História Meu gatinho - Capítulo 9


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Félix, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Exibições 217
Palavras 1.630
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Só consegui chegar da casa da amiga agora pela noite :D ao menos o cap já estava revisado.
Agora é o seguinte, eu resolvi modificar o final, aumentar umas coisinhas pra ficar bem fofinho, então se eu não postar quarta, no máximo na sexta eu atualizo.
Desde já agradeço pelos favoritos, leitores que adicionaram a fic na biblioteca, comentários,— debates/trocas de teorias — das minhas leitoras e leitores lindos e maravilhosos, amo vocês!
Então, estou com a ideia de fic na cabeça, uma one, como já tinha dito, mas estou com um pouco confusa sobre o shipp que vou usar. Queria fazer algo que envolvesse os 4 shipps, mas ta difícil, pois eu pretendia fazê-lo e postar antes do cap 10, para poder deixar o link nas notas finais, caso alguém se interesse.
Mas como não comecei, paciência né?
Vou ver como faço aqui.
Beijo e boa leitura.

Capítulo 9 - Nono


Marinette saiu do banheiro enrolada na toalha, ao se virar para poder chegar ao guarda roupa, deu de cara com Adrien encostado a parede, observando-a atentamente. O berro que ela deu foi inevitável, tentou dar um passo para trás, mas como seu pé estava molhado, acabou por escorregar.

Adrien seguiu seus instintos felinos e em um pulo a agarrou pela cintura, impedindo uma queda. Mas não pôde impedir a toalha de ir ao chão.

Mais um grito ele ouviu, e antes que pudesse pensar ou realmente entender o motivo, teve seus olhos tapados pelas mãos geladas dela.

O garoto não entendeu nada, e continuou assim até sair — ser expulso — do quarto com uma camisa amarrada na cara.

.x.

Na cozinha, Bridgette ria da vergonha de sua irmã. Somente de poder imaginar a cara dela toda vermelha por quase ter sido pega nua por Adrien já era motivo o suficiente para Bibi cair na gargalhada.

— Para que ter inimigos se eu tenho uma Bridgette para rir da minha cara, não? — disse de braços cruzados.

— Minha querida, eu sei que deva ter sido um momento de pânico para uma garota pura e virgem como tu, mas… — e gargalhou novamente.

Marinette escondeu o rosto vermelho entre suas mãos, querendo se enfiar no primeiro buraco que encontrasse. Como aquela doce de irmã de repente resolve virar essa pervertida de marca maior?

Apostava suas cartas que tinha dedo de Félix no meio. O modelo pode ser a pessoa séria das capas de revistas, mas fora disso ele se tornava outra pessoa — sendo que o seu lado sério continuava em tudo, só mudava a forma como agia. Ele era bem mais descontraído e gentil quando estava com as meninas, especialmente com Bibi. E aquele tempo que eles vinham passando juntos na mesma casa estava sendo bem mais que o suficiente para despertar o lado pervertido do Agreste.

E Bridgette não podia negar… estava adorando aquilo.

Marinette nem queria saber até que ponto aqueles dois já havia chegado quando ela e Adrien estavam fora de casa.

— Guardes esses tipos de comentários para o seu namorado, por favor. — ela levantou-se — Porque eu não sou obrigada.

Lentamente se dirigiu até a sala, encontrando Adrien deitado no chão conversando com Félix. Ela sorriu, sabia que eles vinham se entendo fazia alguns dias e estava ficando cada vez mais frequente aquela cena de ambos. Até mesmo saíam risadas dessas conversas. E isso era ótimo, significava que o loiro não via mais Adrien como um estranho, e sim como um amigo.

Apesar daquele jeito que Félix sempre tinha — a carranca que ele costumava vestir quando se deparava com pessoas novas, era uma pessoa que se envolvia muito rápido e de enorme coração. Marinette ficava feliz pela pessoa por quem Bridgette se apaixonou.

— Mari? — disse o Agreste — Diga a Bibi que na pizzaria eles não tinham os aspargos que ela queria, então eu pedi de outro sabor. Por favor.

— Claro.

Ele então voltou a conversar com Adrien. Mari voltou à cozinha, e adivinhando que a irmã deveria estar em um banho, preferiu simplesmente enviar uma mensagem para ela.

Deixando o celular na mesa, tratou então de buscar alguma coisa doce na geladeira. Quem sabe não se deparava com o delicioso pudim que a irmã poderia ter feito?

.x.

O que? — Félix estava surpreso.

— Eu só perguntei como é que se beija. — disse Adrien na maior inocência.

O Agreste passou a mão lentamente pelo rosto em uma tentativa de tentar ficar calmo e não rir da situação. Agora que tinha conseguido ganhar confiança do garoto ele não iria querer arruinar tudo por causa de um deboche, não sabia o quão frágil era a confiança dele.

Mas aquela pergunta cm certeza estava sendo difícil de não rir.

Como assim ele não sabe beijar?

Ele sequer soube como o assunto começou, já que estavam falando sobre quem estaria mais apto a ganhar um torneio de patinação no gelo — a tv poderia estar ligada, mas agora eles nem prestavam mais atenção.

— Olha… eu não posso demonstrar contigo, até porque eu não curto homens, e também porque Bridgette tiraria fotos nossas. — fez uma careta meio sarcástico.

Recentemente ele descobrira que a namorada tinha tendências para curtir homens se pegando, talvez fosse contaminada por algum grupo do WhatsApp em que se referia às fujoshis — pelo que ele vira uma vez. Um arrepio subiu pela sua espinha só de imaginar o que ela estaria vendo e discutindo naquele bendito grupo.

Óbvio que ela não perderia a oportunidade de ver Félix aos beijos com o gatinho.

