História Meu delegado - Capítulo 25


Escrita por: ~ e ~NoemyMc

Postado
Categorias Sou Luna
Tags Ruggarol
Visualizações 295
Palavras 5.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura 😘

Capítulo 25 - Capítulo 15 - Karol


Karol



Hoje eu estou indo para o meu novo emprego.

Sim, eu finalmente consegui arrumar um trabalho que não fosse com o Ruggero, na verdade foi o próprio que conseguiu esse emprego pra mim, assim como ele disse que faria.


Demorou um tempinho, pra ser mais precisa, um mês, até porque eu também não queria deixá-lo sem empregada. Eu sei bem como ele fica irritado em ter que fazer as coisas, então eu fiquei trabalhando para ele até que ele conseguisse achar uma nova empregada pra ficar no meu lugar.


O trabalho que ele arranjou pra mim é em uma loja de grife em um shopping na barra perto de sua casa, eu serei vendedora é claro. Mas o horário é super acessível caso eu queira começar na minha faculdade no próximo ano, que é o que eu tenho em mente. Sem falar também que o salário de lá é ótimo e se eu vender bem, no final do mês ainda ganho uma comissão. É o emprego que eu pedi a Deus.


Eu perguntei ao Ruggero como ele conseguiu esse emprego tão rápido assim e ele me disse que a dona da loja é uma amiga antiga dele.


Uhuum amiga antiga. Ele acha que eu caí nessa. Aposto que deve ser uma das muitas que ele já pegou por aí.Mas isso também não me importa mais, eu confio nele e não tenho motivos para desconfianças.Mas mesmo assim é inevitável não sentir um ciumezinho em pensar nas outras que ele já teve pela vida. Deixo esses pensamentos de lado, antes que eu fique louca, e levanto-me da cama.


Vou até o quarto do Matteo, sim eu arrumei um quarto pra ele. O Ruggero insistiu que ele precisava de um quartinho só dele, pois ele já estava ficando grandinho, e se eu não o tirasse de minha cama agora, seria difícil fazer isso depois.Ele pensa que eu não sei que ele fez isso na intensão de dormir comigo às vezes. Mesmo eu alegando que não precisava e que ficaríamos nesse apartamento por pouco tempo, ele não me deu ouvidos e arrumou o quarto que estava sobrando para o Matteo. O quarto é todo decorado em azul bem claro e uma parede dedicada apenas á um enorme adesivo de todos os super heróis da Marvel. O Matteo ficou louco quando viu, ele não sabia se dava atenção aos brinquedos, ao adesivo na parede ou na cama em formato de carrinho. Ele ficou radiante. E eu nem preciso falar que o Ruggero também não ficou muito diferente disso ao ver a felicidade do Matt, né?


Entro no seu quarto, que é de frente para o meu, e encontro o Matteo ainda dormindo. O acordo, pois ele também vai para a creche nova que eu o coloquei, aqui próximo do apartamento mesmo. Ele levanta um pouco manhoso, mas o levo para o banheiro e dou-lhe um banho, coloco o uniforme da creche e vou para a cozinha já encontrando a minha mãe preparando o café da manhã.


- Bom dia, mãe.


- Bom dia, filha.


- A senhora pode dar o leite para o Matt enquanto eu tomo meu banho?


- Claro, querida.


Volto para o quarto, escolho a minha melhor roupa. Sim eu tinha que ir vestida da melhor forma possível para o trabalho, afinal de contas a loja era de grife em um dos maiores e melhores shoppings do Rio de janeiro, eu não podia chegar com minhas roupas surradas de sempre. Já estou até vendo que esse trabalho vai me dar muita despesa por conta disso.Vou para o banheiro, tomo um banho rápido, sem molhar os meus cabelos. Saio enrolada na toalha e vou para o quarto. Visto uma calcinha e uma calça jeans escura de cintura alta nova e uma blusa de seda frente única preta. Coloco um salto preto, nunca fui fã de saltos, usava apenas quando era preciso e a dona da loja me deixou bem claro na entrevista que era obrigatório o uso deles. Eu sinceramente não sei pra quê isso, estou vendo que meus pés não vão aguentar uma hora em pé encima desses saltos aqui. Eu até perguntei, sem parecer grosseira é claro, para a Fabíola, a dona da loja, o porquê dos saltos. E ela me disse que a loja dela é muito bem frequentada e ela não admite que suas empregadas não estejam próximo ao nível de suas clientes. Concordei sem pestanejar, obviamente, mas no fundo estava achando aquilo tudo muito desnecessário.


