História Meu passado não condena só a mim - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 25
Palavras 4.275
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olááá pessoas *^*!
Bom, chegamos ao final i.i primeiramente queria agradecer meus 3 favoritos, parece pouco (e é) mas estou mais do que satisfeita ^^ afinal, aguardava apenas 1 :') fora que a fic é original e o foco nunca foi romance, vomitar arco íris e amor até engasgar '-' então sim! Estou mega feliz pelos 3 favoritos =3 (Ainda tem uma galerinha na surdina que eu sei! Huehue)
Tentei fazer um bom trabalho com o desfecho ^^'
Enfim! Falei demais kkkk... Boa leitura >.<

Capítulo 17 - The end


     Durante um triste e sôfrego suspiro, Loeny agacha-se para alcançar seus cadarços soltos de seu tênis esportivo, não segurando uma longa e cansada respiração, para assim evitar que mais alguma lágrima escorra pelo seu rosto novamente.

     Desde o dia em que foi deixada em casa após aquele terrível episódio, há exatas duas semanas, Yago passou a derramar sua dor e angústia em lágrimas durante as noites, principalmente ao se lembrar do que foi dito pelos amigos de Kennedy e por tê-la abandonado para trás. Saber que foi incapaz de fazer algo contra a vontade da própria Codley somente a deixava pior, afinal, ela se sacrificou pela sua vida.

     Aquele tal Parker parecia não querer brincar, a doutora conseguiu ver a imensa vontade explícita de matar naquele homem que a enjoava. Não conseguia engolir todo o mal causado por essa pessoa. Se é que poderia chamá-lo de "pessoa".

     Valentine e Walker não deram as caras ou notícias sobre a mulher ou qualquer outra coisa relacionada, deixando-a desinformada e, de certa forma, desesperada. Temia que Codley morresse, mas isso de fato ocorreu? Aliás, o que raios ocorreu?! Mais uma vez naquela triste quinzena, divagava tais questões.

     Em um leve balançar de cabeça, a morena conclui sua ação de fazer laços em seus cadarços, levantando do chão. Hoje, após aquele tempo, voltaria com suas caminhadas diárias nas manhãs, mesmo que fosse sua folga... Como esteve incapacitada de realizar qualquer coisa além de sentir-se mal por todas as incógnitas adquiridas, Loeny acabou passando a primeira semana afastada do hospital, tendo voltado ao emprego na outra, mas trabalhava sem seu costumeiro sorriso doce e espontâneo, o que era estranhado por seus pacientes e colegas, porém é óbvio que não disse nada sobre o motivo causador.

     Sem querer torturar-se com mais algum outro pensamento que a colocaria ainda mais para baixo, Yago leva as mãos à suas madeixas já não tão curtas, fazendo um coque frouxo usando um cocó.

     Julgando está pronta para sua habitual rotina, ela apenas ruma à cozinha a fim de pegar sua fiel garrafinha d'água para finalmente ir à saída, não tardando em abrir a porta e a fechando após sair com uma triste feição.

     Ao certificar que seu apartamento estava devidamente trancado, Loeny suspira enquanto vira-se para ir ao elevador daquele andar, entretanto, ao girar seu tronco na direção desejada, acaba por levar um grande susto que a fez soltar a garrafinha no chão e retroceder um passo durante um arregalar de olhos.

     Ali, encostada na parede ao lado da moradia de Kennedy, de braços cruzados enquanto sustenta um discreto sorriso nos lábios, estava Codley, com alguns curativos nos braços e rosto, viva e aparentemente bem. "Mas...?", parecia que a morena via um fantasma na sua frente.

     Loeny engole em seco, sem sequer perceber, estava com a respiração acelerada assim como seu bobo coração, que havia vacilado nas primeiras duas batidas ao visualizar a outra mulher. Então ela não faleceu, pensa a doutora, fato que era deveras bom, mas foi pega de surpresa com aquela aparição repentina.

  --Vai ficar me encarando assim até quando? -Indaga Kennedy, arqueando a sobrancelha- Parece até que está com medo. -Conclui, aumentando minimamente o seu sorriso.

  --Mas... M-mas... você... -Balbucia, sentindo-se aliviada, porém ainda descrente.

  --Eu sei. -Desescora da parede, liberando um cansado suspiro- Tenho que conversar direito com você.

