História Meu Pequeno Mononoke - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Asui Tsuyu, Bakugo Katsuki, Midoriya Izuku, Todoroki Shouto, Uraraka Ochako
Tags Bakugou, Bakushima, Kiribaku, Kirishima, Tododeku, Tsuchako, Yaoi
Visualizações 109
Palavras 3.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura :)

Capítulo 6 - Habitual


Fanfic / Fanfiction Meu Pequeno Mononoke - Capítulo 6 - Habitual

Bakugou não era o tipo de pessoa que se convencia facilmente. Claro, a primeira opção fora partir para o lado da agressividade e insistência. Ficara horas a fio gritando com o desconhecido, exclamando que não seria enganado por uma porcaria fajuta e mal pensada. Bem, ficou nessa até o momento em que se cansara de ficar discutindo e esbanjando arrogância pelas paredes, já que o ruivo parecia mais distraído com o balançar dos próprios pés do que outra coisa.

Já que geralmente conseguia tudo o que planejava com o seu plano A, não tinha guardado na manga uma maneira alternativa para arrancar informações daquela pessoa esquisita. Esta que não se intimidava com um tom mais forte, muito menos ligava por estar a um passo de ser espancado ao cometer o deslize de ignorá-lo nessa discussão toda.

Talvez não estivesse entendendo o que dizia, uma indagação de Todoroki mais cedo. Mas isso não vinha ao caso. Um problema de cada vez. Era péssimo admitir isso, mas não conseguiria nada produtivo se não pudessem ao menos se comunicar efetivamente.

Jogou-se no sofá um tanto distante do outro rapaz, uma precaução que começava a entrar em sua lista de prioridades. Não era muito fã de contato físico. Ao menos que ele ganhasse algo em troca e que valha o esforço. Sentia a garganta seca, mas isso não o impediria de sustentar aquele olhar que assustava criancinhas inocentes que tiveram o azar de cruzar seu caminho.

“Ei, Kirishima.” Não sabia ao certo se o garoto atenderia por esse nome, mas não custava fazer um teste. Se tudo o que disseram fosse verdade, teria que tirar essa história a limpo.

Como esperava, ele agora era o centro das atenções do seu visitante, este que o encarava com certo brilho nos olhos e um sorriso que causaria inveja em qualquer sentimento ruim que pudesse sustentar. Era como se estivesse esperando por um chamado seu para que pudesse sair daquele transe em que ficava divagando em seu próprio mundo, totalmente alheio ao seu redor.

“Bakug-” Antes que ficasse preso entre dois braços, alcançara uma almofada caída no chão rapidamente, não tendo piedade ao esfregá-la bem na cara do menino. Ainda conseguia ouvir alguns leves murmúrios de indignação, além dos movimentos frenéticos em sua frente para ultrapassar aquela barreira entre eles.

“Para de se jogar em cima de mim, porra! Parece uma cadela no cio!” Não iria maneirar nos xingamentos. E o fato de não ser compreendido deixava as coisas ainda mais interessantes. Poderia falar o que viesse à mente sem filtro algum de bom senso. Não que ele não fizesse isso normalmente. Enfim.

Até esse momento, não havia pensado em como lidar com essa bagunça toda. Nem cogitava a ideia de compartilhar tal maluquice com outro ser humano qualquer. Aqueles dois já estavam de bom tamanho. Queria respostas. Não gostava de ficar a ver navios em uma situação em que estava claramente envolvido, sendo um dos protagonistas.

Por que as coisas não podiam ser resolvidas em um passe de mágica? Assim, não teria que passar por essas crises de enxaqueca toda vez que pensava demasiadamente no mesmo assunto. Por que isso tinha que acontecer justo com ele? Por acaso possuía um ímã que atraía esse tipo de problema para a sua vida? Será que alguma reza daria certo para quebrar tal encanto?

De qualquer forma, não poderia deixar as coisas como estavam. Estava quase arrancando os cabelos por causa do estresse que parecia rondar seu dia a dia, aquilo tudo era tão fantasioso que ainda não tinha se dado conta de que talvez a assunto poderia ser mais sério do que pensava.