O loiro suspirou e ajeitou-se no sofá. Sua sorte que Adrien — e ele mesmo — não faziam ideia do que se passava na cabeça da desmiolada da Bibi. Concentrou-se apenas em achar uma resposta mais palpável para que pudesse explicar ao garoto. Levou sua mão ao queixo e pôs-se a ponderar.

— Primeiro… quem está a pensar em beijar? — olhou rapidamente para ele.

— A Mari. — disse prontamente.

— Gostas dela?

— Sim.

— E ela sabe disso? — perguntou surpreso. Nunca realmente achou que a ideia de Bridgette meses atrás pudesse estar acontecendo. E tão rápido!

— Sabe! — seus olhos até brilharam mais.

— E tu nunca viste um beijo na vida? — olhou-o incrédulo — Nem mesmo nessas novelas mexicanas todas melosas?

— Já, mas eu nunca o fiz, então não sei como agir ou como é a sensação. — disse enquanto fitava o tapete.

— Então por que não pergunta diretamente para ela? Sei que a Mari vai te entender. — sorriu — Ah não ser que ela não queira.

— Ela disse que gosta de mim…

— Pronto, temos todos os ingredientes para que possas chegar a um novo nível, meu caro. — disse segurando o outro pelos ombros — Vá até ela e descubra. Beijar é algo delicioso, e que quando é com uma pessoa que realmente gosta se torna uma espécie de vício.

— Mas vício é algo perigoso. — disse em negação.

— Não estamos falando de vícios de drogas lícitas ou ilícitas. — resmungou — E sim de um vício bom e prazeroso. É algo que eu não sei ao certo te explicar, somente a pessoa pode experimentar com outra e descobrir.

Adrien sorriu e disse que o faria assim que possível. Logo eles voltaram ao assunto anterior, já que o torneio ainda passava.

.x.

— Bem, acho que Mari nunca esteve tão próximo de um garoto a ponto de beijar… pelo menos é o que eu acho. Normalmente ela me conta tudo, então não sei se isso ela esconde isso de mim por vergonha… Mas eu acho que não. — pensou Bridgette. Estava escorada na parede da cozinha enquanto esperava a água ferver para poder por o macarrão.

— Entendo…

— Se ela nunca beijou ninguém, então temos um empate nesse casal? — riu-se da carinha que Adrien fez — Mas fique calmo, primeiro beijo não é um bicho de sete cabeças assim. É natural ficar constrangido e não saber o que fazer, até porque, todos passam por isso na vida, sem exceção!

Adrien olhou para seu copo com suco de laranja, ao lado de um prato com um sanduíche que Bibi havia lhe feito. Só faltava ela para poder ter uma opinião feminina sobre o assunto. Não que estivesse descartando a conversa com Félix, mas que ainda se sentia inseguro sobre aquilo. Precisava de algo que o apoiasse sobre.

— E, por favor, nada de pensamentos pessimistas como “E se eu beijar mal? O que ela vai pensar de mim?”. Se ela é a pessoa que te ama isso não irá interessar a ela, pois eu sei que ambos tentarão fazer com que seja algo bom de sentir.

— Tudo bem. — sorriu feliz.

— E mais. — aproximou-se dele pegando-o pela mão — Faça-a feliz. Marinette nunca teve essa oportunidade com outro garoto, pois eu sei que este é o primeiro amor dela. Então eu sei também que ela vai agarrar-se nesse amor com unhas e dentes, ela não gosta de perder. Não a decepcione e nada de ciúmes exagerados, como certo alguém cujo nome começa com Félix e termina com Agreste. — disse encarando o mencionado que acabara de entrar na cozinha.

O loiro suspirou dando de ombros, como se não ligasse para aquele comentário ácido da namorada. Bridgette viu o sorriso determinado de Adrien e afastou-se para dar atenção ao jantar.

.x.

Era um domingo chuvoso. O aquecedor da casa estava ligado, mas mesmo assim Adrien estava enrolado feito uma bolinha no colo de Marinette, seu rabo balançava lentamente. A garota tomava chocolate quente para se aquecer, além de um enorme e felpudo edredom vermelho de pintinhas pretas. Eles assistiam a algum documentário sobre peixes exóticos.

Podia ouvir as vozes de sua irmã e Félix no quarto, eles conversavam com seus pais via Skype. Ela já tinha falado com eles mais cedo, contato tudo o que estava acontecendo na casa — além de relatar o namoro de Bibi, mesmo sabendo que seu pai era super ciumento. Ele havia dito que procuraria um facão bem amolado para conversar com o Félix quando voltassem de viagem. Ela rira muito.

Mas seu riso murchou quando Bridgette, para alfinetar a irmã, contou de Adrien e sobre ele estar ficando íntimo demais de Marinette. Aí seu pai quase cai da cadeira, enquanto a mãe dava gritinhos animados e esperançosos. As duas filhas de uma vez só era demais. No fundo ela sabia que eles apoiavam as meninas, só que seu pai era ciumento porque elas sempre seriam as suas eternas princesas.

Adrien mexeu-se e logo pulou do colo, voltando a sua forma humana. Estava somente com uma bermuda preta, então ao sentir o chão gelado ele tratou de pular de volta ao sofá. Embrenhando-se no grosso edredom da garota, todo manhoso. Ganhando em seguida um carinho em seus cabelos.

Alguns minutos depois ele percebeu que esse carinho simplesmente cessou. Mari havia dormido. Sorriu e a abraçou mais. Nunca pensou que vê-la assim lhe faria tão feliz.


Notas Finais


Bem fofinho, como manda a minha marca registrada <3
Meu lado fujoshi falando mais alto em um trechinho ali :v
Beijos queridos(as).
8D Até o último


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