História Meu Neko Sasuke - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha
Tags Aventura, Comedia, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sasusaku
Exibições 773
Palavras 3.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoas lindas, voltei *--*
Gente perdão pela demora, mas muitas fanfic dá nisso, sabe?
Quero agradecer aos comentários - ainda terminarei de responder - e ao favoritos, gente passamos dos mil favoritos e isso é uma dádiva para mim *--*
Quero dizer que esse capítulo é o último do ano, pois dezembro está nos meus planos de terminar Ela é Demais, começarei a postar semana que vem.
Espero que gostem do capítulo.
Boa Leitura.

Capítulo 7 - A Maldição do Neko.


 

Meu Neko Sasuke

Fase I

Sakura

Eu ainda continuava fitando aqueles olhos negros, estávamos próximo o suficiente para que eu pudesse sentir o seu cheiro de pêssego misturado com maçã e um leve toque amadeirado. Céus aquele cara cheirava muito bem!

Meu cérebro estava processando lentamente o absurdo que ele havia me dito, e a única coisa que passou pela minha cabeça era que a droga que ele deveria consumir diariamente havia corroído todo o seu cérebro.

- Sai da minha casa. - tentei fazer com que minha voz saísse calma e consegui.

- Sakura...

- Sai da minha casa, seu maluco tarado! - gritei dessa vez, sentindo todo o meu corpo tremer.

Suas mãos apertaram mais os meus braços.

- Sakura, pare de gritar. - ele estava me repreendendo, seu rosto era sério, mas eu não podia me abalar.

- Como você quer que eu não grite se você está me apertando e está falando um monte de besteiras?

- Eu não estou falando besteiras, é a mais pura verdade, eu sou o seu gato.

- Tu tá ficando louco cara, desde quando você é o meu gato que tem menos de meio metro? Você bebeu? Fumou? Está sofrendo transtorno esquizofrenia? Ou está sofrendo crise de identidade? Por que me irmão, você com certeza não está puro não.

Era só o que me faltava àquele cara tentar me fazer acreditar naquele absurdo. Quem ele pensa que eu sou, uma criança de três anos? Completamente ele deveria ter saído de uma clinica psiquiátrica.

Aquele moreno fechou os olhos e suspirou, para depois voltar a abri-los e me olhar mais uma vez. Eu tentava me soltar de seu aperto, o meu autocontrole estava se esvaindo e eu sabia que surtaria a qualquer momento.

- Olha, eu posso te provar.

- O quê? - parei de me contorcer e prestei mais atenção nele.

- Eu posso provar que eu estou falando a verdade.

Uni minhas sobrancelhas, sentindo minha respiração pesada.

Provar?

- Então prova. - o desafiei, agora ficando séria.

O Deus/estuprador aos poucos afrouxou seu aperto em mim e me soltou dando alguns passos para trás. Desviei meus olhos para o lado, sentindo meu rosto como uma pimenta quando eu vi novamente seus atributos masculinos.

Ele não tinha vergonha de ficar peladão, não? Cara eu era uma moça de família.

- Observe.

Olhei pelo canto dos olhos, fazendo de tudo para que meu olhar não desviasse para aquele instrumento que se pratica o pecado da carne, focando em seu rosto. E para a minha surpresa - e contribuindo para o aquecimento global da terra - eu havia saído do mundo real. Era isso que eu podia definir quando meus olhos que a terra a de comer viu o impossível.

Aos poucos aquele rosto perfeito de anjo crescia pelos e se todo moldava, enquanto seu tamanho diminuía. Suas mãos se transformavam em patas peludas e seu corpo todo se tornava numa forma felina.

O cara estava se metamorfoseando!

E para a minha surpresa, em menos de dois segundo eu não via mais o Deus\estuprador e sim meu gato bagunceiro com aqueles olhos redondos de jabuticaba me fitando.

Não era preciso dizer que meus olhos pareciam que saltariam da minha cara, e minha boca havia escancarado. Eu não estava conseguindo acreditar no que eu estava presenciando. Isso aqui era uma espécie de brincadeira de reality show? Eu estou naquelas pegadinhas maldosas do Silvio Santos?

Cara eu estou sentindo que minha cabeça está começando a dar sinais de que vai bulgar!

Não pode ser, o meu gato na verdade é um homem, ou o homem que na verdade é meu gato? Minha nossa senhora da nutella, alguém me explica o que está acontecendo!?

- Ga-Ga-Ga-Ga-Garibaldo? - quase não consegui formular a palavra, minhas pernas tremiam e meu coração saltava como uma pipoca.

