História Meu Pequeno Super Homem - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens JB, JR, Mark, Youngjae
Tags 2jae, Got7, Markjin, Starter
Exibições 121
Palavras 4.992
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha ela aqui com atualização atrasada e postando OS nova kk
Sobre as outras fics eu estou escrevendo os capítulos, mas a falta de tempo tem me prejudicado um pouco. - mas eu estou fazendo, paciência.
Essa fic eu escrevi pro projeto Starter, onde a ideia é postar uma OS nova por mês todo dia 14
Eu resolvi participar pra ver se eu volto a ter prazer em escrever, já que cada mês é um novo tema e está sendo bem divertido
A história ficou um pouco torta, mas espero que vocês gostem, eu escrevi com muito carinho
Se houver erros de digitação saibam que eu tentei revisar mas não deu muito certo
Enfim, boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo Único


Como todos vocês já devem saber, em um certo momento da vida você obrigatoriamente tem de crescer e se tornar um adulto responsável. E bem, agora com meus treze anos completos, posso afirmar que apesar de não ser considerado ainda um adulto, com toda certeza sou um homem crescido. E se você estiver se perguntando o porque de eu afirmar isso com tanta convicção, bem, devo afirmar que a partir do momento em que você consegue aceitar o fato de que os Super Heróis que você tanto idolatrou e venerou durante toda a sua longa vida, vulgo treze longos anos, não passam de pessoas comuns que foram editadas por um computador, sem chorar você automaticamente se tona um homem.  

Claro, se você ignorar todos os três meses que eu passei chorando, sem trocar uma palavra com meu pai por ele ter me dito isso e afins. Mas imaginem só como o Homem Aranha se sentiria se soubesse que um mero ser humano, sem nada a acrescentar para a humanidade, duvida da existência de seus poderes sobre-humanos usados para salvá-los todos os dias. Ele se sentiria traído, afinal ele é o Homem Aranha, certo? A ciência envolvida, a mutação no corpo e afins, certo? Errado. Meu pai me mostrou vários vídeos mostrando que as habilidades de aranha do Peter Parker não eram reais. Um completo absurdo eu sei, mas é a mais pura verdade. Só que isso não muda o fato de que essa descoberta praticamente destruiu toda a minha vida, como eu conseguiria encarar os vingadores grafitados na parede do meu quarto sem me indignar com o fato de eles serem uma mentira?  

Por esse e outros motivos que eu consegui autorização para pintar novamente a parede. Pode parecer que eu quero me auto promover ou algo do tipo, mas gostaria de dizer que todos os grafites da casa - que são muito bonitos por sinal - foram feitos exclusivamente por minha pessoa. Um dom que foi me dado e que eu utilizava quase exclusivamente para mostrar ao mundo como a Marvel possui os melhores heróis existentes no mundo , e para enfeitar a cozinha com algumas flores sem graça que a minha mãe me pede as vezes. 

Imagina a vergonha que eu não senti de ter panfletado a Marvel durante tantos anos da minha vida depois dessa descoberta, se algum dos meus amigos descobrir que eles são uma farsa eu automaticamente me tornarei uma farsa também.  

Eu queria morrer nesse exato momento, seria menos doloroso. 

E então agora eu estou aqui encarando a parede branca do meu quarto pensando em como preencher o vazio ali presente. Mesmo sabendo que não era de todo ruim, porque, veja bem, se o Capitão América não ficou mesmo congelado durante vários anos e está vivo até hoje junto dos Vingadores, isso significa também que o Flash não dá a volta no mundo em menos de um segundo, o que é um alivio já que eu simplesmente não suporto nenhum herói da DC – Apenas o Batman, porque né, é o Batman. Basicamente todos os Heróis da DC são tão sem graça quanto as piadas de pavê que meus tios fazem nas ceias de natal. 

A única coisa certa que a DC fez na vida, foi encontrar o Batman em meio a tantas invenções fantasiosas e chatas. Porque meu pai me garantiu que o Batman é o único que realmente é o que diz ser e eu concordo totalmente. Ele é inteligente, rico, justo, aprendeu a lutar com esforços que foram conquistados na raça. Um guerreiro certamente, diferente de certas pessoas que dizem que são de outro planeta mas na verdade é só um carinha qualquer que usa as cuecas por cima das calças  - Super Homem, se você estiver lendo isso saiba que a indireta foi pra você. 

