História Meu Pecado - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Khal_Namikaze

Postado
Categorias Naruto
Tags Gaalee, Kibashion, Konohana, Konohanabi, Naruhina, Reino Mistico, Saiino, Sasusaku
Visualizações 52
Palavras 4.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 4 - ACI - Bruxarias e Feitiços


Fanfic / Fanfiction Meu Pecado - Capítulo 4 - ACI - Bruxarias e Feitiços

Toda a sociedade provinciana observa em choque a chegada de Marquês Lee, que sequer remete a eles algum sinal de constrangimento, apenas se abana com seu leque e ajuda a irmã a descer da carruagem, logo se aproximando de nós e se curvando à nossa presença.

— Soberanos! - com a educação que lhe é peculiar, ele nos cumprimentou. Seus trejeitos e gestos exagerados geram comentários entre os súditos, mas ele não se importa, afinal, ele é o Marquês, o homem mais poderoso de Byakugan atrás de meu pai e de Conde Naruto, meu cunhado, ele não deve nada a ninguém, apenas deve os tributos de seu marquesado à coroa e isso ele cumpre religiosamente. Sua figura não é a única a causar estranheza, a figura de Lady Tenten também causa espanto.

— Soberanos! - ela ia se curvar como homem, mas foi repreendida e o fez como a Lady que é. Visivelmente incomodada com suas vestes, provavelmente ela estaria a usar cultos caso não estivesse em viagem, fora a falta de bom comportamento. Não que ela não tenha sido bem educada, muito pelo contrário, mas ela ainda se assemelha a uma menina de rua, lançada à roda dos rejeitados, talvez ter sido criada por um viúvo, como era o caso de Marquês Gai, antecessor e pai de Marquês Lee, ela tem costumes muito masculinos. Dizem as más línguas que ela até mesmo seja frequentadora do tão mal falado cabaré de senhorita Konan, procurando por rum e por perversões com suas meretrizes, mas isso não passa de meros boatos, creio eu. Por último, mas não menos importante!

— Que a luz habite em suas almas! - Neji, o sábio dos hereges, como é conhecido. Ele próprio escolheu o marquesado como lar, levando sua sabedoria ao local que mais precisa da luz de Deus. O fato de ser uma figura tão pacífica e pura ao lado de seres tão pitorescas o torna ainda mais exótico. Eles se tornam o centro de todas as atenções, os observam como à animais exóticos, mas bem, a minha atenção total eles já não possuem. Soltei um leve suspiro enquanto eu mesma abano-me com meu leque, ao longe posso ver entre os arqueiros o meu, lá está ele, Konohamaru, com aquele seu jeito bondoso e até mesmo inocente que tanto me encanta. Pena não poder continuar a admirá-lo, eu preciso retornar ao Palácio, até porque, caso ele me reconheça como a princesa, nossa amizade estará acabada. Ao retornarmos ao Palácio, as malas de nossos hóspedes foram levadas, mas a bagagem não parecia ser o único peso carregado por seus donos, pelo contrário, diferente da habitual descontração que sempre os cerca, eles parecem tratar de alguns assuntos sérios.

— Filha, esse não é um assunto para mulheres! - não sou eu a herdeira do trono?

— Não serei eu a próxima rainha de Byakugan? Pois então todos os assuntos do reino me interessam e muito! - meu pai me olhou de forma repreensiva, enquanto Neji suspira, marquês Lee esconde a risada com seu leque e Lady Tenten se contém para não aplaudir meu discurso.

— Prima Hanabi, creio que, de fato, este assunto não interesse às damas… - eu odeio ficar curiosa! - Porque não acompanha Lady Tenten em um passeio pelo Palácio? - antes que eu lhe retrucasse, minha nobre amiga me tocou o braço, sorrindo-me cúmplice e eu entendi que ela pretende fazer mais uma de suas peripécias, por isso desisti de resistir à ordem de papai.

— Pois está bem, venha comigo, Lady Tenten! - seguimos juntas, batemos a porta, mas ela não se fechou. Por que? Porque a barra da saia do vestido trajado pela morena que me acompanha “se prendeu” à porta e bastou que ela lhe puxasse para que a madeira se entreabrisse, por isso nos entreolhamos sorrindo, logo voltando nossa atenção para a conversa entre eles.