O gatinho preto e fofo continuava me olhando, ele deu um passo para frente e automaticamente dei um passo para o lado, pois a minhas costas ainda estava encostadas na porta. Não pode ser, aquilo só podia ser obra de satanás. Oh meu Deus me proteja, eu juro que se eu sair ilesa dessa doideira eu passarei a ir mais vezes na igreja, mas me salva!

- Ai meu Deus... - disse baixinho, tentando fazer com que minhas pernas não falhassem. - Ai meu Deus! Ai meu Deus! Ai meu Deus!

Afastei-me mais, indo para o meio da sala. O gato apenas se virou para me olhar e seu corpo se metamorfoseou novamente, ficando na forma de um humano quando vem ao mundo.

Pus minhas mãos na boca, para abafar meu grito enquanto eu sentia os primeiros sinais de AVC. O futuro pai de Garibado era na verdade o próprio Garibaldo! Eu contei meus segredos para aquele gato. Eu troquei de roupa na frente daquele gato. Eu dormi com aquele gato! E para no final eu descobrir que meu gato não era um gato e sim o homem. Um homem lindo de cabelos e olhos pretos, boca sensual, um tanquinho de lavar calcinhas, um e noventa de pura gostosura e uma ferramenta potente de prazer de deixar qualquer mulher sem andar durante três semanas.

Agora podem me fuzilar e me enterrar, por que eu quero apagar a minha existência dessa face da terra.

Minhas mãos tremiam, meu corpo todo tremia, acho que seu estou tendo um treco.

- Sakura - sua voz era cautelosa, esticando a mão para mim. -, se acalme eu vou explicar tudo, só fique calma.

- Eu estou sonhando. - murmurei baixinho em forma de delírio.

- Não, você não está sonhando.

Eu fitava seu rosto que ainda continuava sério, ele não parecia que estava para brincadeiras.

- Garibaldo?

Ele soltou um grunhido em dessagrado e sua expressão formou-se em uma careta.

- Não me chame assim. - sua voz rouca e irritada me fez dá um passo para trás. Agora me deu medo. - Onde diabos você tirou esse nome?

- É... É um nome bonitinho. - gaguejei e vi seu cenho franzir. - E fofinho... E... Combina com você... Você poderia colocar uma roupa?

Droga, eu não podia me concentrar quando se tinha um Deus/gato/estuprador/Garibaldo peladão a minha frente. E poxa, desde quando Garibaldo é um nome feito?

O moreno bonitão pareceu perceber que estava nu, pois ele havia ficado sem graça. Rapidamente deu um passo para frente e pegou minha almofada, tampando suas vergonhas. Mas de repente começaram a bater na porta e vozes soavam lá fora me chamando:

- Sakura, você está bem? - aquela era a voz do senhor Jiraya, e ao mesmo tempo eu pode ouvir a voz enjoada da bruxa da Chiyo.

Fitei a minha porta sendo esmurrada e depois para Garibaldo. O que eu faço?

- Sakura o que diabos acontecendo? Que gritaria é essa?

Depois de um século é que esse povo veio me acudir. Agora eu tinha consciência do quando esse pessoal amava a minha presença.

- Vá atender.

Olhei rapidamente para o moreno, ele me fitava.

- O quê?

- Atenda e os dispense, vou lá para dentro e não faça nada de imprudente.

Ele não esperou uma resposta positiva minha e muito menos que eu terminasse de processar o que estava acontecendo, ele foi em direção ao meu quarto com passos grandes e rápidos.

Gente ele tinha uma bunda daquelas que desperta o desejo de morder.

Foco Sakura, foco! Pare de bancar a pervertida, você é uma moça de família, virgem e donzela. Aquiete o facho! Repreendi-me internamente, inspirando e suspirando, tentando me recompor meu emocional abalado e segui até a minha porta que não parava de bater.

Olhei mais uma vez para corredor vazio e abri a porta. O senhor Jiraya, a velha da Chiyo, o meu ex crush Sasori e mais três habitantes do segundo andar estavam parados me fitando.

- Senhorita Haruno, o que está acontecendo? - começou o senhor Jiraya, ele estava segurando uma vassoura como se fosse um taco de baseball.

- Oi. - foi à única coisa que eu disse enquanto eu sorria amarelo.

O que eu faço produção? Digo que tem um cara maluco que se transforma em gato no meu apartamento? Bom, a única coisa que eles poderiam fazer era ligar para uma clínica psiquiátrica para me levar numa camisa de força depois de me aplicarem um sossega leão. Sem contar que eu ficaria sem lar por suspeitarem que eu estava criando um gato, o que era proibido por aquela velha maldita com cara de maracujá de gaveta.

