História Meu grande amor - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Rap Monster
Tags Bts, Drama, Jin, Namjin, Namjoon, Romance, Yaoi
Exibições 37
Palavras 3.881
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ESPERO QUE GOSTEM!

ME DESCULPEM POR QUALQUER ERRO.

Capítulo 10 - Decimo -FINAL-


Fanfic / Fanfiction Meu grande amor - Capítulo 10 - Decimo -FINAL-

1 de Setembro de 2015

E então o mês de setembro havia chegado, minha cabeça estava cheia de coisas. Todos me pressionavam mais e mais, queriam apressar tudo mas eu não queria então eles teriam que aceitar minha decisão, dizia que ainda não estava pronto e que meu avô podia controlar tudo ainda. Mas além de todos as crises e confusões em minha cabeça também tinha o Jin, aquele mês me trazia dor e raiva, mas me trazia também uma fina alegria iria poder pedir perdão pelo o que fiz, isso não iria mudar nada nem trazê-lo de volta mas iria tirar um peso de mim.

Mas para minha tristeza naquele dia meu avô resolveu aparecer em minha casa para me dar as ultimas instruções, segundo ele eu estava quase pronto para o substituir, eu não queria mais ouvir uma palavra que saísse da boca dele mas tinha que ser paciente, minha vingança viria mais cedo ou mais tarde.

O encontrei na sala de minha casa, ele estava em pé em frente a lareira, me aproximei dele e me mantive em silêncio, quieto enquanto olhava para o chão.

-Sabe Namjoon... Muitos por ai questiona minha decisão de colocar no poder uma criança que acabara de passar pelo ritual, mas eu sei o que eu faço. -virou-se para mim e deu um sorriso curto enquanto me encarava- Levante a cabeça essa não é a posição de um líder, não precisa mais ficar assim em minha presença quem tem que ficar assim agora sou eu. -fiz o que ele havia mandado o olhei dentro de seus olhos e percebi o caos que havia ali respirei fundo e o esperei continuar- Eu também fui ao poder novo, um pouco mais velho que você mas só um pouco, e olha só conseguir fazer o que muitos não fizeram eu trouxe paz para todos os vampiros. -ele sorriu e em seguida abriu os braços como se quisesse uma abraço eu não me movi nem um centímetro então ele voltou a ficar com os braços juntos ao seu corpo- Namjoon descanse por hoje, essa semana você precisará de muita energia então vá descansar.

Após falar tudo aquilo ele simplesmente foi embora, eu sentia tanto ódio dele que não conseguia mais o ver como um membro de minha família. Estava animado para que chegasse logo o dia em que iríamos treinar, segundo ele eu tinha que aprender a lutar então iria me ensinar e eu iria aproveitar para bater nele sem que ninguém achasse errado, afinal era um treino para me fortalecer e eu tinha que lutar com toda minha força e energia para poder aprender tudo.

Naquele dia apenas foi isso que fiz, por ordem de meu avó eu não puder sair nem de meu quarto então todas as minhas refeições foram lá, e quando a noite chegou fui abrigado a dormir cedo.