  --Você é uma idiota! -Brada convicta, esboçando certa raiva em seu semblante confuso, fazendo a outra a mirar desentendida.

     Kennedy leva um pequeno susto com aquela reação já que há poucos instantes ela mais parecia surpresa e agora estava irritada e atordoada. Não era de se esperar menos, afinal, Loeny era um poço de emoções que são facilmente trocadas, constata a mulher de negros cabelos.

     De repente, quando Codley iria abrir a boca mais uma vez para uma outra tentativa de explicação, Yago simplesmente corre um tanto vacilante em sua direção, agarrando-a fortemente pela cintura, a abraçando com saudade, como se quisesse comprovar a que presença de Kennedy fosse real e que ela não a abandonaria. Atitude essa que denunciava sua já tão explícita paixão.

     Codley se espanta de primeira já que foi surpreendida por aquela simples ação, porém, logo corresponde a carícia com a mesma intensidade, recebendo a outra em seus braços, sentindo um ótimo alívio, conseguindo sentir também, o forte e acelerado bater do coração alheio dado o aperto do ato.

  --Porque desapareceu por tanto tempo sem sequer dá notícia?! Tem idéia do que eu passei?! -Cobra a morena, com o rosto apoiado no ombro alheio, ouvindo a outra rir brevemente, deixando-a sem entender o motivo do riso.

     Kennedy acaba por descrer daquela fala... Yago tinha N-motivos para ter ficado desesperada, incluindo em principal, as poucas e nem tão boas que passou sendo refém daquele monstro que já se encontrava morto, então não conseguia acreditar que a maior preocupação da mulher fosse a falta de informações sobre si, fato que a levou a rir. "Acho que me enganei...", pensa, "Loeny não mudou seu ponto de vista sobre mim...", conclui, respirando fundo.

  --Vai por mim, eu tenho idéia sim... -Retruca mais baixo, resolvendo deixar seus pensamentos apenas para si- E me desculpe, tive que me afastar para cuidar dos meus ferimentos, não foi como se eu tivesse feito isso para te deixar mal, mas não pude te preocupar com isso.

  --Não custava me dizer, pelo menos, que estava viva! Ter mandado uma mensagem ou pedir aos seus amigos! -Brigava, apertando ainda mais o abraço.

  --Você vai me sufocar... -Murmura, sentindo a outra afrouxar o aperto, soltando um baixo "desculpe-me"- Eu quebrei meu celular e eles não podiam fazer isso por mim, eu que deveria vir para explicar e é o que estou fazendo. Ou tentando.

  --O que diabos aconteceu lá, Codley? E tudo o que me disseram de você? -Passa a encará-la, agora disposta a sanar suas incógnitas.

  --Disse para Scott e Asuki lhe falar sobre tudo, desde o início, eles disseram? -A doutora assente em positivo- O que lhe foi dito, tudo é verídico, doutora. Quando dizia ser perigoso, não estava brincando, espero que não me odeie pelo o que acabou se metendo. -Desvia o olhar.

  --Não diga besteiras, não a culpo. -Retruca, recebendo um olhar surpreso em troca- E foi que você quase morreu... Por minha causa. -Amassa a parte do tecido da blusa alheia que possuía entre os dedos, lamentando.

  --Nem de longe a culpa foi sua, eu que acabei temendo demais. -Assume séria- E qual é, pelo o que lembro, nos conhecemos em uma das minhas "quase morte". -Ri brevemente, alisando as costas da morena.

  --Não brinca com isso.

  --Não sou eu que brinco com a morte, é ela que brinca comigo. -Revela calmamente- Mas sabe? Creio eu, que um dos motivos de eu não ter falecido realmente, foi porque ainda não te fiz uma importante pergunta que eu sei que você gostaria de ouvir. -Diz soltando-a, ficando apenas meio abraçadas, se encarando com os braços envolta do corpo de cada uma.

     Yago levanta a sobrancelha, pensando nas palavras ditas. Uma pergunta que gostaria de ouvir? Do que ela falava agora? Antes que pudesse indagar tal coisa, a outra completa:

  --Você quer participar oficialmente da conturbação que chamo de "minha vida"? -Sorri sem mostrar os dentes, observando os olhos alheio crescerem drasticamente.