- Senhorita Haruno explique-se, que gritaria toda foi essa? - agora foi essa velha que perguntou.

- Eu... - pensa Sakura, pensa. - Era uma barata.

- O quê? - disseram o senhor Jiraya, Chiyo e o Sasori em uníssonos.

- Foi uma barata que eu vi dentro do banheiro. - completei a minha mentira, minha voz saindo rápida.

O cenho da velha síndica franziu, e sua cara ficou fechada.

- Esse escândalo todo pelo apartamento e incomodando os vizinhos por uma simples barata? - aquela velha estava realmente zangada.

- Não era uma simples barata, ela era enorme e cascuda, daquelas que voa e bota ovos.

Alguém me dê um tapa na cara para eu parar de dizer esses absurdos, estou me sentindo uma idiota.

- Você quer que eu mate para a senhorita? - perguntou Jiraya, se preparando para invadir meu apartamento.

- Não! - minha voz saiu mais alta do que esperava. - Não precisa... Eu já matei.

- Você está pálida. - comentou Sasori.

- Foi por que eu matei ela. - meus olhos arregalaram. - A coitada ficou esbagaçada.

Sasori ficou me olhando como se eu estivesse algum tipo de síndrome. Acho que qualquer tipo de chance que eu tenha com ele, havia escorrido pelo ralo.

- Desculpe o transtorno, é que eu odeio esses bichos. - eu era péssima em arrumar desculpas.

- Você gritava como se tivesse um ladrão. - acusou Chiyo. - Você é uma pessoa desiquilibrada senhorita Haruno. - ela deu as costas. - Sasori, vamos embora, e não quero que você fique a menos de cinco metros dessa louca.

O quê? Louca, eu? Ai que vontade de dar uns cascudos nessa velha. Será que o IBAMA me processará se eu colocar aquela velha chata em extinção?

- Senhorita Haruno, tem certeza que não quer nenhuma ajuda em remover o cadáver da barata? - voltei minha atenção para Jiraya, ele me fitava com um brilho de segundas intenções.

Velho tarado.

- Não senhor Jiraya, está tudo sobcontrole.

Nem morta eu o deixaria entrar no meu apartamento. Se eu me safei do meu possível estupro com o moreno saradão que está escondido, não seria agora que eu seria estuprada por aquele velho pervertido.

- Tudo bem.

Apenas sorri forçado antes de fechar a porta e encostar minhas costas na mesma. Se isso era um sonho eu queria acordar.

O barulho de passos atraiu a minha atenção para o meu gato - que era homem - que entrava na sala, e dessa vez estava com uma toalha enrolado na cintura.

Menos mal.

- Você é uma péssima mentirosa. - ele disse, com um pequeno sorriso torto no canto de sua boca.

Pare de sorrir assim, você é lindo de mais!

Franzi o cenho e cruzei os braços, me recompondo.

- A culpa é sua que causou essa confusão toda.

- Perdoe-me por isso, não quis causar todo esse transtorno. - ele tinha voltado a sua expressão séria.

- Tudo bem.

Eu ainda não confiava nele, mesmo sabendo que ele era o meu gato Garibaldo, ele ainda era um estranho e podia ser alguém ruim.

- Você pode se explicar agora. - comecei. - Quem é você?

Ele deu mais alguns passos para frente com seus olhos em mim.

- Meu nome é Sasuke Uchiha, filho caçula do imperador Fugaku Uchiha. - ele curvou sua cabeça para mim, num gesto respeitoso e totalmente antigo.

- Ahn?

Ele ergueu a cabeça para cima e apontou para o sofá.

- É melhor sentarmos, por que a história é longa e eu tenho pouco tempo. - em seguida ele caminhou até o sofá de três lugares e se sentou.

Fiquei parada como uma idiota olhando para ele. Vamos ver se eu entendi: Seu nome era Sasuke Uchiha, confere. E era filho do imperador, não confere. Alguma coisa não está batendo.

- Imperador? - questionei, ainda estava encostada a porta.

- Sim.

Senti minhas pernas se movimentarem, e me aproximei.

- Como assim? Que eu saiba os imperadores não existe mais. - eu podia perceber que minha voz saía totalmente cautelosa.

- Positivo.

Fiquei desconfiada e franzi mais o cenho.

- Você está me zoando, né?

- Não Sakura, estou falando a verdade. - e novamente ele apontou para o sofá. - Sente-se, vou lhe contar tudo.

