História Meu monstro. - Capítulo 7


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Ida à taberna de Galik.


Fanfic / Fanfiction Meu monstro. - Capítulo 7 - Ida à taberna de Galik.

Chen Uno não teve reação nenhuma e nesse momento, o coração de Masaj sentiu-se arrependido por conta de seu feito.

-Grande piada do dia da mentira... - Chen dizia, corado, cabisbaixo  e sem graça. -Mas... Eu realmente preciso da sua ajuda com isso...

Masaj apenas revirou os olhos, levantou-se e seguia para baixo, até a rampa que o levaria até sua casa, sendo seguido por Uno.

A verdade era que, as palavras de Masaj não podiam expressar o perigo de forma suficiente. Ágape era constantemente vigiada, estaria destruída e cheia de grandes problemas que Uno deveria procurar evitar.

No entanto, o coração do loiro sentia-se desgarrado. Era como uma ovelha perdida, órfão dos pais e do local de nascimento. Sua terra natal o chamava no canto de sua consciência, porém, sabia que, para partir de Uraias, teria que estar preparado e precisaria convencer Masaj, e isso teria que acontecer aos poucos.

Talvez estudar o mapa de Zuriaa lhe ajudasse, mas faria isso mais tarde.

Precisava abaixar a poeira, esperar o assunto se calar um pouco.

-Tudo bem... - Uno assentiu, delicado. -Eu não sei muita coisa... Sobre tudo... Meu conhecimento é mínimo então eu confio em você, Masaj.

Masaj sentiu uma ponta de armação na voz de Uno, como se ele tramasse algo. Mas deixou passar.

Seguiram para dentro de casa e até o quarto, onde o moreno escolhia roupas, de forma seletiva e bem pensada.

-Vamos para a taberna Galik. - Disse, simplesmente. -Você vai gostar de lá, só precisa de disfarçar. - O convite do moreno era casual, um pouco seco.

Não que tivesse a intenção de parecer seco ou rude, mas, mesmo que estivesse tentando ser gentil, sua voz sempre lhe fazia parecer algo mais esnobe ou superior.

Masaj era realmente legal e humilde com Chen Uno, e o loiro percebia isso, por trás da secura e da casca grossa que lhe cobria o lado bom é sensível.

-Sério? E onde fica? - O loiro estava animado, finalmente, enquanto olhava atentamente as roupas que Masaj ainda separava.

-Na vila Qeetav. É a vila central, dos maiores comércios de Uraias, o grande deserto mercantil, como costumam dizer... -  Masaj tinha um tom meio entediado, como já conhecedor de tudo.

-Então... Tipo... Todas as vilas tem alguma denominação ou algo assim? - Uno parecia curioso. -Vocês, Mahal(nome da tribo de Uraias), parecem que dão nome à tudo...

Masaj riu baixo, diante da simplicidade e incompreensão de Chen perante à necessidade de denominações específicas.

-Sim, passarinho, Qeetav é a vila central do comércio, Halau, que é a vila que moramos, é a vila leste da agricultura, e, a vila do oeste, Ham, é a vila dos nobres e dos maiores sacerdotes. - A explicação de Masaj era clara como água.

-E... Você vivia em Ham...? - Essa dúvida se mantinha na mente de Uno, afinal, Masaj era um mago sacerdote.

-Exato, e me exilei em Halau para ter uma vida mais tranquila... E para receber você na minha casa. - O moreno brincou.

Chen Uno deu um sorriso adociado, com as bochechas pálidas, o rosto fino e de aparência meio cansada.

Masaj lhe deu uma calça branca saruel árabe, com uma camisa de mangas longas, também branca, com um pano na cabeça, que cobria seus cabelos, e se prendia com uma tira de couro com miçangas delicadas.

O moreno usava a uma calça idêntica, porém, apenas com um colete leve cobrindo seu abdome.

-Hmm, Masaj! Por que eu tenho que ficar todo coberto? Me deixa tirar algumas coisas, está muito calor...- Uno reclamou, em voz baixa.

-Você é da terra das neves, passarinho, não tem resistência ao calor de Uraias. Além disso, você é o único com essa aparência, então deve se esconder, caso contrário iriam te achar rapidamente. - Masaj aconselhava.

Chen, apesar de ter uma natureza curiosa e insistente, abaixava-se para Masaj se forma rápida, isso porque o moreno lhe tinha uma dominância incontestável.

Saíram rapidamente de casa, até os fundos da árvore, onde havia um pequenino estábulo, algo que Uno não havia se atentado até agora.

Lá, havia um camelo, realmente grande e forte, tinha as pernas um pouco curtas, no entanto, cerca de um metro e cinquenta, totalizando com dois metros de altura. Tinha duas corcovas robustas, e uma cara amarrada.

Masaj pegou um pano roxo, o estendendo por toda a extensão das costas do animal.

-Dê sua mão para o Ahad cheirar. - Masaj recomendava. -Assim ele vai te reconhecer como a família dele.

Ahad era o nome do camelo, Uno sorriu, levando as costas da mão até o focinho de Ahad, ficando na ponta dos pés para que conseguisse alcançar seu rosto.

