História Meu melhor amigo é gay - Capítulo 10


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Palavras 977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Orange, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Gente, calma, não é o fim da fanfic.
Leiam essa bagaça aí que vocês entendem.
75 FAVORITOS
OBRIGADA SEUS(AS) LINDOS(AS)
;*

Capítulo 10 - Será o fim?


Fanfic / Fanfiction Meu melhor amigo é gay - Capítulo 10 - Será o fim?

Anjinho estava com a cabeça no meu colo, dormindo, aparentemente. Eu olhava para aquela estrada que parecia não ter fim, parece até minha vida (que depressivo você, Lucas). Tratei de falar com Amanda, coisa que não fazia a dias, que se sentava sozinha no banco ao lado:

- Eae, Mands. De boa?

-Sim, Lucas. Tudo bem - disse ela revirando os olhos e não muito interessada em puxar papo.

-Eu te conheço. Você NÃO TÁ bem.

-Grande merda. Ninguém se importa mesmo - disse ela revirando os olhos.

-Se eu não me preocupasse, não estaria perguntando, sua boba - eu disse, arrancando um sorriso meio forçado de seu rosto. 

Ela volta a olhar para o horizonte, enquanto eu fico observando os cabelos de Anjinho. Logo, o ônibus começa a tremer, passando por uma ponte (mais conhecida como "pinguela"), de madeira ainda por cima. Fiquei me perguntando se aquilo aguentaria a gente, nem precisaram me avisar. Um "CREC" pôde ser escutado enquanto a gente parecia já estar caindo. Amanda pareceu despreocupada ou não queria acreditar que isso estara acontecendo. Umas meninas sentadas um pouco mais a frente começam a gritar por socorro com uma voz aguda que puta merda. Umas pessoas loucas ficaram andando em círculos ou de um lado para o outro. Elas gritavam uns bagulhos assim:

-Mas nem deu tempo de eu pegar o Mike, o cara mais gato da escola - meio que se lamentando.

-Eu quero ficar viva para PELO MENOS ver o Justin aqui no Brasil no seu próximo show! - Cara, o que falar dessa mina?

Velho, O QUÊ ESSES DOENTES MENTAIS TEM NA CABEÇA PARA PENSAR ISSO? Cara, se eu sair vivo nessa porra, eu vou ser o cara mais feliz do planeta Terra INTEIRO. Anjinho estava desesperado e eu tentava acalmá-lo, mas era em vão. Os meninos ficaram "protegendo" as meninas patricinhas. O tempo parecia passar mais devagar enquanto a gente caía, como se tudo fosse terminar ali. Para todos nós. O ônibus começou a afundar tão rápido na água que não deu tempo de eu me mover. Anjinho e mais alguns já haviam saído. Eu já podia sentir a água gelada tocando meu corpo quente e com medo. Eu estava afundando junto ao automóvel até ele estar todo coberto pela água. 

Eu estou desacordado? Inconsciente? Será que eu morri? Acho que não. Conseguia escutar algumas vozes, não muito distantes, conversando entre si:

-Você sabe quantos sobreviveram? - perguntou uma mulher.

-Não. Ainda não me disseram quantos nem quais sobreviveram - ele vez uma pausa e logo continuou - Mesmo assim, se conseguirmos salvar esse jovem, já será uma vitória. Seus batimentos estão quase parando.

Aparentemente, falavam de mim. Mas eu não conseguia me mexer, muito menos articular palavras para me comunicar com alguém próximo a mim. Consigo escutar a voz de uma enfermeira, acho, dizendo que já havia comunicado meus pais. Eu sinto uns choques no meu peito, estavam tentando me reanimar. Mas eu sequer conseguia sentir meu dedinho do pé esquerdo. Com muito esforço, eu mexo minha boca e os médicos já ganham uma pitada de esperança:

-Ele está acordando, continuem - disse um deles.

Eu já conseguia sentir meus músculos e logo, abri meus olhos. Havia uma luz, muito forte, quase me cegando. Alguém com um cheiro doce me abraça e fala animada:

-Lucas! Filho, você está vivo! Graças a Deus.

É. Era minha mãe. Alguns caras me ajudam a me sentar e Rafael está ali, parado, olhando para mim. Ele não está sorrindo. Ele nem parece estar feliz. Ele está de braços cruzados, me encarando. Eu o chamo para mais perto e ele, obrigado chega perto da minha maca:

-O-Oi Rafa. Como está?

Silêncio.

Segundos de puro silêncio.

-Bem.

-Bom. Não vai falar mais nada?

-Vou. Me justifique. O por quê daquele dia - ele ainda pensava nisso? Meu Deus.

-Estava com um amigo. Conversava com ele. Logo, peguei no sono. Foi isso.

-Quer mesmo que eu acredite nisso? Quer que eu acredite que você estava com um "amigo"? - disse ele já alterando a voz.

-Quer mesmo que eu diga o que realmente aconteceu? - disse, encarando-o.

-Diga. Agora.

-Ok. Eu estava transando com ele e não estava com a MENOR vontade de falar com você. Pronto. Foi isso. Satisfeito?

-Obrigado.

-Pelo quê?

-Por acabar completamente com a nossa relação - disse ele virando as costas.

Nem dei muita bola. Caguei pro Rafael (1000% putasso). Eu saio daquela merda de maca e ando pelos corredores a procura de Amanda e Anjinho. Dou de cara com uma maca, um corpo coberto por plástico preto. Provavelmente alguém morto. Eu tiro uma parte, a que cobre o rosto para me certificar que não era quem eu estava procurando. Minhas mãos suavam:

-AMANDA?! AI MEU DEUS! NÃO É POSSÍVEL!

-O senhor era parente da moça? - o cara que a carregava me perguntou.

-Éramos muito próximos - digo chorando desesperado. 

-Sinto muito - e continuo carregando-a.

Eu saí correndo pelos corredores procurando incessantemente por Anjinho. Eu entro numa sala, onde o garoto de cabelos marrom e pontas azuis está com um aparelho respiratório:

-ANJINHO!

Saio correndo em sua direção e vejo aquela tabelinha dos batimentos (que por sinal, não sei o nome). Não batia mais. Eu me recusava a acreditar que havia perdido o Rafa, a Amanda e agora, Anjinho. Eu sento ao lado da cama, me encolho e choro. Choro muito. Uns médicos chegam e tentam me tirar de lá:

-ME SOLTEM! VOCÊS PRECISAM FAZER ELE VOLTAR A VIVER! POR FAVOR!

-Desculpe-nos. Mas ele não volta mais.

Eu não consigo acreditar, eu tento, mas não consigo. Por que só eu havia sobrevivido? Por que só eu? Eu preferiria ter morrido a ver Amanda e Anjinho morrendo. POR QUÊ?

-POR QUÊEEEEEEEEEE...?

Eu grito, ainda sentado no chão, com o rosto inchado de tanto chorar enquanto os outros me observam.


Notas Finais


Eu sei gente. Esse foi um capítulo triste.
Mas espero que tenham gostado.
E como prometido, 2 capítulo nesse dia. Vou estar postando mais para as dez da noite ou não sei. Quando eu terminar de escrever o outro.


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