2 de Setembro de 2015

No dia seguinte acordei-me mais cedo que o obrigatório, queria ver o nascer do sol em paz, fui para o lago que ficava perto da casa do Jin, quando cheguei lá sentei-me em um lugar que favorecia a visão para o nascer do sol. Naquela manhã eu estava mais relaxado pelo fato de ter conseguido fugir de todos por um curto tempo, as exatas 07:30 a.m voltei para casa, quando cheguei em casa todos vinheram me perguntar aonde eu estava, o que estava fazendo, com quem eu estava, eu ri de todos e apenas disse que queria comer antes que meu avó chegasse. Meu avó chegou as 08:15 a.m  e trouxe algumas coisas que segundo ele era importante para aquele treino, eu não me importei com aquilo apenas fiquei curioso sobre o que iria acontecer naquele treino, queria saber se já iríamos travar uma luta naquele dia. Para minha tristeza não iríamos lutar no primeiro treino ele iria me ensinar apenas alguns golpes e nada mais. Apenas eu e meu avô saímos de casa, fomos para um lugar longe de lá, adentramos a floresta. Estávamos no lado mais obscuro da floresta, pensei que seria uma forma de proteger a identidade dos vampiros, mas não foi bem assim só fomos para ali para eu ouvir um sermão do meu avô. Ele me colocou para baixo, me desprezou e me humilhou, fez com que meu ódio por ele aumentasse, então quis matá-lo ali mesmo. Mas logo ele parou de falar e riu, disse que seria daquela forma que todos iriam tentar acabar comigo, me deixando com raiva e apenas querer matar a outra pessoa sem ao menos pensar em estrategias para tentar deter o inimigo. Na hora não queria saber de explicações apenas queria detê-lo, até que parei e pensei, então percebi que ele estava certo aquilo realmente me fez parar de pensar em estrategias ou melhores formas para resolver o problema em questão. Por todo aquele dia foi apenas isso, ele me ensinou como controlar minha raiva em um momento como aquele, mostrou como era mais produtivo usar a razão do que a força para vencer um oponente sendo ele mais forte ou menos forte, porque segundo ele não existe vampiros fracos em força física apenas existia os menos fortes que não tinham suas habilidades desenvolvidas com perfeição, e eu precisava ser perfeito em todos os aspectos só assim todos iriam me respeitar, tanto meus vampiros quanto os lideres de outros países e seus vampiros. Antes mesmo de escurecer já estávamos voltando para casa, quando chegamos todos já nos aguardavam. Sem ao menos se despedir meu avô foi em bora me deixando aos cuidados de minha família. Minha mãe não falava mais via em seus olhos que estava preocupada comigo, então disse a ela que estava bem e que não precisava se preocupar comigo. Mais uma vez dormir cedo, mas naquele dia eu estava exausto então não achei ruim ter que ir para a cama cedo.

3 de setembro de 2015

Naquele dia eu acordei a mesma hora de sempre, mas ninguém havia ido ao meu quarto para me acordar o que eu acabei achando estranho, levantei-me e fui até a sala vi que todos estavam lá e estavam bem.

-Por quê ninguém veio interromper meu sono da beleza hoje? -brinquei, minha mãe me olhou e então riu-

-Seu avô teve que ir a um lugar. -disse meu pai enquanto olhava a TV.

-E ele só volta dia 10, então você terá um tempo de folga. Espero que esse tempo seja proveitoso para você, faça coisas que gosta de fazer sorria um pouco. -disse minha mãe enquanto se levantava e vinha em minha direção- Meu rapaz está crescendo rápido demais e como qualquer outra pessoa merece um descanso.

-Mãe não precisa se preocupar tanto comigo, sabe disso. -sorri para fazê-la perceber que estava realmente bem- Mas já que tenho um tempo livre irei voltar para meu quarto e terminar uma coisinha e mais tarde iremos sair pra algum lugar, sinto falta de ter tempo para vocês. -beijei o topo da cabeça de minha mãe e em seguida voltei para meu quarto.

Quando cheguei em meu quarto fui atrás do meu caderno onde estava escrevendo a carta para o Jin, assim que me sentei na cama senti a presença de alguém me observando olhei diretamente para a janela mas não vi ninguém então voltei a atenção ao caderno. Li tudo que já havia feito e pensei em outras coisas para colocar na carta, queria que ficasse completamente perfeita assim como o Jin era para mim. Aquela sensação estranha não passava então resolvi parar de escrever por um instante e sair com meus pais e minha irmã mais nova, disse para minha mãe para fazer um bom lanchinho para nós, pois iríamos a um piquenique em família, ela concordou e logo foi o preparar. Saímos assim que o lanche e todos nós estávamos prontos. Fiz questão de levar todos para perto do lago, sim o que ficava perto da casa do jin, porque para mim aquele lugar era especial e perfeito para passar um tempo com quem se ama.