Eu tentei salvar o Iron Man também, mas aparentemente ele não criou as armaduras dele e a única parte real é o capacete, um absurdo completo.  

No final das contas o único verdadeiro é o Batman, quem diria que o único que eu gostava entre todos os heróis da DC seria o único que não é uma farsa. Se alguém me dissesse que isso anos atrás eu riria da cara da pessoa enquanto comia meu lanche na minha lancheirinha do Thor. 

Então para celebrar a minha entrada na fase adulta eu fiz um lindo desenho do Batman derrotando o Super Homem e decidi grafita-lo na parede em branco. 

Perfeito. 

Agora eu poderia descansar em paz sobre a imagem quase perfeita que eu demorei nove horas para concluir. E eu realmente poderia se minha mãe não viesse me sacudir na cama dizendo que eu deveria tomar banho para irmos até a casa dos meus tios para a festinha de aniversario do Youngjae.  

Suspirei irritado e levantei da cama, sinceramente ir ver o pirralho era a ultima coisa que eu queria fazer naquele dia. Não que eu não gostasse dele ou algo do tipo, ele só perdeu toda a magia depois que aprendeu a falar "Super Homem", sabe? Ele era uma criança fofinha e gordinha que eu matava aula para ficar mimando e me encantava com aquele sorriso largo e cativante. Quando ele nasceu eu cheguei até a pedir um irmãozinho para os meus pais - um tremendo erro, confesso, ainda bem que não deu certo. Eu sempre cuidava dele e protegia de tudo e todos, até que ele aprendeu a falar e pediu por uma festa temática do Super Homem, puff.  

Até relevei, ele estava fazendo dois anos, eu poderia convence-lo que o Capitão América era muito melhor do que aquele homem que não sabe a ordem de vestimenta das roupas. Outro erro. Não importava o quanto eu tentava, ele insistia em dizer que o Super Homem era o melhor, claramente influência da mãe que comprava aquelas roupinhas de herói pra ele desde bebê, sempre da DC. No ano seguinte novamente fora uma festa temática do Super Homem, o pior de tudo é que aquele sorrisinho largo e os olhos brilhantes quase me faziam ceder e entrar para o mundo vicioso da DC e seus heróis meia boca e por esse motivo minhas visitas se tornaram cada vez menos frequentes até se resumir a apenas comparecer aos seus aniversários e encarar aquele garotinho fantasiado de Super Homem. 

Só de ouvir falar no "Super Homem" já me dava vontade de morrer. 

Hoje é o sexto aniversário do pequeno e adivinhem só, vai ser uma festa a fantasia onde o personagem principal é... Rufem os tambores... Exatamente, o Super Homem. 

— Filho, já está pronto? – ouvi minha mãe gritar do outro lado do quarto. 

— Quase. – respondi enquanto terminava de arrumar o topete do cabelo. 

Coloquei uma calça jeans preta que quase já não me servia mais, meu tênis da sorte que eu usava apenas para festas na esperança de encontrar uma namorada e finalmente perder meu bv e minha blusa do Batman com mangas. Perfeito. 

Sai do quarto depois de pegar meu celular e fui procurar minha mãe na sala para avisar que estava pronto. Ela me olhou de cima a baixo como se eu fosse um bicho estranho e depois perguntou se eu ia mesmo vestido assim. Puff, qual é, eu estou lindo, mais bonito do que eu só terá eu mesmo na festa. 

— Cadê a sua fantasia do Pantera Negra?  

— Eu não vou sair de casa vestido com uma roupa de alguém que é fruto de computação gráfica, seria uma vergonha. Vamos logo, quanto mais rápido formos mais cedo voltamos. 

Na festa tinha dezenas de pirralhos correndo de um lado pro outro fantasiados de diferentes Super Heróis, obviamente o único Super Homem da festa era o pequeno bochechudo de cabelos negros que estava pendurado em uma cortina fingindo voar enquanto sua mãe fotografava. A festa não estava de toda ruim, tinha muita comida e algumas garotas da minha idade para conversar, acho que fora a única parte ruim de lá. Talvez fosse culpa dos meus tênis da sorte que estejam revertendo tudo e trazendo azar com as garotas, porque não é possível. Como pode nenhuma das garotas que chegaram em mim saber pelo menos o nome de todos os Vingadores? Nem é tão difícil, e mesmo que não sejam reais, eu me recuso a deixar meus lábios encostarem nos de uma pessoa que não saiba pelo menos o básico. Eu nem exigia conhecimento em HQ's e afins, bastava assistir aos filmes e desenhos, bem simples. 