Maquio-me, não faço nada muito forte, apenas um lápis, rímel, uma sombra clarinha e um batom vermelho, o meu favorito.Solto o meu cabelo e tento deixá-lo no seu típico bagunçado arrumado. Assim que termino pego minha bolsa e saio do quarto.


Sento-me à mesa junto com a minha mãe e o Matt e tomo apenas uma xícara de café, isso me segura até a hora do almoço.


- Já terminou a mamadeira, filho?


- Sim mamãe. – diz ele se levantando da mesa e ficando em pé na minha frente.


Solto uma gargalhada e o abraço.


Cada dia que passa ele está ainda mais esperto. Pego a sua mochilinha em cima do sofá, me despeço da minha mãe e saímos do apartamento.Saímos do prédio e fomos andando até a creche que é quatro quadras depois do apartamento.


- Tchau meu filho, de tarde mamãe vem te buscar, tá bom? – digo ajoelhada na sua frente.


- Tá bom mamãe. – ele me dá um beijo na bochecha e vai até um amiguinho que estava o esperando dentro da creche.


Depois que vejo que ele realmente entrou, eu vou andando até o ponto de ônibus mais próximo. Já são 08h30min e eu tenho que estar no trabalho às 09h30min, ou seja, se tudo der certo eu consigo chegar lá na hora certa e não me queimar com a minha chefe no primeiro dia de trabalho.


Vou andando distraidamente até o ponto mais próximo, mas... Sabe quando você tem a sensação de que está sendo seguida? Eu estou tendo essa sensação agora. Na verdade não é de agora, há algum tempo que eu estou com isso. Não sei se é coisa da minha cabeça ou não, pelo fato do Lionel estar solto. Olho para trás e vejo um monte de gente atrás de mim, todas pareciam estar atrasadas para o trabalho e nem me notaram parada no meio da rua. Balanço a minha cabeça tirando essa ideia louca de dentro de mim e continuo andando. Chego ao ponto na hora certa, pois o meu ônibus já estava lá. Aperto o passo e consigo pegá-lo e por incrível que pareça consegui ir sentada.


Desço em frente ao shopping e aquela mesma sensação horrenda me acompanha. Apresso o meu passo e entro no shopping, sentindo-me mais segura aqui dentro com esses seguranças. Olho para trás e novamente não vejo nada suspeito. O que me faz pensar que eu estou completamente louca. Pego o elevador e paro no 4º andar, não demorou muito, eu achei a loja e entrei já dando de cara com a Fabiola, a minha patroa.


- Huum pontual. Gosto assim. – ela me olha de cima a baixo e eu por um momento fiquei com medo, até ver um sorriso de satisfação em seu rosto. – Amei sua roupa, é assim que tem que ser. Parece que entendeu bem o que eu quis dizer.


- Obrigada senhora.


- Sem o senhora, nem sou velha pra isso. Chame-me apenas de Fabíola.


E não é velha mesmo. Ela é linda, super jovem, pouca coisa mais velha do que eu, uns 25 anos mais o menos. Tem um corpo de dar inveja a qualquer uma e seus cabelos lindamente lisos e escorridos em um preto natural até a altura da sua cintura. E sem falar de sua elegância.


- Okay... É..o que eu tenho que fazer agora? – digo um pouco sem jeito.


- Venha até a minha sala. - Diz me guiando até o elevador.


