História Meu Pequeno Híbrido - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Drama, Híbrido, Jikook, Namjin, Taeyoonseok, Vhope
Exibições 309
Palavras 3.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Yey~
Finalmente postando essa fic :33
Essa ideia me foi dada pela minha amiga Samara enquanto conversavamos no wpp, vlw ae, mana!
Espero que gostem!
~Kissus~

Capítulo 1 - Chapter 1


 Estava caminhando com passos lentos pelas calçadas da cidade iluminadas pelas luzes alaranjadas dos postes, estava de noite, que horas? Não faço a mínima ideia e para ser sincero, nem quero. Eu gosto de passear pelas ruas perdido em meus pensamentos e observando as paisagens destruídas e a vida desprezível de cada ser humano. Aqueles traindo seus ‘amados’, enganando suas famílias, aqueles se embebedando e se acidentando, aqueles se matando, entre muitos outros. Não que eu não seja um ser desprezível, longe disso, sou como qualquer um. Ok... Nem tanto. Mas de espírito e alma sou igual a qualquer um.

 O grande céu preto estrelado era maravilhoso, como sempre. Observar o céu era agradável e seria mais ainda se as luzes incrivelmente fortes dos postes e de certos locais e os grandes edifícios parassem de atrapalhar a bela visão, que frustrante... Tive que acelerar meus passos, estava numa zona perigosa. Era uma boate e dizer que estava lotada era tipo um eufemismo. As pessoas se pegando em vários locais do lado de dentro e de fora, a alta música que destruía meus ouvidos sensíveis e nem dava para entender a letra direito ou dava e eu que não estava prestando a mínima atenção para o que tocava, as luzes fortes do letreiro que iluminavam grande parte da rua. Também tinham Vários carros parados pertos do local, garrafas de tudo quanto é tipo de bebida espalhadas pelo chão, umas quebradas, outras com resto de líquido e umas intactas, pareciam até que foram lavadas e delicadamente colocadas no chão.

 Em momentos assim, fico feliz de ser como eu sou. Posso ser humano e ser eu mesmo quando quiser só tomar cuidado para não ser descoberto e me encrencar.  Mas cá entre nós, nunca seria descoberto, já que, fingir ser um completo homem não era difícil. Só xingar, bater em quem mexe com você, beber bastante, pegar todas que puder, entre outros fatos. O que quero dizer é que: Ser uma pessoa não é nada complicado, sofrer por elas que é.

 Com passos rápidos entrei em um beco sem saída e sem nenhuma iluminação na área, bom que eu enxergo no escuro, desse modo não me machucaria caso tivesse algum metal ou vidro no chão. Tinha uma lixeira encostada em um muro de tijolos desgastados da direita, se pulasse nela depois conseguiria alcançar o muro que fazia o beco sem saída ser sem saída. Então fiz exatamente isso. Pulei em cima da tampa da lixeira, que estava bem suja por sinal – tenho que sinceramente tomar um banho depois disso -, fazendo um barulho forte de metal, apesar de que acho que a tampa era feita de latão, mas não sei dizer direito, cheguei até a ponta da mesma, dobrei minhas patas traseiras e com um rápido e forte impulso pulei e em segundos no ar me transformei em meu eu humano esticando meus braços o máximo que pude e alcançando a borda do muro e sem muito esforço subi no mesmo. Fiquei de pé observando as ruas mais a frente, todas estavam engarrafadas. Era uma visão bem ampla, estava numa montanha? Ou estou devaneando de novo?

 

- Humanos, sempre apressados... –Suspirei balançando minha cabeça em negação. Como podiam ser tão ‘animais’, nem eu sou assim, eu acho. Pulei do muro logo aterrissando ileso em uma das casas abaixo, até que foi uma queda alta.

 

 Comecei a caminhar e pular por aquela imensidão de moradias e edifícios até me sentir um pouco desgastado e acabei sentando em um dos telhados mais altos que encontrei e comecei a encarar a lua que saia de detrás das nuvens escuras do céu. Sabe, ser um híbrido não é ruim, só certos fatores que incomodam bastante, tipo o cio, suas orelhas e calda, algumas manias estranhas como correr atrás de luzinhas – esse é o meu caso -, mas tem seus lados bons como: você faz o que te der na telha, você fica com quem quiser quando quiser sem arrependimentos, caso se metesse em confusão era só se transformar em animal e ninguém te acharia.