Não gostara das visitas constantes de Deku em sua casa. De acordo com o menino, ele estava apenas checando se o amigo não havia se livrado do seu problema usando algum meio ilícito. E como faria isso afinal? Aquela praga vermelha parecia farejá-lo em qualquer canto que se enfiasse, o seguindo como um animalzinho de estimação carente de atenção. Aquilo já estava começando a lhe dar nos nervos. E o que não lhe dava nos últimos dias?

Antes de qualquer coisa, Midoriya havia sugerido que eles fossem a alguma loja de roupas para Kirishima. Apesar da necessidade, já que não ficaria emprestando as suas para aquele moleque por muito mais tempo, ainda reclamava que não gastaria dinheiro à toa.

Sempre recebia um buraco novo na peça ou uma marca de comida manchando bem no meio do tecido. Se bem que era mais comum vê-lo enrolado em um lençol e perambulando pela casa do que devidamente trajado como uma pessoa decente. Não queria já estar acostumado com essa visão, mas é a vida.

Como haviam combinado, iriam se encontrar em uma praça no centro da cidade para o dia de compras. A sua única missão era arrastá-lo pela coleira e não deixar que mordesse ninguém no caminho. Não literalmente, mão não era uma má ideia.

Já estavam atrasados e o ruivo permanecia na banheira por mais de meia hora. Será que havia se afogado enquanto brincava com um patinho de borracha? Não tardou em escancarar a porta do cômodo, encontrando seu banheiro praticamente alagado com a quantidade de água e sabão jogados por todo canto. Estreitou os olhos para aquele ser com as mãos em frente ao rosto, assoprando uma abertura para criar mais uma bolinha de sabão. Uma veia saltou em sua testa.

“Mas que porcaria você tá fazendo aqui!?” Soltou um grito esganiçado, andando a passos pesados até estar ao lado da banheira. Agarrou o frasco de shampoo que boiava entre as pernas do garoto, logo apertando e levando seu conteúdo aos cabelos coloridos e já úmidos. Nada muito delicado. “Nem lavou a merda dessa cabeça ainda!” Começou a esfregar de maneira bruta os fios entre seus dedos, deixando que parte da espuma escorresse pela testa, indo parar nos olhos do outro.

Ouviu uma lamúria vinda de baixo, Kirishima se debatendo e molhando o loiro em sua tentativa desesperada de aliviar a ardência em seus olhos. Segundos depois, ganhou uma rajada de água em seu rosto, vinda exclusivamente de um chuveirinho antes pendurado na parede. Claro que fez questão de colocar o dedo na frente do jato, aumentando a pressão.

Fez com que Kirishima mergulhasse a cabeça na água, o enrolando em uma toalha e o puxando para o quarto. Com uma toalha menor, a jogou sobre o ruivo, chacoalhando levemente sua cabeça na sua tarefa de secar os cabelos do mesmo, estes que adquiriram um tom mais escuro por ainda estarem molhados.

Não tardou em se afastar da cama, indo para uma cadeira ao lado do guarda roupas. Pegou as peças de roupas previamente selecionadas, as lançando na direção do garoto. Não hesitou em tirar a própria camisa ali mesmo, vasculhando entre os cabides algo mais apresentável para a ocasião. Não que ele se importasse muito, mas não iria parecendo um mendigo para que Deku ganhasse toda a atenção e deslumbre.

Ao se virar para conferir se já estavam prontos para sair, recebeu uma cueca voadora mirada diretamente em sua cara, cortesia de certo ruivo que permanecia encarando a camisa em suas mãos, como se nada tivesse acontecido. Ah, outro detalhe que havia se esquecido de mencionar. Kirishima odiava vestir qualquer peça íntima em qualquer situação que fosse. Mas isso não ficaria barato.