Entramos e em segundosjá estávamos no segundo andar da loja. Ela entra em sua sala e eu logo em seguida. A Fabíola se senta em sua cadeira e me mostra a cadeira a sua frente para eu me sentar. Ela pega o telefone, disca um numero e o leva à orelha.


- Nina, venha até a minha sala, por favor.


Ela coloca o telefone novamente no gancho e se reclina na cadeira.Não demorou muito e uma mulher, também bem nova e elegante, entra na sala. Assim como a Fabiola, ela estava muito bem arrumada e tinha um sorriso simpático no rosto.


- Sim Fabiola?


- Essa é a Karol, a mulher que eu te falei.


- Ah sim! Prazer Karol. – diz me estendendo a mão para me cumprimentar.


Cumprimento-a e ela se senta na cadeira ao meu lado.


- Eu preciso que você a oriente nesse primeiro dia. Mostre-a o que tem e o que não tem que fazer, como tratar as clientes e... O resto você já sabe, né Nina?


- Sim, já sei.


- Então podem ir.


- Tudo bem. – ela se levanta da cadeira e me encara. – Vamos Karol?


- Claro. - me levanto e a acompanho até a porta. Saímos do escritório e a acompanho pelo pequeno corredor.


- Vou te levar até a nossa salinha para você guardar as suas coisas.


Aceno e ela logo abre uma porta e entra. O local era um pouco pequeno, mas tinha um sofá e uma mesa. Em um canto tinha um armário de ferro com várias repartições, semelhantes àqueles de escolas, só que com repartições bem mais largas.


- Esse aqui é o seu armário. – ela abrindo uma das portas mostrando-me. – Ele está sem cadeado ainda, até porque não tinha ninguém usando, mas se quiser deixar trancado é só comprar um e colocá-lo. Ou se preferir pode deixar sem mesmo.


- Ok, entendi. – vou até ela e coloco a minha bolsa dentro do armário.


- Se você quiser nas suas horas de almoço pode descansar aqui nesse sofá... E ah! Outra coisa, você não precisa vir com esses saltos sempre, o armário também serve pra isso, pode vir com uma sandália mais baixa e colocar o salto aqui. – diz e direciona-me um pequeno sorriso.


- Nossa, muito obrigada, os meus pés agradecem. Eu nem comecei a trabalhar e eles já estão doendo.


- Normal, com o passar do tempo você se acostuma. – diz sorrindo. – Agora vem, vou te mostrar o deposito e depois a gente desce pra você começar o seu primeiro dia de trabalho.


- Okay.


A acompanho novamente pelo corredor e entramos em uma outra sala, que já era bem maior.


Não foi muito difícil para eu descobrir que se tratava do depósito, pois tem várias roupas, sapatos e todos os itens que são vendidos na loja. Depois dela ter me mostrado tudo que precisava, descemos e eu finalmente comecei a trabalhar.


Até que não é nenhum bicho de sete cabeças trabalhar aqui, o único ponto negativo são os saltos, eles cansam demais e essa loja bomba, sempre está cheia de gente, vulgo, madames e patricinhas, até porque uma roupa aqui é mais cara que a creche do meu filho. Os sapatos e as jóias então eu nem falo nada. Mas fora isso é super fácil trabalhar aqui.


A Nina me disse que temos sempre que estar com o sorriso no rosto independente se estamos felizes ou não. Sempre sorrindo... Sempre sorrindo…


O Ruggero me mandou uma mensagem, que eu respondi rapidamente por conta do movimento da loja. Ele disse que passaria aqui na hora do almoço para irmos almoçar juntos e eu respondi que tudo bem.

Passei o resto da manhã atendendo as clientes. A Nina me disse que o movimento estava maior por conta do natal e do ano novo, essa época do ano costuma encher. Ainda bem que tinha mais quatro meninas lá e mais a Nina, que mesmo sendo a gerente não deixa de nos ajudar com o atendimento.