A única pessoa que foi comigo até aquele lago foi o Jin, passamos momentos maravilhosos ali e por isso estava feliz, sentia que estávamos todos ali inclusive o Jin. A tarde foi perfeita, sem treinos, sem ser tratado como rei, sem frescura, sem nada além de amor, paz e liberdade. Antes mesmo de escurecer nós voltamos para casa, todos estavam a sorrir bobamente e parecia realmente sincero. Não muito tempo depois eu pedi licença a todos e retirei-me da sala e fui para o quarto, não queria pensar muito no que estava acontecendo na minha vida mas era impossível não pensar em todas as desgraças que aconteceu antes e nem as que estavam acontecendo, era como se estivesse pagando por um pecado terrível. Peguei meu caderno e escrevi apenas mais duas linhas e então fechei meus olhos e adormeci, já estava acostumado a nova rotina de dormir cedo.

4 à 10 de setembro de 2015

Nesse período senti que podia realmente viver normalmente, senti que tudo estava voltando ao eixo, achava que tudo podia voltar ao normal e meu avô poderia esquecer tudo e me deixar de lado. Ele podia muito bem continuar até aparecer outro herdeiro ou outro vampiro poderoso que todos respeitassem, eu só queria me sentir normal. Mesmo que eu não fosse nem um pouco normal mas mesmo assim queria me sentir normal. Mas mesmo querendo voltar ao normal eu sabia que não era possível então continuei a treinar sozinho, treinava meus golpes e minhas estrategias, queria tudo certo, mesmo não querendo aquele cargo queria mostrar que era capaz e que não iria desistir no meio do caminho. Mesmo eu não querendo isso tinha que fazer, pois poderia ser a única salvação dos vampiros, suas identidades, endereços, poderes e tudo o que os envolviam, naquele momento percebi que não estava mais pensando apenas por mim mas sim por todos e vi que poderia ter algum potencial para fazer aquilo. Estava pensando como um líder, como alguém capaz de proteger seus súditos, amigos e familiares, talvez até que pedisse refugio em minha casa. Treinava todas as tardes e as vezes ficava na floresta até a madrugada apenas treinando um movimento, o que mais tentei controlar ou aprender foi controlar minha raiva, sabia que me irritava facilmente então tinha que controlar isso. 

Por esse tempo também continuei a escrever, e a cada dia a carta ficava maior, e claro que iria diminuir ela pois acho que ninguém leria uma carta maior que um livro, existe pessoas preguiçosas para ler, assim como eu as vezes. 

Na noite do dia 9 estava novamente treinando, meu corpo já não aguentava mais avia feito muito esforço pois estava treinando desde o inicio da tarde. Quando percebi que meu corpo não iria mais suportar deitei-me no chão e tentei controlar minha respiração, quando minha respiração tinha voltado ao normal sentei-me e respirei fundo olhei tudo a minha volta e tentei me acalmar, fechei meus olhos para apenas ouvir os barulhos da floresta e sentir o vento tocar meu rosto. Pensei em todas as lembranças que me deixavam irritado e tentei controlar minha raiva, fiquei aproximadamente 2hrs ali tentando fazer isso até que consegui fazer o que tanto queria, estava animado então continuei ali tentando para ver se não foi apenas um golpe de sorte, até que percebi que já havia amanhecido. Quando me levantei ouvi uma voz, olhei diretamente para o dono da voz, nunca havia visto aquele homem, mas ele me disse algo estranho, não entendia o que ele queria dizer mas minha mente estava cansada demais para tentar entender. Fiquei pensando nas palavras ditas por ele e as repeti para não as esquecer. Quando cheguei em casa escrevi tudo o que havia dito: 

É bom ver que esteja se fortalecendo, apesar que já te achava forte o suficiente, fico feliz por ter aceitado isto e querer tentar mudar as coisas para melhor, desculpa por não ter vindo antes, cheguei tarde mas pelo menos cheguei. 