     Loeny é pega desprevenida por aquela simples pergunta, era fato que já desejou ouvi-la, no entanto, durante toda a confusão e conflitos internos que ocorreu nos últimos dias, sequer pensou naquilo. Não teve tempo e/ou cabeça para desvanear tal coisa. Mas ali estava a mulher que passou a amar, lhe pedindo em namoro, lógico, usando outras palavras, afinal era Codley quem pedia.

     Logo Loeny permite que um grande sorriso se faça presente em seu rosto que, há uns minutos, estava triste, tratando de retirar suas mãos da cintura alheia para a segurar pela nuca, impulsionando seu corpo para frente com a finalidade de tomar os lábios dela, surpreendendo-a por sua ação.

     A doutora não demora em transformar seu simples selinho em um devido beijo profundo, porém ameno, carregado de sentimentos.

     Codley não se dá o trabalho de permanecer surpresa por muito tempo, pois aquela atitude era de se esperar devido sua fala, então trata de corresponder o ósculo da mesma maneira, transmitindo seus sentimentos, tendo sua resposta não verbal, entretanto, Loeny parte o beijo, mas permanece bem próxima de seus lábios apenas para dizer:

  --Claro que quero, mulher bipolar, quero muito. -Murmura, chamando-a daquela forma pelas rápidas trocas de humor que ela possuía; Kennedy não responde, somente sorri, encarando o mar castanho da morena.

     Sem delongas, Yago volta a beijá-la, distribuindo selinhos nos lábios alheio, isso até Kennedy morder-lhe o lábio inferior e o puxar, beijando-lhe com certa pressa.

  --Sabe de um outro motivo de eu não poder morrer, mulher? -Usa um tom meio rouco, fazendo a outra arrepiar-se por murmurar tal frase rente sua orelha- Porque você está em dívida comigo, e como já disse: sou de cobrar. -Alisa as laterais do corpo alheio vagarosamente- E como já faz certo tempo, cobrarei juros também... -Conclui soltando uma breve e baixa risada que soou maliciosa aos ouvidos da mulher.

     Essa fala e tom de voz usado era apelação, pensa Loeny, fechando os olhos para concentrar-se no percurso daquelas audaciosas mãos que rumavam ao seu traseiro. Há poucos minutos estavam tendo uma séria conversa e acabaram de firmar um relacionamento... Codley não era de deixar passar nenhuma oportunidade, conclui a morena.

  --Estamos no corredor do prédio, Kennedy. -Sussurra ainda de olhos fechados.

  --A porta do meu apartamento está aberta. -Retruca quase de imediato.

     Loeny abre os olhos, fitando o semblante luxurioso sustentado pela outra, então trata de deixar para lá o seu lado mais tímido, para poder aproveitar a deixa também.

  --O que estamos fazendo aqui então? -Indaga, devolvendo o olhar ardendo em desejo.

     Codley nada responde, ao invés disso, ela se abaixa um pouco para alcançar as coxas da morena com as mãos cheias, levantando-a, pondo-a nos braços que não estavam tão machucados, sentindo a outra entrelaçar as pernas em volta do seu corpo e segurar-lhe pelo pescoço, voltando a beijá-la.

     Kennedy não perde tempo, pois além de ansiosa, alguém poderia aparecer ali, então trata de carregar a outra para o seu apartamento, mantendo os olhos abertos durante o beijo, senão se esbarraria em todas as coisas presentes no meio do seu caminho. Ao alcançarem a porta, Yago a abre com certa dificuldade dada a posição atual, e enfim entram naquele espaço que ficou inabitada durante duas inteiras e longas semanas.

     Fechando a porta com uma força não medida, resultando em um desnecessário som, Codley adentra sua casa, rumando diretamente à primeira parede que viu, que ficava ao lado da passagem para a cozinha, não tardando em prensar a outra mulher ali, ainda beijando-a com necessidade, parando poucas vezes para recuperar o ar perdido.

     Logo a doutora decide descer dos braços alheio, tendo de separar os lábios para realizar sua ação, estando ofegante assim como Kennedy também estava, sem quebrarem o contato dos olhos.

     De pés no chão, Yago resolve não perder tempo e já leva suas mãos à barra da blusa cinza usada pela outra, subindo-a com certa pressa, conseguindo retirá-la para logo soltá-la em qualquer lugar sem importância, fazendo o mesmo com a própria regata, surpreendendo Codley com sua iniciativa,  tendo essa aberto mais um sorriso.

