História Meu Destino - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Yoona
Tags Femmeslash, Girls' Generation, Jessica, Lim Yoona, Snsd, Yoona
Visualizações 22
Palavras 855
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


MUDANÇAS NA FIC:
- Novo nome: de My destiny is you, Sica passará a ser simplesmente Meu Destino.
- Nova capa!
- Novos capítulos toda sexta às 19h00.

Capítulo 7 - Sorrow


Naquele momento, a única coisa que podia sentir viva no mundo inteiro eram os lábios macios e doces de Jessica sob os meus.

Aos poucos, o planeta foi voltando ao seu estado natural: carros em movimento e pessoas andando podiam ser ouvidos. Nossos lábios foram se afastando, mas eu queria ficar presa naquele momento por toda uma eternidade que eu sabia que não viria, mas que desejava veementemente para que viesse.

Um calor tomou conta de todo o meu corpo, e mesmo após aqueles minutos em que compartilhamos nossos sentimentos fisicamente, eu ainda podia sentir os lábios dela nos meus. O tempo estava gélido, o vento uivava sobre nossos corpos e soprava nossos cabelos, mas aquilo não me incomodava porque a sensação que tomava conta de meu corpo me esquentava por inteiro.

Eu não sabia o que dizer. Por um lado, sentia-me extremamente feliz por ter tido a chance de compartilhar aquele momento com ela, mas me veio à cabeça o fato de que não estaria ali para sempre. Aquele beijo, aquele precioso momento do tempo em que senti como se o mundo tivesse parado se tornaria só mais uma memória em um baú cheio delas, que viria a me lembrar quando me sentisse nostálgica ou extremamente triste.

Nada é para sempre. Aquele momento não seria, por mais que eu quisesse que fosse. A noite eventualmente chegaria ao seu fim e o sol voltaria a brilhar para mais uma manhã. O dia em que eu partiria de volta para Seoul chegaria, e eu não poderia levá-la comigo, tampouco poderia ficar ao seu lado. Tudo o que eu queria, depois daquele beijo, é que a vida colaborasse só mais um pouco. O destino havia me levado até ela, então eu queria que a vida me deixasse ao seu lado.

Abraçamos-nos, e sentindo conforto em meu ser, Jessica disse:

― Eu gostaria que você ficasse aqui, comigo, eu realmente gostaria.

Fiquei espantada e profundamente triste. Eu não podia falar algo como “lhe prometo que ficarei” porque sabia que aquilo não seria verdade. Eu teria que ir embora e eu simplesmente não fazia ideia do que fazer com o que eu sentia por ela nem com o que ela sentia por mim. Sadicamente, a incerteza dos dias que viriam pela frente debruçava-se sobre nós prazerosamente. E apesar do sentimento de desolação que havia me tocado naquele instante, eu não chorei.

Segurei-a firmemente em meus braços, mas não muito forte porque sentia que segurava algo extremamente frágil e delicado e que qualquer movimento brusco seria o fim. Não disse uma palavra, não respondi ao seu anseio. Agarrei-me ao momento me dado e a abracei. O “para sempre” certamente não chegaria para nós, por mais que eu não quisesse acreditar ou aceitar, eu sabia disso bem lá no fundo.

É como um trem.

A vida é como um trem que segue viagem em uma única direção. Há paradas, mas esse trem eventualmente parte e vai embora. As paradas podem ser as pessoas e memórias que criamos durante o caminho, que são os trilhos. E não há freio. Não tem como impedir o inevitável de acontecer. E não é nada como um filme hollywoodiano. Mesmo a força do querer não impede a vida de tomar o rumo que ela deseja tomar, não te dando o controle uma única vez sequer e, sendo assim, lutar insistentemente muitas vezes resulta em nada. E eu não estava lutando porque já sabia que não poderia.

Logo após aquele longo abraço, Jessica e eu demos nossas mãos e andamos em direção ao carro que nos esperava.

O carro havia me deixado em frente ao hotel onde eu estava hospedada e havia passado os meus dias desde o momento em que cheguei à Nova York. Aceno um adeus. Olhando para a lua ainda presente no céu percebo que há poucas estrelas a acompanhando. É engraçado pensar que uma estrela pode ser maior que o sol, mas seu brilho pode se tornar invisível diante das luzes de uma grande metrópole como Nova York. A distância realmente muda o modo de se ver as coisas.

Ao deitar-me na cama naquela noite, a lembrança daquele momento me veio à cabeça novamente. Eu me sentia feliz, mas sabia que aquilo viria a me atormentar quando chegasse a hora. Pensei comigo mesma que todo momento de felicidade na vida possui seu lado bom e ruim: a memória de um momento feliz causa felicidade e fica guardada na memória para sempre, mas vira uma tormenta após o adeus.

Perguntei a mim mesma como Jessica se sentiu após aquele momento. O que ela pensava, o que a preocupava, e se seus pensamentos e preocupações eram os mesmos que os meus. Perguntei-me se, assim como eu, ela desejava por algo que nunca viria a chegar. Senti que era inútil tentar alcançar algo que não estava ao meu alcance e concluí que Jessica era uma mulher boa demais para passar por uma eventual dor que poderia machuca-la. Queria protege-la de tudo que pudesse lhe causar sofrimento e aflição, mas não tinha forças para fazê-lo.

Com esses questionamentos em mente, adormeci olhando para as luzes da cidade.



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