História Meu Melhor Amigo - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela
Personagens Fernando Mendiola, Letícia "Lety" Padilha Solís
Tags A Feia Mais Bela, Ferlety, Fernando Y Lety, La Fea Mas Bella, Lfmb, Romance
Exibições 218
Palavras 6.046
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - O pior dia da minha vida


Fanfic / Fanfiction Meu Melhor Amigo - Capítulo 10 - O pior dia da minha vida

LETY

 

               Aquele definitivamente era o pior dia da minha vida. Não eram nem dez da manhã, mas eu já sentia como o dia seria pesado e longo, e tudo o que eu mais queria era não ter que levantar da cama. Mas, não demorou muito para alguém bater em minha porta, e quando abri, havia acertado minhas suspeitas.

- Já sabe qual vestido vai usar? – Márcia adentrou o quarto, seguida de Carolina e Antonio.

- Não posso ir assim? – Apontei para o meu pijama.

- É claro! Se quiser pagar um mico na frente de todo mundo. – Respondeu Antonio. – A madrinha tem que usar um vestido bem chique!

- Eu nem pensei nisso.

- Nós já sabíamos.

               Os três me olharam cúmplices.

- O que é?

- Por um acaso eu tenho um vestido que planejei usar em um evento mas acabei não indo. – Márcia disse animada. – E ele estava um pouco largo para mim no busto. Com certeza vai ficar ótimo em você!

- Eu tenho mais corpo que voce, Márcia. – Respondi desanimada. – Não serviria.

- Não seja pessimista. – Respondeu Antonio. – Se precisar fazemos alguns ajustes. Eu só não acredito que você não pensou em um vestido ainda.

- Eu não estava planejando nem mesmo ir à esse maldito casamento, quem dirá pensar em vestido.

- Mas já que você decidiu ir, então precisa de um.

- E a maquiagem? – Carolina perguntou.

- Bom... Modéstia a parte, eu sei maquiar muito bem. – Antonio sorriu. – Já maquiei algumas primas quando éramos mais novos.

- Então perfeito! – Márcia sorriu. – Agora só falta o cabelo.

- Gente, de verdade, eu agradeço o incentivo, mas eu não tenho a mínima animação de me arrumar para esse casamento. Eu vou, porque prometi que iria, mas eu não quero me arrumar como se estivesse a fim de ir.

- Isso não interessa, Lety. Você não pode aparecer lá toda mal arrumada. Precisa estar bem, já que quer aparentar estar bem.

               Suspirei sem animo, mas de certa forma concordava com eles. Se eu havia aceitado aquela besteira de ser madrinha de Fernando, eu deveria ao menos me esforçar para fazer isso.

- Está bem. O que querem fazer no meu cabelo?

- Cachos! Cachos são lindos! – Carolina disse.

- Não! Um coque! – Márcia sorriu. – Ficaria linda com um coque!

- Vocês não sabem de nada. – Antonio sorriu. – Eu tenho a idéia perfeita!

 

 

 

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FERNANDO

 

 

               Encarei o prato de café da manhã sem a mínima vontade de comer alguma coisa. Ao menos eu tinha passado aquela noite sozinho, já que Marianne ficou em sua casa para começar a se arrumar logo cedo. Pelo menos eu tinha um dia inteiro de paz, até a hora do casamento. Suspirei desanimado e larguei o garfo em cima do prato, tentando não pensar naquela maldita cerimônia. Mas era impossível. Eu não poderia simplesmente me “esquecer” de que iria me casar. Mas pelo visto o meu desanimo estava passando para todos em minha volta, e até mesmo Marianne que até pouco tempo estava tão empolgada com o casamento, de repente pareceu desmotivada. Ela não sabia do real motivo de tudo aquilo, seu pai me fez prometer isso, mas a vontade de contar toda a verdade era grande, mesmo que isso fosse magoá-la. Mas a situação do meu pai ainda era complicada, e por mais que estivéssemos prestes a ganhar aquela causa, eu não poderia me arriscar depois de termos chegado tão perto.

               Enquanto pensava em mil coisas, a imagem de Letícia não saía de minha cabeça. Como eu precisava dela, como precisava tê-la ao meu lado naquele momento, como precisava de uma palavra de incentivo ou algo que me tranqüilizasse. Só ela conseguia fazer isso. Mas, eu não teria coragem de ligar para ela depois do ensaio. Estava claro que ela estava magoada comigo, por eu não corresponder à altura os seus sentimentos. Por mais que fosse a coisa que eu mais queria fazer, nem mesmo ela poderia saber o que estava acontecendo. Ao menos até eu dizer “eu aceito”, o que seria as duas palavras mais difíceis que sairia da minha boca.

               A campainha tocou e por um segundo tive a ilusão de que Letícia teria ido até a minha casa, sabendo que eu estaria nessa situação. Mas, era óbvio que ela não sabia da minha situação, e muito menos iria à minha casa depois de tudo. Me levantei desanimado e fui até a porta atendê-la. Quando a abri, me surpreendi ao ver meus pais acompanhados de Omar. Não pude deixar de abrir um largo sorriso de animação ao vê-los.