     Kennedy volta a beijar a doutora, pondo suas mãos na parede, nas laterais do corpo farto da outra, sentindo-a pôr as mãos nas suas costas, iniciando por baixo, sem fazer cerimônia em alisar sua pele nua, levando-as para cima, alcançando seu sutiã. Sentir a morena retirar sua peça íntima e saber que aquela pressa era ocasionada pela saudade sentida de sua pessoa, somente fazia crescer a vontade de Codley de beijar e tocar todo aquele corpo com a finalidade de confirmar sua presença. Não desejava se ausentar novamente, pois se tornou um fato, precisava de Yago.

     Loeny acaba por partir o toque dos lábios mais uma vez, puxando o sutiã alheio pelos braços dela em um mundo pedido para a permissão da saída daquela peça, sendo prontamente concedida. Kennedy trata de avançar no pescoço da morena, lugar onde iniciou a distribuição de leves beijos enquanto retirava o sutiã dela também, recebendo ajuda da mesma para conseguir fazer tal ato com mais rapidez.

     Livres daquelas peças, começaram uma melhor exploração nos corpos. Codley enchendo ambas as mãos com os volumosos seios da outra, os apalpando de forma firme, sem usar força, estando agora, mordendo a área onde beijava, ouvindo a parceira suspirar a cada apertada ganha. Já Loeny, arranhava as costas descobertas de Kennedy, de rosto virado e olhos fechados para uma melhor liberdade à outra e para aproveitar ambos os toques proporcionados durante a liberação de seus excitados sons.

    No entanto, Yago decide passar suas unhas por toda as costas da outra, chegando ao cóccix, marcando a pele macia dela, então circunda suas mãos para chegar na parte de frente da calça usada por ela, ouvindo-a soltar um breve riso, estremecendo devido seus toques. Sem delongas, a morena desabotoa o jeans, logo descendo o zíper no intuito de retirar tanto a calça quanto a calcinha de Kennedy.

     Ao perceber as intenções de sua agora namorada, Codley a solta e se afasta dele apenas o bastante para permitir que a outra fizesse o que desejava, vendo-a abaixar-se na oportunidade que lhe foi dada, descendo as peças que já segurava, deslizando-as pelas pernas trabalhadas da amante.

     Não demorou nada para Kennedy levantar uma perna e depois a outra, para assim, deixar a calça sair do seu corpo, ficando completamente exposta à doutora, e também, a sua mercê.

     Loeny consegue surpreender a outra novamente ao segurar-lhe pela cintura e inverter as posições de uma maneira rápida, fazendo a outra bater as costas na parede, ficando em sua frente ainda abaixada, sorrindo abertamente ao dirigir seu olhar para o rosto dela, deparando-se com uma feição embasbacada.

     Codley encara a outra de olhos minimamente arregalados, com a boca entreaberta para facilitar sua respiração, impressionada com a agilidade dela ao virá-la daquela forma e com o semblante sacana sustentado pela mesma. "Modo Loeny desinibida: ativado", pensa, sorrindo devido o próprio pensamento, fitando a doutora.

    Logo Loeny fica de joelhos, sentando nas panturrilhas, passando a observar a parte do corpo alheio que estava na sua altura: a intimidade da companheira. A mesma põe as mãos entre as coxas alheia, pedindo não verbalmente que ela afastasse as pernas. Kennedy entende tal pedido e o realiza, afastando suas pernas a medida que a morena ainda segurava suas coxas, percebendo que havia aberto o suficiente ao senti-la soltar o seu corpo.

     Loeny respira fundo, tentando controlar tanto a respiração quanto o coração já que ambos estavam desregulares, estando ansiosa e um tanto receosa com o próximo passo, temendo não agradar Codley. Entretanto, se nada fizesse, não saberia se ela iria gostar ou não, então trata de levar uma mão para a frente de sua boca, lambendo bem três dos seus dedos, os lubrificando para os passar por cima da intimidade alheia.

     Com os dedos postos na região onde gostaria de tocar, Yago inicia um lento vai-e-vem com a mão, fazendo a outra liberar baixos e contidos gemidos de deleite enquanto fechava seus olhos negros, aparentemente, para focar-se na carícia que lhe era feita. Tal comportamento instigava a doutora a proseguir com aquilo, pois tornou-se visível que estava conseguindo agradá-la.