 

O mais estranho foi que ele havia se desculpado, mas eu nunca havia visto o rosto dele a não ser naquela manhã, pensei que talvez ele tivesse me confundido com outra pessoa. Era mais uma coisa que me intrigava em meio a tantas outras coisas. Suspirei e em seguida deitei minha cabeça em cima da escrivaninha, estava bastante cansado e não queria sair da ali naquele momento, mas logo escutei minha mãe me chamando, meu avô havia chegado. Eu não me levantei com rapidez, não queria fazer mais nada naquele dia mas sabia que com apenas um copo de sangue poderia recuperar minhas forças e aguenta o treino daquele dia. Assim que vi meu avô o cumprimentei e em seguida fui direto para a cozinha, antes mesmo de eu entrar na mesma meu ele disse que não teria treino naquele dia, disse que estava cansado da viagem, eu balancei a cabeça e continuei a caminhar. Quando percebi que mais ninguém podia me ver nem ouvir meus pensamentos, suspirei e em minha mente gritei de felicidade. Depois disso não vi o grande Kim, meu avô, então apenas aproveitei o dia, mas não parava de tentar entender o que havia acontecido para ele estar cansado, isso nunca tinha acontecido, não comigo por perto.

10 de setembro de 2015

Naquela manhã estava mais disposto então estava ansioso pelo treino, mas meu avô não apareceu durante todo dia, continuei a achar estranho sentia que havia algo errado em toda aquela história, imaginei que podia ser um inimigo que estava tentando o matar ou algo que não estava em ordem, ele gostava de tudo organizado. 

Já que ele não tinha aparecido, pela tarde eu fui treinar sozinho, e assim que cheguei no local de treino senti a presença de alguém.

-Quem está ai? -disse em um tom baixo- Apareça quero ver seu rosto. -esperei pela resposta que parecia não vir.

-Meu rosto já foi visto por seus olhos, tente se lembrar. -a voz foi suave e me deixou muito curioso.

-Talvez você seja o homem de ontem? -perguntei enquanto olhava para todos os lados.

-Talvez sim, talvez não. Pense um pouco. -parei e olhei para o chão, a voz foi calada e não a escutei mais.

Estava confuso, a pessoa havia dito que eu já tinha visto seu rosto, mas não consegui lembrar de ninguém, apenas o homem que havia visto antes veio a minha cabeça, mas ele não tinha confirmado se era ou não aquele homem.

Comecei a treinar para tentar aliviar a mente, não podia me estressar. Não demorei muito ali, antes das 20hrs eu já estava em casa. Quando estava em meu quarto voltei a escrever novamente, até pegar no sono.

11 de setembro de 2015

Meu avô novamente não apareceu, o esperei até 14hrs da tarde, mas ele não apareceu então decidir fazer o que queria, decidir terminar os preparativos para o aniversário de morte do Jin, já que estava na véspera do dia 12. Quando finalmente terminei a carta a li para ver se estava realmente boa, havia gostado de tudo que tinha colocado na mesma e talvez o Jin gostasse, apenas precisava melhorar minha escrita.

Reescrevi a carta por completo, quando fui terminar já eram 23:50, então decidir ir dormir para estar disposto no dia seguinte pra levar a carta para o lugar que decidir que seria o túmulo do Jin para mim.

12 de setembro de 2015

Finalmente o dia havia chegado, mas para complicar minha vida meu avô decidiu aparecer e treinar comigo já que era meu aniversário e estava quase perto do dia de eu o substituir, eu queria dizer não a ele, mas se fizesse isso ele iria desconfiar de algo ou talvez iria ficar irritado comigo. Nós chegamos no local de treino antes das 9hrs da manhã, teríamos um longo dia de treino se eu errasse alguma coisa, então tentei fazer com que o treino fosse mais curto possível. Terminamos o treino as 16hrs, quando ele disse que tínhamos acabado corri para pegar minhas coisas e ir embora.