 

- Observando o céu novamente, Park? – Ouvi uma voz vindo detrás de mim, virei-me rapidamente e pude ver um belo par de orelhas de cachorro e um belo sorriso quadrado, era Taehyung.

 

- Sempre, meu amigo. – Ri de leve arrancando mais um sorriso quadrado dele. Caminhou até mim e sentou-se ao meu lado e ficou fitando o céu deixando um silêncio agradável entre nós. Tae era meu melhor amigo, meu primeiro amigo, o primeiro que me deu seu ombro quando precisei me derramar em lágrimas. Seus cabelos castanhos curtos com uma franja que cobria toda sua testa, seu sorriso quadrado e único, sua pele bem clara, apesar de ficar muito no sol eram fatores que o deixavam muito encantador. Ele tinha uma alegria que entusiasmava qualquer um, era raro lhe ver triste ou cansando, era elétrico e qualquer coisa o deixava feliz, era de se invejar. Sabia como ser um grande amigo, sempre me ajudou em meus momentos difíceis e até hoje tento retribuir na mesma quantidade, contudo sei que nunca será suficiente. Ele era um irmão mais velho pra mim, mesmo tendo a minha idade, eu o considerava meu protetor, aquele que me deixava confortável e seguro só de me colocar em seus braços. Não o amo mais do que isso, nunca amei ninguém no sentido de namoro ou coisas do tipo, só amava de uma forma de amizade ou uma forma familiar e isso era restrito a meus verdadeiros e únicos amigos os quais eram minha família. Voltando a falar de sua animação e alegria, talvez isso se dê ao fato dele ser um híbrido com um cachorro, sempre tinha seu rabo balançado pro lado pro outro freneticamente e suas orelhas ficavam levantadas o tempo todo, quando elas abaixarem saberei que será o fim do mundo. Ri fraco com meu próprio pensamento.

 

- Por que está rindo? – Tae me perguntou fazendo eu voltar a minha atenção a ele. O encarei com um sorriso bobo no rosto, ele me olhava confuso, sua cabeça levemente tombada pro lado, estava muito fofo.

 

- Nada não. Só perdido em meus pensamentos como sempre. – Voltei a fitar o céu e dei um pequeno pulo de susto quando senti algo passar pelos meus ombros, era o braço do Taehyung, este me abraçou de lado e me puxou para mais perto de si. Repousei minha cabeça em seu peito e fechei meus olhos para poder aproveitar mais ainda esse momento.

 

- Às vezes gostaria de saber o que se passa nessa cabecinha sua. – Riu enquanto passava sua mão que envolvia meus ombros pelos meus cabelos alaranjados. – Anda, melhor voltarmos para os meninos. Omma pediu para te procurar, está na hora da janta. – Me afastei dele e assenti balançando minha cabeça de leve. – Foi muito difícil te achar, sabia? Pra subir num telhado já foi difícil, agora imagina passear por vários até chegar até tu? Eu não tenho suas habilidades felinas de escalada não! – Esse se levantou e disse suas frases irritado, bem, fingindo está irritando, pois acabou por soltar uma risada ao término de sua sentença.

 

- Desculpe, Desculpe. – Me levantei e fui em sua direção, posicionei um de meus braços em suas costas, me agachei um pouco e posicionei o outro em seus joelhos o pegando no estilo noiva. Ele me olhou assustado e depois confuso. – Vamos chegar mais rapidamente e facilmente até eles. Só me diz à direção que precisamos seguir. – Ele deu um sorriso de canto e assentiu.

 

 Pulei por vários e vários prédios correndo o mais rápido que podia e segui todas as coordenadas que meu amigo me dava até avistar a entrada para um metrô abandonado há muito tempo, era onde ficávamos, ninguém nunca ia lá, era tranquilo e era nosso. Pousei na frente das escadas e as desci com cuidado para não cair e derrubar meu maninho. Ao final da escadaria passei por cima das catracas e senti a luz da lua bater sobre nós, aquela área era um pouco aberta no teto, continuei a correr até chegar a onde ficava o local que passavam os metrôs. Pude ver Omma e Yoongi sentados nos sofás envolta da fogueira. Senti um cheiro maravilhoso de atum e filé. Jin era um grande cozinheiro, dava inveja, não sei nem fazer miojo e ele diz que é a coisa mais fácil de ser feita no mundo. Rapidamente fui até eles.

 

- Chegamos! – Tae disse enquanto eu o colocava gentilmente no chão. Jin, vulgo nossa Omma e Yoongi nos olharam e logo esbanjaram um pequeno sorriso. Essa era minha família.