     Codley sentia sua parte sensível ser tocada de uma gostosa forma calma, entretanto, o movimento da mão alheia acaba por ganhar mais velocidade, indo e vindo em todo o seu sexo, levando-a a aumentar o som que liberava devido ao toque, sentindo também, a outra mão dela lhe alisar por entre as coxas.

     Antes que fizesse Codley chegar ao seu limite somente com aquilo, Loeny interrompe sua ação aos poucos, parando seus movimentos gradativamente, recebendo uma espécie de muxoxo desgostoso vindo da outra, o que a fez sorrir. Para evitar questionamentos, a doutora logo direciona a mão usada para massageá-la entre as coxas, para levantar uma perna dela, a apoiando na parede enquanto a segurava, usando a outra mão para agarrar a perna que era mantida no chão.

     Diante as arfadas de Kennedy e a sobrancelha arqueada da mesma em um claro sinal de desentendimento, Yago aproxima seu rosto da intimidade mais exposta e já úmida da outra mulher, pondo, sem delongas, a língua para fora a fim de encostá-la naquela região exposta, não tardando em lamber a clitóris, recebendo um suspiro entrecortado em troca.

     Kennedy põe suas mãos na cabeça alheia, levantando a sua durante um revirar de olhos, agarrando os cabelos da morena, não evitando desgrenhá-los enquanto apreciava as lentas lambidas que recebia na mesma região, fazendo-a respirar com certa dificuldade.

     Yago sentia suas malenas serem agarradas e puxadas com força, mas logo a outra afrouxava o aperto, voltando a segurar seus fios com firmeza em seguida. Até parecia que estava recebendo uma massagem na cabeça, mas sabia que aquilo se tratava da incapacidade da outra em aquietar as mãos.

     A doutora leva a mão, que antes estava na perna de apoio da parceira, para onde sua atrevida língua não alcançava, realizando assim, uma masturbação na mulher enquanto fazia oral na mesma, ouvindo Codley começar a gemer mais alto.

     Não contente com suas ações, Yago trata de adentrar um dígito na intimidade de Kennedy, penetrando-a lentamente durante suas passadas de língua, deixando a outra com vontade de ser tocada com mais precisão.

  --L-Loeny... -Diz entrecortada, em meio os gemidos- Vai l-logo. -Completa de uma maneira quase sem sentido aos ouvidos de Loeny. Quase.

     Em resposta Yago sorri, inserindo o segundo dedo, iniciando uma movimentação mais rápida ali, passando a sugar a clitóris molhada de Kennedy enquanto a mão que segurava a coxa dela, a alisava por aquela região.

     Codley aperta os cabelos que possuía em mãos, começando a ofegar cada vez mais alto, quase perdendo o equilíbrio, sentindo o início dos espasmos quererem percorrer seu corpo. Logo esta sente seu corpo estremecer de uma louca forma, tendo um gostoso calafrio lhe passando pela espinha, ficando com a respiração mais pesada.

     Loeny, para encerrar seu ato, passa sua língua por todo o sexo dela mais uma vez, limpando a umidade adquirida pelo estímulo que proporcionou à ela, sentindo a outra soltar suas malenas para segurar suas mãos, puxando-a para cima no intuito de fazê-la levantar.

    Kennedy sequer deixa a morena assimilar alguma coisa, avançando em sua boca suja com seu prazer, tomando-lhe os lábios com uma enorme sede, provando do próprio gosto, entretanto, tal fato apenas deixava o ato das bocas mais exótico.

     Ao partirem o ósculo pela patética falta de ar, Yago inicia:

  --Dívida paga. -A olha nos olhos, ofegante.

  --Sem dúvidas. -Responde, estampando um grande sorriso- Mas está na hora de adquirir outras. -Termina com tom sacana, voltando a beijá-la com furor.

     Aquela troca de carícias e prazeres ainda estava no seu início já que possuíam bastante saudade para matar e a estranha necessidade de marcar presença, principalmente agora, com o fim da maior preocupação de Kennedy e início de uma vida mais tranquila da mesma.

