História Meu namorado é um robô - Capítulo 2


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Categorias Lily Collins, Shawn Mendes
Personagens Lily Collins, Personagens Originais, Shawn Mendes
Visualizações 48
Palavras 1.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - I want a boyfriend


Eu nunca pensei que poderia querer tanto um namorado, mas parece que isso se tornou uma prioridade desde que os adolescentes descobriram as palavras beijar diversão.

Abro a porta da minha casa. Sinto a raiva mover meu corpo, guiando-me pela sala até a escada que leva ao segundo andar. Jamais me senti tão ridicularizada, e o pior de tudo é que ninguém ousou me defender na frente de Cameron e de Hannah.

— Tate?

Eu paro o que quer que estou fazendo para encarar meu tio Bart, que está preparando as malas em cima da mesa de jantar. Não sei para onde estar olhando, porque um de seus olhos está encarando a parede enquanto o outro observa meu rosto, parando no brinco novo que Ashley me deu de aniversário.

Aniversário que é hoje, que também é o pior dia da minha vida.

— Céus, Tate. Você está bem?

Uhum.

É uma grande mentira, grande o suficiente para que ele saiba disso. A cobertura de morando descendo pelo meu cabelo e o meu rosto vermelho de tanto chorar não é algo que indique que estou 100%.

— Qual a regra número um? — Ele pergunta. Fico com raiva, Bart costuma me fazer seguir essas regras o tempo todo quando estiver em casa.

— "Não mentir. Mentiras são pra pessoas que não confiam em outras pessoas." — Cito-o, e vejo ele me dar um sorriso. — Hannah, hm, ela me comprou um bolo de feliz aniversário.

— Uh, isso foi gentil.

— Depois jogou na minha cara.

— Uh, isso foi cruel.

— É.

Bart suspira, e solta a mala. Nós não temos muitos desses problemas em família, porque ele vive viajando por causa do seu trabalho esquisito; o olho torto agora encara a televisão e o outro o chão. Não sei se isso significa que vai deixar para lá, só quero chorar no meu quarto mais um pouco e dormir.

São 13h57, e vou dormir. Certo, ótimo. Perfeito.

Começo a subir as escadas, mas volto para dizer ao meu tio:

— Só... não diga nada a ninguém, por favor.

Eu nunca disse o que estava escrito no bolo. Nem mencionei as cartinhas que me deixaram no armário, porque isso seria demais.

Idiota.

Ninguém vai te querer mesmo.

Qual a graça de nascer no Dia dos Namorados se nem sequer tem um?

Sua boca vai apodrecer se continuar sem beijar ninguém.

Eu já beijei. Mas já faz muito tempo desde aquilo, eu tinha uns 13 anos naquela época.

Lembro de todos os detalhes: foi em um porão, na frente de todos os colegas de classe, algo super inesperado. Inesperado mesmo, porque foi em uma brincadeira de verdade ou desafio, onde o garoto foi desafiado e me beijar, e realmente fez isso. Ele foi o primeiro e o último cara a me beijar,

Esse garoto se chama Cameron Dallas, e nem se lembrava mais de mim até que sua namorada publicou na minha linha do tempo. Foi ele também quem escreveu um bilhetinho bem especial.

Se sua mãe sobese soubesse você ficaria assim, teria te abortado.

É a gota d'água.

Entro no meu quarto, pego a toalha e corro para o banheiro. Tiro toda minha roupa e ligo o chuveiro, esperando que a água leve todos os sentimentos ruins e me deixe plena e cheia de memórias boas.

Mas ela não leva. Então começo a chorar, porque mesmo se minha mãe não soubesse que eu ficaria assim, ela teria me abortado.

Foi por esse garoto por quem fui secretamente apaixonada durante todos esses 4 anos desde o beijo.

    • • • & • • •  


Depois que estou limpa e troco de roupa, é Bart quem vem me ver. O seu olho bom fica me encarando com o pijama da Marvel, apesar de ser bem cedo para dormir, ainda são 14h31.

— Eu vou viajar de novo. Dessa vez vai ser durante umas três ou quatro semanas. — Ele anuncia, solta um suspiro e depois continua: — Olha, Tate, posso não ser o melhor tio do mundo mas estou aqui para qualquer coisa que precisar.

— Okay.

— O quê vai querer de aniversário?

Penso em tudo o que queria antes desse dia: um cachorro, um vestido novo do Star Wars, um celular de verdade, e uma amiga que não me abandone no Dia dos Namorados. Bem, esse último passei a querer depois de hoje, então não vale.

Mas, por algum motivo, digo:

— Eu quero um namorado.

— Um namorado? — Ele faz uma careta, como se estivesse surpreso. — Por quê?

— Não tenho certeza, mas quero um.

É uma meia verdade. Quero um namorado para não poder ficar sozinha no meu aniversário, para não depender tanto de Ashley para me divertir, e para não ser alvo de Hannah por não ter um namorado. Gostaria de ver sua reação quando eu chegasse com meu namorado perfeito, esse pensamento me faz vibrar.

— O nome dele seria Shawn. — Eu digo, sonhando acordada. — Ele seria bem alto, muito alto mesmo, e seria doce e cavalheiro com todos, especialmente comigo. Um príncipe perfeito, mas não loiro dos olhos azuis, quero-o de cabelos escuros e olhos penetrantes. Seria simpático e alegre, o tipo de pessoa que você quer perto, mesmo a alegria dele seja irritante demais.

Fico esperando Bart rir e dizer alguma piada sobre meu desejo de namorado perfeito, em vez disso ele fica calado. Franzo minha testa, não entendendo o que isso quer dizer, pois parece que está mesmo considerando meu pedido de ter um namorado.

É constrangedor pensar que meu tio sairia pela rua pedindo para caras bonitos para manorada sua sobrinha nerd, balanço a cabeça.

— Eu estou brincando. — Bocejo. — Vou tirar uma soneca, você se importa?

— Não. — Sorriu. Ele vai embora, mas dois minutos depois aparece na porta do quarto com o rosto franzido. — Você não está brincando, não é?

Dou um sorrisinho sapeca.

— Talvez.

Bart nunca me disse no que diabos ele trabalha, para falar a verdade eu nunca nem sequer me importei com isso até agora. É uma troca: eu não pergunto sobre seu emprego e ele não me pergunta sobre como estou diante do problema com meus pais.

O lado ruim desse trabalho é que nós não temos muito tempo, não tenho muitas memórias de nós dois felizes, afinal ele passa dias ou semanas viajando. A maior parte desse tempo eu passava com empregadas ou na casa de Ashley.

Ashley. Traíra.

Talvez eu esteja exagerando um pouquinho, mas me senti trocada quando ela disse que iria passar o Dia dos Namorados com Matt, o cara com quem está saindo. Nunca pensei que poderíamos ficar separadas até agora, no meu aniversário de 17 anos.

Mas pelo menos ela me deu brincos novos e os parabéns pelo Facebook e quando cheguei na escola.

Depois de uma hora, acabo capotando na cama, esperando ansiosamente que quando eu acorde, todo mundo esqueça do que aconteceu hoje. Nada de câmeras filmando Hannah O'Connor jogando um bolo enorme na minha cara, nem do garoto que eu gostava rindo de como sou estúpida.



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