-Sabe Namjoon você evoluiu bastante. -disse enquanto caminhava em minha direção.

-Obrigado! Mas eu tentei melhorar, então já era esperado eu conseguir. -disse já indo embora.

-Já vai embora? Está com pressa? -perguntou-me.

-Sim, eu tenho que fazer algo, então te vejo depois. -antes mesmo dele falar alguma coisa desapareci entre as árvores, não queria que me atrapalhasse mais.

Quando cheguei em casa fui direto para meu quarto, de lá fui para o banheiro e tomei um banho rápido, coloquei minha roupa e penteei meu cabelo, quando finalmente já estava pronto peguei a carta e uma sacola que tinha algumas coisas que o Jin gostava de comer.

Corri até o local que havia escolhido, coloquei tudo perto da árvore e segurei a carta em minhas mãos.

-Jin? Sou eu Namjoon. Será que consegue me ouvir da aonde está? Será que precisa de alguma coisa? Sabe eu preciso me desculpar com você, o que eu fiz foi horrível não consegui parar, naquele momento eu apenas queria saciar a minha sede, não estava pensando direito estava agindo por impulso, sabe que não sou do tipo mas algo tomou conta de mim naquela noite. Eu culpo meu avô, mas talvez isso seja minha culpa, apenas minha. Mas enfim escrevi uma carta para você, talvez eu devesse ler? Ouça bem tá bom? -respirei fundo.

~Estou mais uma vez aqui, parado tentando seguir, mas você não sai da minha mente, você roubou meu coração desde a primeira vez que nos vimos, mas você se foi, me lembro como se fosse ontem, o dia em que esbarrei em você, o dia em que mirei teus olhos. Era o mais belo entre todos, o que mais me chamou atenção. Mas sabia que era errado, alguém como eu não deveria se apaixonar por alguém como você. Você era bom, alegre, gentil, carinhoso, cuidadoso, amoroso, e eu era, e ainda sou, o contrário disso tudo. Por que não foi embora quando te dei a chance? Ficaria mais feliz se tivesse me ouvido e ido embora. Agora só me resta lembrar de nossos momentos mais felizes. Me lembro perfeitamente de tudo, tudo mesmo desde nossos olhares até nossas palavras. Você não sai da minha mente.

Eu menti tantas vezes para você, isso soa até irônico, mas depois te contei tantas verdades, coisas que não podiam ser ouvidas por qualquer pessoa. Quis tanto que você fosse igual a mim que fiz algo terrível e hoje sofro com isso, não deveria ter me deixado levar pela tentação. A tentação de te ter a todo custo, ter você só para mim. Não sei bem por que estou falando isso você não irá me ouvir, ou será que vai? Existe muitas coisas obscuras nesse mundo e eu faço parte disso, você poderia fazer parte disso também, mas por obra da natureza você nasceu normal, felizmente para a população, infelizmente para mim. Não sou o melhor com palavras, como você sabe, mas sei me expressar bem quando quero.

Lembra da primeira vez que nos beijamos? Aquele dia foi tão assustador para mim, mas você estava tão feliz que não tive coragem de dizer que estava com medo e apenas sorrir para você por todo tempo.

Como posso me esquecer das nossas poucas conversas? É claro que eu lembro, minha memoria é ótima, lembro de todos os detalhes, mesmo você não acreditando nenhum pouco em mim, sei que não acredita, sei bem. Mas você era bastante curioso e me perguntava sobre tudo e todos, isso era engraçado pois as vezes não sabia o que te responder, mas ainda assim te respondia, umas respostas estranhas mas você aceitava elas então nunca me senti mal por té-las dado a você.