                         //~***~\\

     Pondo uma grande mochila preta nas costas, conseguindo ouvir a colisão dos conteúdos postos lá dentro, Kennedy pega seu celular de cima da mesa de centro, deparando-se com o que já esperava: uma mensagem de Torimo. Sorrindo pelo fato previsível, ela abre a mensagem:

    ~6:17h
   O que ainda está fazendo?! Vamos sair atrasados assim!~

     Rindo devido a clara irritação do amigo, ela o responde:

    ~6:24h
   Já estou descendo, tenha um pouco mais de calma ;).~

     Logo ela bloqueia o aparelho e o põe no bolso, ignorando a vibração do celular que certamente seria uma resposta ainda mais impaciente de Jones por sua certa "irrelevância" quanto ao horário a ser cumprido. Ela ainda sustentava seu sorriso, imaginando a cara de indignação que ele possuía nesse momento. Havia sido ele a querer descer primeiro sem a esperar, teria de aguardá-la de qualquer forma, então porque a pressa? pensa ela, com sua costumeira feição despreocupada.

     Codley sentia-se mais segura de si agora, em paz, pois conseguiu, finalmente, ter a vida tranquila como tanto desejou... voltou a ter contato com os amigos, Torimo passou a morar consigo mais uma vez e as implicâncias entre o quarteto eram frequentes, principalmente tendo a mulher entre eles que não deixava passar sequer uma oportunidade para soltar uma piadinha.

     E ainda tinha Yago, sua atual namorada. Nunca imaginou entrar em outro relacionamento por conta do acontecimento no seu passado, entretanto, esse não tinha tanto risco, pois o maior causador de caos já estava no inferno.

     Já estava próximo de fazer um mês completo de namoro com a doutora, e durante esse tempo, elas passaram a caminhar juntas todas as manhãs, almoçando juntas, Codley costumava buscá-la no hospital, dentre outras coisas simples, para assim, conseguirem passar o máximo de tempo curtindo a presença de cada uma dada a rotina corrida de Loeny por ser uma doutora responsável de um bloco hospitalar.

     Porém, a partir de hoje, essa rotina normal mudaria um pouco já que Codley não suportava mais ficar infurnada em casa sem fazer nada além de ler e sair para treinar com os ativos amigos, pois já havia cansado disso e devorou todos os livros. Livros esses que abordavam direitos humanos, o que era irônico devido o rumo que sua vida tomou desde a adolescência.

     Logo ela volta a realidade, pegando suas chaves para finalmente sair do apartamento antes que Torimo resolvesse subir no quarto andar novamente para puxá-la pelas orelhas. Ela sorri enquanto meneea negativamente por tal pensamento idiota.

     Fora de sua casa, Kennedy percebe que a doutora estava no corredor, caminhando em sua direção como da primeira vez que deparou-se com ela naquele prédio, mas dessa vez, ela trajava uma de suas roupas esportivas para sua tão sagrada caminhada.

  --Você ainda não saiu? -Indaga a morena, arqueando a sobrancelha- Não iria bem cedo? -Completa, parando na frente da outra.

  --Ainda é bem cedo, só demorei um pouquinho. -Abraça a doutora, não tardando em colar seus lábios nos dela.

  --Ainda não creio que voltará com isso... -Comenta, desviando o olhar.

  --Mas você não vai tentar impedir.

  --Claro que não, a escolha é sua assim como sua vida. -Volta encará-la- Mas saiba que não sou a favor da idéia.

  --Sejamos realista, mulher, não consigo fugir disso por muito tempo. -Sorri de lado.

  --Pior que sei. -Diz em um suspiro.

     Kennedy aproxima seu rosto novamente, alcançando os lábios róseos alheio para um devido beijo carinhoso, na tentativa bem sucedida de tranquilizá-la.

  --Prometo não fazer muita besteira. -Sussurra, depositando um sereno beijo na testa da outra- Melhor descermos, senão você perde seu tempo e Tori me mata. -Ri, fazendo a morena rir também, partindo o abraço.

     Codley, após desvencilhar-se da mulher, segura na mão desta, passando a caminhar rumo ao elevador, não demorando em entrar ali. Durante o trajeto do quarto andar até o térreo, por estarem sozinhas, Yago toma a iniciativa de abraçar a outra fortemente pelo pescoço, assustando-a pela sua súbita ação.

  --Tome muito cuidado. -Pede baixo.

  --Tomarei. -Retruca, correspondendo ao aperto.

  --Eu te amo, então não ouse morrer. -Pede com convicção.