— Então precisa de um inquisidor, de preferência católico? - desde quando inquisidores vão ao marquesado? Não é esta a terra esquecida por Deus que tanto falam? Marquês Lee se assentou, tragando um pouco de licor, enquanto Neji, que estava em pose de meditação, como quase sempre está, abriu seus olhos novamente, sinal de que irá dirigir a palavra a alguém.

— Alguns animais das fazendas e chácaras do marquesado estão a sumir, sinto uma presença quase demoníaca nas terras de Marquês Lee, tio Hiashi, creio que se trate de uma bruxa! - b-bruxa?

— Meus cães de caça acharam vestígios de sacrifícios pelas matas próximas a cachoeira, soberano, cremos que Sakura esteja a rondar o marquesado! - S-Sakura? Engoli em seco, Lady Tenten me acalmou com o olhar.

— Estás a falar de Haruno Sakura? A bruxa que vaga por toda a Ásia? - os dois assentiram e eu tremi da cabeça aos pés. Sempre pensei que Haruno Sakura, a poderosa bruxa da capa vermelha, herdeira da seita dos corvos, aquela que já escapou da fogueira incontáveis vezes e que se mantém jovem corrompendo inocentes ao pecado, fosse uma lenda. - Isso é gravíssimo, tens certeza de que não há algum equívoco?

— Sabemos da gravidade da situação, soberano, por isso lhe trouxemos isso! - de suas vestes, um pequeno vidro com fios ruivo-rosados fora retirado e entregue às mãos de meu pai, que os fita assustado. - Foram achados esses fios de cabelo ao redor de um altar de sacrifício de um cordeiro novo, próximo à uma cerejeira, a bruxa vive e precisamos detê-la para que ela não faça nenhum sacrifício humano!

— Espiar atrás da porta não é uma atitude nobre, minhas ladys! - levei as mãos ao peito, tão como minha amiga engoliu em seco. Que susto, Moegi! Ela fechou a porta discretamente, nos tirando de perto delas antes que algum dos três fosse verificar a fonte do barulho e fôssemos pegas.

— Moegi! - lhe repreendi ao passar do susto, com ela me olhando ainda mais repreensiva.

— Por que estavam a xeretar a conversa dos soberanos? - ela perguntou com as mãos em sua fina cintura, conosco nos entreolhando divertidas.

— Porque também somos soberanas, ora! - ela revirou os olhos, erguendo suas mãos em reclamação, e nós gargalhamos sem pudor algum.

— Vocês duas… - Moegi negou com a cabeça e eu apenas fechei meu leque, tenho muito o que falar com Lady Tenten que parece incomodada.

— Eu não lembrava que usar espartilhos incomodasse tanto! - assim que chegamos ao quarto de hóspedes onde ela permanecerá durante sua estadia na província capital, minha amiga desatou o nó da peça e se jogou de qualquer forma na cama, causando verdadeiro horror em minha dama de companhia que fechou os olhos com as mãos ao ver suas ceroulas à mostra.

— Lady Tenten, que mal lhe diga, mas a senhorita precisa ter modos! Faltaste às aulas de etiqueta? - Lady Tenten apenas sorriu, retirando de seus pertences o que parecia ser um arco desmontado, causando verdadeiro pânico em Moegi ao montá-lo e apontar uma das flechas que estavam escondidas em suas malas para a ruiva que quase desfaleceu em meus braços.

— Aprender a me defender é muito mais útil do que aprender a agradar um marido! - fui ao delírio com seu comentário e minha dama de companhia negou várias vezes com a cabeça, ainda assustada.

— Lady Tenten…

— Hanabi, por favor, deixe de títulos formais abomináveis! Sou apenas Tenten, recorda-se? - novamente em sua bagagem, ela procurou por algo, logo tirando dali um livro. - Tome, creio que goste deste conto… - A Princesa e o Plebeu… Suspirei só com o título, lembrando de meu soldado. - Esse suspirou… Estás apaixonada, Hana? - minhas bochechas queimaram com seu comentário, precisei me abanar, até mesmo para esconder seu rubor, o que lhe fez rir. - Desde quando, Hana? - Moegi foi até a porta e a fechou para que ninguém nos ouça, mesmo assim sentei-me à cama para ficar mais próxima e falar baixo.