Já era meio dia e o movimento estava um pouco menor. Não estava atendendo ninguém no momento, as outras meninas estavam fazendo isso.

Meu corpo estava levemente debruçado sobre o balcão enquanto eu conversava com a Nina.


Mas ela de repente desvia os seus olhos dos meus e encara algo atrás de mim, sua boca estava aberta e se ela não fechasse ia babar. Aah se ia!


- Meu Deus o quê que é isso? Me chama de bandida e me prende. Senhor que calor. – ela leva o papel que estava em suas mãos para o alto e começa a se abanar.

Não consigo controlar o riso.


- O que foi?


- Ai meu Deus ele está vindo pra cá. – ela diz se aprumando e soltando o papel em cima do balcão.


- Ele quem?


Quando eu vou virar para ver o que está acontecendo, sinto mãos fortes, mãos essas que eu conheço muito bem, passar pela minha cintura e um beijo ser deixado na minha nuca.


- Boa tarde, Morena. – ele sussurra no meu ouvido e eu me arrepio.


Olho para a Nina... e tadinha, ela está super sem graça. O seu rosto está vermelho feito um tomate e seu olhar tem um misto de incredulidade e vergonha... Muita vergonha.


- Boa tarde, amor. – digo virando-me pra ele, que sem pensar muito rouba um selinho de mim.


- Aqui não, é o meu trabalho. – digo me afastando um pouco do seu aperto.


Agora eu sei o porquê do comentário da Nina, ele está fardado, lindamente fardado. E eu odeio isso, eu sei que é o trabalho dele, e que ele tem que usar uniforme. Mas ele não pode ser igual àqueles delegados que usam terno? Mas naão, imagina. Ele tem que colocar uma droga de uma roupa que aperta todos os seus maravilhosos músculos e ainda com essa arma na cintura que o deixa ainda mais gostoso.


Que droga, estou com calor.


Está vendo o que esse homem faz comigo?


Mas a quem eu estou tentando enganar? Acho que nem de burca esse homem passaria despercebido. Ele chama a atenção por onde passa, não importa o jeito que esteja vestido.


Olho ao meu redor e todas. Eu disse TODAS as mulheres da loja estão vidradas nele. O pior é que eu não posso brigar com elas, ele realmente provoca isso nas mulheres onde quer que ele passe. Eu sou a prova viva de que é impossível não cair nos encantos desse homem. Mas que dá uma raivinha de vê-las cobiçando o meu homem. Aah dá. Me viro para a Nina e ela está do mesmo jeito. Chega a ser engraçado.


- Boa tarde. – diz o Ruggero cumprimentando-a.


Ela solta um suspiro e logo responde.


- Bom di... é, não... Boa tarde.


- Você já está liberada para o almoço? – diz apertando de leve a minha cintura.


- Não sei... – me viro para a Nina que agora já esta na sua postura profissional. – Já posso ir, Nina?


- Claro, Karol, pode ir sim.


- O senhor Ruggero Pasquarelli e a sua mania de parar onde chega. Você nunca muda, né?


Olho para o lado e vejo a Fabiola vindo com um sorriso enorme para perto da gente. Ela chega bem perto do Ruggero e lhe dá um abraço apertado e demorado, até demais para o meu gosto.


Quando eu dou por mim já estou com meus braços cruzados e minha cara fechada para aquela cena. Eu não quero saber se ela é minha patroa ou não. Não é por isso que vou achar bonito ela se esfregar desse jeito no Ruggero. E sem falar que ela é linda. Nessas horas a insegurança bate forte.

Ela se desfaz do abraço, mas continua com as mãos sobre os ombros dele.


- Como você está? Veio fazer o quê aqui?


- Estou bem. Vim pegar minha namorada para almoçar. – diz ele indiferente.


Bom... Muito bom.


- Ah é mesmo, tinha me esquecido que ela é seu casinho. – diz bem baixo, mas eu consigo escutar.


- Casinho não. Namorada. Futura esposa. – diz rude.


