História Meu Namorado Se Chama "Lily" - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Palavras 1.709
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lírica, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hehe, hj tem um smutzim de leve. Porque tem que ter um tantim uma hora... :3
Boa espiada pra vcs... Kkk

Capítulo 20 - The appearance of the guys


Fanfic / Fanfiction Meu Namorado Se Chama "Lily" - Capítulo 20 - The appearance of the guys

- Et... Voilà! - disse ele contente assim que, tendo fechado a tampa traseira do porta-retrato que havíamos comprado para a foto dele que eu ganhara, ele colocou-o sobre a penteadeira, ajeitando-no ao lado do meu que já estava lá - Agora sim, o mundo perfeito - disse ele, colocando uma mão sobre cada porta-retrato.
          - Acha mesmo que aí é o melhor lugar?
          - Sim, claro, diante do espelho onde você se penteia, para que nos veja todos os dias quando éramos tão jovens - retirou as mãos de sobre as fotos e colocou-as na cintura, observando longamente nossos retratos sobre o móvel - Agora que dei-me conta da coincidência, amor. Ambas as fotos são do mesmo ano.
          Pensei um instante - Verdade. Não tinha notado.
          - Já formávamos um lindo casal antes mesmo de nos conhecermos, não é? - perguntou-me ele, pondo uma mão na minha cintura, e sorri para ele - Queria ter te conhecido nessa época, ou até antes - ele falou baixinho - Vamos ficar juntos para sempre, não é?
          - Claro que sim - eu disse, e ele abraçou-me, e eu sentia que, por sobre o meu ombro, ele ainda olhava para nossos antigos retratos sobre a penteadeira e eu, por minha vez, peguei-me olhando para o quadro que ele pintara e que ficava pendurado sobre a cabeceira de nossa larga cama, uma representação artística de nossos mapas astrais entrelaçados com tons surrealistas, de acordo com os gráficos que uma mística do Haight havia feito para nós assim que havíamos nos mudado. E comigo pensei por um instante o que realmente seria o  "para sempre", quanto tempo durava o  "para sempre", mas um beijo que Edward deu-me no pescoço, seguido por uma mordida, desviaram-me desses pensamentos, que num instante me fugiram. Subi uma das mãos até sua nuca, quando notei que ele retirava de sobre mim uma das suas para com ela abrir lentamente a gaveta central da penteadeira enquanto enveredava a língua para dentro de minha orelha esquerda.

