História Meu Melhor Amigo - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Pearl Jam
Personagens Eddie Vedder, Jeff Ament, Matt Cameron, Mike McCready, Stone Gossard
Tags Amizade, Grunge, Pearl Jam, Romance
Visualizações 8
Palavras 1.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um pouco desse amor encruado em forma de amizade.

Capítulo 3 - 3


Fanfic / Fanfiction Meu Melhor Amigo - Capítulo 3 - 3

Já fazia um ano e meio que estava fora, e eu não conseguia acreditar que tinha ficado tanto tempo sem vir a Big Sandy. Minha vida havia mudado bastante. Agora eu tinha que trabalhar para me sustentar, e eu fazia parte de uma banda, a Green River.

Estávamos próximos de assinar contrato com uma gravadora e eu sabia que estava no caminho que eu fui atrás, e tirando minha família e Montana, não tinha mais nada que me ligasse a velha Big Sandy.

Eu cheguei bem cedo, o dia ainda estava para amanhecer, e como vim de surpresa preferi seguir a pé para casa. Quando passei pela porta da frente, o cheiro de estar em casa me tomou em cheio, e eu me senti feliz por ter vindo.

Logo que fechei a porta minha mãe desceu as escadas ainda de pijama, e gritou de felicidade ao me ver!

-Meu filho! Eu não acredito!! – e me abraçou forte. – Olhe só para você, está tão magro, tem comido direto? Vem cá meu menino... – e começou toda a rotina típica das mães preocupadas sem me deixar responder a nenhuma de suas perguntas.

Pouco mais de meia hora depois meu pai apareceu também na cozinha e me deu um abraço de boas vindas, mesmo ele sendo mais reservado, ele me fez quase as mesmas perguntas que minha mãe de uma forma mais contida e quando eu acabei de responder as mesmas coisas que já tinha dito, meu irmão apareceu gritando cozinha a dentro:

-Veja só se não é o Senhor Rockstar – pulando em minhas costas – mano você tá muito feio com esse cabelo comprido! – ele fala rindo da minha cara.

-E você ainda mais feio mesmo sem mudar nada, como você consegue? – falo dando um tapa na cabeça dele e logo sendo repreendido por minha mãe. Definitivamente era bom estar de volta.

...

Após o café e contar todas as novidades que ainda não havia contado para eles, subi para meu quarto e também para tomar um banho. Eu tinha mais uma pessoa para ver, e mesmo que eu tentasse negar para mim mesmo, eu estava bem ansioso para ver Montana.

Enquanto espero dar um horário razoável para bater na porta dela, fico no meu quarto colocando as roupas no lugar. Quando escuto alguém me gritar.

-JEFF! É você? – olho pela janela, e ela está lá, olhando para mim.

-Montana!

E ela sai da janela e eu também, desço correndo as escadas e quando chego a frente de casa, ela está correndo em minha direção.

-Minha nossa Jeff, que saudades!

-Tampinha! - A pego em um abraço apertado tirando seus pés do chão e perco a noção do tempo que fico assim grudado nela. Quando nos soltamos a primeira coisa que ela fala é:

-Que cabelo horrível é esse?  -e cai na gargalhada. Eu não aguento e rio junto.

-Faz muito sucesso lá em Seattle, ok? – falo provocando.

-Ah é? Imagino que as meninas fiquem loucas mesmo – ela fala meio sem graça.

-Não tanto assim – tento disfarçar, mesmo que faça mesmo, mas ela não precisa saber.

-Me conta das suas aventuras- ela muda de assunto e nos sentamos no gramado de frente a minha casa, onde eu conto sobre a banda, o café que trabalho, e dos amigos que fiz.

-O seu amigo chama Stone mesmo?

-Chama!

-Meu Deus que tipo de pai coloca o nome do filho de Stone?  - eu caio na gargalhada porque vou usar isso contra meu amigo.

-Pior que combina com ele e sua personalidade. Ele é um dos caras que sou mais próximo por lá, e tem sido um bom amigo.

-Espero que não melhor do que eu...

-Ninguém é melhor do que você Montana – e fico um tempo fitando seus olhos.

Ela estava muito mais bonita do me lembrava. Talvez fosse o corte novo de cabelo, ou então o fato de que ela estava mais, digamos, encorpada. Ou então podia ser a saudade que eu sentia dela e das coisas que ela me fazia sentir. Eu não sei.

-Assim você me deixa convencida. – e mais uma vez aparece aquele clima. E eu precisava me controlar, em poucos dias iria embora e não queria deixar nenhuma confusão para trás.

-Animada para o Natal? Estou estranhando sua casa não estar coberta de luzes e Papai Noel por todos os cantos.

-Esse ano não estou tão animada assim. Sem contar que meu ajudante não estava aqui, não é?

-Você quer dizer seu escravo né? Posso me lembrar das dores no corpo da última vez que te ajudei.

-Não seja rabugento.

E entre nossas trocas de respostas espertas eu sentia que era bom estar de volta. Mesmo que por alguns dias.

...

      E em um piscar de olhos o dia de partir chegou. Faltavam dois dias para o ano novo e eu tinha uma apresentação na virada do ano, em Seattle, e 11 horas de estrada até lá. Então estava novamente no ponto do ônibus com Montana ao meu lado, e aquela sensação ruim no estômago.

Ela estava quieta como da primeira vez que nos despedimos, de cabeça baixa, e eu tenho certeza que se olhasse em seus olhos agora veria lágrimas prontas para cair, como as que eu estava segurando.

-Ei, eu te espero em Seattle, ok?

-Você sabe que meus pais não vão me deixar te visitar. – ela fala ainda sem me olhar.

-Mas em breve você se forma e será sua vez de sair daqui.

-Ainda falta muito tempo. – ela respira fundo – promete que dessa vez não vai sumir? Nem que seja me enviando postais? Só para eu saber que você não me esqueceu? – e quando ela me olha eu vejo a mesma dor e saudade antecipada que eu já sentia.

-Eu não te esqueço Tampinha. – a abraço forte, enquanto o ônibus para ao nosso lado, abrindo a porta para eu entrar e em uma fração de segundos, sinto sua boca pressionar rapidamente sobre a minha e travo. Ela se afasta com as bochechas vermelhas.

-Boa viagem Jeff e feliz ano novo. - e sai sem me dar tempo de responder. Entro no ônibus ainda com minha boca formigando e sem saber o que fazer com a explosão de sentimentos dentro de mim.

Cara... vai ser uma longa viagem de volta.


Notas Finais


O que acharam?
Me conta aqui embaixo?


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