História Meu Namorado De Aluguel - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~IchirukiBrasil

Postado
Categorias Bleach
Personagens Ichigo Kurosaki, Rukia Kuchiki
Tags Bleach, Ichigo, Rukia
Exibições 241
Palavras 1.832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Revoltada


Fanfic / Fanfiction Meu Namorado De Aluguel - Capítulo 16 - Revoltada

Inoue acabara com o clima, e, depois de quatro horas evitando minha casa, eu sabia que tinha que voltar e enfrentar meu pai. Então eu disse a Ichigo que era melhor encarar o problema de uma vez, e a gente se despediu. Eu queria saber se o meu pai já tinham ligado e conversado com Kouga. Queria saber se ia encontrar um poço de histeria quando chegasse em casa. Não conseguia nem imaginar essa situação.

 

Respirei fundo e entrei. Estava tudo quieto. Eu não sabia se esse era um bom ou mau sinal. Atravessei o hall a caminho da sala de estar, a tevê estava ligada. Ai, por favor, tomara que não estejam assistindo ao filme agora, pensei. Mas, quando cheguei e vi os dois sentados no sofá, meu avô na poltrona e meu pai no sofá, percebi que só assistiam à programação normal.

 

Meu pai riu de alguma coisa.

 

Eu pigarreei.

 

– Oi. Cheguei.

 

Meu pai pegou o controle remoto ao lado dele e desligou a televisão.

 

- Rukia, você não pode sair desse jeito de novo, entendeu? Tem uma maneira certa de pedir permissão para ir à biblioteca, e não é essa.

 

- Tudo bem... - Olhei de um para o outro.

 

- Você tem se comportado de um jeito muito diferente desde que começou a andar com aquela Karin.

 

- Quê? Eu quase nem ando com ela.

 

- Bem, a sua nova atitude hostil coincide com a chegada dessa menina na sua vida. Quero que se afaste dela por um tempo.

 

Atitude hostil? Essas eram as palavras que ele sempre usava com Kouga.

 

- Não tem nada a ver com ela. Assistiram ao filme do Kouga?

 

- Sim, nós vimos - meu pai respondeu.

 

- E?

 

- E é um trabalho interessante sobre a transformação da cultura e os efeitos colaterais dessa mudança. - Ele deixou o prato sobre a mesinha de centro e sentou na beirada do sofá.

 

- Ele usou a nossa família como exemplo.

 

- E que outra família ele poderia ter usado? Ele só tem uma.

 

- Não sei, uma família que quisesse participar de um documentário no qual seria alvo de deboche.

 

- Não foi deboche. Foi só uma visão da sociedade.

 

- Talvez você tenha essa opinião por não ter aparecido muito no filme. Eu apareci. E me senti ridicularizada.

 

- Rukia, lamento que se sinta desse jeito. Eu entendo, mas esperava que, depois de um tempo, você pudesse entender que a intenção não foi debochar de você.

 

- Bom, depois de toda a plateia ter rido de mim ontem à noite, vai ser difícil acreditar que a intenção não foi essa.

 

- É um trabalho sobre a sociedade, Rukia. Tente aceitar a obra como ela é.

 

- Então vocês não vão fazer nada? Não vão nem falar com ele?

 

- Já falamos. Dissemos que ele devia ter sido mais claro quando esteve em casa e falado exatamente o que ia fazer com as cenas que estava filmando, e que ele não levou em consideração seus sentimentos, mas que o trabalho foi muito bem feito. Estamos orgulhosos dele.

 

Engoli em seco.

 

- Orgulhosos?

 

- Você não está?

 

- Não. Não estou. Estou furiosa.

 

Meu pai assentiu.

 

- Entendo. Espero que vocês dois consigam resolver tudo isso.

 

Meu queixo caiu, e uma onda quente de raiva explodiu em meu peito e ardeu nos olhos. Palavras que eu queria dizer se acumulavam no fundo da garganta. Se eu as dissesse, só faria meu pai pensar que minha atitude era hostil.

 

Pigarreei para tentar parecer calma.