“Ora, seu!” A expressão raivosa que fazia já era um alerta de que seria melhor manter distância para que ninguém se machucasse gravemente. Pelo jeito, Kirishima já havia pegado essa manha, logo se afastando pelo colchão o mais rápido que pudera. Engatinhou na direção oposta daquele semblante maléfico, não indo muito longe ao ter seu tornozelo apertado com força.

Sentiu seu corpo sendo puxado de volta, trazendo os lençóis da cama consigo. Estava fazendo uma bagunça, mas Katsuki parecia não estar muito preocupado com isso no momento. A toalha que antes o envolvia fora tirada violentamente, assustando o ruivo com a atitude repentina. Esperneou como sempre fazia, tentando chutá-lo para longe ou se soltar e sair correndo para o bem da sua própria vida.

Sua birra não fora bem sucedida, já que estava de costas para o loiro e com uma mão que pressionava sua cabeça para baixo, o impedindo de se movimentar livremente. Sentiu algo macio deslizando por suas coxas, indo parar ao redor da sua cintura. Soltou um gemido agoniado. Parece que havia perdido essa batalha.

“Faça isso de novo e vai ficar sem um dente.” Seu tronco fora levantado com um forte puxão em seus cabelos, fazendo com que ficasse ajoelhado sobre o colchão, ainda de costas para Katsuki. Aquela afronta fora sussurrada bem em sua orelha, exalando um tom baixo e ameaçador. Parecia que não estava de brincadeira.

Ao ser empurrado de volta para cama, Kirishima soltou um resmungo contrariado, esfregando o tornozelo com os dedos. Puxou o elástico da boxer com o polegar, como se conferisse o aperto que aquilo faria em seu corpo. Não gostava de usar nada que ficasse o apertando ou muito grudado em sua pele, isso o incomodava de certa forma que não sabia expor em palavras. Desistiu antes mesmo que tentasse qualquer movimento suspeito, tudo graças a um olhar não muito amigável do loiro que terminava de abotoar as calças.

(...)

Midoriya os esperava em frente ao local combinado. Com certeza, ele era uma pessoa paciente, já que se atrasaram em torno de quarenta e cinco minutos antes que saíssem de casa. Intrigou-se com a ausência de Todoroki, não se lembrava da última vez em que se encontrara com o menor fora do horário letivo sem que tivesse tal guarda costas ao seu lado.

Percebendo sua curiosidade, o de cabelos verdes afirmou que deveriam se apressar antes que Shouto desse por sua falta. Não mentiu para ele quando disse que iria dar uma volta, só não esclareceu com quem e aonde iria realmente. Aproveitou que o rapaz fora tirar uma soneca para sair de fininho, substituindo seu lugar na cama por um travesseiro. Não fizera por maldade, queria mais confirmar para si mesmo que Kacchan não seria capaz de (quase) nada do que o maior colocava em sua cabeça.

Enquanto andavam pela calçada, Midoriya percebeu como o loiro puxava o outro rapaz consigo, apertando fortemente o seu braço e o arrastando como um verdadeiro saco de batatas. Não queria arrumar confusão logo no início do passeio, mas aquela atitude estava começando a atrair alguns olhares não muito satisfeitos.

“Ah, Kacchan. Por que não tenta ir com mais calma?” Usou o seu tom mais amigável possível, levando um braço para trás da nuca.

Acabou sendo presenteado com um olhar não muito simpático, até se assustaria se esse fosse o caso. Meio relutante, Bakugou se afastou da suposta kitsune, aumentando o passo para que se distanciasse deles. Será que havia feito merda? Estragou a caminhada apenas por tentar fazer uma boa ação do dia?

Ainda conseguia ouvir uns resmungos baixinhos vindo do loiro. Pressentia que estava sendo xingado por nomes não muito elegantes, melhor do que ser agredido em público de qualquer forma. Tinham aqueles que pensavam que não seria capaz de sustentar uma briga. Talvez por considerarem sua aparência acima da sua capacidade. Não teria muitos problemas com isso. Izuku era uma pessoa pacífica. Na maior parte do tempo.