- Oi, filho! – Minha mãe sorriu abrindo os braços para mim.

- Mamãe! – Exclamei aliviado, abraçando-a no mesmo instante.

               Há tanto tempo eu não os via, e por pouco me esqueci de que eles chegariam pela manhã para a cerimônia. Eles ainda não conheciam Marianne, e mesmo que minha mãe também não concordasse com o casamento, ela tentava ao máximo não me magoar com algum comentário sobre isso.

- Que bom que chegaram! – Falei cumprimentando meu pai.

- Esperávamos chegar antes, mas Omar fez questão de passar o endereço errado para o taxista.

- Típico. – Falei rindo, cumprimentando Omar com um forte abraço e vários tapas nas costas.

- Senti falta de você, irmão!

- Eu também! – Respondi com entusiasmo. – Vem, entrem! Onde estão as malas?

- Ah, não trouxemos muita coisa. Na verdade pretendemos voltar amanhã pela manhã. – Minha mãe sorriu, tocando em meu rosto. – Você não está comendo, não é? Está pálido e com os olhos fundos.

- É que eu não dormi muito bem. Mas vamos falar sobre isso.

               Abri mais a porta para que os três entrassem, e enquanto caminhava pela sala, minha mãe olhava em volta. Eu sabia que ela iria falar da decoração, mas não queria explicar o porque de deixar Marianne reorganizar a minha sala.

- É tudo tão... Branco. – Minha mãe disse.

- É... Um pouco. – Sorri. – Lety disse a mesma coisa.

- Ah! Lety! Por falar nela, onde ela está? – Minha mãe olhou em volta. – Está lá dentro?

- Não. Na verdade ela não está aqui comigo, está em um hotel.

- O que? Por quê?

- Longa história...

- Não me diga que ela e sua noiva brigaram?

- Não. Pelo contrário, estão se dando bem.

- Mas pelo visto você está ainda melhor. – Omar disse sentando-se no sofá espaçosamente. – Está ganhando o suficiente para viver no luxo, não é?

- Não exagere. – Falei rindo.

- E onde está a sua noiva? – Meu pai perguntou. – Queremos conhecê-la.

- Está na casa dos pais dela. Ela dormiu lá para começar a se arrumar logo cedo.

               Meus pais se olharam, e eu pude imaginar o que pensavam. A decisão de não apresentar Marianne para eles antes do casamento tinha partido de mim, já que a ultima coisa que eu queria era envolvê-los em tudo aquilo, principalmente meu pai.

- Vocês estão com fome? Querem alguma coisa? – Perguntei sorrindo. – Eu senti tanta falta de vocês!

- Nós também, meu amor. – Minha mãe sorriu. – Mas, não. Deixe que eu preparo alguma coisa. A cozinha é por ali?

- Sim! Por ali. Mas não precisa se incomodar, mamãe...

- Eu faço questão! Há tanto tempo não cozinho para o meu filho. Além do mais, voce está precisando da comida de mãe. Está muito fraquinho.

               Balancei a cabeça rindo e ela adentrou a casa.

- E então... – Meu pai bateu em meu ombro. – Preparado para o casamento?

               Forcei um sorriso, mas não consegui respondê-lo.

- Claro que não. – Omar riu. – Que homem que está preparado para o casamento, Seu Humberto?

- O homem que faz a escolha certa.

               A indireta foi adquirida com sucesso.

- Mas, me conte... – Meu pai sentou-se ao sofá. – Como está sendo trabalhar para Vicente Gonzáles?

               Uma raiva crescia em mim todas as vezes que alguém tocava naquele nome, mas eu tinha que disfarçar ao máximo. Meu pai conseguia me decifrar apenas em me olhar, e eu não queria que ele notasse o meu desconforto ao falar sobre Gonzáles.

- Muito bem. – Sorri.

- Temos tanto o que falar...

- E isso merece uma bebida! – Omar se levantou. – Você está com cara de que não bebe há anos. Tem algum uísque por aqui?

- Tem, ali dentro do armário. – Apontei.

- Então vamos brindar. – Omar disse pegando o uísque. – Precisamos comemorar o seu casamento!

               Forcei ainda mais o sorriso. Omar também não sabia sobre o meu acordo com Gonzáles, mas sabia exatamente que eu não estava feliz com aquele casamento, e que meus sentimentos pela Lety permaneciam firmes e fortes. Mas, ao menos eu poderia me tranqüilizar até a hora do casamento. Realmente senti falta dos três, e a idéia de ter de ficar sozinho em casa me perturbava. Ao menos eu teria companhia, e poderia me distrair até chegar a hora da decisão mais difícil que eu teria que tomar.