 

- Demoraram em! Já achei que não iam comer! – Jin disse vindo até nós dois e dando um leve carinho em nossas cabeças. – Venham logo, a comida está quase pronta. – Este caminhou até o sofá e continuou a mexer na frigideira que continha o filé e o atum, estava com fome só de sentir esse maravilhoso cheiro. Caminhei até o sofá e sentei ao lado de Yoongi e Tae sentou no sofá a nossa frente e deitou no mesmo, sem quebrar o contato visual com a comida que estava sendo preparada.

 

- Estava pensando de novo, Jimin? – O de cabelos pretos me perguntou. Lhe dei um olhar de ‘o que você acha?’ e este começou a rir. – Você e esses pensamentos. – Parou de rir e se deitou em meu colo cobrindo seus olhos com um de seus braços. Yoongi era bem preguiçoso, sei que muitos dizem que isso vem da natureza dos gatos, mas nem todos são assim, eu por exemplo não sou. Sua calda era bem felpuda, às vezes me dava vontade de espirrar por causa da quantidade de pelos que ela soltava. Ele era um híbrido de gato que nem eu, acho que isso deu pra ser percebido. Jin era um híbrido de coelho, talvez isso seja o motivo dele ser uma pessoa fofa e raivosa quando quer, sua aparência fofa escondia seu lado irritado de ser que só se mostrava em certos casos – quando eu esqueço de arrumar minha cama seria um desses casos. Ele tinha seus cabelos loiros e um olhar sonhador e protetor, pode soar estranhos, porém os vejo desse modo. Suas orelhas sempre indicam seu humor. Para cima significa que está feliz, para baixo triste, meio curvadas era com raiva, uma em pé e a outra dobrada significava sua dúvida, então era bem fácil ler suas emoções quando o conhecia bem.

 

 Fechei meus olhos e joguei um pouco minha cabeça para trás e comecei a aproveitar aquele momento em que o único barulho a ser produzido era o das fagulhas da fogueira e da colher de pau contra a comida na frigideira. O local não tinha luzes, todas estavam queimadas. De manhã tinha apenas as luzes que vinham do topo das escadarias, na área das catracas, então nossa luz vinha de lá e na hora de comer, nossa luz vinha da fogueira.       Dormíamos nos metrôs abandonados, levou muito tempo para limpá-los – A preguiça de Yoongi não nos ajudou tanto assim - pelo menos agora estão apresentáveis. Eu e Tae dormíamos no da direita e no da esquerda dormiam Jin e Yoongi. Antigamente dormíamos todos no mesmo, porém eu e Tae somos muito agitados para os dois e eles ‘se mudaram’. No centro, ficavam 3 sofás velhos que achamos e ajeitamos e no centro uma fogueira de pedra que abastecíamos com madeira a cada uma semana, estocamos madeiras em um dos metrôs e vamos buscar madeiras a cada 2 meses. Trabalhávamos de vez em quando para ganhar um dinheiro para nosso sustento. Jin trabalhava cozinhando em um restaurante e o resto era garçom do mesmo local. Tínhamos que trabalhar apenas Segunda, quarta, sexta e domingo, e era terça, amanhã não teríamos como descansar até o anoitecer. Era uma vida boa, acredite. Nos divertíamos muito e tínhamos um ao outro o que deixava tudo melhor. 

 

- Ok! Está pronto! – Pude ouvir a voz da Omma ecoar por meus canais auditivos me fazendo abrir meus olhos de leve e observa-lo colocar a frigideira em cima da caixa que ficava entre o encontro dos sofás. Esqueci de comentar que tinha algumas caixas pelo lugar também, tipo no encontro dos sofás. Pegou uns pratos que tinham em cima da mesma caixa e pôs o filé em um e dividiu o atum em dois pratos. Tae já havia ficado mais animado e foi bem rápido na direção do loiro e se sentou em sua frente e tenho certeza que fazia cara de cachorro pidão. Jin riu e lhe entregou o prato com o filé, o acastanhado ao pegar o prato correu para o sofá que estava antes e começou a atacar a carne sem piedade. Nós três começamos a rir dele e ele nem ligou, só continuou a devorar sua comida.