Kirishima sustentava uma expressão meio intrigada e confusa, olhando fixamente para as costas do garoto explosivo. Por que a mudança tão repentina? Bipolaridade? Já presenciara alguns transtornos vindos de Katsuki nesse pouco tempo em que estavam dividindo o mesmo teto, a maioria deles motivados por alguma atitude sua que não fora bem vista pelo provedor da residência.

Sem gastar muito mais tempo pensando ou criando teorias mirabolantes, optou por apenas aumentar o ritmo do seu andar, logo alcançando o irritadiço da turma. Segurou a barra da camiseta do garoto entre dois dedos, a puxando levemente para baixo enquanto continuavam seguindo em frente da forma mais natural possível.

Com o canto do olho, Bakugou espiava aquele carrapato grudado em sua roupa, apertando os punhos minimamente com o desconforto que sentia com a situação. Agora sim que todo mundo estaria olhando para eles. Se o objetivo inicial era não chamar muita atenção, o tiro deu um pequeno desvio de 90° a noroeste do seu alvo. Nada muito fora do normal. Isso que dava sair com Deku na rua sem fingir que eram completos estranhos. Por que a culpa era dele mesmo?

Mais alguns minutos caminhando e entraram na primeira loja. Nada que despertasse muito o seu interesse. Sorte sua que tinha bom fôlego, já que Midoriya insistia para que entrassem em qualquer buraco que parecesse que se vendia algum pedaço de pano usável. Kirishima aparentava estar tão distraído com a paisagem do grande centro que não se importava em ser puxado para qualquer lugar que fosse o próximo destino.

Nada muito produtivo havia saído dessa ideia até agora. Pelo menos, já fizera a compra mensal de alguns mantimentos para sua casa. Não era o objetivo estar carregando um monte de sacolas de verduras e pedaços de frango, mas nem mesmo ele resistiria a uma oferta escancarada em um cartaz na entrada do mercado.

Mais uma esquina e lá estava Deku a apontar para uma placa de mais uma loja aleatória com certa empolgação. Seria bom que dessa vez saíssem com algo útil daquele lugar. Tinham rodado praticamente a região inteira e já estava começando a sentir uma pontada de dor nas costas. Estava pensando em alugar Kirishima como carregador de compras.

Parecia que o lugar era de uma franquia famosa, julgando pelo porte e organização dos produtos oferecidos. Vasculhando rapidamente a etiqueta de algumas peças, julgou que não seria nada muito absurdo ficarem por ali mesmo. Ao voltar sua atenção para os colegas, percebera que já estavam sendo atendidos por uma moça que aparentava ter a mesma idade que eles.

Deku e a tal menina conversavam tão animadamente que desconfiou se já não se conheciam antes. Se forçasse um pouco a memória, aquela cara redonda não era tão desconhecida assim. Um segundo... Aquela não era a pirralha que vivia grudada no Deku? Sério mesmo? Quanta coincidência!  Ou mais uma armação para cima da sua pessoa.

“Quem é esse garoto com vocês?” Perguntou Uraraka amigavelmente, apontando um dedo na direção de Kirishima de maneira discreta. Não achando nem um pouco engraçado a curiosidade da atendente, Bakugou cruzou os braços em frente ao corpo, esbanjando um sorriso sarcástico.

“Ele é o meu chupa ro-”

“A-Ah! Ele é um primo distante do Kacchan! Por parte de uma tia avó da prima de terceiro grau da mãe dele. Por isso que eles não se parecem tanto.” Fora lindamente interrompido por Deku e seu desespero em contornar a situação. Iria ignorar essa afronta só dessa vez. Mas iria se lembrar disso mais tarde.

“Hm... Certo! Por aqui!” Estava na cara que ela não havia caído nessa historinha inventada de última hora, no entanto não parecia que iriam ser bombardeados com perguntas sobre a origem do desconhecido tão cedo. Já era uma vantagem.