Abro um sorriso debochado, mesmo sabendo que ela não veria, pois está de costas para mim.


- Nossa. Sério isso? O senhor sem amarras vai se casar? Era você mesmo que vivia dizendo que nunca se casaria. – diz divertida.


- Nunca me casaria com qualquer uma. Mas sim com a mulher certa e ela é a Karol. – ele respira fundo e eu já sei que está perdendo a paciência.


Ele tira o braço dela de seu ombro sutilmente e em seguida me olha.


- Vamos, amor?


- Claro, eu vou pegar a minha bolsa.


Saio dali e entro no elevador. Pego a minha bolsa rapidamente e volto para a loja encontrando-o do mesmo jeito que deixei. Ela ainda continua tentando puxar assunto com ele, que pelo o que eu o conheço, estava respondendo por educação.


- Vamos? – digo fazendo volta a sua atenção à mim.


- Vamos.


A Fabiola vai até ele e o abraça novamente deixando um beijo em sua bochecha.


Olha! Eu vou perder o emprego sem nem mesmo começar direito, mas eu vou dar na cara dela se ela continuar se jogando pra cima do Ruggero...

Ele se solta dela, vem até a mim e coloca uma mão nas minhas costas. A Fabiola olha a cena e fica um pouco sem graça. Ele faz um pequeno aceno de cabeça para a Nina, despedindo-se dela e me impulsiona levemente para andar e assim eu faço.


Antes que eu saia da loja, a Nina me chama.


- Uma hora e meia, Karol, contando de agora.


- Tudo bem, Nina.


Assim que saímos da loja fomos direto para o estacionamento.


E cacete. É impressionante a cara de pau dessas mulheres assanhadas. Elas estão vendo que ele está comigo, de mãos dadas e mesmo assim não disfarçam na hora de olhá-lo, falta pouco me jogarem dessa escada rolante e pegarem o Ruggero pra elas.

Entramos no estacionamento, ele destravou o carro e entramos. Todo o caminho até ali eu não disse uma palavra e ele também não. Ele tira o carro do shopping e dirige até sua casa, que é bem próxima dali.


- Amor, você está tão quietinha. O que foi?


- Nada. – falo cruzando os braços.


- Então tá.


- Eu vou perguntar uma ultima vez. Você já transou com aquela mulher? – digo com raiva.


Descruzo os meus braços e olho para ele, que tinha o olhar preso na estrada, mas mesmo assim conseguia ver o seu olhar de espanto.


- Meu Deus do que você está falando? Que mulher?


Ele para o carro no sinal e me olha intrigado.


- Não se faça de desentendido, Ruggero. Estou falando da Fabiola.


- Nã..não. – ele diz parecendo óbvio.


- E você está gaguejando por quê?


- Sei lá, Karol é isso é o que você faz comigo, porra... Eu não transei com ela. De onde você tirou isso?


- Aah de onde eu tirei isso? Será que era da intimidade que ela estava tendo com você lá na loja? Faltava pouco ela trepar em cima de você.


- Ela é uma... Colega da época da escola, Karol. – diz sem importância – Só isso. Nós só estudamos na mesma escola, não foi nem na mesma classe... Nós nunca tivemos nada. – ele volta a colocar o carro em movimento.


- Huum tá.


- Porra eu estou falando sério, Karol.


- Uhuum eu acredito.


E eu realmente acreditava, ele me pareceu muito sincero. Só que isso não mudava o fato de que eu ainda estava puta com àquela mulher.


- Vai amor, desemburra essa cara. – diz ele passando a mão pela minha coxa. – Isso é bobeira…


- Da próxima vez que for me buscar no trabalho, vê se deixa essa arma, o distintivo e o uniforme em casa e vai de burca.


Ele solta uma gargalhada alta e me olha. Isso me deixou com ainda mais raiva.


- Ciúmes, amor? – diz com um sorriso enorme.