 

- Posso ir visitar minha amiga?

 

- Que amiga?

 

- A Momo.

 

- É claro. Não volte tarde e telefone se for a outro lugar.

 

- Tudo bem. - Saí de casa me sentindo sufocada, como se não conseguisse respirar

 

Tomei a direção da casa de Momo, mas mudei de rumo na esquina e fui para a casa de Karin. Talvez por estar brava com meu pai e sentir necessidade de fazer alguma coisa meio rebelde, ou porque realmente quisesse vê-la. 

 

De qualquer maneira, foi lá que eu fui parar. Só quando estava na varanda da casa, batendo na porta, pensei que ela podia não querer me ver.

 

Masaki-san me recebeu.

 

- Rukia. Que bom te ver.

 

- A Karin está em casa?

 

- Está, vou chamá-la. Entra.

 

Entrei e fechei a porta. Depois de alguns minutos, Karin apareceu vestida com calça de moletom e camiseta. Com o rosto sem maquiagem, ela parecia diferente. Mais jovem? Menos zangada?

 

- Rukia. O que está fazendo aqui?

 

- Estou furiosa.

 

- Tudo bem...

 

- Preciso de alguém que me deixe ficar furiosa.

 

Ela sorriu para mim.

 

- Bom, essa é a minha especialidade. Vamos lá. - Ela me levou para o quarto e apontou para a cadeira da escrivaninha. - Senta. Pode começar a falar quando quiser. Estou aqui para incentivar. - Ela se jogou na cama e levantou em seguida. - Espera aí. Acho que a gente precisa de música furiosa na trilha sonora. - Ela pegou o celular, rolou algumas telas e apertou play. A música brotou das caixinhas de som sem fio em cima da prateleira da estante. Ela ajustou o volume para não ficar muito alto.

 

Eu ri.

 

- Risada e raiva não combinam.

 

- Então para de tentar me fazer rir.

 

- Não estou tentando. Estou com você nessa, do seu lado. Por que nós estamos furiosas mesmo?

 

- Meu irmão.

 

Ela levantou o punho.

 

- Totalmente do seu lado. Continua.

 

- Ele telefonou hoje de manhã, não para pedir desculpas, mas para me dizer que eu não devia ter ido à porcaria da cerimônia.

 

- Ele não fez isso.

 

- Fez.

 

- Que babaca.

 

- E depois os meu pai e meu avô assistiram ao filme.

 

- Ficaram arrasados?

 

- Não, ficaram orgulhosos.

 

- Orgulhosos?

 

- Sim! - Levantei e comecei a andar pelo quarto. - E disseram que esperam que eu também fique orgulhosa com o passar do tempo.

 

- Eles viram o filme? Tem certeza?

 

- Não vi quando assistiram ao vídeo, mas tenho certeza.

 

- Isso é ridículo.

 

- Não é? Estou sendo idiota? Tenho o direito de ficar brava?

 

- Rukia, eu estou furiosa e nem sou você.

 

- Mas você fica brava com tudo.

 

- Não é bem assim, mas eu gosto dos meus momentos de raiva. - Ela ficou sentada na cama por um instante, olhando para mim. - E aí?

 

- E aí o quê?

 

- Você está furiosa. O que vai fazer?

 

Parei de andar, os ombros ainda duros de tensão.

 

- Não sei. - É claro que eu já havia ficado furiosa antes, mas meu objetivo era sempre sufocar a raiva, mantê-la dentro de mim, não deixar ninguém perceber. Gemi ao me dar conta de que era exatamente como meu pai e meu avô. Era isso que eles sempre faziam. Não gostavam quando expressávamos sentimentos ruins, porque isso seria um sinal de que nossa família era menos que perfeita. Eles guardavam todos os sentimentos. Eu guardava todos os sentimentos.

 

- Grita.

 

Olhei para a porta.

 

- Não costumo gritar. - Mesmo depois do que tinha acabado de perceber sobre meu pai, sobre mim, era difícil mudar tudo, mudar um hábito de vida. Mas eu queria. Precisava mudar. Estava queimando por dentro, e sabia que precisava extravasar um pouco desses sentimentos.

