História Meu Doce gatinho - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Super Junior
Tags Híbrido, Kyuwook, Ryeowook Cat, Sichul
Exibições 67
Palavras 2.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Seis


Alguém estava batendo na porta e por isso acordei mal-humorado, porque tinha sido despertado contra a minha vontade de um sonho muito bom. Esfreguei os olhos e andei até a porta, resmungando baixo o quanto alguém como eu não podia dormir até tarde em pleno fim de semana.

- Já vai, já vai! – grito enquanto apresso o passo até a porta.

Que pessoa impaciente!

- Mas o que... – começo a dizer quando abro a porta, mas paro quando vejo a figura irritada de HeeChul ali. – HeeChul? – solto.

- Meow. – mia irritado e me empurra para o lado para entrar no meu apartamento. Ele olha em volta e noto a sua cauda escura balançando de um lado pro outro. – Onde está Wook? – pergunta quando percebe que o lugar está vazio.

- Está passando um tempo com meus pais. – respondo e fecho a porta. – O que aconteceu? Cadê o SiWon? Você veio aqui sozinho? – as perguntas vão pulando da minha boca sem que eu possa me conter.

- Ya. Não fale o nome daquele cretino. – diz e anda até o meu sofá e é só então que noto que ele estava segurando uma bolsa, pois a deixou do seu lado sobre o sofá.

Ergo uma sobrancelha meio desconfiado, mas quando abro a boca para perguntar o que está acontecendo, meu celular começa a tocar. Parece que hoje vai ser um dia agitado. Vou até a cozinha, onde deixei meu celular e o atendo.

- Alô?

- O HeeChul está aí? – SiWon pergunta do outro lado da linha.

- Bom... – começo e viro de frente para a porta da cozinha apenas pra encontrar HeeChul encostado no batente da porta, as orelhas escuras levantadas e pegando os sons da conversa. Ele focou os olhos escuros em mim, como que dizendo “Não fale nada ou eu quebro a sua cara”. – Não está não. – me escuto dizer, meio assustado com o modo raivoso que o hibrido está me olhando. – Aconteceu alguma coisa?

- HeeChul ficou com raiva por causa de uma bobagem. – disse apenas. – Se ele aparecer por aí me avise, tudo bem? Eu realmente não consigo pensar em nenhum outro lugar que ele possa ir. – o pior de tudo era notar a real preocupação na voz dele, quando eu estava mentindo.

Me senti um pouco culpado, mas essa culpa não foi suficiente para me fazer abrir a boca e contar tudo. No fundo eu estava com mais medo de ser atacado por um hibrido furioso do que com a preocupação do meu amigo. No entanto, acho que SiWon merecia alguns minutos de desespero, afinal ele causou o mesmo sentimento em mim quando disse que iria tirar RyeoWook de mim.

Quando finalmente encerrei a ligação dizendo que se eu tivesse qualquer notícia do gatinho, iria ligar imediatamente para ele. Encarei HeeChul de braços cruzados.

- Fala. – mandei.

- Me deixe ficar aqui nesse fim de semana. – pediu e na sua voz não havia nenhum porcento da raiva que estava no seu rosto antes.

- Eu deixo se você me disser o que aconteceu. – forcei mais um pouco e HeeChul voltou a sustentar a expressão de raiva.

Olhou para o lado com um bico nos lábios.

- SiWon arranjou outro hibrido. – acabou contando.

Eu fiquei lá parado sem saber muito o que dizer. Ainda abri a boca, mas as palavras não vinham. Eu queria dizer a HeeChul que talvez fosse um engano, que achava que SiWon o amava o suficiente para não querer outro. Mas eu bem sabia o que era ser traído por SiWon. Talvez eu estivesse sendo uma pessoa rancorosa, mas de repente olhando para o modo como o híbrido estava escondendo a sua dor atrás da raiva, eu só conseguia lembrar de mim quando descobri que SiWon não gostava tanto assim de mim. Não queria, mas entendia um pouco do que o pobre gato estava passando.

- Está com fome? – mudei de assunto.

Se HeeChul quisesse me contar mais, o faria quando se sentisse mais à vontade. Então por isso decidi deixar isso pra lá, por enquanto.

O gato voltou a me encarar. Notei os olhos muito brilhantes e achei que ele fosse começar a chorar, mas tudo que ele fez foi limpar o canto dos olhos e então assenti pra mim.

- Gosta de cereal? – fui até o armário e peguei o cereal que RyeoWook gostava de comer no café da manhã. – Esse é o predileto do Wook, tem um monte de vitaminas e segundo ele, deixa o pelo macio. – e acabei sorrindo pra mim mesmo ao lembrar do modo como ele tinha dito isso da primeira vez.