Ainda cafifada com o que ele estava me dizendo, eu cedi ao seu pedido e me sentei no outro sofá.

- Explique-se. - pedi, fazendo o impossível para manter a minha atenção em seu rosto e não desviá-la para o seu peitoral definido.

- Eu e meu irmão mais velho formos amaldiçoados há quinhentos anos, por um homem que praticava bruxarias. Esse homem derrubou o reino de meu pai, que era imperador do Japão, e aniquilou todas as pessoas que moravam e serviam o castelo.

Eu sentia meu olho esquerdo tremer. Como é que é?

- Essa história é totalmente sem cabimento. - falei quase que lentamente.

O Garibaldo/Sasuke se remexeu no sofá, e depois suspirou.

- Eu sei que é difícil de acreditar, mas é a verdade. Meu pai, foi traído por seu conselheiro... - ele se interrompeu. - Orochimaru travou todo um plano desde o começo, ele queria ver todo o império Uchiha no chão, e ele conseguiu. Ele matou meu pai, minha mãe, meus tios, meus avós, minha cunhada e meu sobrinho.

Meus olhos arregalaram, tocada com a tamanha brutalidade, mesmo eu não estivesse acreditando muito naquela história. Mas o modo como ele contava o jeito dolorido em sua expressão facial, dizia que ele sofria com as lembranças.

Ele continuou:

- Eu era o general do exercito imperial, e como eu era o filho mais novo do imperador, eu não tinha o direito ao trono, mas sim o meu irmão mais velho Itachi. Eu passava meu tempo com as tropas fora do reino e não ficava totalmente ciente de toda a citação que acontecia, mas eu nunca fui com a cara de Orochimaru desde o primeiro dia que ele pôs os pés no reino. Eu não consegui impedir aquele massacre. Se eu tivesse sido mais atento e tivesse dado mais atenção na minha intuição, a situação talvez não tivesse chegado aquele ponto.

Culpa, era o que eu via em seus olhos negros.

- E como você foi amaldiçoado? - perguntei sentindo minha respiração pesada.

Ele ficou em silêncio por um momento, talvez se lembrando do que aconteceu. Sua história era meio que impossível de acreditar, mas eu não conseguia ver sinais mentira. E de alguma forma inexplicável, eu estava acreditando.

- As lembranças perdem o foco com o tempo - ele disse. -, mas eu lembro que eu estava correndo atrás para encontrar o meu irmão. Todos já estavam mortos, mas eu o encontrei jogado ao corpo da esposa... Naquele momento eu pude sentir a sua dor, eu via seu desespero... Aika estava grávida. - ele me fitou. - Eu não me lembro muito bem, mas eu tenho uma vaga lembrança de que meu irmão tentou atacar Orochimaru que estava na sala, eu fui atrás dele e... Uma luz forte iluminou todo o salão e quando acessou, eu vi que eu não era mais o mesmo e que era um animal.

- Eu sinto muito. - Sasuke apenas assentiu com a cabeça. - E o seu irmão?

- Ele ficou na mesma situação que eu. Fugimos em seguida, corremos assustados para fora do reino, deixamos tudo para trás, só paramos quando o cansaço venceu. Fiquei vagando com ele por um bom tempo, meses para dizer a verdade, até que nós descobrimos que podíamos voltar na forma humana, mas só por uma hora e meia.

- Uma hora e meia?

- Sim. Uma hora e meia a cada vinte quatro horas. Descobrimos depois de alguns dias quando fazíamos testes até quanto nós aguentávamos.

- Espera! - agora estava processando. - Quer dizer que você se transformava esse tempo todo que esteva aqui, comia a minha comida e fazia uma cara de sonso quando eu me descabelava tentando descobrir quem era o infeliz que estava assaltando a minha geladeira?

Agora tudo fazia sentido, era ele esse tempo todo. Acho que o apocalipse está chegando para aniquilar a raça humana, pois Naruto tinha razão quando me disse que era o gato que em roubava.

Sasuke franziu o cenho o seu rosto ficou emburrado.

- Eu estava morrendo de fome, você só me dava uma tigela de leite por dia. E a propósito, que leite era aquele que você me deu no primeiro dia? Eu pensei que iria morrer de dor naquela noite.

Minha expressão zangada se dissipou naquela hora, mordi o canto da minha boca enquanto eu olhava para os lados.

Nota mental: Nunca dê leite condessado dissolvido na água para o seu gato, ele pode ter dor.

Sorri amarelo e cocei minha cabeça.

