História Meu gatinho - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Félix, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Exibições 211
Palavras 1.433
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem a demora, eu fiquei chocada com a revelação dos novos portadores do Miraculous...mas eu adorei e espero que a segunda temporada venha logo <3
Ainda dei uns surtos aqui com essa delícia que é Yuri on Ice, cap. 86 de Shingeki... ;-; fiquei abalada.
Além disso eu ainda apaguei todo o capítulo, pois eu achei muito sem graça, então eu refiz de uma outra forma e adorei o resultado. Como ainda estou arrumando algumas coisas, mesmo com a fanfic terminada no word, eu vou tentar aumentar umas coisinhas aqui pra ficar mais fofinho.
E é só por agora. Boa leitura.

Capítulo 6 - Sexto


O sofá estava do outro lado da sala, a mesinha fora arrastada para ficar perto dos colchões que foram arrastados para o centro do cômodo. Bridgette estava na cozinha com Marinette falando ao celular quando deviam estar preparando a sobremesa.

Adrien estava em cima da mesinha, enfiado dentro de um aquário vazio que Mari costumava usar para por flores. Seu rabo abanava lentamente para fora do vidro, esperava ansioso pelo doce que elas prometeram. Suas patinhas com as almofadinhas rosadas eram visíveis pelo vidro; Marinette tinha uma mania de pegá-lo no colo e aperta-las, gostava de ver as unhas retráteis afiadíssimas dele. Adrien nunca a arranhou, somente Félix, e foi uma vez quando, sem querer, ele pisou em sua cauda. E lá se foi Mari com o bichano a choramingar para a cozinha e por gelo. E que Bridgette que  se virasse com a perna arranhada do modelo.

— Elas vão ficar tricotando na cozinha por quanto tempo? — tamborilavam seus dedos na capa de um livro que terminara de ler.

Félix resmungou já irritado com a demora delas, ainda achou estranho que desta vez a comemoração estava sendo algo bem mais simples que imaginou de Bibi. Mas não reclamou; óbvio. Da última vez teve de ser arrastado para um piquenique na praça e que quase saiu arruinado, já que várias fãs do modelo apareceram para poder pedir fotos e autógrafos. Era difícil sair com Félix — e ser o Félix—, para onde ele ia tinha um grupinho de fãs que não queria largar do seu pé; e ele não gostava daquilo, só fingia um sorriso simpático para não parecer grosso e manter a aparência de modelo carismático. Por isso as ideias de Bridgette para comemorar algo ou passear eram bastante limitadas e seletivas.

Logo Marinette aparece na sala toda sorridente, sentando-se ao lado de Adrien.

— Aconteceu algo? — perguntou o modelo — Achei que estivessem fazendo macarons e não plantando o trigo.

— Não é isso. Meus pais me ligaram, eles estão viajando e não puderam vir, mas vão me trazer muitos doces. — disse feliz, amava doces.

— Por falar em doces. — Bridgette aparece com uma bandeja cheia de macarons — Os favoritos da velha aqui. — cutucou a irmã.

O gato saiu do aquário cuidadosamente e foi se esticar nas pernas de Mari, olhava curioso para aqueles doces coloridos e redondos. A luz esverdeada o iluminou, revelando as suas roupas. Adrien treinou bastante sua transformação a ponto de não mais rasgar o que vestia. Agora Félix podia respirar em alívio, já estava ficando cansado de ver suas roupas virarem pedaços.

Curioso, ele pegou um macaron para provar. Sabia que Bridgette nunca decepcionaria na cozinha e naquele momento ele estava mais que certo.

E assim Adrien assume o macaron como seu doce favorito. Ainda anotou mentalmente que no fim de semana ele pudesse pedi-la para aprender a prepara-los.

Alegre, Bibi puxou uma gaveta da mesinha, passando a fuçar algum dvd para que pudessem assistir.

— Então, que querem ver? — disse alegre.

.x.

A garota encostou-se a mesa da cozinha enquanto enxugava as mãos em um guardanapo, ria-se da discussão banal que tiveram algumas horas atrás sobre a escolha do filme; ninguém conseguia chegar a uma conclusão.

Resumindo, acabaram por ver “A Bela e a Fera”, por escolha de Adrien.

Tinha terminado de lavar as louças e estava com sono, passava de meia-noite e ela só queria poder se aconchegar em seus lençóis, relaxar o corpo. A casa estava quase toda na escuridão, com exceção da cozinha. Félix alongou seus braços, cansado; tinha acabado de sair do banho. Aproximou-se da garota e a rodeou pela cintura, segurando-a firmemente. Adorava a maciez da pele quente dela na sua.

— Em pensar que o senhor queria distância de mim antes. — riu toda sarcástica — Achei que eu fosse um monstro para ti.

— Pare de besteiras. — resmungou, ele estava mais abatido pelo sono a ponto de deitar sua cabeça nos seios macios dela e fechar os olhos.

— Nem pense em dormir aí. Enxugue melhor esse cabelo e vá deitar.

