História Meu nome é Caos - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 35
Palavras 1.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpas a demora.
Tenha uma boa leitura 😙😙😙

Capítulo 6 - ×× Capítulo 6 ××


Dizem que primeiro vem a calmaria e depois a tempestade no meu caso primeiro veio a tempestade e depois...

Ah, o depois. Ele é bem pior.

Meu irmão morreu quanto eu tinha 21 anos em uma das muitas noites conturbadas na qual eu vivia e insistia que ele vivesse comigo.

-Como está sua mãe? -Meu pai me aborda quando eu fecho vagarosamente a porta do quarto.

-Dormindo. -murmuro.

-Uhum. É único coisa que ela saber fazer.

-Pai... -ele da de ombros.

-Não quero saber. Ela só sabe chorar e lamentar. Já se passaram cinco anos. Carlos não vai mais voltar... -suspira pesadamente. - Ele não vai mais voltar.

Seus olhos se fecham e ele ergue o copo em mais uma golada do seu Whisky, tentando preencher um vazio que se mantinha aberto. Todos nós tentávamos preencher o vazio.

-Comprou os cigarros? -perguntou, a voz seca. Neguei.

-Parei de fumar. -ele ri sem humor entrando novamente para seu quarto.

Era sempre assim um espaço enorme entre nós. Algumas palavras, alguns pedidos, quase como se fossemos fantasmas vagando pela casa.
Nenhuma coragem para partir.
Nenhuma coragem para ficar.
Condenado a isso. Me pergunto se ele sentia o mesmo que eu, se sentia as correntes que o amarrava em casa.

Suspirei deixando os pensamentos se dissipar de minha mente.

Entrei em meu quarto disposto a passar o resto dos dias ali. Disposto a apodrecer minha alma caso eu tivesse uma, mas logo mais a gritaria se reiniciaria e a súbita vontade de fugir também.
A vontade de não voltar.

A gritaria início.

Corri para fora de casa.
Parando dentro da única loja aberta nos confins da noite e novamente lá estava eu...

Cigarros. Cigarros. Haviam tantos. O que eu iria fazer? Qual era o propósito eles nunca me saciaram de verdade, era como as bebidas de meu pai, como os comprimidos de minha mãe uma tentativa falha de preencher a alma.

Malditos. Malditos eram os dois. Malditos eram nos três. Ainda nos lamentando e lamentando por algo que aconteceu a tanto tempo, mas a coisas que não se esquece ainda mais quando te lembram isso todos os dias dessa miserável vida.

A culpa é sua!

Joguei o bolo de dinheiro no balcão sem me preocupar se tivesse dado dinheiro além da conta. Coloquei as caixas de cigarros dentro dos bolsos da jaqueta e calça saindo as pressas da pequena loja. Me isolando em qualquer canto.

Já era comum para mim, os paços largos no meio da noite os olhares desconfiados das pessoas sobre mim.
Os cigarros acessos mais essa noite eu não acendi. Não acendi um única maço.

Eu odeio seus vícios. Ele disse como se me conhecesse.

Passei a mão sobre meu rosto angustiado. Eu não deveria pensar nele. Não deveria lembra de suas palavras quando já tinha tantos fantasmas me assombrando. Gritando meu nome. Me condenando, queimando partes de mim. Abrindo cicatrizes só para me ferir.

Isaac seria mais um deles, mais um fantasma.

Jogo as caixas de cigarros no chão, ignorando a reluta do meu corpo.

Você não precisa mais disso. -penso quando em um último suplício do meu íntimo me vejo tentado a pegar de volta.

Dou as costas para os cigarros e me deixo ser engolido noite a dentro.
Eu não estava com sono mais me sentia extremamente cansado os ombros pesados, os paços mais lentos, o olhar distante.

Não me sentia ligado em nada físico fosse nas curvas de homem ou nos olhares ameaçadores eles passavam diante de mim sobre as luzes da calçada mais mesmo assim meu corpo e mente só ignorava.

Mais caos não ignoraria ele não me daria essa vitória.

-Ei, você! -Olho para trás. - É bonito, tem cara de cheio da grana. Rapazes acho que achamos nosso brinquedinho da noite.