- Lógico que não, só acho que não tem necessidade de você andar desse jeito chamando atenção das mulheres por onde passa.


- Então estamos quites, querida porque eu não vejo a porra da necessidade de você estar andando com essas costas de fora. Isso é o quê? Falta de pano? O que não falta é roupa lá em casa. Vou te dar uma blusa minha pra você colocar. – diz agora sério.


- Sua prima que me deu e eu amei.


- Vai amar ela por pouco tempo. – diz


- O que você quer dizer com isso?


- Nada querida. – diz sínico.


- Não, você não vai rasgar a minha blusa como faz com as minhas calcinhas. – digo com os olhos arregalados depois de entender o que ele quis dizer.


Ele nada diz, apenas levanta uma de suas sobrancelhas e levanta um pouco os seus lábios para o lado direito.


- Ruggero não.


Continua calado.


Ele tem esse poder de mudar o foco da conversa pra mim, sempre quando eu estou com raiva dele. Ele sempre faz isso.


Não demorou muito chegamos ao condomínio e em questão de minutos já estávamos parados na garagem.

Entramos na casa e já posso sentir o cheiro delicioso da comida. Vou com ele até a cozinha e encontro a senhora, de uns 40 anos mais ou menos, que estava virada para o fogão.


- Zeiva, já pode arrumar a mesa. Daqui a pouco eu volto para comer, só vou tomar um banho.


Ele diz fazendo a mulher pular em frente ao fogão, ela se vira para nós e acena.


Ele logo pega a minha mão me puxando dali. Ele joga minha bolsa no sofá e me puxa em direção as escadas.


- Ruggero, o que você está fazendo?


Digo assim que entramos em seu quarto. Ele tranca a porta e toma a minha boca na sua em um beijo desesperado, suas mãos passeiam pelas minhas costas nuas…


- Eu quero você agora. – não dar chances nenhuma de responder e toma a minha boca novamente.


Ele leva suas mãos agora para a minha bunda apertando-a com força e isso faz com que um gemido saia de minha boca. E ele desce suas mãos para as minhas coxas fazendo com que eu enrole minhas pernas em sua cintura.


- Ruggero....eu... eu só tenho uma hora e meia.


- Tempo suficiente pra fazer o que eu quero fazer com você.


Volta a me beijar e quando eu vejo já estamos no banheiro e o meu corpo depositado em cima da bancada. Ele leva suas mãos para o botão da minha calça, abrindo-a, ele retira a minha blusa de dentro dela e a levanta para tirá-la do meu corpo.


- Eu só não rasgo essa porra agora, porque você não vai ter o que vestir depois. Mas da próxima vez ela não me escapa.


Diz e busca a minha boca, suas mãos vão para os meus seios, apertando-os com força. Eu já não conseguia mais conter os gemidos que saiam incontroláveis pela minha boa. Ele separa sua boca da minha e a desce para o meu seio direito chupando-o com força. Seguro sua cabeça em minhas mãos fazendo com que ele fosse mais forte e assim ele fez…

Depois de um tempo dando uma atenção especial para os meus seios, ele se separa de mim, retira o seu distintivo e o seu coldre da cintura colocando-os sobre a bancada onde eu estava sentada, retira também sua blusa e eu passo minhas mãos pelo seu peito musculoso. O Ruggero sorri safado pra mim e abaixa a sua calça junto com a boxer, fazendo com que o seu membro pulasse para fora, e retira o sapato.


Ver esse homem completamente nu na minha frente me deixou ainda mais molhada e sedenta por ele.

O Ruggero retira o meu sapato jogando-os em qualquer lugar do banheiro e me retira da bancada arrancando a minha calça e minha calcinha junto. Ele pega na minha mão, me leva para dentro do box e me beija. Assusto-me quando sinto gotas de água gelada caindo sobre minha cabeça. Se eu não estivesse tão necessitada em senti-lo, eu o xingaria até a morte por ter molhado o meu cabelo. Mas eu não me importei.