— Há uns poucos dias, conheci um soldado, na verdade um arqueiro, com seus belos olhos castanhos que, ah… - suspirei lembrando daqueles olhos que tanto mexem comigo.

— Então um outro arqueiro flechou seu coração, o cupido! - boba!

— Ah, ele é lindo, Tenten, bem educado, não me julga mal, me protege…

— Basta que ele te ensine a atirar para que possamos fazer isso juntas que será o homem perfeito! - não nego que senti poucos ciúmes ao ouví-la se referir à Konohamaru como “homem perfeito”, acho que já sinto o mau lado da paixão. - Mas diga, ele também está apaixonado por ti?

— Eu creio que sim e isso me deixa imensamente feliz! - talvez meus olhos brilhem só de pensar em ser correspondida. - Me encontro com ele quase todos os dias, até mesmo ele, no dia de ontem, me protegeu dos inquisidores! - só de lembrar me arrepio e também me assusto, vou até mesmo desvirtuar o assunto para sanar minha curiosidade. - Pois me diga, achas mesmo que Sakura vive e está no marquesado. - só de falar em bruxas, Moegi leva a mão à testa e desmaia, por isso a deitamos sobre a cama, em meio aos risos.

— Uma das meretrizes do cabaré até mesmo viu seus olhos verdes, mas, sabes, a palavra de uma mulher, ainda mais das perdidas, não é válida aos homens! - contou-me enquanto, com um frasco de perfume, acordava minha dama de companhia. - Pois ela vive e está a buscar por novas almas para condenar a perversão! - me arrepiei inteira. Sakura é uma bruxa que vive há mais de dois séculos mas tem a aparência de uma moça de minha idade ou da idade de minha irmã, mantém-se jovem corrompendo homens inocentes ao pecado e à malícia, principalmente religiosos. Uma lenda que nunca pensei que fosse tão real.

— E-ela já sacrificou algum humano? - Moegi, apesar de tudo, segue a fé católica, por isso se apegou ao terço que sempre carrega, rezando pedindo proteção.

— Ainda não, mas… - minha amiga pegou seus cabelos ruivos. - Sabes que ruivas como tu seriam um ótimo sacrifício para Sakura? - horrorizada, minha dama de companhia gritou e tremeu, fazendo o símbolo da cruz com os dedos.

— S-Santa Maria, mãe de Deus, C-Cristo me salve! - assim dizendo, ela correu para fora do quarto de Tenten que, assim como eu, se entregou às risadas acaloradas, sorrimos até as cãibras possuírem nossa barriga e eu sentir que desejo trocar tais dores por borboletas voando em meu estômago…

— Já vais se encontrar com o tal arqueiro?

— Só vou me trocar, podes me ajudar a fugir? - ela sempre me ajuda e por isso é digna de minha confiança. Lerei o livro com o qual ela me presenteou enquanto espero por meu soldado, sentada à beira do cais e, só de sentir sua presença, me arrepiei. - K-Konohamaru? - logo ele sentou ao meu lado e meu peito acelerou.

— Perdões pelo atraso, não sei se sabes, mas o Marquês está na província, tivemos mais trabalho que o normal. - sorri enquanto ele beija minha mão, contendo um suspiro romântico. Ele me tira o fôlego, me faz flutuar como uma dessas folhas que caem pelo lago, se isto é amor, quero sentir para sempre.

— N-não faz mal, estava a ler um livro e o tempo voou como um pássaro! - só então ele notou o livro em meu colo, o olhando com certo fascínio.

— Sabes ler? - mas… Ora, Hanabi, não sejas tonta! Ele é um plebeu e nem todos os plebeus sabem ler.

— Fui alfabetizada por uma amiga cristã, sabes ler? - ele negou um pouco desanimado, até mesmo o brilho de seus olhos se apagou. - Posso ensinar-lhe! - rapidamente a luz de seu olhar se recompôs, me deixando ainda mais apaixonada, incapaz de conter um novo suspiro. Ah, como é incrível sentir essas emoções! De início, li para ele, que ouviu atentamente cada palavra dita por mim, olhando para meus lábios, o que me fez corar. Mesmo assim, continuei e até mesmo o fiz arriscar um pouco de leitura.