 

 Yoongi retirou sua cabeça de minhas pernas e se levantou esticando os braços sinalizando com um simples movimento de abrir e fechar de mãos que queria o prato em suas queridas mãos brancas de fantasma. O loiro revirou seus olhos, levantou-se e entregou um dos pratos que possuía o atum pro senhor preguiça de levantar e pegar o prato. Me levantei e peguei meu prato dando um sorriso compreensível pra ele o qual foi retribuído. Me sentei do lado do senhor preguiça que comia lentamente seu atum. Quando fui comer fiz algo muito simples: Apoiei o prato na minha boca e virei deixando toda aquela maravilha entrar em contato com minhas papilas gustativas. Engoli com gosto e ainda lambi os lábios tentando prolongar o sabor em minha língua. Vi o Jin me observar rindo e acabei por rir também. Parando para analisar ele não comeu nada. Deve já ter comido, sempre comia cedo para ter mais tempo de cozinhar coisas gostosas para nós, o que não era difícil já que tudo que fazia tinha um gosto ótimo.

 Logo devolvemos nossos pratos a Omma que foi lá em cima os lavar, sim, nos banheiros tem água que pagamos com o dinheiro que conseguimos e acredite se quiser, no banheiro dos funcionários tem chuveiro, nunca pensei que isso existia. Humanos estranhos... Quem toma banho no trabalho? Bem, pelo menos agora tem uso, já que é lá onde tomamos nosso banho, separados um do outro, ás vezes... Tae se dirigiu a seu ‘quarto’ nos dizendo um simples boa noite que foi retribuído por mim e pelo preguiça que estava no meu colo.

 

- Melhor irmos dormir, Min. – Falei olhando em seus belos olhos escuros que se abriram levemente ao escutar minha voz.

 

- Verdade, você está certo. – Ele se levantou de meu colo e me olhou nos olhos. Se aproximou lentamente e selou nossos lábios, um selinho calmo e demorado. Ele ergueu uma de suas mãos e a posicionou  em um lado do meu rosto e o virou de leave e logo em seguida virou o seu na direção oposta. Posicionei uma de minhas mãos na sua coxa e cheguei mais perto, fazendo com que ele sorrisse pot entre o beijo. Sim, eu e Yoongi tínhamos um caso nada secreto e não era só em beijos que parava, já fomos muito além disso. Mas não temos nada entre nós, é basicamente impossível se apaixonar, simplesmente fazemos sexo quando necessitamos, no caso do cio, ou quando queríamos sentir prazer. Híbridos fazem com quem quiser, na hora que quiser e não tem toda uma escolha não, seja bonita ou bonito e te queira e pronto! Simples e fácil. Isso também é bom, pois não brigamos por pessoas nem dizemos que fomos traídos. Nosso lema: seja livre para fazer o que quiser com quem quiser que ninguém te impedirá. É um sistema bem legal se me pergunta. Eu tinha um ‘rolo’ com o Min, porém nos víamos como irmãos, ou seja, diferentemente do que aconteça com nosso ‘rolo’ continuaremos sendo irmãos. Não é como se ele não tivesse pego o Tae e eu o Jin, etc, isso era comum. Contudo... Eu e Yoongi nos pegamos muito mais, isso também foi um dos motivos para nos separamos entre os metrôs. Não somos selvagens só nos pegamos muito, nada que ultrapasse os limites. – Boa noite, Jimin. – Descolou seus lábios dos meus e os colou em minha testa logo se levantando e indo a seu quarto.

 

- Boa noite, Min. – Sorri e o vi entrar em seu aposento. Continuei parado naquele sofá e comecei a fitar as lâmpadas queimadas do teto novamente me perdendo em meus pensamentos. Nem sempre fui assim. Era mais alegre, mais confiante, não me perdia tão facilmente em pensamentos como estes. Aconteceu muita coisa durante minha vida, muita coisa triste que faz meu peito doer e meus olhos ficarem marejados só de pensar. Fico mais tranquilo de saber que tenho eles como minha família, me sinto seguro. Eles são a única razão pela qual continuo a sorrir depois de tudo que se passou. Nunca conseguirei agradece-los o suficiente. Eles fizeram muito por mim. Só de pensar em perdê-los já me quebra.

 

- Jimin? Está tudo bem? – Pude ver Jin vindo em minha direção com uma cara de preocupação. Fiquei confuso até perceber uma sensasão estranha em meu rosto, o toquei de leve e senti algo molhado. Estava chorando. Nem percebi que as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Estava perdido como sempre, quando entrava nesse estado era como se eu saísse de meu corpo e o que tinha ao redor sumia por breves momentos. Se deixassem eu nunca sairia desse modo, precisava sempre ser ‘acordado’ de volta a realidade.

