggero segurando o Matteo em seus braços fazendo-o boiar na água. O meu filho achava muita graça naquilo, pois não parava de rir um minuto sequer e o Ruggero também.


Assim que o Ruggero me vê, ele levanta o Matteo levando-o para perto do seu corpo abraçando-o. E a sua expressão pra mim é a mesma de anteriormente.


- Mamãe, vem piscina.


- Depois meu amor. Agora está na hora de comer. Vem!


- Não mamãe. – ele faz bico e como eu conheço bem, ele vai fazer manha para não sair da piscina.


- Vamos comer Matt. Depois a mamãe vem na piscina com a gente. Tudo bem?


Ele olha para o Ruggero e acena.


Meu Deus, como ele consegue fazer isso? Eu jurava que eu ia ter uma briga e tanto para tirá-lo da piscina.


O Ruggero sai com ele da piscina e... meu Deus. Esse homem não pode andar desse jeito por aí não, minha gente. Esse corpo maravilhoso “coberto” apenas por uma sunga preta. Isso é de deixar qualquer uma fora de controle.


Ele passa por mim, pega a toalha que estava na espreguiçadeira e começa a secar o Matteo.


- Deixa que eu troco a fralda dele. – digo esticando os meus braços.


Ele passa o Matt para mim e eu vou em direção a casa e no meio do caminho, ouço sua voz me avisando.


- As coisas dele estão no meu quarto.


Aceno e continuo andando.


Retiro a fralda molhada e tomo a liberdade de dar um banho rápido nele, no banheiro do Ruggero. Acho que ele não vai se importar. Enrolo-o na toalha, chego ao quarto e vejo o Ruggero já vestido com uma bermuda, sem camisa e esfregando uma toalha em seus cabelos para secá-los. Ele adora ficar sem camisa quando está em casa. Isso é pra ferrar com o meu psicológico. Depois me pergunta o porquê de eu ficar encarando tanto ele.


Coloco o Matt na cama e o visto.


Descemos e sentamos a mesa. Esse foi o pior momento de todos, ficou um clima tenso entre nós, que era quebrado apenas quando o Matt falava algo com o Ruggero. Eu não queria falar nada com ele agora por causa do Matt. Mas quando estivermos a sós, nós vamos ter uma conversa. Ah se vamos.


Dei a comida ao Matt que se dividia em dar atenção a comida e ao Ruggero, que brincava com ele o tempo todo.


Assim que terminamos, como sempre, ele dormiu.


- Coloque-o na minha cama.


- Vou colocar no meu quarto que é melhor. Consigo ouvir caso ele chore.


Vou para o quarto, ajeito o Matteo na minha cama e coloco alguns travesseiros em volta para que ele não caia. Volto para a cozinha para arrumá-la e o Ruggero continua no mesmo lugar, sentado a mesa. Sento-me ao seu lado.


- Sério que a gente vai ficar desse jeito, Ruggero? – pergunto séria e ele me olha. 


Ainda está com aquela mesma postura imponente de sempre.


Às vezes isso me excita, outra me irrita. Como agora.


- Desculpa. – ele diz bem baixo.

É um filho da mãe mesmo. Nem pra pedir desculpa ele larga esse jeito dele.


- O quê? – pergunto fingindo não ter ouvido.


- Desculpa. Eu realmente agi de uma forma infantil. – agora ele diz mais alto, se impondo mais. Mas continua com a mesma postura. – Eu só quero saber o porquê de você não querer ter um filho comigo


Respiro bem fundo e fecho os olhos, logo em seguida os abrindo novamente.


- Não é que eu não queira ter um filho com você, Ruggero. Eu me expressei mal. É só que a minha vida está uma bagunça e você mais do que ninguém sabe disso... E pode parecer que não, mas eu tenho sonhos, sonhos esses que eu não sei se um dia conseguirei realizá-los, pelo fato de eu já ter uma prioridade na minha vida e ele é o meu filho. Por ele eu coloquei todas as minhas vontades em segundo plano. Mas isso não significa que eu desisti completamente. E poxa, vindo mais um filho agora só vai atrapalhar mais ainda. Não que eu não fosse amá-lo por conta disso, lógico que eu amaria, assim como amo o Matt, mas não viria em uma boa hora. Eu não quero ter outro filho por acidente. Se for pra eu engravidar de novo. Se for pra nós dois termos um filho algum dia, eu quero que ela seja no mínimo bem planejado e no momento certo. Não sem pensar. Tudo bem que pode acontecer, vai haver dias que vamos esquecer e é lógico que se acontecer eu não vou tirar. Mas eu vou fazer o possível pra evitar uma gravidez agora, nesse momento da minha vida. Tenta me entender, por favor.


- Me desculpa Karol, eu só pensei na minha vontade de formar uma família com você e não me importei em saber como você se sentia em relação a isso.


Abro um sorriso ao ouvir isso sair de sua boca.


Ele quer formar uma família comigo...


- Eu agi feito uma criança, estou bastante envergonhado.


- Tudo bem. – digo me sentando em seu colo, passo minhas mãos pelo seu pescoço e ele suas mãos pela minha cintura. – Pra não ocorrer mais esse problema, eu vou procurar um médico e passar a tomar remédio certinho. Ok?


- Porra nenhuma. Você vai procurar uma médica. Nada de homem não.


- Meu Deus. – solto uma gargalhada alto. – Sério que você é ciumento.


Digo mais para provocá-lo, pois eu realmente iria procurar uma médica mulher.


Médico é só uma maneira de falar, em geral.


- Claro que não. Eu só não vou deixar outro homem tocar no que é meu.


Ele me beija me calando. E me leva para o seu quarto. Sim. Transamos de novo, posso dizer que foi ainda melhor que ontem. Ele estava mais bruto. E meu Deus. Desse jeito foi ainda melhor, mas não foi bruto ao ponto de me machucar. Não. Pois a sua brutalidade tinha uma pitada de carinho. É difícil de explicar, mas o seu jeito meio bruto de ser, me passa mais segurança em seus braços. Eu me sento única. Agora eu entendo o porquê as pessoas falam que o bom da briga é a reconciliação.


Realmente é muito boa. É ótima.


Notas Finais


Primeira briga do casal

O que vocês acharam?

O próximo capítulo vai ter outro ponto de vista ... Diferente do que vocês estão acostumadas


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