- Era leite.

- Leite? - ele questionou, arqueando uma sobrancelha negra. - Aquilo era tudo menos leite.

- Ahn... Por que não continua sua história?

Sasuke ficou um tempinho me olhando com os olhos apertados desconfiados. Mas para a minha sorte ele resolveu deixar isso de lado e continuou:

- Fiquei alguns anos vagando sem rumo com meu irmão até nós tomarmos caminhos diferentes. Ele preferiu voltar para o que era o castelo do nosso clã, e eu resolvi fazer meu caminho de redenção. A culpa do reino Uchiha cair era minha, somente minha. Vivi com essa culpa me corroendo por centenas de anos, nunca mais tive contato com meu irmão. Ele estava quebrado por dentro e não era mais o mesmo. Eu também não era mais um mesmo.

O silêncio se formou de repente, mas antes de eu tentar dizer qualquer palavra de consolo, sua voz soou voltando a relatar os fatos de sua vida.

- Uns anos atrás eu encontrei um arqueólogo, era jovem e sonhador, ele me encontrou perto de umas ruinas que ele escavava e resolveu me adotar. O tempo foi passando e eu percebi que ele era uma pessoa boa e senti confiança nele, e pela primeira vez eu me revelei para uma pessoa.

- E aí, como ele reagiu?

Sasuke sorriu.

- Ele reagiu melhor do que você para falar a verdade. - meu rosto se contorceu numa careta. - Ele ficou assustado, mas no fim acabei explicando toda a história e como eu previ, ele resolveu me ajudar.

- E como você foi parar naquele lugar onde encontrei? Ele te colocou para fora de casa?

- Não, eu vim atrás de você.

Meus olhos arregalaram e meu coração deu um pulo.

- De... Mim?

- Sim, você é a única que pode me ajudar... - sua mão que estava pousada em sua perna tremeu. - Meu tempo está acabando. Sakura me escute, amanhã virá um homem, seu nome é Kakashi, é ele que ajudando. Ele vai vir para conversar com você e explicar as coisas direito...

Sasuke não conseguiu terminar a frase, pois seu corpo tremeu e se metamorfoseou para a forma de gato novamente, se perdendo no meio da toalha de banho.

Fiquei olhando o gato com pelagem preta, totalmente incrédula. O pequeno bichano me fitava, seus olhinhos redondos estavam tristes com aquele timbre de pidão. Sério, aquilo me tocou profundamente. Tudo aquilo parecia surreal, mas era a mais pura verdade.

Sua história era meio absurda, mas lá no fundo eu sabia que era real, seu sofrimento era real. E talvez eu me arrependa futuramente, mas eu tenho um coração de manteiga e odiava ver as pessoas sofrerem.

Levantei-me do sofá, e me sentei no outro onde estava o meu gato Garibaldo/Sasuke. O bichano ergueu sua cabecinha peluda para mim, e aquilo só me deixou mais confusa. Peguei-o no colo, ignorando o fato dele ser um homem bonitão.

- Tudo bem - comecei, passando minhas mãos em seu pelo lisinho. -, eu sei que é meio absurdo tudo isso, mas... - suspirei. - Sou sequelada o suficiente para acreditar em você. E... Esperarei esse tal Kakashi que virá amanhã. Vou confiar em você.

Miau.

Foi tudo o que Garibaldo... Quer dizer, Sasuke, disse antes de lamber a minha mão. Sorri com isso.

Bom, não sabia o que estava por vir pela frente, eu não sabia que salvando a vida desse gatinho eu fosse ganhar um deus grego e filho de imperador como presente. E mesmo eu achando que vida de pobre era uma merda, e eu garanto pode ficar pior, pois ganhei mais outra boca para alimentar.

Continua.


Notas Finais


O que acharam do capítulo?
Sakura deu uma pirada legal, né?
O que dizem na explicação do Sasuke?
Sakura não estava pensando exatamente no sofrimento no moreno e sim em mais uma boca para alimentar kkk
Palpite do que possa vir pela frente?
Lembrando para quem não leu as notas iniciais, esse é o ultimo capítulo, voltarei em janeiro, dezembro vou tirá para finalizar ela é demais.
Quero dizer que postei um jornal com o calendário de novas fanfic de 2017 deixarei o link em baixo para vc s dá uma passadinha.
Link: https://spiritfanfics.com/perfil/cherry-bomb91/jornal/calendario-fanfic-2017-6911236
Bom gente, é isso eu desejo um feliz natal e um próspero ano novo para todos vcs.
Bjs.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...