A verdade era que esse cereal costumava aparecer muito na tv e tinha todo um marketing sobre ele. Era o cereal próprio para híbridos, com as vitaminas certas para eles. O problema era que esse cereal era caro demais se comparado as outras coisas, e quando RyeoWook disse queria comer esse cereal todas as manhãs e eu disse que não por causa do preço, ele simplesmente começou a listar todos os benefícios do produto. Tinha decorado todo o discurso que o cara da tv usava para vender o cereal. Eu ri tanto nesse dia que acabei concordando em comprar.

- Eu gosto desse. – disse se sentando à mesa.

Coloquei uma tigela na sua frente com a colher dentro, o cereal ao lado e fui até a geladeira para pegar o leite. E depois que deixei tudo à sua frente, me sentei na cadeira de modo que fiquei de frente para HeeChul e o vi se servir.

HeeChul era um híbrido de algum tipo de felino que lembrava panteras, por causa do tom muito escuro da sua pelagem e do modo como ele era selvagem. SiWon sempre dizia que HeeChul era especial, que não havia nenhum híbrido como ele em toda a Coreia, o que me fazia desconfiar que ele não tinha o DNA de um felino normal.

- Por que mandou Wook para a casa dos seus pais? – perguntou apenas para levar uma colher de cereal a boca. – Você não o que quer mais? – perguntou mais um pouco com a boca cheia.

- Não, quer dizer, eu o quero. – falei. – É só que as coisas ficaram complicadas e achei que ele fosse ficar seguro lá. Mas na semana que vem já o trago de volta.

- As coisas ficaram complicadas por causa do beijo que YeSung deu em Wook?

HeeChul era um híbrido inteligente além de bem comunicativo. E como ele era mais velho que RyeoWook era normal que entendesse mais das coisas de adulto que o próprio RyeoWook, que ainda era uma criança no mundo dos híbridos.

- Também. – respondi.

Estava me sentido estranho sendo interrogado desse jeito por um híbrido.

Ele comeu mais um pouco do cereal, para então voltar a falar:

- A culpa não foi dele. – falou. – Eu disse à ele que YeSung queria beija-lo.

- O que?

HeeChul corou subitamente ao notar o que tinha dito.

- YeSung queria beijar Wook. Eu sabia e contei para ele, mas ele não acreditou em mim. – comeu mais um pouco do seu cereal enquanto eu o fitava. – Está bravo comigo? – perguntou quando percebeu que eu o estava encarando.

- Não. Tudo bem. Isso já passou. – e fiquei de pé.

- Tem razão e além do mais, RyeoWook disse que o beijo de YeSung nem foi bom e que ele gostou mesmo foi te beijar. – disse isso assim, na lata, como se não fosse nada demais.

No entanto eu corei tanto que achei que meu rosto ia derreter de tanto que estava queimando.

Uma parte de mim sempre tinha acreditado que os beijos entre eu e RyeoWook ficavam apenas entre nós dois, mas eu tinha acabado de perceber que o híbrido contava tudo sobre nós para o HeeChul. Eu não podia culpa-lo, apesar de me sentir tão envergonhado que nem sequer sabia se teria forças para olhar na cara de HeeChul de novo depois dessa, afinal o hibrido era o melhor amigo de Wook. Era normal que amigos contassem coisas para o outro.

- Eu vou tomar banho. – falei apressado e sai dali, enquanto escutava a risadinha de Heenim às minhas costas.

***

Heenim acabou passando o fim de semana inteiro no meu apartamento. Confesso que foi muito esquisito, porque era como conviver com um adolescente muito muito maluco. Nos primeiros momentos ele tinha se mostrado irritado e sem filtro algum, dizia as coisas que vinha na sua cabeça, coisas que nenhum híbrido com aquela aparecia fofa que ele tinha deveria dizer. No segundo momento, o encontrei chorando no banheiro, mas ele insistiu que era só um cisco. No terceiro momento, o encontrei comendo muitas porcarias na cozinha sentado sobre a bancada da pia. Ele tinha encontrado meu estoque secreto de doces e bebidas.

E mesmo que doces fizessem muito mal à híbridos, quando ingeridos em grande quantidade, ele não pareceu se importar nenhum pouco. Comeu todos os meus biscoitos e bebeu a minha garrafa de vinho, que eu estava guardando para o natal. E então ficou muito doido.

Foi um sufoco convence-lo a vestir as suas roupas e parar de gritar pelo apartamento. Recebi inúmeras reclamações dos vizinhos nesse dia. Mas consegui fazê-lo parar de cantar aos gritos para apenas ter que consola-lo, pois o gatinho entrou num chororô que não parava mais.

No entanto, o pior mesmo foi o dia seguinte a sua bebedeira. Ele acordou com uma ressaca cruel com direito a olhares irritados e mordidas se eu sequer encostasse nele, mesmo que fosse sem querer. Ele me mordeu tão forte no braço quando esbarrei nele no corredor, que achei que tinha perdido um pedaço de mim. Mas no fim tive apenas que enfaixar meu braço e ficar bem longe dele, mas eu nem precisei evita-lo. HeeChul se trancou no quarto de RyeoWook e não saiu mais de lá desde domingo.