Sinto sua mão na minha intimidade e ele começa a fazer um vai e vem gostoso e torturante. O Ruggero enfia um dedo dentro de mim e depois outro, mas não os deixou por muito tempo, pois ele logo os tirou e se ajoelhou na minha frente.


E cacete! Essa cena é maravilhosa.


Ele levanta uma das minhas pernas e começa a passar sua língua rapidamente por toda a minha intimidade, oras enfiando em minha entrada, oras ele mordia de leve o meu clitóris o que me levava a loucura e eu já estava sentindo que o meu orgasmo estava chegando. Levo minhas mãos para a sua cabeça, puxo os seus cabelos com força e ele intensifica o movimento com sua língua. Sinto o meu corpo relaxar e um gemido mais alto sai de minha boca. A minha perna treme, mas eu sou segurada pelo Ruggero antes que eu vá para o chão. Ele me beija fazendo com que eu sinta o meu gosto em sua língua, assim que separa nossas bocas, ele me solta por um segundo, desliga o chuveiro e sai do box indo até o armário pegando uma camisinha. Ele abre, joga o plástico fora e já ia colocando em si mesmo, quando eu falo.


- Deixa que eu coloco?


Ele me olhou e consigo ver seus olhos ficarem mais escuros. Nem parece que acabei de ter um orgasmo maravilhoso. Já estou completamente molhada novamente e ainda mais necessitada de tê-lo me preenchendo.


- Nunca ousaria negar um pedido desse.


Ele entra no box e eu pego a camisinha de sua mão. Já está mais do que na hora de eu ser um pouco mais ousada. Eu sempre deixo ele controlar tudo, eu só controlo quando ele me dá a deixa. Mas hoje será diferente. Eu vou tomar uma atitude e vai ser agora. Olho para o seu membro completamente ereto em minha frente e me ajoelho de frente para ele.


- Ai caralho. – ele diz e soca a parede ao lado.


Eu ainda não tinha feito nada.


Solto uma risada e pego o seu membro em minhas mãos. Começo a fazer movimentos lentos de cima para baixo, repetidas vezes. Olho pra cima e vejo o Ruggero com seus olhos fechados, sua boca semi-aberta e sua cabeça jogada levemente para trás.

Não penso duas vezes e levo o seu membro para a minha boca. De inicio apenas chupo o topo e rodeio minha língua envolta dele.


- PUTA QUE PARIU, KAROL. – ele soca a parede novamente e eu retiro a minha boca de seu membro.


- Quer que eu pare?


- Porra, claro que não. Caralho, continua, não para.


Volto minha atenção para o seu membro pulsante na minha mão e o levo novamente na minha boca. Era a primeira vez que eu faço isso, mas ele parece estar gostando muito, pois os seus gemidos eram altos e palavras safadas saiam sem pudor algum de seus lábios. E aquilo estava me excitando muito, ver este homem se segurando para não perder o controle por minha causa, é excitante vê-lo desse jeito e saber que a causadora disso tudo sou eu.


Coloco o máximo que consigo dentro da boca e o resto eu fazia movimentos rápidos. Chupo-o com mais força e rodeio minha língua em volta de sua glande, novamente. Seus gemidos saem cada vez eram mais altos.


Vejo que ele está próximo de gozar e o retiro de minha boca e paro de masturbá-lo.


- Porra Karol... vo..você.. vai ser a porra do meu fim. – ele diz ofegante.


Coloco a camisinha em seu membro e ele rapidamente me levanta, virando-me de costas para ele, fazendo os meus seios e rosto encostarem na parede e ele empina a minha bunda levemente para ele. Mordo o meu lábio segurando um gemido ao senti-lo entrar em mim lentamente.


- Porra, eu nunca me canso de estar dentro de você. Você é tão gostosa, tão quente, tão apertada... Tão minha... Só minha.