*

          Sustentando-me fora do chão  com as mãos, segurando-me cada qual por debaixo de uma das coxas, ele havia-me imprensado entre ele e a parede ao lado da janela e alí amávamo-nos de um modo intenso como raramente havia acontecido antes, e eu sentia-me já prestes a explodir quando, colocando os lábios em meu ouvido, ele dissesse-me, como jamais tinha dito-me antes, porque não era de falar nessas horas:
          - Gostosa! Minha gostosa! Como eu te adoro! Você gosta, não é? Você gosta disto...
          E não sabia explicar, mas seu tom de voz vinha carregado de uma malícia tão deliciosa que não pude conter-me mesmo que tentasse e peguei-me chegando ao ápice de forma desenfreada, e agarrando-me às suas costas gritei alto antes de comigo pensar se alguém poderia ter-me escutado e, tímida, ainda arfando desesperadamente, enterrei o rosto em seu ombro, recebendo em mim o gozo dele que veio-me em seguida, e simplesmente abraçamo-nos um instante amparando-nos antes que ele me segurasse com maior firmeza a fim de retirar-me da parede e carregar-me até a cama, onde depositou-me deitada, lá deixando-me a arfar com as pernas recolhidas e os joelhos apontando para o teto. Curvou-se sobre mim ao meu lado e beijou-me de leve os lábios com um sorriso enigmático no rosto antes de tornar a erguer-se e voltar para perto da janela, através da qual colocou-se a olhar. Levei ambas as mãos à cabeça por um instante, respirando pela boca, antes de enfim falar:
          - Nossa, Edward... Você anda tão intenso ultimamente... Mais do que o normal, como se isso fosse possível.
          Notei, sem olhá-lo, que ele riu-se, de onde estava - Minha vontade era fazer amor com você bem aqui. Será que é possível?
          Ergui-me de leve sobre um cotovelo para ver do que se tratava, e o vi passar uma das mãos sonhadoramente por sobre o parapeito da janela aberta e deixei-me cair novamente deitada.
          - Se é possível? Não! - eu ri, respirando ainda pesadamente - Está louco? Todos iriam ver da rua e das janelas do outro lado!
          - Queria mesmo que todos vissem - disse ele - Para que vissem o quanto você é minha.
          - Acho que não precisam ver para saberem disso. Afinal, sabem que vivemos juntos.
          Virei-me ainda deitada na direção dele e vi que ele então olhou-me e sorriu, antes de tornar a olhar através da janela. Ergueu então o braço direito e colocou-lhe a mão segurando no batente horizontal, a esquerda ainda apoiada no parapeito, e olhou longa e distraidamente para o movimento na rua. Vestia apenas o meu robe curto de seda salmão de mangas longas, aberto sobre o corpo, que esvoaçava de leve com a brisa que entrava pela janela amplamente aberta, de modo delicado, e a maquiagem feita em seu rosto resplandecia sob a claridade do final da tarde daquele dia de final de Julho, e subitamente peguei-me preocupando-me com a possibilidade de que alguém o visse daquele jeito e tive vontade de falar-lhe que saísse dalí antes que isso acontecesse, mas ao invés disso acabei falando simplesmente:
          - Venha cá um minuto, vem - mas na verdade não o queria tanto perto de mim quanto o queria na verdade longe da janela.
          Prontamente ele obedeceu-me, vindo silenciosamente deitar-se ao meu lado, apoiando a cabeça erguida sobre a mão apoiada no cotovelo, colocando a outra mão espalmada sobre meu abdome, que acariciou por um tempo antes de colocar-se a brincar com um dos dedos a cutucar-me o umbigo, enquanto olhava para a própria mão com o rosto sério e eu olhava-lhe o  rosto, até que ele dissesse:
          - Vamos descer para a cozinha?
          - Está com fome?
          - Não. Na verdade... Queria te deitar sobre a mesa, te cobrir de açúcar de confeiteiro, te lamber inteira, e depois - levou a mão do meu abdome para o meu queixo, fazendo-me virar o rosto para conseguir beijar-me no pescoço - e depois te comer inteira bem gostoso.
          - Edward... Que maneira de falar!
          Ele parou de beijar-me e ergueu-se subitamente, parecendo preocupado - Por quê? Não gosta?
          - É que você não fala desse jeito, a não ser tirando sarro, claro.
          - Ah, nunca falei - e tornou a descer sobre mim - mas sempre pensei assim enquanto estava com você, todas as vezes - e começou a lamber-me a orelha - A diferença é que agora tenho me sentido à vontade para externar, só isso.
          Voltei o rosto na direção dele novamente e ele teve de parar o que fazia, e ficamos olhando-nos  por algum tempo, sérios e em silêncio.
          - Vamos agora tirar isso? - e eu referia-me à maquiagem dele. Ele olhou-me com ar chateado, e queixou-se.
          - Mas já? Por quê?
          - Porque está na hora.
          - Hora do quê? Quem dita que é "hora"?
          - Já terminamos a brincadeira, então é hora.
          Ouvindo isso, ele deitou-se ao meu lado, de costas, igual a mim, e pôs-se a olhar para o teto, as mãos sobre o estômago.
          - E se eu quiser ficar assim mais um pouco?
          - Para quê? - perguntei, também olhando para o teto.
          - Porque eu talvez goste?
          - Ah, eu também gosto. É  divertido, mas, vamos; vá tirar.
          Ao meu lado, ele permaneceu imóvel por quase um minuto inteiro, o olhar ainda fixo num ponto qualquer do teto.
          - Quer que eu tire para você? - acabei perguntando.
          - Não - e ergueu-se rapidamente indo até a penteadeira, onde pegou um chumaço de algodão que molhou no demaquilante enquanto eu seguia-no com o olhar. Mas quando ele olhou-se no espelho, vi que o fizera com pena, a mesma pena que desenhou-se em sua voz quando enfim falou-me - Certeza que não posso ficar assim mais um pouco?
          - Edward... - eu ri - Tem horas em que você parece criança.
          Profunda e visivelmente chateado, ele começou a passar o algodão sobre a boca, enquanto olhava-se no espelho - E você tem horas que parece que não gosta disso.
          - Bom, pra falar a verdade... É um pouco chato - e subitamente ele olhou-me  pelo reflexo, muito sério, enquanto estacava - Porque eu fico toda borrada e preciso ficar me limpando inteira, toda vez.
          Ele baixou os olhos um instante antes de continuar limpando-se, agora ao lápis dos olhos - Me desculpe - murmurou baixinho - Acho que você me prefere desse jeito, não é? - e vi que apontava sua foto de dez anos atrás sobre a penteadeira.
          - Bom, essa é a aparência que os rapazes costumam ter - disse eu, dando de ombros, ainda deitada - E é de rapazes que eu gosto.
          Percebi então que ele olhava para seu retrato longamente, depois para o meu, antes de tornar a olhar o próprio reflexo, imóvel por um tempo, antes de erguer a mão para continuar o que fazia. Ficamos em silêncio até que ele terminasse e só então eu sentei-me na cama, ao que disse-lhe:
          - Agora dê-me o robe.
          Rapidamente ele levou ambas as mãos ao peito com uma expressão de descrédito estampada nos olhos muito abertos, pegando o robe pelas laterais e puxando-no para si, cobrindo o peito com ele.
          - Ah, não... Deixe-me ficar pelo menos com ele.
          - Mas eu preciso vesti-lo - eu ri - É meu. Vamos, dê-me aqui ele e vista uma roupa sua, oras - e estiquei-lhe o braço, sacudindo de leve a mão direita em sua direção.
          Lentamente Edward caminhou da penteadeira para mim, parando de pé bem diante de onde eu estava, e claramente a sofrer calado, retirou o robe muito devagar, ficando nu à minha frente e entregou-me ele, que rapidamente o vesti, amarrando-no fechado em torno de minha cintura.
          - Vamos, vá vestir-se para irmos comer algo.
          Mas ele sequer mexeu-se, estacado onde estava, olhando-me sério de cima, os braços estirados ao longo do corpo. Reclinei-me para a frente e abracei-o, colocando o rosto de lado sobre seu umbigo antes que erguesse o rosto para olhá-lo no dele e perguntasse, ainda segurando-o entre os braços:
          - O que foi?
          - Nada - ele respondeu, ainda sério, olhando-me de cima, depois de um instante - Estava só pensando que preciso comprar um robe de seda para mim mesmo.
         


Notas Finais


Quanto dura o "para sempre"? Existe o "para sempre"?
Edward aos poucos vai começar a mostrar a partir de agora uma persona ligeiramente diferente... Mas será que está mudando, ou apenas permitindo-se ser o que sempre foi, e recalcou?
E até quando nossa personagem conseguirá mantê-lo longe das janelas e portas, longe dos olhos do mundo?
Quem dita que "é hora"?


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