— A-a pr… - nossa, é mais difícil do que pensei… - sorri leve.

— Princesa, aqui está escrito princesa! - é um conto tão belo de amor proibido que me dá grandes esperanças, espero que terminemos tão felizes como o casal retratado nesta literatura. - Tente ler novamente, amanhã promete trazer folhas para que possa treinar a escrita e a leitura!

— A p-princesa e o p-p-plebeu! - isso! - A princesa e o plebeu!

— Meus parabéns, és um ótimo aluno! - ele tem um sorriso tão belo, lábios tão carnudos… Ah, sei que é um pensamento indecente, mas juro que desejo beijar-lhe, mesmo que eu seja inexperiente até mesmo nisso, que só não faço porque sei que viria a ser mal interpretada e Konohamaru passaria a me ver como uma qualquer, mas, ah, só Deus sabe o quão grande é a vontade que sinto de provar do calor de seus braços e olha que fazem poucos dias que nos conhecemos mas é como se estivéssemos ligados por toda a vida passada e eu sinto em meu íntimo que estaremos ligados por toda a vida futura. O tempo passou tão veloz quanto os melhores cavalos do rei, como um verdadeiro martírio é para mim deixá-lo, mas, infelizmente, é chegada a hora de ir. - Até amanhã! - mais uma vez tive minha mão beijada e um suspiro soltou-se atrevidamente por entre meus lábios, mas é impossível não suspirar ao tentar seus olhos sobre mim. Ah, Konohamaru, não sei o que tens em teus olhos, mas o encanto que cativam em mim é mais poderoso que qualquer um feitiço de Sakura!

×Autora×

Enquanto Hanabi voltava para o palácio de Byakugan, Konohamaru sentia que seu ar partia junto da amiga, sorrindo abertamente ao vê-la olhar para trás e lhe dar um último aceno, esse respondido intensamente.

— Hana… - suspirou encantado pela princesa que agora sumia de suas vistas. - Como és bela… - já com saudades da morena, voltou para casa. Não precisaria caçar pois, no dia anterior, já havia conseguido capturar um cervo médio que os alimentaria pela semana, com a ajuda do sal ganhado como parte de seu soldo, podendo conversar por mais tempo com Hiruzen, que já imaginava que seu neto estava acompanhado “da moça dos olhos de luz”.

— Com a camponesa novamente, Konohamaru? - questionou para logo tragar seu cachimbo, apreciando o largo sorriso do moreno que assentia.

— Hoje ela me leu um livro e prometeu me ensinar a ler! - contou encantado possibilitando ao avô ter uma certeza.

— Estás apaixonado por essa moça? - corou violentamente, olhando para o chão, mas logo sorrindo largo.

— Creio que estou, vovô e, por seus suspiros, acredito que ela me corresponda! - seus humildes avós nunca o tinham visto tão feliz como naquele instante e aquilo lhes emocionava. Adoram ver o brilho em seus olhos, ainda mais sabendo que, apesar da paixão, o jovem não perdia sua característica mais marcante: a inocência. Diferente da luz emanada pelo Sarutobi, nas matas do marquesado, uma presença sombria e até mesmo demoníaca era sentida. Um ser coberto por uma capa vermelha vagava pelas folhas secas e por entre as árvores, trazendo nos braços um cordeiro branco, o colocando sobre um altar de sacrifício e então o degolando, fazendo o desenho de um pentagrama em seu pelo branco, por fim o queimando.

