História Meu melhor amigo - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance
Exibições 21
Palavras 981
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi!

Capítulo 10 - Professora Lília


  Voltei para minha sala, e me sentei na minha cadeira. Tinham escrito algumas coisas a lápis na minha mesa, do tipo "você nem tinha que tá aqui!" Peguei minha borracha e fui apagar tudo. Eu sei que eu era a vilã nessa incrível história, mas eu acho que todos que estavam me tratando dessa maneira, de bonzinhos não tinham nada! Mas eu sabia que era inútil eu falar sobre isso com alguém, afinal, seja lá quem fosse, daria razão a "santa" Larissa e aos seus "seguidores". Minha situação estava um tanto complicada.
  A campa tocou, vários alunos entraram na sala, e a professora também. Mal a aula começou, e já tinha um grupinho de idiotas me irritando jogando bolinhas de papel em mim. Eu bem sabia que não eram só bolinhas de papel. Eram bilhetes amassados, com coisas horríveis escritas. Mas eu não me daria o trabalho de ler só para ficar mais magoada.
  Em certo momento, algo me chamou a atenção. Alguém aproveitou o momento que a professora estava escrevendo algo na lousa, e jogou em mim um avião de papel. Confesso que dessa vez fiquei bem curiosa, e decidi que leria o que tinha escrito dentro do avião -se é que tinha alguma coisa-, mesmo que fazer aquilo significasse me deixar eternamente triste.
  Desfiz o origami, e vi que realmente tinha algo escrito.
 
"Oi Malu!

Queria dizer que você pode contar comigo, eu vou te ajudar!

Assinado: Tom."

  Eu tinha lido direito? Reli o bilhete várias vezes, e até fiz um esforço para tentar lembrar como era a letra do Tom, para confirmar se ele realmente tinha escrito aquilo. Eu não estava doida. Eu finalmente estava tendo o apoio de alguém! Ahh, que felicidade!!! Parei de me sentir como se fosse a pessoa mais odiada do mundo!
  A vontade que eu tinha, era de ir o abraçar, mas eu não faria isso mesmo se pudesse, -Afinal, convenhamos: não é lá muito normal uma pessoa se levantar no meio da aula para ir abraçar alguém...- eu ainda estava chateada com ele.
  Era meio estranho estar me sentindo assim em relação a ele. Com raiva. Eu nunca tinha ficado brava com o Tom antes. Assim como ele também nunca tinha me tratado mal... esse negócio de amizade é complicado!
  Amizade... por mais brava que eu estivesse com ele, eu tinha medo. Tinha medo de o perder pra sempre.
  A campa para o recreio tocou, e fui até o Tom.
  -Oi! -Eu disse. Dessa vez, sem medo de ser rejeitada. Como era bom começar a me sentir uma pessoa normal de novo!
  -Oi! -Ele respondeu.
  -Você disse que ia me ajudar...
  -E eu vou! Porque nós somos Tom e Malu, os melhores amigos! -Ele falou e estendeu a mão, fazendo sinal para que eu batesse. Cheguei a levantar minha mão um pouco, mas desisti. Eu não ia bater. Queria deixar bem claro que nós não éramos mais melhores amigos. É, eu disse que tinha medo de perder nossa amizade, mas em compensação, existe uma coisa chamada ego, que querendo ou não, todo mundo tem. Ele abaixou a mão. Vergonha. Possivelmente era o que o Tom estava sentindo agora. Afinal, ele esperava que eu batesse na sua mão.
  -É... -Tentei quebrar o gelo daquele clima SUPER chato. -Como nós vamos fazer isso?
  -Hum... -Ele falou pensativo. -Ah, lembrei de uma coisa! Você já soube boatos de uma das nossas professoras do ano passado?
  -Qual?
  -A Lília!
  -Não. Que boatos?
  -De que ela simplesmente ODEIA a Larissa.
  -Mas em que isso vai me ajudar?
  -Pensa: a Lília é muito criativa, e ela odeia a Larissa! Ou seja: ela não vai reclamar se você pedir uma ajudinha!
  -Ahh, é mesmo! -Parecia que agora o caminho estava finalmente se iluminando para mim!
  -O que você seria sem mim? -Ele falou brincando.
  Fomos até nossa antiga sala, na esperança de que Lília estivesse lá. Por sorte, ela estava! Além de um pouco menos odiada, eu também era sortuda agora? Que INCRÍVEL!!!
  -Oi Thomas! Oi Maria Luísa! -Ela falou enquanto organizava uns papéis.
  -Oi Lília! -Eu e Tom falamos praticamente em uníssono.
  -Posso ajudar em alguma coisa?
  -Na verdade... sim. -Eu disse.
  -Pode dizer! -Ela finalmente voltou sua atenção para mim.
  -Como a senhora já deve saber, eu estou metida em encrenca!
  -Claro que sei... todos sabem!
  -Pois é... e vim pedir sua ajuda! Na verdade, não é o que estão pensando! Eu não fiz aquilo com a Larissa! Ela se auto-mutilou, para jogar a culpa em mim! -Depois contei pra ela a real história.
  -Humm... -Ela falou pensativa, e bem interessada no assunto. Tom simplesmente observava nossa conversa, o que chegava a ser meio chato, mas tentei ignorar. -Eu não sei o que posso fazer... eu confio em você, mas... nós não temos provas contra a Larissa...
  Então eu tive uma ideia bem doida, mas que tinha muitas chances para dar certo!
  -Por que a senhora... -parei por um momento, pois estava com um pouco de vergonha de falar -não joga charminho pro diretor? -Eu não tinha falado aquilo em vão: a algum tempo, ouvi algumas pessoas afirmando que o diretor gostava da Lília. E não era só como amiga não... e até onde eu sabia, minha antiga professora não tinha namorado nem nada do tipo...
  -O quê? E... eu não posso fazer isso! Eu não consigo fazer isso... -Ela sussurrou a última frase.
  -Mas professora... -falei fazendo bico.
  -Você sabe que mesmo que eu me casasse com o diretor, ele não mudaria de ideia se não tivesse provas, né? -Ela bem que tinha razão... por isso acabei desistindo de tentar a convencer a fazer aquilo.
 
 



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