O camelo, de olhos verdes vibrantes, esfregou o focinho na pele gelada de Uno, e essa era um sinal de aceitação.

Com isso, não perderam muito tempo, Masaj ajudava Uno à subir logo atrás da primeira corcova, enquanto o maior sentava-se logo a frente do loiro.

Teriam poucos minutos de caminhada em Ahad.

Com sorte, não teriam problemas, afinal, a vila de Halau não era realmente grande.

Uno sentia-se um pouco tonto com o balanço da caminhada do camelo, e olhava o chão, vendo a grama dar lugar à areia aos poucos, as casas, pequenas e simples, ficavam para trás, dando lugar à um arco de madeira, realmente grande, com adornos e entalhos de deuses.

As construções se tornavam em grandes prédios nas extremidades das ruas, liberando espaço no meio da rua para barracas.

Haviam produtores de ervas, tecelões, sapateiros, vendedores de medicamentos e feitiços, barracas de comida e bebida.

Além de diversas prostitutas, em todos os cantos. Mulheres com saias longas e coloridas, sutiãs com pedrarias e os cabelos longos, além de diversos ciganos.

Qeetav era uma cidade grande, não tinha nem metade da calmaria de Halau, era notável pelas diversas crianças correndo em gritaria até um pequeno homem com orelhas de chacal, que fazia um teatro de sombras com fantoches de papel.

-Não olhe muito para as pessoas. - Masaj advertiu. -Logo vamos chegar em Galik.

Uno assentiu, apenas encarando as costas parcialmente nuas de Masaj, com músculos e diversas tatuagens, desenhos e delineados que o loiro não compreendia muito bem.

Logo, Ahad parou de supetão, dando um pequeno solavanco, e Chen se balançou um pouco.

Desceram de Ahad, e em seguida Masaj o amarrava à um pedaço de madeira, junto de outros camelos e cavalos, e somente nesse momento, Uno analisou a construção.

Era uma cabana, quase. Paredes de pedra, uma casa alta, com teto de barro e palha, com uma porta de madeira.

Iam caminhando até a entrada na porta, que tinha uma placa de madeira com o desenho de um caneco de cerveja.

Nem mesmo precisaram abrir a porta, pois, essa já foi aberta, por um homem alto e robusto, com uma regata branca e um saio (n/a: saio são aquelas saias que os homens usavam no antigo Egito.), Com sandálias de couro.

Esse homem robusto jogou um homem magricela e visivelmente embriagado para fora da taberna, o fazendo cair ao chão.

-É bom que tome o remédio para sua bebedeira e volte à trabalhar! - Ele dizia ao bêbado, com autoridade, e depois, olhou para Masaj e Chen, logo ao lado, um pouco constrangido. -Masaj! Quanto tempo! - Ele sorriu.

-Muito tempo, Gupta. - Masaj assentiu.

Gupta era o dono da taberna, um senhor gentil e que não se deu ao trabalho de fazer perguntas à Masaj sobre Uno, apenas lhe deram passagem.

Era ainda mais calor dentro da taberna, cheia de pessoas sobre os balcões do bar, mesas e cadeiras de madeira, com pessoas jogando aos gritos e bebendo como se não houvesse amanhã.

Uno se perguntava o motivo de Masaj ter lhe trazido à um lugar tão barulhento, mas sentiu-se agradado com a intenção do mais velho, mesmo que estivesse desconfortável em meio aquele monte de pessoas enlouquecidas.

Por fim, sentaram-se em uma mesa aos fundos, Masaj logo ao lado de Uno, em um estofado, com a mesa logo em sua frente, com canecos vazios e um cardápio escrito a mão.

-O que acha de pedirmos néctar de sangue do Louva-Deus...? Acho que irá gostar. - Masaj recomendava.

-E... Mirtilos-pirilampos assados... - Isso era algo que Uno havia lido em um livro de receitas de Masaj, lhe despertava a curiosidade provar algo assim.

-Claro... O que você quis...- Masaj fora interrompido.

-Masaj! - Um homem bonito sentou ao lado de Masaj, tinha cabelos vermelhos e olhos cor de âmbar, com roupas vermelhas e brancas. -Não te vejo faz muito tempo... Hm... Quem é essa belezinha com você?

-Saia daqui, Muzu. - Masaj tinha um tom firme. -Saia daqui logo e não vou precisar brigar com você.

Muzu revirou os olhos, se levantou e sentou ao lado de Uno, passando o braço por seus ombros, deixando Masaj claramente irritado.

-Me diga, qual seu nome, gracinha? - O ruivo perguntou, galanteador.

-Eu... Sou Chen Uno... - O loiro estava cabisbaixo, tentava se esconder o máximo possível.

-Eu sou Muzu. Filho de Gupta, herdeiro da taberna e mago do amor, tenho as melhores poções de Uraias. - Muzu de gabava.

Chen deu um sorriso, divertia-se com Muzu, no entanto, Masaj parecia realmente irritado, como se houvesse uma rivalidade antiga entre os dois.

Parecia pronto para acabar com a cara de Muzu.



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