Eu levava pratos de comida pra ele nos horários certos.

Porém, foi na segunda, quando eu já estava cansado de conviver com um animal selvagem como ele que decidi ligar pra SiWon e avisa-lo sobre Heenim.

- Seu gato é maluco. – falei no telefone quando ele atendeu. – Venha busca-lo.

E quando ele chegou, ofegante e com o cabelo bagunçado e as roupas amassadas. Mostrei onde era o quarto de RyeoWook e que Heenim tinha se trancado lá desde domingo, contei também sobre a mordida as coisas muito malucas que ele tinha feito no fim de semana e que eu não sabia como ele conseguia conviver com alguém tão bipolar quanto esse gato. SiWon riu de mim, mas acabou batendo na porta enquanto eu me afastava dizendo que iria buscar RyeoWook.

Os deixei sozinhos, porque achei que ia ser melhor. Não queria ficar entre esses dois quando começassem a discutir, porque eu bem sabia que ia acontecer uma discussão.

- O que você está fazendo aqui?! – escutei Hee surtar e me apressei em sair logo dali.

A estação de metrô estava cheia quando cheguei lá. Fui até um dos painéis para verificar o horário que o metrô de RyeoWook chegaria. No entanto, notei pelo horário que fazia quase uma hora que RyeoWook havia chegado. Andei pela estação preocupado e me sentido culpado. Havia muitas pessoas sentadas nos bancos, andei por entre eles a procura de um garoto de cabelo e cauda brancos, no entanto o que eu encontrei foi um garoto com a cauda castanha assim como cabelo. Suas orelhinhas estavam escondidas embaixo de um gorro e ele parecia nervoso com a cauda sobre as coxas, enquanto um homem se debruçava sobre si falando alguma coisa. Fui até lá.

- Wook? – disse incerto.

O garoto levantou o rosto para me fitar e então pulou em mim.

- Kyu! – exclamou me abraçando e eu retribui o abraço.

Era RyeoWook, afinal. Tinha o mesmo cheiro de tutti-frutti, que vinha o shampoo que ele usava.

- O que aconteceu com você? – perguntei me separando dele para olhá-lo, estava me referindo a nova coloração da sua pelagem.

- Eu... eu não sei. – disse envergonhado, as bochechas começando a corar.

- Vamos para casa. – falei. – Desculpe ter demorado tanto.

- Não devia deixar o seu híbrido sozinho. – o homem que estava sentado ao lado dele disse. – Alguém pode sumir com uma coisinha bonita como essa. – seu tom estava cheio de malicia.

Lancei um olhar raivoso na direção dele, ao mesmo tempo que pegava a mão de RyeoWook. Saímos dali o mais rápido possível. O coloquei no carro e o ajudei com o cinto de segurança, apenas para ter uma desculpa para ficar um pouco mais perto dele. Não tinha notado o quanto estava com saudade dele até tê-lo de volta.

- Pronto. – falei depois que coloquei o cinto em si, mas antes que eu pudesse me afastar, ele segurou o meu rosto e me beijou.

Era mais um daqueles beijos delicados, que só ele sabia dá. Nada de malicioso, nada cheio de desejo. Era só um simples tocar de lábios.

- Senti saudades. – confessou se separando de mim.

- Eu também. – me aproximei de novo, deixei um beijinho no canto da sua boca o que fez sorrir minimamente. – Vamos para casa, gatinho.

Ao chegar em casa, encontrei SiWon jogado no sofá e em seu rosto havia um pedaço de carne congelada.

- O que aconteceu? – perguntei quando notei os arranhões no seu pescoço e o seu lábio partido.

- Estou apaixonado. – declarou de olhos fechados apenas para suspirar no momento seguinte ao passo que eu revirava os olhos.

Estava mais do que óbvio que HeeChul tinha lhe dado uma surra. Mas não falei nada, apenas lhe dei as costas e fui em direção a cozinha. RyeoWook veio atrás de mim.

- O que aconteceu com SiWon-ssi? – perguntou e eu olhei de soslaio pra ele.

Estava com saudade de uma maneira que não era normal sentir. Queria me aproximar e beija-lo em todas as partes possíveis, queria abraça-lo, ficar apenas agarrado a si sentindo o seu cheiro e seu calor contra o meu.

- Ele apanhou de HeeChul. – contei.

- HeeChul-ah está aqui? – se animou os olhos se arregalando em entusiasmo.

- No seu quarto. – falei e ele simplesmente saiu correndo da cozinha em direção ao seu quarto e eu me limitei a sorrir.

Era bom ter ele de volta.


Notas Finais


Gente, foi maus a demora. Aconteceram tantas coisas e ainda vai acontecer mais. :((((
Bom, espero que tenham gostado do cap. O próximo vai ter aquela interação kyuwook que eu prometi, ok? O problema foi que eu tava demorando pra postar esse cap que resolvi postar logo pra não deixar vcs esperando tanto.
Me perdoem pelo atraso. :")
bjs e até.


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