 

 

 

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LETY

 

 

- Ai! Antonio! Você está puxando o meu cabelo! – Exclamei.

               Minha cabeça estava dolorida e aquele penteado parecia nunca ter fim. Há quase uma hora eu estava sentada naquela cadeira e Antonio estava fazendo sua “mágica”, mas eu já começava a pensar que não terminaríamos nunca à tempo do casamento, o que seria uma ótima desculpa para que eu não comparecesse.

- Para de reclamar, sua chatinha! – Ele disse. – Já estou terminando.

- Omar acabou de chegar. – Carolina disse enquanto olhava no celular. – Veio com os pais de Fernando e os três estão na casa dele.

- E como ele está? Está nervoso? Tenso? – Perguntei, mas só depois percebi que tinha exagerado quando os três me olharam divertidos.

- Vou perguntar. – Carolina riu. – Ao menos ele não vai ficar sozinho, não é? Era para a madrinha fazer companhia.

- Omar também é padrinho. – Falei como se não me importasse. – Ele está na companhia dele agora.

               Por mais que eu tentasse disfarçar que não estava preocupada, eu estava. Pensar que Fernando estava prestes a se casar, mesmo estando tão confuso com seus sentimentos me deixava mal. Eu não deveria me importar, realmente não deveria, mas era impossível. Fernando era uma parte de mim, e todas as vezes que ele estivesse triste ou desanimado, eu também estaria.

- De qualquer maneira já está chegando a hora do casamento. Ele já não deve estar tão nervoso assim.

- Mas você está. – Márcia disse enquanto me olhava. – Tem certeza que quer fazer isso?

- Márcia! – Antonio a repreendeu. – Agora?

- Oras, eu preciso perguntar! Lety também tem que pensar nela, e não apenas em Fernando. Tudo o que ela fez durante essa semana foi pensar nele, e ela apenas se machucou.

               Preferi não responder.

- Mas ela fez uma ótima escolha, e uma escolha muito madura. – Antonio a respondeu. – Se ela desistisse logo agora, seria pior. Iria demonstrar que ela não é capaz de passar por isso, e depois ia se sentir fraca.

- É... Isso é verdade. – Carolina disse. – E se quer saber, tenho certeza que depois disso Fernando vai ver que você é realmente uma ótima amiga, e não vai perder o contato com voce. Mesmo depois de...

               Os três ficaram em silencio.

- Ah gente! Pelo amor de Deus! – Falei impaciente. – Não é o fim do mundo! Sim, ele vai se casar, mas e daí? Você já disse diversas vezes estar apaixonada pelo Omar, Carolina, e hoje nem se importa mais se vê-lo com outra.

- É totalmente diferente, Lety. – Ela respondeu. – Eu disse que amava Omar, mas não sabia exatamente o que isso significava. Hoje eu vejo que não o amava.

- E se comigo for assim? E se tudo isso for apenas uma confusão da minha cabeça, e eu tiver confundido os sentimentos? Fiquei abalada porque de repente eu estava beijando o meu melhor amigo e ele estava se declarando para mim. E se na verdade eu me senti na obrigação de retribuir o sentimento e acabou nisso? Eu posso nem amá-lo de verdade. E vou ter essa certeza quando vê-lo se casando daqui há algumas horas.

               Ninguém respondeu. Eu tentava acreditar nisso com todas as minhas forças, e torcia para eu ter razão. Do contrário, seria extremamente doloroso ver Fernando se casando com Marianne.

- Pronto. Terminei.

- Ufa, até que enfim! – Suspirei aliviada.

- Vê se toma cuidado porque é um penteado delicado. Qualquer coisa que voce fizer, vai estragá-lo.

               Me levantei e segui até o espelho grande que havia no canto do quarto. Quando olhei para meu reflexo, não consegui expressar minha admiração. O penteado realmente estava bonito, e por não fazer muito o meu tipo, deu o toque final no meu visual. Antonio fez uma trança que caía de lado sobre o meu ombro, deixando a tatuagem ainda mais realçada. Ainda faltava a maquiagem e o vestido de Márcia, mas eu já me sentia bonita. Uma pena me sentir assim para uma ocasião que não me animava nem um pouco.

- Você está linda! – Márcia parou ao meu lado, olhando para o meu reflexo.

- Maravilhosa! – Carolina sorriu, parando do outro lado.

- E está ainda mais linda com esse sorriso. – Disse Antonio, parando atrás de mim.

               Me virei para ele e sorri, segurando sua mão.

- Obrigada! Por tudo, de verdade.

- Não precisa me agradecer. E nada de sentimentalismo! Ainda temos uma maquiagem para fazer!

- Ah, por favor! Não diga que vou ter que passar mais uma hora sentada nessa cadeira? Eu estou morrendo de fome!

- Bem lembrado! – Márcia falou. – Vou buscar o almoço. Não podemos sair daqui enquanto não terminarmos de te arrumar.

- Eu te ajudo! – Carolina se ofereceu.