Sorri eles não poderiam estar mais errados.

-Me deixe em paz. -alertei continuando a andar. Tentando ignorar o caos mais já era tarde demais a mão pousou sobre meu ombro. Maldito fosse!

-A festa nem começou, e você já é nosso convidado favorito. -O cara quase do meu tamanho disse sarcástico fazendo vários de seus amigos atrás rirem. -Fique. -pediu.

E em um instante me vi mobilizando ele no chão.

-Será um prazer. -sussurro forçando mais seu braço sobre suas costas. Ele geme de dor.

-Me ajudem seus filha da puta! -exclamou para os amigos que me olhavam atônitos.

Não demorou muito para que partissem para cima de mim jogando suas bebidas de lado. Me levantei do chão arregaçando minhas mangas e armando os punhos.

-Quem vai ser o primeiro? -perguntei sarcástico ao entre olhar os quatro encrenqueiros.

O primeiro soco foi em cheio,  mas eu não sai ileso.

-Vocês batem como garotinha! -ri amargamente ao sentir o sangue escorrer em meu rosto.  

Foi rápido. Foi insano.

Eu estava em cima de um deles distribuindo vários socos pelo seu rosto incansavelmente. Tentando controlar uma raiva sem limites. Me vi no piloto automático ouvindo a multidão, que um dia me aplaudio de pé.

CAOS! CAOS! CAOS! CAOS! Eles gritavam.

Era meu nome. Meu nome odiado que eu tanto negava a mim mesmo por que Caos era só parte do monstro que eu era.

Caos eles me chamavam.

Então eu parei como medo de mim mesmo. As memórias ela não paravam de vir.

Corri para longe dos rapazes, longe do que eu tinha feito. Longe das memórias.

Minhas mãos ainda estavam quentes, meu coração ainda se mantinha em um ritmo descompensado e o Caos ainda queria mais.

Fiquei sentando por horas em um banco qualquer a cabeça baixa até que a luz passou a se apoderar de todo o céu antes escuro. 

Era manhã e eu ainda não tinha voltado para casa, minhas mãos estavam sujas e o sangue seco colava em meus cabelos.

Me levantei cambaleando tentando encontrar o caminho da minha loja era quase como se eu estivesse bêbado.

Deixei meus pés me levarem e se eu tivesse sorte não iria haver nenhum cliente.  Eu não estava nos meus melhores dias.

Continuei a andar até parar em frente a pequena cafeteria que em poucos anos eu tinha herdado. Era um presente, ele tinha dito. Me lembro de ter rido e dizer que um carro era muito mais utilizável no fim acabei pegando um grande apreço pelo pequeno estabelecimento.

Nos dias sombrios ele aliviava meu corpo, minha mente e restaurava um pouco do que sobrou de mim.

Cai para dentro do meu estabelecimento ao tentar empurrar a porta e antes que meu rosto desse de cara com um chão um corpo baixo me segurou com força.

Eu sabia que era ele.

-Isaac. -sussurrei. Isaac. Tão simples e tão completo. Eu nunca imaginei que poderia ficar tão vidrado em um nome. Em um olhar. Em uma pessoa. -Você anda me perseguindo?

Ele riu baixo e me ajudou a me sentar se ajoelhado a minha frente.

-O que aconteceu com você? -pergunto a me encarar fixamente com o olhar horrizado.

Eu sorri. Mais ele não sorriu de volta.

-O de sempre. -disse sentindo a pontada de culpa me atingir.

Isaac se levantou e eu o segui com o olhar pensei que estaria indo embora mais...

Eu podia. Devia. Ter me afastado da sua proximidade inesperada, mas não me mexi. Os olhos castanhos me hipnotizando. As mãos macias de repente afagando meus cabelos.

Segurou meu rosto com as duas mãos e beijou minha testa suja delicadamente.

-Eu vou cuidar de você. -murmuro para mim com um sorriso nos lábios e senti meu corpo fraquejar diante das palavras.

Seria possível um simples beijo, uma simples frase acalmar tudo que antes era um caos?


Notas Finais


Eaí gostaram? Odiaram? Amaram?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...