Ele começa a estocar com força dentro de mim e meus gemidos, eu já não conseguia mais conter. Ele distribuía beijos e mordidas pelas minhas costas e apertava com força a minha bunda. Eu já estava sentindo os espasmos do orgasmo voltar a tomar conta do meu corpo, novamente. E o Ruggero parece ter percebido isso, pois ele leva sua boca ao meu ouvido e diz com a sua voz rouca e grossa…



- Goza Karol, goza bastante no meu pau. – ele aperta com força a minha cintura e aumenta as estocadas.


Não aguento muito tempo e imediatamente obedeço sua ordem e gozo loucamente em seu membro e um gemido alto sai de minha boca. Logo em seguida ele também se libera dentro de mim.


O Ruggero fica um tempo imóvel, ainda dentro de mim, sua respiração quente no meu pescoço fazendo todo o meu corpo se arrepiar, suas mãos fortes segurando com firmeza o meu corpo para não cair. Tudo isso é tão bom. É tão bom senti-lo dessa forma...

Depois de alguns longos minutos nessa posição, ele se retira de dentro de mim e joga a camisinha fora. E depois ele voltou para, realmente, tomarmos o banho.


Assim que terminamos, nós saímos do Box, nos secamos e nos vestimos novamente.


- A minha vontade é de te matar por ter molhado o meu cabelo, Ruggero. Agora ele vai demorar um século pra secar. – digo olhando para o meu cabelo molhado, pelo reflexo do espelho e passo a toalha insistentemente na tentativa de secá-lo.


- Vai dizer que não valeu a pena? Saiu com o cabelo molhado, mas também te proporcionei orgasmos maravilhosos. – diz passando as mãos pela minha cintura levando-me para mais perto dele.


Sinto o meu rosto esquentar, mas não dou o gostinho para que ele perceba que me deixou sem graça. Eu ainda não me acostumei em ouvi-lo falando essas coisas após o sexo. Na hora eu não me importo, eu até gosto, mas depois eu fico um pouco envergonhada.


- Vamos comer logo, que eu estou morrendo de fome e só tenho meia hora.


Ele solta uma gargalhada.


- Eu não consigo te entender como você sente vergonha de falar de sexo, mesmo depois de tudo que a gente faz. – ele deixa um beijo no meu pescoço e sai do banheiro.


Fomos para a cozinha e almoçamos bem rápido, porque eu realmente não podia chegar atrasada. Assim que terminamos, nós subimos e escovamos os dentes. Enquanto o Ruggero colocava o seu maldito uniforme eu colocava o meu maldito salto e ainda tentava inutilmente secar o meu cabelo.


- Já estou pronto, vamos?


- Calma, tenho que me maquiar.


Ele revira os olhos e assente saindo do quarto.


Maquio-me rapidamente e assim que termino, eu desço o encontrando na sala.


- Temos quinze minutos. – ele avisa.


- Então vamos logo. – pego minha bolsa e vou em direção a garagem.


- Eu juro que vou rasgar essa porra. – ele diz entre dentes. Já eu, finjo que não ouvi e continuo andando.


Entramos no carro e saímos de casa.

Não demorou muito e ele parou o carro em frente ao shopping, me despeço dele com um beijo rápido e saio praticamente correndo para conseguir chegar na hora certa, na loja.


Trabalhei o resto da tarde tranquilamente, já tinha conseguido pegar o ritmo. Não demorou muito 18h00min já marcava no relógio. Saio da loja e aquela mesma sensação de estar sendo vigiada me perseguia ali.


Eu já estava começando a achar que realmente tinha alguém me seguindo, não era possível ser só coisa da minha cabeça. A mesma coisa continuou no ônibus. E na creche do Matteo quando eu fui pega-lo lá.


Eu só me senti tranquila quando coloquei os meus pés dentro de casa.

Tem alguém me seguindo. Eu sei que tem. Isso não é coisa da minha cabeça.


Não é possível.


Notas Finais


Esse casal tem um fogo incessante hein

E essa sensação de estar sendo seguida ... Já sabemos quem é


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