Ochaco levou os colegas de classe até um canto da loja em que pequenas cabines que serviam de provadores estavam encostadas na parede. Tinha dois sofás para os acompanhantes e uma mesinha de vidro com algumas revistas. Tudo previamente calculado para que seus clientes não caíssem no tédio ao esperarem por suas esposas ou namoradas acabarem com a pilha de roupas que levaram consigo para o cubículo tampado por uma cortina azul escuro.

Agora, não precisaria fazer mais nada a não ser esperar para que a mulherzinha da situação resolvesse tudo. Não sabia se estava se referindo a Uraraka ou ao Deku, mas não faria tanta diferença assim. Pense pelo lado bom, ele estava sendo maldoso apenas em pensamento.

Não era necessário dizer que já estava começando a ficar irritado com aquela enrolação. Não estavam caçando um futuro modelo de capa de revista. Algumas camisetas com estampas inusitadas já estavam de bom tamanho. Não precisavam decidir se tal peça combinava com outra e vice-versa. Podia ser hipocrisia, mas Bakugou conseguia se vestir de maneira elegante caso se empenhasse para tal.

Bufando pela vigésima vez naquele dia, foi com certa curiosidade que observou Kirishima saindo de dentro do provador apenas com a peça íntima, tendo como rumo outra seção da loja. Já que mais ninguém estava por perto, era sua obrigação segui-lo para que não causasse nenhuma confusão ou mal entendido, já que o responsável seria ele mesmo por estarem lidando com um “estrangeiro”. Vai que eram expulsos por desacato à moral pública?

Avistou o garoto remexendo em uma arara de roupas, tirando de lá uma vestimenta tradicional japonesa. Seus olhos brilhavam de excitação ao balançar o cabide de um lado para o outro, como se quisesse chamar a atenção de Katsuki para o que levava em mãos. Elevou uma sobrancelha, encarando a yukata de coloração escura decorada com figuras geométricas.

Não tinha noção de que isso despertaria o interesse do ruivo, mas acabou por dar de ombros, deixando um Kirishima saltitante voltar para o provador, esse que sempre esquecia a cortina aberta. Tivera que ajudá-lo a prender o obi ao redor da cintura, gritando várias vezes para que ele ficasse quieto e não ficasse balançando os braços exageradamente.

Afastou-se para que pudesse dar uma boa olhada. Nas roupas, claro. O que mais seria? Apoiou o queixo em uma mão, olhando torto na direção do espelho logo atrás de si. Nada mau para um pivete hiperativo e irritante. Nada iria arrancar um elogio da sua boca. Estava sóbrio o suficiente para não cometer essa loucura ali mesmo.

Após breves discussões sobre o preço que desembolsaria em uma simples compra, acabaram saindo de lá com um desconto considerável e mais sacolas amontoavam a sua volta para casa. Uma parte do seu problema já estava resolvida. Só sobrara a mais complicada. Como iria ensinar sobre um idioma inteiro a alguém que nem sabia dizer outra coisa a não ser um substantivo próprio?

Não que estivesse duvidando da sua capacidade de professor. Com certeza seria um dos melhores já na sua primeira tentativa. No entanto, aquele minúsculo detalhe chamado paciência seria um dos adjetivos que passariam longe do seu currículo. E quem disse que uns tapas bem dados não resolviam muita coisa? Eles ainda não conheciam o método Bakugou de dar uma bela lição no seu (futuro) aluno.

Quando afirmara que ele mesmo tomaria conta dessa tarefa, pode-se perceber claramente o semblante apreensivo de Midoriya, apesar de não falar nada a respeito. O amigo podia ser inteligente, mas não tinha o dom e a gentileza para uma aula de conversação e gramática japonesa. Bolaria um plano para que nenhuma das partes sofresse tanto. Era muito bom nisso por sinal.

Naquele mesmo dia, dissera para o loiro que Todoroki voluntariou-se para ensinar Kirishima. Quase ficou surdo com o grito indignado em sua orelha. A ligação fora encerrada sem mais delongas.



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