História Meu gatinho - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Félix, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Visualizações 326
Palavras 2.130
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oioi~
Acho que o povo ficou tristinho ao saber que a fic vai terminar no cap 10. Bom, eu já disse que não ia ser muito grande e que já estava terminada :c, desculpem gente.
Mas se vocês realmente gostaram do meu modo de escrever e as fofuras que eu adoro encher nesta fic, eu não vou deixar a categoria Miraculous assim tão rapidamente. Estou planejando por uma ou duas oneshots bem docinhas ainda este mês.
eSTOU TRAZENDO O CAP HJ PQ EU AINDA TO SURTANDO MUITO COM O CAP 2 DE YURI ON ICE. mesmo vcs n querendo saber sobre eu to falando mesmo. scrr
Era só, beijo e boa leitura.

Capítulo 7 - Sétimo


Marinette deslizou seu dedo pela tela do celular e suspirou, estava quase terminando de tomar seu refrigerante. Queria poder ir logo para casa, mas se dependesse dos quinze minutos de intervalo e mais duas aulas que tinham pela frente, seu dia ainda não terminaria ali somente pelo seu querer. Mais cedo ela tinha recebido uma mensagem de sua irmã pelo WhatsApp, dizendo que iria fazer as compras do mês com Félix, e que por isso Adrien ficara sozinho na casa por algumas horas. Cuidar dele então estaria sob a responsabilidade de Mari.

Certo que após alguns meses, Adrien agora sabia como se cuidar em casa sempre que ficava sozinho, até mesmo já conseguia cozinhar algumas coisas — como ele aprendia rápido com as aulas que Bridgette lhe dava. Ele não se importava em ficar sozinho ali, já que gostava de ficar se perdendo nos livros ou fazendo qualquer coisa que seja em cima da estante. Então por aquele ponto ninguém via problema algum.

A coisa era com Marinette, somente. De um tempo para cá ela começou a notar que apreciava cada vez mais estar perto daquele felino. Que gostava de conversar com ele nas horas vagas, até mesmo passara a notar pequenos detalhes que antes ela os deixava passar despercebido. Será isso um resultado de tamanho grude da parte dele desde que Félix começou a dormir no mesmo teto? Ela não sabia, era algo que tinha certeza de que não poderia responder.

O sinal do fim de intervalo pôde ser ouvido. Suspirou novamente ao levantar-se de seu lugar e passar a procurar Alya, sua melhor amiga, para que pudessem voltar juntas para a sala de aula; jogando a lata de seu refrigerante na primeira lixeira a vista. Ainda havia uma longa aula de química para poder aturar.

.x.

Adrien saía do banho enrolado em uma toalha, ele preferia fazê-lo em sua forma de gato, utilizando a pia do banheiro. Na verdade ele preferia aquela forma para tudo, pois se tornava muito mais ágil.

Suas orelhas captaram o som de uma maçaneta girando e logo passos, sorriu. Era Marinette. Ele conseguia distinguir os passos de cada um, por reconhecer o dela, ele correu da forma que estava até a sala. Se fosse algum invasor ele entraria em forma de defesa. E força era o que ele tinha de sobra. Um dia Félix o desafiou para uma queda de braço, o modelo estava muito confiante em seus próprios músculos. Mas no fim acabou com uma derrota humilhante pelo loiro de olhos verdes, cheio de energia.

— Adrien?  — a voz da garota soou da sala.

Ao alcançar o corredor ele voltou a ser um gato. Com o impulso nas patas traseiras ele pulou para seu colo. Marinette sorriu ao pega-lo, sentando-se no sofá.

— Tentei vir mais cedo, mas a professora de química estava mais mal amada do que nunca. — resmungou lembrando-se da mulher que acabara por repreendê-la simplesmente por nada.

O felino estava agitado, queria carinho e logo, além de estar com fome, já que o casal havia saído para o supermercado fazia um bom tempo.

— Vejo que tomou banho. — disse ao ver o rastro molhado das patinhas dele pelo corredor — Então vamos fazer assim, eu limpo por aqui e tu se arrume, vamos ter de esperar os pombinhos chegarem para poder preparar algo para o almoço. — suspirou — Espero que não demorem, estou com fome.

Alguns minutos mais tarde, Bridgette chegava cheia de sacolas de compras. E sem perder mais tempo correu para a cozinha e fazer o almoço. Félix estava com uma cara nada feliz e evitou contato com todos. Marinette ainda perguntou à sua irmã sobre o que havia acontecido, mas esta disse que mais tarde responderia, assim que o humor do modelo melhorasse.

.x.

— Ele estava morto de ciúmes, tu precisavas ver.

Bridgette gesticulava enquanto contava cada detalhe. Estavam no quarto de Mari vestindo seus pijamas e prontas para dormir. Félix estava no décimo sono todo esticado no sofá.

— Bom, nem quero saber no que aquele escândalo dele pode dar.  — disse dando de ombros, rolou pela cama.