 

- Só grita.

 

Respirei fundo e gritei.

 

Ela sorriu.

 

- Você tem que trabalhar muito, mas foi um bom começo. Agora grita com o seu irmão.

 

- Não vou ligar para o meu irmão.

 

- Não, só grita as coisas que queria que ele escutasse. Tipo... - Ela jogou os ombros para trás. - Como é mesmo o nome dele?

 

- Kouga

 

- Kouga, você é um tremendo babaca e um irmão horrível!

 

- Que não sabe nem como se desculpar direito!

 

- E que tem um cabelo esquisito!

 

Inclinei a cabeça.

 

- Você acha o cabelo dele esquisito?

 

- É claro. Ou corta ou deixa crescer mais, e que mecha vermelha era aquela? E pode contar para ele que eu disse isso. 

 

Eu ri.

 

- Ajuda um pouco, não é?

 

- Sim. - Ajudava de verdade. O fogo em meu peito não era mais tão intenso.

 

Ela deitou de costas na cama e olhou para o teto. Também olhei e vi que, além das fotos nas paredes, havia algumas lá em cima.

 

- Lindas fotos. Você coleciona imagens de todos os lugares que visita?

 

- Eu tiro as fotos.

 

- São suas? Não sabia que era fotógrafa.

 

- Eu tento. Fizemos uma viagem de três semanas pelo Japão. Foi quando eu fiz a maioria das fotos.

 

- O Ichigo me falou dessa viagem.

 

Ela sorriu.

 

- É verdade. Ele deve ter dito que foi como uma viagem ao inferno ou coisa parecida, e eu gosto de fingir que também odiei tudo, mas nós dois adoramos. Ele nos obrigou a fazer seus joguinhos idiotas. Brigamos muito, rimos muito e aprendemos muito.

 

- Deve ter sido divertido.

 

- Divertido não é a palavra certa, mas foi uma experiência.

 

No silêncio que seguiu a declaração, eu me senti desconfortável. Como se não tivesse o direito de estar ali pedindo a ajuda dela. Mal nos conhecíamos.

 

- Vai fazer alguma coisa hoje? Vai sair com o Hitsugaya-san?

 

Ela suspirou.

 

- Não. É difícil sair com o Hitsugaya. Ele é... - Karin deu de ombros. - Não sei. Ele é o ele, só isso.

 

- Você quer ficar com ele?

 

- Às vezes. - Ela pegou o travesseiro, virou do outro lado e afofou com alguns tapinhas. - E às vezes quero estrangular o cara. Acho que vou ter que me esforçar para controlar o segundo impulso antes de trabalhar no primeiro.

 

- Por que você quer estrangular o Hitsugaya-san?

 

- Porque ele é sem noção. É apaixonado por uma garota que não tem nada a ver com ele.

 

De repente me deu um estalo. As acusações de Inoue sobre eu dar mole para os garotos, o olhar furioso de Karin quando a conheci, tudo voltou à minha cabeça. Ela interpretou meu olhar.

 

- Ah, fala sério. Não é você.

 

- Não pensei que fosse.

 

Ela revirou os olhos.

 

- É claro que pensou.

 

Meu rosto ficou quente com a acusação.

 

- Tanto faz. Você tem razão de pensar isso, porque é o tipo de garota que ele gosta. Por isso eu te odiei no começo. Por isso e porque você acabou com a banda dele.

 

- A banda era dele?

 

- Ele é o baterista.

 

Apoiei as costas no encosto da cadeira.

 

- Talvez você deva gritar isso.

 

- Que eu te odeio?

 

- Não, que o Hitsugaya-san é sem noção.

 

- Toushirou você é sem noção!

 

- Tem uma garota incrível bem na sua frente, e você fica aí ocupado sendo cego! - gritei.

 

- Muito cego!

 

A porta se abriu de leve e Ichigo enfiou a cabeça na fresta.

 

- Devo me preocupar com o que está acontecendo aqui?



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