Corvi quoque impleat manum tuam fumi! - em sua língua materna, o latim, a mulher de cabelos ruivo-rosados consagrava a fumaça do animal aos corvos, não os animais, mas às entidades representadas por eles, que lhe sobrevoavam, com um dos animais pousando sobre seu ombro. - Alguém me espera na caverna? - questionou ao animal que então voou até uma pequena bola de cristal que estava sobre o chão, com os galhos antes refletidos pelo objeto dando lugar à figura de um homem encapuzado, por isso sorriu. - Domus effugium! - lançando o encantamento de fuga, apareceu em sua caverna, assustando o homem que caiu no chão com o susto e causou risos em Sakura, a tão famosa e temida bruxa que estava aos arredores do marquesado governado por Lee. O capuz que vestia o suposto peregrino acabou por cair, revelando seus cabelos loiros e seus olhos claros. A Haruno lhe olhou desconfiada, lhe examinando bem. - És um lorde abastado, por quê tens mau coração? - questionou o surpreendendo. - Não se finjas de inocente, não sou eu uma bruxa poderosa? - perguntava em vanglória. - Apenas homens de má índole e já corrompidos podem me achar sem que eu permita, pois buscam a mim para louvar ao meu poder por meio de encantamentos. O que desejas, Lorde Saito? - apesar do susto, o lorde sorriu, de fato, ela era melhor do que imaginava. Tratava-se realmente de Saito, que havia esperado pela chegada da comitiva do marquês para poder buscar pela bruxa sem levantar suspeitas e acabar condenado à guilhotina. A bruxa estalou os dedos, um encantamento que fez correr uma luz por toda a escura caverna, a transformando em uma verdadeira casa, tendo sua entrada também fechada. A mulher então retirou o capuz de sua capa vermelha, revelando sua bela face que até mesmo encantava Saito, mas ele não o atraía, apenas homens puros e de bom coração lhe interessavam, precisava lhes corromper para manter sua juventude e imortalidade, o que seria impossível com o lorde tomado por maldade. - Sente-se! - lhe apontou à cadeira feita de madeira, onde o Kotsu sentou ainda observando os detalhes do local, como o pequeno caldeirão que fervia o que parecia ser uma poção, os velhos e empoeirados livros que estavam perfeitamente arrumados em uma estante, as velas que iluminavam o local ou o baralho de cartas que a mulher agora tinha em mãos, as embaralhando. - Escolha três cartas sabiamente! - rapidamente o loiro a obedeceu, com Sakura lendo atentamente as cartas escolhidas, sorrindo maliciosamente. - Então desejas um trono e, com ele, a mulher que vem junto?

— É tudo o que desejo!

— Ao falar comigo, me chame do que sou, uma bruxa! - ordenou orgulhosa passando uma de suas pontiagudas unhas sobre a face de Saito que engoliu em seco, assentindo.

— É tudo o que desejo, bruxa! - corrigiu sua fala, se aliviando ao ter seu rosto solto pela bruxa que voltava sua atenção para a mesa à sua frente. - Preciso saber se o coração e os pensamentos da Princesa Hanabi já possuem um dono! - a ruiva pôs uma bola de cristal maior sobre a mesa, cantarolando encantamentos até que a mesma refletisse a imagem dos olhos de Konohamaru.

— Estes são os olhos de seu rival, por eles a princesa está perdidamente apaixonada! - o loiro bufou, cerrando os punhos irritado. - Um romance floresce dentro dos dois, algo puro que nem mesmo meus encantamentos podem destruir, mas…

— M-mas… - perguntou interessado e esperançoso à Sakura que lhe olhou com um sorriso malicioso nos lábios.

— Tão rápida quanto é a ascensão desse amor será sua queda. - o nobre sorriu de canto observando quando a bola de cristal passou a refletir os mesmos olhos agora chorosos e vagos, sem brilho algum. - Ela o magoará profundamente com uma mentira e ele a rejeitará mesmo a amando!

— E então ela estará livre para que nós casemos, bruxa? - a Haruno negou. - Mas…

— Não podes apossar-se de algo que já tem dono, Lorde Saito. Os sentimentos dessa moça têm este arqueiro como dono e somente ele a poderá possuir enquanto viver e amá-la. - maldoso, o rapaz sorriu.

— Então basta que eu destrua a ele e seus sentimentos tolos para que então Hanabi possa ser minha!

Pela manhã, antes mesmo do amanhecer, Konohamaru já estava a postos, sendo o primeiro de seu pelotão a chegar à muralha que cercava a província capital de Byakugan, podendo ver, minutos depois, que, desacordada, a condessa Hinata era levada, ainda com suas vestes de pernoite, por dois homens, a reconhecendo pelo brilho do rubi de sua aliança de casamento, sinal de sua posição.