Naquela manhã, antes de chegarem ao supermercado, Bridgette resolveu comprar um crepe, pedindo então que Félix não saísse de seu lugar. Ela correu até um parque ali próximo e comprou dois, mas antes mesmo de voltar, um cara a parou para poder lhe cantar. Tentou não dar bola, mas foi no momento em que a mão dele segurou seu braço que logo ouviu a voz grave e alta do Agreste soar para todos ouvirem.

Quem tu pensas que é para segurar minha namorada desta forma? — esbravejou já puxando as mangas de sua camisa.

Lógico que aquele comentário iria ser ouvido pelas fãs ali presentes. Então foi questão de segundos até que os flashes, perguntas e mais perguntas fossem feitas para o casal — depois de o cara ter fugido de toda aquela movimentação que começava a crescer. Félix, que já havia se irritado com a paquera, ficou ainda mais furioso ao ver que estavam começando a sufoca-los com tantas câmeras e pessoas aglomeradas ao seu redor. Em seguida ele pegou o braço de Bridgette e antes de sair correndo ele gritou:

MORRAM!

E sem se importar com seu sobrenome ou do que as pessoas cochichavam, ele saiu puxando a coitada para longe de tudo e de todos. Por isso o caminho até algum supermercado foi mais longo, já que ele preferiu fazer as compras bem longe dali.

— E foi isso. — riu-se ela — Nunca pensei que ele pudesse surtar na frente das câmeras daquela forma.

— Nem eu…

— Diz isso porque não estava lá para ver com seus olhos, ele estava para espumar de raiva. — sentou-se — Aposto que isto de alguma forma vai parar nessas revistas de fofocas… e logo aos ouvidos do pai dele.

— E agora?

— Ah, ele disse que não liga. — fechou os olhos — Que toda pessoa tem seu direito de sair dos eixos pelo menos uma vez na vida, e eu concordo com ele. Ser rodeado por fanáticos por vinte e quatro horas deve ser ruim para a pessoa que é ele.

Marinette ficou pensativa. Se realmente aquele pequeno episódio tomar as capas de revistas, além de revelar sua irmã como a namorada de um dos modelos mais famosos de Paris, iria trazer também as câmeras não só para Bridgette, também para si mesma, consequentemente e indiretamente a Adrien. Pois para os fotógrafos e paparazzis de plantão, se meter na vida de um famoso rende matérias; mesmo que seja apenas para falar se o fulano tal tem cachorro e se ele se chama Rex.

Suspirou, esperava que não fosse esse o caso delas, não ficaria contente com pessoas rondando sua casa atrás de fotos.

— Espero que Gabriel resolva esse possível problema. Já prevejo uma dor de cabeça. — resmungou Bibi — Eu vou dormir Mari, boa noite. E lembre-me de dar umas tapas no Félix se isso acontecer. Sabes que eu sou toda esquecida das ideias. — levantou-se e esticou seus braços.

— Claro. Boa noite.

.x.

Adrien estava na escuridão da cozinha, sentado à mesa em uma posição pensativa. Os braços apoiados pelos cotovelos; as mãos sustentavam seu queixo. Parecia observar profundamente algo, mas ao mesmo tempo não via o que olhava. Era como se estivesse em um estranho transe. Sua cabeça viajava em pensamentos sobre Marinette, primeiramente era sobre as formas de conjugar um verbo em alemão; não soube quando e como o assunto que analisava mudou para o sorriso dela.

Os olhos verdes brilhavam intensamente, quase nem piscavam.

Ouviu passos no corredor, era Bibi; provavelmente para retirar o dorminhoco Agreste do sofá. Mas a direção que ela tomava se mostrou o contrário do que pensou. Ela rumava até a cozinha.

— Esse idiota só me dá problemas. — resmungou ela assim que virou o rosto para olhar o escuro do interior da cozinha. Logo em seguida um berro.

Félix acordou assustado, caindo do sofá. Viu Bridgette paralisada em frente à cozinha e correu para acudi-la.

— O que foi? — disse ainda atordoado pelo sono.

Grandes olhos verdes brilhantes se sobressaíam da escuridão. E foi justamente o que ela vira e o que a assustou. Seu coração palpitava, achou que fosse chegar à garganta pelo susto.

Adrien, que é isso? Queres me matar? — disse com um das mãos no peito, tentando se acalmar.

Foi quando o loiro saiu de transe. As luzes da cozinha foram acesas pelo modelo.

— Hm?

— Que estás fazendo nesse escuro e com esses olhos brilhando feitos dois vagalumes? Qualquer um que entrasse aqui se assustaria também. Quase enfartei.

— Eu apenas estou aqui porque Félix tomou o sofá inteiro. — levantou-se — Mas desculpe se eu a assustei, não foi por querer.

— Tudo bem, haha~ está ficando tarde querido, vá deitar, ok? — passou as mãos pelos ombros dele rapidamente.

Ele sorriu e desejou uma boa noite a eles, saindo em seguida.