Em pouquíssimo tempo fiz você se apaixonar por mim, com meu jeito agressivo, sério e protetor, mas apenas o conquistei para me divertir até que tempo depois você me conquistou e eu comecei a te amar a querer mais tempo com você.

Lembra da nossa primeira briga? Briga não um monologo seu não é mesmo!? Para falar a verdade eu não entendia do porque de você ter ficado tão bravo comigo, eu apenas sumi por alguns dias, mas você devia ter seus motivos, os quais agora entendo, mas meio tarde para perceber o quanto você gostava de mim naquela época não é mesmo?

De todos os nossos encontros e troca de palavras carinhosas a primeira vez foi a melhor, a primeira vez que ouvi sair de sua boca as palavras: Eu gosto de você. Esse dia foi inesquecível, sem contar que foi um conforto tanto para mim, quanto para você, tínhamos passado por muitas coisas até aquele ponto da nossa vida. A partir daquele momento não conseguia me ver com outra pessoa além de você. Estava se tornando o meu bem mais precioso e eu não estava percebendo.

E mesmo te amando eu aceitei aquela proposta, só pelo fato de poder ver minha família, naquele exato momento era a escolha mais sensata que eu poderia tomar. Mas nada foi como eu pensei, tudo se transformou em uma enorme tragedia, e você foi o principal alvo, o principal alvo das minhas presas.

Eu estava completamente errado sobre minha escolha. Eu realmente fiz a escolha errada, mas não percebia meu erro estava sego por toda aquela felicidade falsa. Minha família era a mesma mas eu já não era mais o mesmo, agora todos me tratavam diferente por eu ser o sucessor do meu avó, todos queriam me mimar e isso era um saco, queria apenas que tratassem como alguém normal, alguém que comete erros, que sofre, que chora e que ama, eu apenas queria poder ser normal mas só você me fazia sentir isso, mas naquele tempo que o que precisava era você. Quando estava com você mergulhava em um mundo perfeito onde eu podia ser quem eu queria ser e ser feliz por ser daquele jeito. Eu sinto tanto a tua falta, infelizmente não pude me despedir de você e isso me machuca cada dia mais, sei que não tenho o direito mas por favor me perdoa sei que errei ao não ouvir meu coração e apenas seguir o que meu corpo me pedia. Me desculpe! Por tudo. Por tudo mesmo~

Ao acabar de ler não consegui conter as lágrimas e não consegui mais falar nada. Então fiz as minhas reverencias finais e me levantei para ir embora. Quando estava no meio do caminho percebi que não estava com meu celular, então voltei para o local onde estava, peguei meu celular e em seguida percebi que a carta não estava mais ali, então ouvi alguém a lendo em um tom baixo não muito longe da ali, segui a voz até que encontrei a pessoa, tentei ver quem era mas não consegui ver quem era.

-Desculpa! Mas por quê está lendo essa carta? -perguntei enquanto tentava ver o rosto daquela pessoa.

-Er...-assim que ele havia ouvido minha voz congelou e ficou nervoso, mas ainda assim não olhou para trás.

-Me responda! -gritei- Por quê está lendo essa carta? -caminhei em direção a ele, mas assim que cheguei perto o suficiente para o tocar ele correu e desapareceu entre as árvores. Caí de joelhos e então gritei ainda mais alto, parecia ser mais uma coisa do meu avô.


Notas Finais


Sim já acabou, a primeira parte aguarde pela próxima.
Meu Eterno amor
A segunda parte vem para explicar tudo que aconteceu naquela noite, e haverá uma grande revelação, não percam.

Obrigada a todos que leram a primeira parte, irei me esforçar para fazer uma continuação boa.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos da Yun, nos veremos em breve S2

https://spiritfanfics.com/historia/meu-eterno-amor--meu-grande-amor-part2-6797830
CONTINUAÇÃO


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