— C-condessa! - bradou já lançando mão de seu arco, tentando flechar os inimigos enquanto corria até um cavalo malhado que ali estava, seguindo atrás do suspeito velozmente tentando impedir sua fuga enquanto, ainda dentro da cidade, ao longe, Naruto vinha à cavalo em busca de sua esposa sequestrada por soldados infiltrados. - Devolvam a condessa! - bradou já com uma espada nas mãos, para o combate direto.

— Garoto insolente! És idiota de arriscar tua vida em prol de uma mulher que nem tua é? - questionou um dos criminosos empunhando também uma espada, enquanto Hinata era levada mais adiante por seu cúmplice.

— A Condessa é minha soberana, devo-lhe lealdade e, como a qualquer outro nobre, preciso lhe proteger! - habilidoso, acabou por ferir o homem, olhando ao céus e pedindo perdão a Deus pela atitude, julgando ter cometido um pecado ao matá-lo, mas ainda assim estava obstinado em resgatar a nobre, por isso empunhou novamente o arco com o qual sempre estava, arma essa que pertencia a seu pai, pensando no homem e em sua tão consagrada pontaria para ter coragem o suficiente de acertar uma flecha na cabeça do adversário, com Naruto, que a esse momento já é ser avaliado próximo, conseguindo impedir que sua esposa caísse ao chão, a vendo acordar assustada em seus braços, sem ter consciência do que havia se passado.

— Minha condessa… - disse aliviado lhe ajudando a ficar em pé e lhe cobrindo com a capa, para que não continuasse a ser vista com as ceroulas que vestia, enquanto Konohamaru fincava a espada do inimigo no chão, se ajoelhando em lealdade ao casal de condes.

— Soberanos! - prostrou-se enquanto os Uzumaki’s se recuperavam do susto, com o loiro indo até si enquanto retirava dos dedos um grosso anel de ouro.

— Arqueiro, levante-se! - ordenou logo estendendo a joia ao jovem que lhe olhou sem entender. - Tome, por salvar meu bem mais precioso, lhe dou este… - antes que prosseguisse, o moreno empurrou sutilmente suas mãos, rejeitando a recompensa com um sorriso no rosto.

— Não, conde, eu apenas fiz minha obrigação de salvar minha soberana! - mesmo que por vezes passasse fome em sua casa, jamais aceitaria algo que não fosse seu, mesmo sendo esse uma compensação por seus atos heroicos. - Por favor, fique com seu anel e proteja sua esposa que está em choque, essa será minha recompensa! - respeitosamente, entregou sua capa para que a condessa fosse melhor coberta, com seu esposo lhe tomando nos braços, sendo novamente auxiliado pelo arqueiro ao colocá-la em sua garupa, a sentindo tremer assustada, por isso não poderia continuar ali, mas estava completamente certo de que o rapaz, que conquistou sua confiança com o heroísmo e a simplicidade, merecia sim uma recompensa.

— Como se chama, arqueiro?

— Sarutobi Konohamaru, senhor! - respondeu evitando olhar para a mulher de seu soberano, outra atitude louvável aos olhos de Naruto que não via em si maldade.

— Sarutobi… Bem, agora não tenho tempo de recordar de onde conheço teu sobrenome e lhe dar a devida recompensa, mas vá ao escritório do governo ainda hoje, desejo falar contigo!

— Fiz algo errado? - questionou assustado causando uma leve risada no homem que apreciava o forte abraço da esposa.

— Por favor, o agradeça por salvar minha vida! - pediu trêmula o angustiando, mas logo o conde voltou a atenção novamente ao arqueiro que temia por sua atitude de recusar o anel.

— Salvaste a vida de minha mulher, serás sim agraciado por seu ato e por isso vais me encontrar no escritório, é uma ordem de seu governador! - Konohamaru assentiu aliviado por não perder o emprego enquanto Naruto apertava os braços de Hinata contra si, visando lhe proteger mais. - Pois bem, volte a seu posto, preciso cuidar de minha esposa! Tenha um bom dia, Konohamaru.

— T-tenha um bom dia! - o Uzumaki então partiu em seu cavalo de volta à sua residência, enquanto Konohamaru, ao ver um padre a caminho, se prostrou novamente. - Senhor Padre… - respeitava a todos aqueles a quem pensava serem homens de Deus, sua fé talvez fosse o que lhe fizessem tão puro de coração, algo notado pelo homem moreno de olhos também negros, que lhe abençoou.