               As duas saíram do quarto e eu me sentei à cadeira, esperando que Antonio começasse a me maquiar.

- Sabe por que eu admiro tanto tudo isso que você está fazendo? – Ele perguntou, pegando a minha maquiagem.

- Por quê?

- Porque eu já perdi a oportunidade de fazer isso.

- Você?

- Sim!

- Você já se apaixonou pelo seu melhor amigo?

- Sim.

- E aí? O que aconteceu?

- Não aconteceu nada. Eu não tinha me assumido na época, para ninguém, apenas para ele.

- E ele também era gay?

- Era. Mas ele já era assumido. Ele tentou por um tempo me fazer criar coragem para contar para os meus pais, mas eu fui muito bobo. Não aceitei.

- Mesmo gostando dele?

- Sim. Feche os olhos. – Fechei os olhos como ele pediu, mas ainda prestando atenção na conversa. – Ele ficou chateado porque eu dizia gostar dele, mas não me sentia preparado para me assumir. Ele disse que dessa maneira nunca poderíamos ficar juntos, e acabou se distanciando.

- E você não foi atrás dele?

- Não, e me arrependi amargamente por isso.

- E depois? O que aconteceu?

- Depois de um tempo nos reencontramos por acaso, e ele está morando com um cara. E continua morando com ele até hoje.

- E você ainda gosta dele?

- Do mesmo jeito de antes.

- Isso é tão... Triste. Eu sinto muito.

- Não sinta. A culpa foi toda minha. Se eu tivesse feito a coisa certa quando tive a chance, ele jamais teria se afastado, e poderíamos estar juntos hoje. Eu ainda sinto falta de conversar com ele, dos seus conselhos...

               Enquanto ele me contava sua história, me identifiquei com Fernando. Eu também sentia falta de conversar com ele como antes, mas imaginei como seria ainda pior se eu não tivesse aceitado o convite de ser sua madrinha. Ele provavelmente nunca mais iria querer falar comigo, e isso era ainda pior do que passar por tudo o que eu estava passando naquela semana.

- É por isso que eu insisto tanto para que voce não desista. Ainda faltam três horas e vinte e três minutos para o casamento começar, e você ainda terá três horas e vinte e dois minutos para tentar convencê-lo de que você o ama, e está disposta a fazer de tudo para que ele perceba isso.

- Mas e se ele não me quiser? Fernando não teria coragem de cancelar o casamento em cima da hora, e sinceramente, eu também não teria coragem de pedir isso.

- E quem disse que voce vai pedir? Você vai dizer que está disposta a enfrentar tudo por ele. Vai dizer o que não disse naquele dia que ele foi embora. A decisão vai ser dele. Se ele realmente gostar de voce como diz que gosta, ele não vai se importar com o dinheiro gasto na decoração, muito menos no transtorno que vai ser explicar isso para todo mundo. Ele vai se preocupar em deixar claro para você que te ama e que quer ficar com voce.

               Pela primeira vez me senti empolgada para aquele casamento. O que Antonio estava me dizendo, de certa forma estava me dando forças para comparecer àquela cerimônia, e ele tinha toda a razão quando disse que eu ainda tinha muito tempo para dizer à Fernando que eu o amava. Dessa vez, sem que isso estivesse disfarçado.

 

 

 

 

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FERNANDO

 

 

               Terminei de colocar o meu terno e me olhei no espelho. A primeira lembrança que me veio à cabeça foi quando Letícia sorriu, sendo a primeira a ver o terno escolhido para o casamento. Ela estava tão linda, como sempre, e seu sorriso me tranqüilizou, como sempre. Não pude deixar de sorrir enquanto olhava para o meu próprio reflexo, com Letícia em meus pensamentos.

- Quer ajuda? – Minha mãe perguntou entrando em meu quarto.

- Está linda, mamãe. – Sorri virando-me para ela.

- Você que está lindo, meu amor. – Ela sorriu tocando em meu rosto. – Nem acredito que meu filhinho vai se casar.

- É... Daqui a algumas horas.

- Está preparado?

               Não tive coragem de respondê-la. Eu não poderia mentir.

- É claro que não. – Ela riu, ajeitando minha gravata.

- Eu sei que a Senhora não é a favor desse casamento...

- Mas eu vou apoiar o que você decidir. – Ela disse ainda ajeitando minha gravata. – E é isso que importa.

               Eu queria dizer à ela que na verdade auqela decisão não cabia à mim. Que meu pai estava relacionado à isso, e que eu também não concordava com aquele casamento. Mas consegui me conter, e apenas continuei em silencio enquanto ela ajeitava minha gravata.

- Sei que não é o momento certo para dizer isso, mas... Sempre imaginei que a pessoa que se casaria com voce seria a Lety.

               Continuei olhando-a, em silencio.

