História Meu melhor amigo - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance
Exibições 26
Palavras 1.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oie! ^-^

Capítulo 9 - Desabafando


 A campa tocou e tive que voltar pra minha sala. Eu só queria cair em um buraco e morrer lá dentro. Não tinha razão nenhuma para todo mundo estar me tratando desse jeito! Eu só queria acreditar que aquilo fosse um pesadelo.
  Enquanto me dirigia até minha cadeira -a última da primeira fila-, meus colegas faziam cara de nojo pra mim.
  "Bom, hoje irei dar informações sobre o próximo trabalho de vocês!" Minha professora disse assim que entrou. Eu não consegui ouvir o que ela começou a falar depois. Estava mais preocupada em pensar em minha vida, em tentar ao menos ter uma ideia do que poderia estar acontecendo.
  Eu estava tão distraída, que nem percebi quando o diretor entrou na nossa sala.
  "Maria Luísa?" Ele disse, como se perguntasse se eu estava ali. Como resposta, levantei o braço -que aliás, estava tremendo-. "Venha comigo, por favor!" Ele disse seco. Depois, o acompanhei pelos corredores da escola até chegarmos à diretoria.
  "Bem Luísa, suponho que já saiba por que está aqui..." ele falou.
  "Na verdade e... eu não sei..."
  "Eu esperava mais de você... se você admitir logo o que fez, tudo vai ser mais rápido e fácil!" Ele disse bravo.
  "Mas como eu posso falar algo que eu não fiz? Quer que eu invente?!" Falei sarcástica. O diretor não gostou muito não...
  "Olha o tom de voz comigo, mocinha! Agora diga logo o que fez!"
  "Mas eu não fiz nada!"
  "Hum... então quer dizer que você não teve uma conversa com a Larissa na hora do recreio?" Então... tudo isso tinha a ver com a Larissa? O que aquela peste andou aprontando dessa vez?!
  "Na verdade..." ao me ouvir falar isso, ele já fez uma cara de "eu sabia". "Eu conversei com a Larissa sim, na hora do recreio..."
  "E então, ela foi te dar algumas dicas para te ajudar a ganhar mais votos no concurso, e o que você faz? Diz que não precisa da ajuda dela, e a agride! No corpo dela há sinais de cortes e hematomas! O que aconteceu com você?" Ele perguntou desapontado.
  "O quê? Essa é a versão dela da história? Pois fique sabendo que não foi bem assim que aconteceu não!" Ele fez uma cara como se dissesse "conte sua versão, então." 
  "Na hora do recreio, eu estava andando em direção as minhas amigas, e no meio do caminho, alguém me puxou..."
  "Suponho que esse alguém seja a Larissa..." ele interrompeu. Respondi fazendo sinal positivo com a cabeça.
  "E sabe o que ela disse? Que ninguém gostava de mim, que eu não ganharia votos de ninguém no concurso, e ainda me chamou de idiota, medíocre e patética!"
  "Hum..." ele analisou a situação coçando o queijo. "Não sei se posso confiar em você..." ele disse. Fiquei completamente indignada! Ele podia confiar nela, mas não em mim?!
  "Por segurança, você vai ficar de detenção por dois dias..." ele falou.
  "O quê?! Mas isso é injusto! Eu..." ele não deixou eu terminar de falar. Quando percebi, ele já estava no celular, pedindo para minha mãe vir me buscar e explicando a situação.
  "Bem Malu..." minha mãe procurou as palavras assim que começou a dirigir. "Mas mãe, eu não fiz nada!" Tratei de me defender antes de qualquer coisa.
  "Deixa eu falar! No fundo... eu estou sentindo uma ponta de orgulho de você..." minha mãe é louca. Sem dúvida alguma. "Afinal, você fez o que eu sempre quis fazer com a Laura... você não fez bem em quem eu queria fazer, mas fez na filha dela!"
  "Mãe, eu já disse que não..." ela me interrompeu.
  "Mas mesmo assim, eu tenho que fazer o que qualquer outra mãe faria: te colocar de castigo."