.x.

— Mari, eu não consigo dormir.

Adrien se esfregava nas costas dela, estava totalmente acordado e queria poder conversar com a garota. Marinette estava que não conseguia se mexer direito, embriagada de sono. Mas mesmo assim ela virou-se e abraçou o garoto, puxando-o para mais perto.

— Apenas feche seus olhos e pense em algo que gostaria de sonhar.

O loiro fechou  tentou focar em algo, mas a imagem de Mari sempre aparecia, não importa quantas vezes tivesse tentado, ela sempre estava ali.

— Mari, eu…

— Tudo bem, Adrien. — ela disse ao encarar os olhos verdes do garoto, eles brilhavam intensamente, sua cor a hipnotizou de imediato — Bem… — balançou a cabeça para poder se recompor — Quer conversar?

— Sim.

Ela sentou-se e o chamou para deitar em seu colo. Curioso, ele a obedeceu. Deitou a cabeça nas pernas macias e quentes dela de forma que conseguisse fita-la de baixo.

Adrien andava pensando demais nela, chegou a um ponto de ficar um dia inteiro dentro do quarto pensando no que estava acontecendo com si. Depois de todos os livros que pôde ler ele ainda se sentia confuso com aquilo que sentia. Sabia que era algo grande, um imenso carinho que chegava a sentir-se estranho quando se pegava olhando demoradamente para Marinette. Sentia-se ansioso por algo que não sabia o que era, mesmo tendo lido de tantas formas e sentimentos sejam nos livros, ou pequenos textos, poemas.

Queria gritar, mas não podia. Queria ajuda, mas não sabia a quem pedir; se recorresse a Bridgette ela certamente diria a irmã; Félix estava fora de questão, já que este demorara tanto tempo para poder admitir o que o próprio sentia; e Marinette, claro que ele não o faria, ela suspeitaria de cara.

Suas orelhas abaixaram de frustração, queria poder chegar sozinho a uma conclusão, mas estava tudo indo por água abaixo. Tentava achar uma solução para tudo o que sentia, mas quanto mais se perguntava, mas ele concluía que estava chegando a nada. Era confuso e isso o agoniava de uma forma que podia ser chamado de desesperador.

Suspirou.

— Diga.

— O que?

— Sei que tem algo de errado contigo, ando percebendo isto faz uns dias, então… apenas diga o que está te consumindo por dentro. — passou seus dedos pelos cabelos loiros e macios dele — Vamos. Eu não mordo, muito menos vou rir de ti.

Fitou os olhos dela e então desviou para alguma parte do teto, tentando fugir daquele constrangimento que sentia.

— Lembra quando me perguntaste sobre eu estar apaixonado?

— E tu disseste que sim? Lembro.

— Então, eu não sei até que ponto eu estou apaixonado, quer dizer… nunca me senti assim, então eu não sei como controlar tudo isso na minha cabeça. — pôs as mãos no rosto em uma tentativa de esconder suas bochechas vermelhas.

— Oh~

Marinette passou a acariciar seu pescoço, sentindo-o ronronar.

— E quem é esta sortuda?

Tu?

A garota parou o carinho, até mesmo prendeu a respiração; já podia sentir até mesmo o rosto começar a esquentar como resultado de um nervosismo que já a tomava.

— Eu não sei mais o que fazer, tudo em que penso me vem tua imagem na cabeça, nos meus sonhos… não sei como lidar com isso. — disse tristonho — Eu não sei o que dizer para ti. Até mesmo te olhar como agora, faz-me perder as palavras, por mais que eu soubesse muito bem o que te dizer.

 Ele levantou-se e ficou sentado, de costas para ela. As orelhas ainda abaixadas e ela com vontade de puxa-lo de volta para ouvi-lo ronronar feliz. Suspirou.

— Só dizer que me ama, isso já basta para mim, sabia? — com um enorme sorriso ela o puxou para um abraço — E eu ficaria muito feliz em aceitar teus sentimentos.

— Mesmo?

— Claro, afinal, sinto-me da mesma forma por ti.

Como se um peso saísse de suas costas, Adrien se jogou nela, esfregando-se no pescoço de Marinette pedindo carinho. Sua alegria era tamanha que até mesmo podia sentir sono naquele momento.

— Agora durma gatinho.

E embalado por um delicioso cafuné, ele adormeceu, feliz.


Notas Finais


Por que as pessoas não gostam da Chloé como portadora do Miraculous da abelha? Já pararam pra pensar que se ela ganhou é pq vai ficar um pouco mais amorzinho?
Tava refletindo sobre uma coisa que li em algum lugar do meu obscuro face...alguém disse q o Tomas disse -q algo sobre "será que os miraculous também n podem ser akumatizados?" Se for olhar para esse lado, pode ser que sim...se temos a Style Bee, a nova vilã, seria ela a forma akumatizada do miraculous abelha? Seria ela a Chloé antes da forma Quee Bee?
R E F L I T A M
8D


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