- Eu sei que vocês são amigos demais para isso, mas é que... Eu sempre gostei dela. Ela é uma boa moça, e sempre notei o quanto ela te fazia feliz. Sempre que estavam juntos você estava sempre sorrindo, dando gargalhadas, se divertindo. E mesmo que nossas ultimas conversas tenham sido por telefone, uma mãe consegue notar quando o filho não está feliz. – Ela me olhou. – E você definitivamente não estava feliz em nenhuma das nossas ligações.

- É que as coisas ficaram um pouco complicadas...

- Eu não estou te cobrando uma explicação, nem quero questionar porque voce decidiu se casar com uma moça que conhece há apenas um ano. Eu só... Pensei que você e Lety sempre combinaram. Mas é coisa de mãe. – Ela riu. – Só vocês sabem o que aconteceu para não ficarem juntos.

               Sorri triste, sem conseguir me conter em puxá-la para um abraço.

- Obrigado por ter vindo. – Falei enquanto a abraçava.

- Eu não deixaria de ficar ao seu lado, meu bem. – Ela retribuiu o abraço.

- Oi! Desculpe atrapalhar. – Omar apareceu na porta e nós o olhamos. – Mas eu nunca consegui dar nó em gravata.

               Nós dois rimos.

- Vem aqui. Eu arrumo para voce. – Minha mãe sorriu.

- Obrigado. – Ele se aproximou colocando a gravata em seu pescoço. – E então, maninho? Já falou com a Lety hoje?

- Não. Por quê?

- Nada. Só para se certificar de que ela não foi embora.

               Pela primeira vez eu tive medo ao pensar nisso. Omar tocou em um ponto importante: E se Letícia desistisse e fosse embora? Eu não agüentaria enfrentar tudo aquilo sem ela do meu lado.

- Que bobagem, Omar! Por que ela iria embora? E sem avisar o Fernando? – Minha mãe questionou enquanto dava um nó na gravata dele.

- Por nada. – Ele me olhou. – Foi só uma observação.

               Mas Omar sabia que tinha a possibilidade disso ter acontecido. Naquele instante, eu não estava tenso pensando no casamento. Estava tenso pensando se Lety teria desistido.

 

 

 

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LETY

 

 

- Você. Está. Linda! – Carolina disse pausadamente.

- Obrigada. – Sorri olhando para o meu reflexo. – Quem diria que o vestido caberia perfeitamente?

- Eu disse. – Márcia sorriu. – Pode me chamar de fada madrinha.

- Menos. – Carolina a olhou e nós rimos.

- Você está maravilhosa, Lety. – Antonio comentou. – Sinceramente, não sei se Fernando vai resistir à isso.

               Apenas sorri, ainda olhando para o meu reflexo.

- Bom... Mas agora nós precisamos nos arrumar! – Antonio bateu palmas. – Também temos que estar lindíssimas!

- Eu ainda preciso decidir o meu sapato. – Márcia suspirou.

- Lety, nós voltamos logo. – Antonio abriu a porta.

- Tudo bem.

               Os três saíram do quarto e eu fiquei sozinha pela primeira vez desde que acordei. Não conseguia parar de olhar para o meu reflexo. O vestido de Márcia era bege e longo, e no busto haviam delicadas pedras. Eu me sentia realmente bonita, mas pensar que tudo isso era para o casamento de Fernando me desanimava. Toda aquela semana serviu apenas para eu confirmar que ele seguiu em frente. E mesmo que diga que não esqueceu o que aconteceu entre nós dois, já está mais do que claro que ele prefere se casar com uma mulher que não ama a ter que ficar comigo, e isso me destruía. De certa forma eu tentava me preparar para o que viria, mas uma parte de mim sabia que seria doloroso demais participar de uma cerimônia como aquela.

               Enquanto eu admirava o meu reflexo, ouvi meu celular tocar sobre a cama. Eu o peguei e vi o nome de Fernando aparecer na tela. Por um segundo eu tive a esperança de que ele fosse sugerir que fugíssemos, como nos filmes de romance. E com esse pensamento, atendi rapidamente sua ligação.

- Alo?

- Lety...

- Oi! – Me sentei à cama.

- Você... Ainda está na cidade, não é?

               Estranhei sua pergunta.

- Claro que sim. Por quê?

- Por nada. Eu só queria confirmar...

- Onde você está?

- Acabei de chegar na casa dos pais da Marianne. Meus pais foram conhecê-la, mas eu não posso ir até lá. Dizem que dá azar.

               Azar. Realmente ele se importava com azar naquela altura?

- É... Dizem. – Respondi desanimada.

               Fez-se silencio por um instante, até que Fernando o quebrou.

- Você não sabe o quanto eu queria que as coisas tivessem sido diferentes.

- Fernando... Não diga isso agora...

- Eu só quero que você saiba que... Independente do que aconteça hoje... Nada me tira da cabeça que era para ser você ao meu lado no altar.

               Não faça isso, Fernando! Não me destrua dessa maneira, por favor!

- Fernando... Por favor...