 

- Ah! Sim, estou sim, Omma! – Disse secando minhas lágrimas com meus pulsos. – Só pensando. Ce sabe como é. – Dei-lhe um belo sorriso sincero.

 

- Ai, Jimin... – Ele me envolveu num abraço, um abraço acolhedor e caloroso, um abraço que me deixou contente só de o receber. Retribui sem pensar duas vezes e descansei minha cabeça na curvatura de seu pescoço deixando que minhas lágrimas escorregassem pelo meu rosto, que provavelmente devia estar avermelhado, até chagarem de encontro com as costas do meu hyung. Ele sempre sabia quando eu precisava de apoio. Todos sabem de meu passado, eu também sei do deles, não temos segredos entre nós. Tendo esse conhecimento, ele sabia que eu era bem sensível e precisava de ajuda a cada momento. Estava bem quebrado, sempre precisava ter alguém para colar meus cacos. Por isso me sinto um inútil necessitado. Não consigo nem me ajudar, como os ajudaria? Senti um afago em minhas costas, leves passadas de mão para cima e para baixo. Eu percebi nesse momento que estava chorando mais e estava num ponto em que soluçava a cada estante. Eu só quero ser reconstruído e não ser quebrado de novo. Talvez seja pedir de mais.

 

- Obrigado, Omma. Eu realmente precisava disso. – Me distanciei. Haviam passados uns minutos que ficamos daquele modo. Ele olhou fundo em meus olhos e deu um sorriso fraco me dando um beijo na testa logo em seguida.

 

- Sempre que precisar, Jimin. Sei que precisa de apoio. Sofreu muito no passado, mas olha pra mim. – Ele levantou meu queixo para que fixasse meus olhos nos seus e começou a limpas minhas lágrimas com seus dedões. – Sempre estaremos aqui para te ajudar e proteger. Isso já passou. Vou fazer de tudo para que nosso velho amigo volte ao ser alegre e menos perdido que era. Sentimos sua falta. Sabemos que sofre. Sempre estaremos aqui para te ajudar, te reconstruir quando quebrar. Somos uma família que sempre estará unida, não se esqueça disso. Não desistiremos de ti, não te abandonaremos, você sempre estará marcado em nossos corações, assim como estaremos marcados no seu. Te amamos, Jiminie e sempre amaremos. Não desista de nós e não desista de si mesmo, ok? – Eu apenas pude assentir e deixar que mais algumas lágrimas, dessa vez de alegria, escorressem pela minha face. O abracei novamente e fui retribuído na hora.

 

- Muito obrigado, muito obrigado mesmo! – Disse em meio a minhas lágrimas. Nos afastamos, ele me deu leves tapinhas no ombro e se dirigiu ao seu aposento se despedindo com “Boa noite e bons sonhos, pequeno.” o que me fez sorrir mais. Lhe dei boa noite e me dirigi a meu aposento. Tae já dormia em sua caminha que ficava num banco perto da porta que era na frente da minha.

 

 Dei passos lentos para não acordar o cachorrinho hiperativo que se sacudia em seus sonhos, espero que não seja um pesadelo, quando ele os tem fica muito triste e assustado, odeio vê-lo assim. Tirei o moletom branco e minha calça jeans cinza e os coloquei num cesto que tinha ali, era o cesto de roupa suja, o ultimo que enchesse o cesto lavava as roupas. Tirei meus vans pretos e os encostei perto da cama do lado de meus outros tênis. Fui até uma pilha pequena de roupas dobradas e peguei um short azul e não hesitei em coloca-lo rapidamente. Me dirigi até meu banco/cama, deite-me, cobri-me com o cobertor fino que tínhamos comprado a pouco tempo e ainda tinha cheiro de novo e me deitei na pequena almofada rosa que usava de travesseiro. Comecei a fitar o teto. Comecei a me perder em meus devaneios como sempre faço toda noite, até ter lembranças horríveis de tudo que aconteceu. Resumindo: me acabei em silenciosas lágrimas e soluços até pegar no sono.


Notas Finais


Alguém ai curioso com a história de nosso querido Jiminie?
Sim?
Não?
Talvez?
O que será que nos aguardada? Talvez tretas? Ou um dia comum? Quem sabe? Acompanhe e verá
~Parece até aqueles comerciais apresentando novelas -.-
~Kissus~


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