Ela desenrolou as mangas do robe que usava e bateu levemente nos ombros dele, pedindo para que se afastasse. Um resmungo veio como resposta negativa.

— Vamos Félix, colabora, estou caindo de sono.

Ele apenas virou o rosto de lado. Já prevendo que se irritaria com aquilo, ela agilmente passou seu braço ao redor dele e o levantou do chão, carregando-o como uma princesa.

Em outro momento ele se envergonharia até os cabelos por aquela situação. Mas quem disse que ele ligou? No sono que estava…

— Bem digno de Félix Agreste. — sorriu.

Em passos silenciosos, ela o levou até seu quarto, onde dormiam juntos. Deitou-o com cuidado, sem antes por uma toalha para não molhar muito o travesseiro, ele se recusou a enxugar mais os cabelos; ele agora dormia profundamente. Passou o lençol pelos ombros dele e lhe deu um selinho nos lábios. Agora as luzes estavam todas apagadas, ela podia finalmente relaxar e dormir o quanto quisesse.

.x.

O loiro observava a garota dormir tranquilamente. Sua cauda mexia lentamente como se tivesse medo de acorda-la com sua agitação. Agilmente, passou suas patinhas por cima dela e pulou em direção à janela. A lua estava linda, mas distante. Gostava de admira-la naqueles momentos em que se via sozinho ali, como se entrasse em transe e começasse a conversar com aquele astro, mesmo que dentro de sua cabeça. Miava baixinho, para não chamar atenção, em uma melodia que só ele sabia. Melodia de gato.

Vez ou outra ele ficava sem sono, e como Mari dormia instantaneamente ele ficava sem ter o que fazer. Procurava ficar perto da janela, observar a movimentação fraca da rua, miava baixinho para a lua ou simplesmente fitava os gatos andando pelos muros e telhados. Tentava se distrair ao máximo e assim poder conseguir pegar no sono. Mas sempre o sorriso de Marinette estava lá, em alguma parte de seu subconsciente.

Virou-se para fita-la, seu rosto iluminado pela luz lunar, os cabelos de tão negros refletia em um tom meio azulado; os lábios rosados e entreabertos, a pele macia e branquinha, levemente rosada. Desde quando ele reparava em tantos detalhes como esses? Desde quando ele sentia ansioso sempre que ela estava por perto?

Suspirou e voltou-se para a janela novamente. Tinha algo errado consigo e isso ele tinha noção, mas… como lidar com aquilo tudo?

“Sinto-me como se tivesse borboletas no estômago” Essa frase ele lera em um livro na semana anterior, seria aquilo que o incomodava sempre que ela lhe fazia um carinho nos cabelos — pelos? Era tão estranho… ele se sentia estranho.

.x.

Marinette acordou pela madrugada com uma carícia em seu braço. Era o rabo inquieto de Adrien. Suspirou e virou-se para olha-lo e saber o que ele ainda estava a fazer acordado àquela hora. Fazia um pouco mais de frio, enrolou-se mais em seus lençóis, como em um grande casulo quentinho e fofo.

Ele estava em sua forma de gato, e parecia que em cima das patinhas cruzadas ele mexia no tablet dela, lia algo em pdf. Os olhinhos verdes com fendas estavam muito atentos a cada palavra que lia, absorvendo o máximo sem deixar escapar sequer um significado dali. Totalmente absorto na leitura, típico dele.

— O que está fazendo acordado? — disse ela quase em um sussurro.

Ela sabia que nessa forma ele não falava; então a resposta veio como um miado bem baixinho, não queria chamar a atenção dela, muito menos acorda-la. Suspirou e virou-se para ele, puxando-o para seu colo. Com um sorriso ela lhe afagou a cabeça, os pelos negros e sedosos eram um charme que Adrien só podia ter em sua forma animal.

— Tens de dormir, ande feche os olhos e deite-se. — disse pegando o aparelho e o desligando, deixando então em cima do criado-mudo.

Adrien esfregou sua cabeça no pescoço dela todo carente enquanto se aninhava ali, sentindo o cheiro dela, sabia que usava um leve perfume de flores. Ele adorava sentir o cheiro dela, de poder se perder naquele aroma delicioso que o fazia imaginar um enorme campo de flores com ela no meio, girando em um lindo vestido branco e usando uma coroa de flores, cantando baixinho alguma música.

— Tente não pensar em coisas que te deixem sem dormir. — disse em um sussurro, sendo embalada pela própria voz, e pelo ronronar de Adrien — Boa noite, Adrien. — e dormiu após ouvir o miado de resposta.

A cauda dele repousou ao seu lado. Sentindo a maciez da pele ele pôde finalmente sentir seu olhos pesados, o sono começava a lhe consumir. Seu ronronar foi ficando cada vez mais baixinho. E aquela noite ele sonhou com ela novamente.


Notas Finais


Avisando logo, a fanfic irá terminar com 10 capítulos.
Beijocas e até o próximo :3


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