- Não quero que você pense que eu fiz pouco caso de você. Eu sei que de certa forma eu te magoei, e eu sinto muito por isso. Você não imagina o quanto eu sinto. Mas, um dia você irá entender o porquê de tudo isso, e eu espero que você não me odeie para sempre.

- Do que é que você está falando?

               Ouvi alguém chamá-lo ao longe.

- Eu preciso ir agora. Eu estou te esperando aqui. Tchau.

               Não tive tempo de me despedir. Mesmo depois de Fernando encerrar a ligação, continuei com o telefone em minha mão. Eu não entendi absolutamente nada do que ele falou, e quanto mais eu tentava entender Fernando Mendiola, mais eu ficava confusa.

 

 

 

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               Chegamos à casa dos pais de Marianne meia hora antes da cerimônia começar. Os três “encrenqueiros” insistiram para que não chegássemos na hora, talvez pensando que eu cometeria a loucura de seqüestrar Fernando ou algo do tipo. Não me faltava vontade de fazer isso, e nesse momento eu senti falta da antiga Letícia, que cometia loucuras como essas.

- Uau! Que casa! – Márcia comentou quando passamos pelos seguranças.

- Gente rica é outra coisa. – Carolina comentou.

- Acreditem, não são tão surpreendentes assim. – Comentei olhando em volta, procurando por Fernando.

- As pessoas parecem todas iguais! – Disse Márcia. – Tinha uma cor de vestido específica para a ocasião e não estamos sabendo?

- Não. É que essas pessoas têm o mesmo gosto ruim. – Antonio riu. – Lety, não vai ser difícil sermos os mais elegantes da festa.

- Que bom! Quem sabe eu arrume um marido rico aqui? – Carolina riu.

               Eu não prestava tanta atenção no que falavam. Estava mais preocupada em procurar por Fernando, e quando o avistei ao fundo, senti o meu coração disparar. Ele estava tão bonito, mais do que qualquer outro dia. O terno que ele escolheu havia lhe dado um charme especial, e por algum motivo, ele conseguiu ficar ainda mais elegante do que a primeira vez que o vi com ele.

- Por que não vamos lá cumprimentá-lo? – Márcia cochichou no meu ouvido.

- Sim. – Respondi rapidamente. – Vamos.

               Caminhamos em direção à Fernando, que conversava com seus pais. Ele ainda não tinha nos visto, e isso me deixou ainda mais nervosa. Eu não sabia qual seria sua reação quando me visse, e não sabia como eu reagiria ficando tão perto dele depois de tudo o que eu disse no ensaio. Quando estávamos nos aproximando, sua mãe olhou para mim e sorriu, chamando a atenção dele.

- Lety! Querida! – Terezinha abriu os braços.

- Oi! – Sorri abraçando-a. – Quanto tempo!

- Você não nos visita mais. E não foi por falta de convite.

- É verdade. – Respondi meio à um riso. – Seu Humberto, como vai?

- Muito bem, Lety! E você?

               Olhei para Fernando.

- Bem.

- Ah, e olhe só para vocês! – Terezinha virou-se para Márcia e Carolina. – Quanto tempo não as vejo!

               As duas se aproximaram para cumprimentá-la, e apresentaram Antonio. Enquanto isso, Fernando continuava me olhando, como se seus olhos estivesses presos em mim.

- Oi! – Chamei sua atenção.

- Oi. – Ele balançou a cabeça. – Você... Você está... Linda.

- Obrigada. – Sorri. – Você também não está nada mal. – Toquei em seu terno. – Fez realmente uma boa escolha.

- Obrigado.

               Ficamos em silencio enquanto os três conversavam com os pais dele.

- Ficou muito boa a decoração. – Falei olhando em volta. – Você ajudou a escolher?

- Não. Não escolhi nada nesse casamento.

- Só a noiva.

               Ele me olhou, mas não respondeu.

- Nós podemos conversar, Lety? – Perguntou aproximando-se de mim, para que apenas eu o escutasse.

- Na verdade... Eu estava pensando em ir conversar com Marianne. – Falei desviando o olhar. – Será que eu poderia?

- Por quê?

- Por que o que?

- Porque quer conversar com ela?

- Eu só quero desejar boa sorte. Ela deve estar nervosa.

- Você não precisa fazer isso.

- Mas eu quero.

               Fernando suspirou, colocando as mãos no bolso.

- Eu realmente queria falar com voce.

- Nós podemos nos falar depois. Eu vou procurá-la. Com licença.

               Não, eu não dei tempo para Fernando dizer nada, e continuaria assim até o fim do casamento. Eu já não suportava mais ouvir saindo de sua boca o quanto ele gostava de mim e como ainda não conseguiu esquecer o que aconteceu entre nós dois. Já estava cansada de alimentar um sentimento que teria que ser cortado ao meio em apenas algumas horas. Não era justo comigo mesma que eu escutasse tudo o que Fernando queria me falar, já que no fim de nada adiantaria se ele escolheu outra pessoa para se casar com ele.