— Que a paz esteja convosco e seus pecados sejam perdoados, filho! - disse ajeitando o chapéu que usava, seu sotaque demonstrava que não se tratava de um residente da província capital, talvez do ducado, marquesado ou de um reino aliado.

— A-amém! - respondeu logo permitindo ao homem partir, notando, pela batina branca e azul, que se tratava de um padre inquisidor, este chegado à cidade por conta do pedido de Lee à Hiashi, que o chamou de um reino vizinho, por conta de sua boa fama como exorcista e inquisidor. O padre seguira ao centro da província, já era manhã e as pessoas que já caminhavam pela cidade se curvavam em respeito à sua presença, até mesmo um dos escravos que estava em uma jaula, sendo preparado para o comércio escravagista. O homem ruivo de olhos verdes e visivelmente abatido pela fome o olhou esperançoso, se permitindo rezar baixo.

— Que Deus não me desampare mais uma vez!

×Autora×

Uma nova figura chega à cidade e causa espanto em alguns. Trata-se do famoso inquisidor Uchiha Sasuke, um homem conhecido por ter levado à fogueira mais de 50 bruxas com apenas 3 anos de formação do seminário católico. Ele veio até nós, que novamente esperamos pela visita, agora acompanhado dos nobres chegados no dia de ontem, já que meu cunhado e minha irmã estão abalados com uma tentativa de sequestro da qual ainda não sei muitas coisas, apenas sinto a aflição de quase ter tido minha única irmã levada, mas, por sorte, tudo terminou bem. Assim que desceu de seu cavalo negro, ele retirou seu chapéu, revelando sua bela face. Não nego, é um verdadeiro desperdício que um homem tão belo tenha entregue a vida ao celibato.

— Soberanos! - tal como a voz de Konohamaru, sua voz me arrepia, mas, diferente de meu soldado, o arrepio vem do medo que seu tom sombrio me traz.

— És tu Uchiha Sasuke? - perguntou meu pai com o mesmo assentindo.

— Venho de Tenseigan, rei Hiashi, para investigar a nova aparição da Bruxa da Capa Vermelha! - só de lembrar dessa tal bruxa eu sinto arrepios ainda piores. Meu pai, assim como Neji, o acompanhou para se instalar no Palácio, já Marquês Lee e Lady Tenten continuaram aqui comigo, passeando pela cidade alheios aos borburinhos. Mais do que nunca tenho noção do quanto meu amigo descara suas preferências, chegando a ser mais feminino que eu e sua própria irmã juntas, o que chega até mesmo a ser vulgar.

— Parem de me olhar assim, meninas, vamos tomar ar apenas! - para um nobre, ele é muito altivo e isso é sim um incômodo, ainda mais para nós, que apenas podemos suspirar pesados e acompanhá-lo, com ele indo curioso até onde está uma multidão.

— Provincianos, este é o mais novo lote de escravos… - como podem comercializar gente como se fossem vestidos ou qualquer outro objeto qualquer? Não deviam o fazer sequer com animais! Marquês Lee chegou a se espantar, mas, espera, não é pelo comércio. Tal como eu fui enfeitiçada por penetrantes olhos castanhos, Marquês Lee foi enfeitiçado por um par de perdidos olhos verdes. 


Notas Finais


Tenten é uma graça, não acham? De espionagem à sustos em Moegi, a Lady é de fato uma figura bem divertida. Enquanto Hanabi se perdia nos olhos de Konohamaru, Saito vai até uma bruxa tramar contra o romance entre os dois, que é cada vez mais cercado de encanto, com direito à ensinamentos. Hinata quase foi sequestrada, mas, por sorte, o arqueiro estava a postos e, com sua honestidade e inocência, rejeitou uma valiosa joia por ter "apenas cumprido com seu dever". Junto com a figura da bruxa Sakura agora temos o inquisidor Sasuke que está disposto a levá-la à fogueira, mas a bruxa é poderosa, tão poderosa quanto é o "Feitiço" que os olhos verdes lançaram sobre o Marquês... O que acharam disso? Espero comentários, beijos!


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