  "O quê?! Mas eu já disse que eu n... quer saber? Esquece!" Falei, e fiquei emburrada até chegar em casa. Assim que chegamos, fui correndo até meu quarto, e me tranquei lá.
  Malu: Oi! -enviei uma mensagem ao Tom. Ele estava online, mas simplesmente fingiu que eu nem existia. "É, se eu quiser resolver essa confusão, vou ter que aguardar dois dias!" Pensei.
  E finalmente, meus longos e chatos dois dias se passaram! Eu já podia retornar à escola, e tentar resolver um certo problema...
  Mas só em lembrar que eu iria ser rejeitada por todo mundo... eu já me desanimava TOTALMENTE. Mas, eu já não estava tentando mostrar pra todos que a Larissa não é nenhuma "santa", exatamente para parar de ser odiada por todo mundo? Então valia a pena...
  Entrei no carro, e enquanto minha mãe controlava o volante, eu pensava o que fariam comigo quando eu chegasse a escola. Tudo bem, eu realmente não esperava que fossem me receber de braços abertos, mas só em pensar que todo mundo iria estar querendo me chutar dali, já me dava calafrios... talvez eu começasse a sofrer bullying daqui a certo tempo... uhhh!
  Confesso que fiquei com um pouco de medo de atravessar o portão da escola, e que até mesmo pensei em dar meia volta, e dizer para minha que estava doente, mas minha vontade de me vingar foi mais forte... afinal, era uma espécie de vingança, não era?
  E, como o esperado, ninguém ficou lá muito contente em me ver...
  "O...oi Júlia!" Arrisquei falar.
  "Eu te conheço?" Ela falou e saiu de perto de mim. É... ninguém disse que o dia seria fácil...
  Andei mais um pouco e vi uma pessoa de costas, que até mesmo de olhos fechados eu saberia que era o Tom... apressei meus passos até chegar aonde ele estava. Ele revirou os olhos quando me viu.
  "Oi..." eu disse quase sem voz.
  "O que é?" Ele perguntou seco.  
  "Eu sei que vai ser difícil acreditar, mas... mas a Larissa não é quem diz ser!" Ele me encarou, e esboçou um sorriso debochado.
  "É, realmente é bem difícil de acreditar... que bom que eu não caí nessa!" Ela falou, e já ia embora, mas eu já estava de saco cheio de ser abandonada pelas pessoas! E foi por isso, que o puxei imediatamente.
  "Espera!" Praticamente implorei. "Eu sei que minha situação não está muito boa nessa história, mas eu preciso que você me escute!" Ele ficou me encarando, e deixou bem claro que estava esperando eu falar. Eu me sentia tão mal... o garoto que um dia eu chamei de melhor amigo, estava ali, me tratando daquele jeito... "bem, depois que você me parou, e até disse que ia votar em mim, eu não dei nem dez passos direito, quando alguém me puxou. E sabe quem era? A Larissa. Ela me disse umas coisas que me deixaram bem magoada... falou que ninguém gostava de mim, e por isso eu não receberia nenhum voto..." finalmente expliquei toda a história para ele.
  "Bem, considerando que você teve dois dias para inventar essa história, você merece o prêmio de pessoa mais criativa do mundo!" Ele falou. Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Se eu não conseguia convencer nem mesmo o Tom, como convenceria todo mundo?
  "Olha aqui Tom! Nós nos conhecemos a uns dez anos, e depois de todo esse tempo, eu esperava que você realmente me conhecesse! Por a caso, alguma vez na vida eu já apresentei sinais de ser uma pessoa agressiva? Por caso, alguma vez na vida, eu já menti pra você? Então, o mínimo que eu esperava de você nesse momento, é que estivesse me apoiando! Só que talvez, nós nunca nem chegamos a ser amigos de verdade, afinal, os verdadeiros amigos estão sempre com a gente nos momentos bons e ruins!" Falei, e sai dali praticamente marchando. Eu tinha desabafado alguns sentimentos ruins que eu estava sentindo... isso era bom... as consequências do que eu tinha acabado de falar? Eu não fazia ideia.
 



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