               Caminhei pela casa que já estava com vários convidados espalhados por ela e resolvi subir as escadas em busca de Marianne. Quando entrei no corredor, Marina estava caminhando em minha direção, e assim que me viu, me olhou com desgosto.

- Achei que você não viria. – Ela disse cruzando os braços.

- Sou a madrinha do noivo, por que eu não viria?

- Porque eu sei que voce não é apenas uma amiga dele.

- E o que isso tem a ver com você?

- Tudo a ver comigo! – Ela deu um passo à frente. – Marianne pode ser boba demais para perceber, mas eu notei desde o dia que eu te conheci. Você não está fazendo tudo isso porque é uma boa amiga. Está fazendo tudo isso porque está esperando o momento que o Fernando vai fraquejar e vai largar a minha irmã para ficar com você, não é?

- Olha, eu não sei o que fez voce pensar isso de mim e principalmente de Fernando, mas já que estamos fazendo julgamentos, eu também farei o seu. – Cruzei os braços assim como ela. – Você é exatamente o tipo de pessoa que sempre quis fazer alguma loucura, mas nunca pôde. Talvez por seu pai? Pelo seu marido? Eu não sei, mas você não faz as coisas por medo do que as pessoas vão pensar a respeito de voce. Deve ser por isso que se esconde por trás de toda essa amargura e seriedade. Mas eu tenho um conselho para você... Se você não quer ser como os outros, não os critique. Sei que você não gosta de mim porque de certa forma queria fazer as mesmas coisas que eu faço.

               Ela me olhava com ainda mais raiva do que antes.

- E sobre a minha relação com Fernando, mesmo que ela não seja da sua conta, você está enganada. Eu não estou esperando ele largar a sua irmã para ficar comigo. Ele já fez a escolha dele, e eu respeito, porque ao contrário de você, eu não vou me esconder numa montanha de amargura só porque as coisas não saíram do jeito que eu esperava.

               Sorri satisfeita por ter desabafado enfim tudo o que eu precisava dizer àquela maluca.

- Sua irmã está ali? Eu preciso conversar com ela.

               Ela não respondeu, mas eu já sabia a resposta. Marina tinha acabado de sair daquele quarto. Passei por ela e pude sentir ela bufando enquanto me seguia com o olhar.

- Ele não vai desistir. – Ela disse quando parei à porta do quarto. – Ele é esperto demais para isso.

               Não entendi se ela estava querendo me ofender ou se havia alguma coisa acontecendo. Marina virou-se e continuou seguindo o seu caminho, me deixando a sós no corredor. Balancei a cabeça tentando não pensar naquilo e bati à porta do quarto, ouvindo Marianne gritar “entre”. Abri a porta do quarto e ela virou-se para mim, sorrindo logo depois.

- Lety!

- Oi! – Sorri adentrando o quarto. Olhei para ela de cima a baixo e não pude deixar de notar o quanto ela estava bonita. O vestido era um dos mais lindos que já havia visto, e o seu cabelo estava preso em um delicado coque. – Você está linda. – Disse sincera.

- Obrigada. – Ela suspirou enquanto sorria. – Que bom que você está aqui.

- Também achou que eu não viria?

- Também?

- Eu acabei de encontrar com sua irmã no corredor e ela deixou bem claro que não gosta da minha presença aqui.

- Não ligue para ela. Marina é amargurada.

- Foi o que eu disse.

- Você disse isso à ela?

- Disse algumas coisas a mais, mas isso não vem ao caso.

               Ela riu.

- E então... Está nervosa?

               Seu sorriso diminuiu.

- Muito.

- Não precise ficar. – Sorri tentando tranqüilizá-la. – Vai dar tudo certo.

- Lety... Eu... Eu não posso fazer isso sem antes de perguntar...

- Me perguntar o que?

- Você sente alguma coisa pelo Fernando?

               Eu não esperava que Marianne fosse me fazer uma pergunta tão direta. Eu não me sentiria bem se negasse, porque isso seria a maior mentira que já contei à alguém. Mas também não poderia admitir que sim quando ela estava há poucos minutos de se casar com ele.

- Eu não posso fazer isso se voce sentir alguma coisa por ele. Eu... Não me sentiria bem.

- Não se preocupe. – Minha voz saiu mais embargada do que eu imaginei, e minha garganta parecia arder em chamas. Meus olhos encheram-se de lágrimas, mas consegui ser forte para não chorar em sua frente. – Isso não importa. Vocês serão muito felizes.

- Você acha?

- Claro que sim.

               Ela sorriu.

- Obrigada, Lety. De verdade.

- Não há de que.

               Continuamos nos olhando, e eu senti que ela queria me dizer algo mais. Mas eu não fui capaz de continuar aquela conversa. Estava prestes a explodir com tudo o que eu estava sentindo, e não queria fazer isso na frente dela.