  --Também te amo. -Sorri- Fique tranquila, a morte sempre esteve do meu lado, mas ela ainda não me quer. -Brinca, separando-se de Yago.

     A doutora iria responder àquela brincadeira que lhe soou de mal gosto, entretanto as portas se abriram e a outra lhe puxou para fora dali, impedindo sua fala, então desiste de a fazer.

     Elas passam rapidamente pela recepção, acenando para a doce recepcionista que sempre era simpática ao vê-las, logo chegando a saída.

     A primeira coisa que Kennedy viu foi Jones encostado em sua moto, olhando para si enquanto batia o pé impacientemente no chão. Isso sem contar com Valentine e Walker, escorados na lateral de um carro, a encarando em forma de censura.

  --Quando vai aprender a ser pontual, garota? -Indaga sério.

  --Quando Scott e Asuki resolverem assumir o relacionamento. -Retruca divertida, recebendo um olhar incrédulo de sua companheira.

  --D-do que diabos... Sua...! -Diz Scott, se irritando ao mesmo tempo que se constrangia, avançando um passo na direção da mulher, porém foi impedido por Asuki, que segurou seu braço direito.

  --Esquece, cara, ela não tem jeito. -Verbaliza tendo o rosto levemente vermelho.

     Jones, que até então se encontrava sério, encara os outros dois amigos, não conseguindo segurar uma alta gargalhada, fazendo-os ficarem mais constrangidos enquanto murmuravam alguns palavrões. Torimo lembrava bem da implicância de Codley com a amizade próxima deles, logo não havia como não rir.

  --Dessa vez eu dou um desconto ao seu atraso. -Conclui Jones, controlando-se para não dar risadas novamente.

     Loeny, que assistia tudo calada, bate a mão na testa, rindo contidamente daqueles seres que julgava serem sem um pingo de juízo.

  --Então vamos! -Fala Walker, na tentativa de mudar o assunto, entrando no carro, sendo acompanhado de Scott que ainda estava envergonhado.

     Torimo sobe na moto entre risos, pondo o capacete, colocando um outro que havia comprado recentemente no retrovisor para Kennedy, esperando-a subir no veículo também, para poderem partir.

     Codley vira-se para a doutora, a encarando com um belo sorriso, soltando sua mão, preferindo não se despedir, afinal, não iria embora, então deu somente um singelo beijo em seus lábios e passou a rumar à moto, arrumando sua mochila nas costas.

     Quando ela estava no meio do seu caminho, Yago decide chamá-la:

  --Kennedy! Quando voltará? -Pergunta em baixo tom.

     A mulher acaba virando-se para ficar de frente à outra, logo abrindo um enorme sorriso, respondendo-a antes de voltar a andar:

  --Não seja dramática, voltarei hoje mesmo. Assim que conseguir a cabeça para o cliente.


Notas Finais


AVISO DE NOTA ENORME!!!
Eer... Foi isso ('-') kkk bem, esse final eu acabei pensando recentemente, os outros que fiz eram legais, mas não combinaria com a fic ;-; e essa história é meu xodó u.u afinal, foi a primeira que fiz na minha vidinha louca n-n
~O meio-orange só saiu porque quis sanar a dívida 'u' mas não consegui fazer um completo [triste]
Mais uma vez agradeço (sou gay mesmo), primeiramente à ciumenta da Lorena ( tá lendo nas escondidas sá porra) que foi um puta incentivo desde o início até agora, quase me mata Hueshas e ainda foi uma baita divulgadora u.u ♡ lhe amo, gafanhoto :3
Também super agradeço a Pee *^* que teve paciência em acompanhar essa fic que só tem treta hueshask e comentou todos os capítulos novamente! Mesmo tendo judiado do seu coraçãozinho :3 ♡ foi um puta incentivo também *-----* marida está guardada no meu buraco negro u.u
E claro, a minha leitora fantasma também! Lucy, coisa fofa, fiquei muito happy quando vi seu favorito! Pra mim, eu ficaria com 2, mas aí aparece você! Muito obrigada >.< *~* ♡
Enfim! Chega de gayzices (?) Desculpe-me pelos erros de português ^^' (e pelo tamanho do Satanás dessa nota) espero realmente que tenha gostado ^^ cheiro nozói :* :*
Fui ^^/!

"...Todo passado tem algum motivo para ser condenado..."


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