- Bom, eu vou deixar voce se preparar psicologicamente. Vou voltar lá pra fora.

- Tudo bem.

               Me virei imediatamente e saí daquele quarto o mais rapido que pude. Assim que fechei a porta, me escorei à parede e fechei os olhos, deixando que as lágrimas rolassem. Eu pensei que conseguiria ser forte para suportar aquilo, mas eu não seria. Eu não poderia ver Fernando dizendo “eu aceito” para outra mulher. Eu não poderia ver que o homem que eu amava estava prestes a passar o resto da sua vida atrás de outra. Era a primeira vez que eu chorava depois de suportar tudo aquilo, e senti que meu peito se queimava por dentro. A dor era inexplicável, e eu não desejaria isso nem para o meu pior inimigo.

- Lety?

               Olhei para o lado e Fernando estava parado no corredor, me olhando.

- Oi. – Meu apressei em limpar as lágrimas com cuidado para não borrar a maquiagem.

- O que está fazendo aqui?

- Eu estava conversando com a Marianne. – Abaixei a cabeça pra que ele não percebesse que eu estava chorando.

               Fernando se aproximou, e a primeira coisa que fez foi tocar em meu queixo e erguer minha cabeça.

- Por que está chorando?

- Não estou. – Falei rapidamente.

- Não tem como voce mentir para mim, Lety. Eu a conheço tão bem quanto voce mesma.

- Então... – Respirei fundo olhando em seus olhos. – Já que você me conhece tão bem já pode imaginar que isso tudo é... Muito difícil para mim.

               Ele ficou em silencio.

- Eu pensei que pudesse suportar, pensei que pudesse aceitar isso porque sua amizade é mais importante. Pensei que estivesse fazendo a coisa certa ficando do seu lado, mas eu não posso fazer isso comigo, Fernando. Não posso me maltratar dessa maneira.

               Não resisti em segurar as lágrimas.

- Não sou capaz de suportar vê-lo se casando com outra. Eu não sei como foi que isso chegou à esse ponto, e como um simples beijo pode mudar tantas coisas. Mas mudou. Eu não sou capaz de ficar do seu lado sabendo que voce está com outra.

- Lety...

- Eu sinto muito. – Toquei em seu rosto. – Eu não consigo fazer isso.

- Por favor, Lety. – Ele colocou sua mão sobre a minha, com os olhos cheios d’água.

- Eu te amo, Fernando.

               Me inclinei para beijá-lo no rosto, e imediatamente me afastei.

- Lety! – Ele chamou por mim, mas eu não lhe dei atenção.

               Dessa vez eu não poderia olhar para trás.

 

 

 

 

                                            ------------------------------------------

 

FERNANDO

 

               Meu mundo estava de cabeça para baixo. Eu já estava me sentindo mal com tudo isso, mas ficou ainda pior. Ver Letícia chorar em minha frente dizendo que não era capaz de me ver com outra partiu o meu coração ao meio, e eu me senti o homem mais idiota do mundo. Eu estava sendo manipulado para aceitar aquele casamento, mas ainda assim eu tinha certeza de que não conseguiria continuar com aquilo. Eu não poderia destruir a minha vida daquela maneira, e não poderia perder a Letícia mais uma vez.

               Corri na direção em que ela se afastou e desci para o primeiro andar, desviando dos convidados enquanto procurava por ela. Todos me olhavam como se eu fosse louco, mas eu não me importava. Aquele casamento não era para estar acontecendo.

- Fernando! – Minha mãe se aproximou.

- Mamãe! Onde está a Lety? – Perguntei eufórico.

- Ela acabou de sair correndo. Estava chorando! Fernando, o que aconteceu?

- Eu preciso ir atrás dela!

- Fernando! – Márcia e Carolina se aproximaram e me olharam tensas. – A Lety foi embora. 


Notas Finais


Pessoal, lendo os comentários percebi que muitas de vocês estão "com raiva" do Fernando ou não aprovam a atitude dele de ter aceitado tudo isso. Eu respeito a opinião de todas vocês e super entendo. Mas, temos que olhar também que estavam falando do pai dele. Acho que qualquer pessoa não gostaria de brincar com esse tipo de coisa. Sobre o Fernando ter aceitado se casar para proteger o seu pai é uma situação delicada, porque ele não gostaria de "pagar pra ver". E sobre ele não contar pra Lety, no próximo capítulo vou deixar isso claro. Mas de verdade, não fiquem com raiva dele hahaha. Tanto ele quanto a Lety estão sofrendo com isso, e não é porque ele aceitou tudo isso que ele está sofrendo menos do que ela. Enfim... Espero que entendam e que continuem acompanhando. A fic já está terminando mas ainda tem algumas coisas para serem esclarecidas. Aguardem as surpresas do próximo capítulo ♥

PS: Obrigada pelos comentários, críticas, elogios e sugestões. Amo todos! ♥


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