— Bummie! – O pedaço de gente corria até mim gritando enquanto segurava a capa da sua fantasia. 

— Senti sua falta. – falou pulando no meu colo enquanto me encarava estranho. – Argh, porque está vestido de Batman? – perguntou com um bico formado nos lábios. 

— O Batman é o melhor de todos da DC. – falei bagunçando seu típico topete de Super Homem e sorrindo. 

— Ele é inimigo do Super Homem. – falou aumentando o bico já formado em seus lábios. 

Senti uma pontada em meu coração. Ele parecia querer chorar e aquilo me deixou um pouco mal.  

— Você não gosta do Super Homem? – já tinham lágrimas formadas em seus olhos quando ele perguntou aquilo. 

— O Super Homem não é real, pequeno. – falei sorrindo. 

Grande erro. 

— Claro que é. Ele é o melhor de todos os Super Heróis, ele protege toda a Terra enquanto voa pelos céus e derrota todos os caras malvados! Ele é o melhor. – respondeu fazendo cara de choro.

— Super Heróis não existem, pirralho. Apenas o Batman, porque né, ele é o Batman. 

Youngjae armou uma careta irritada e saiu de perto de mim batendo o pé e arrastando a capa no chão. 

Fui seguindo ele com calma tentando saber para onde ele ia, percebendo então que ele estava indo até sua mãe. 

— Mãe, é verdade que o Super Homem não existe? – Youngjae perguntou fazendo bico. 

Sua mãe lhe olhou assustada e perguntou porque ele estava perguntando algo como aquilo. 

Ferrou! 

— Jaebum disse que só o Batman existe de verdade. – abaixou a cabeça encarando o chão. 

Vi o olhar mortal da mais velha sobre mim e senti uma nuvem negra se formar sobre a minha cabeça. 

— Ele estava brincando meu amor, ele só disse isso porque o Batman é inimigo do Super Homem. – falou afagando os cabelos negros que anteriormente foram bagunçados por mim. 

— Mas o Super Homem é o mais fortão, né mãe? - seus olhinhos brilhavam em esperança. 

— O mais fortão meu filho. – confirmou sorrindo. 

Então ele saiu correndo dali. 

Nem preciso dizer que levei a maior bronca de toda a minha vida por tentar desiludir uma criança falando que seu maior Herói na verdade não existia. 

Ninguém se importou com isso quando foram me dizer que minha queria amiga, vulgo fada dos dentes, na verdade era uma invenção dos pais para as crianças não fazerem birra na hora de arrancar o dente. E eu tinha acabado de perder meu primeiro dentinho quando meu pai me contou. Todas as orações que eu fiz para a querida fadinha dizendo que estava ansioso para meus dentes caírem para eu poder conhece-la foram em vão e ninguém se importou com isso. Mas agora se eu chego numa criança que ganha moedinha sempre que o dente cai, ganha presente do Papai Noel todo natal e falo que o Super Homem não existe, nooossa. 

Pff. 

Outra coisa que você aprende quando se torna um adulto de treze anos é que o mundo não é justo. 

Depois de todo o discurso de "Você não deveria destruir a magia na vida das crianças" - coisa essa que deveria ser dita a certos pais, cof cof – eu fui para um canto afastado na casa disposto a não conversar com mais ninguém até a hora de ir embora. Não que eu não gostasse de socializar ou algo do tipo, apenas porque não valia a pena gastar meu tempo conversando com essas pessoas que não sabem a diferença entre Jovens Titãs e Os Vingadores 

Não demorou muito até que chegasse a hora dos parabéns e eu pudesse implorar para minha mãe para que fossemos embora para casa, meu celular já havia descarregado e eu já estava cansado desde que terminara de grafitar a parede do meu quarto. E os meus planos de ir para casa até dariam certo, se minha mãe e minha tia não insistissem em voltar no assunto "Existência do Super Homem", me chamando para conversar sobre aquilo outra vez antes de ir embora. 

Resumindo, agora estou de castigo sem celular e terei que cuidar de Youngjae depois das aulas por um mês inteiro. Não que fosse de todo ruim, tirando o fato de ele idolatrar o Super Homem ele até é uma boa pessoa, mas ainda assim isso tiraria a minha liberdade e acabaria com o meu costume de usar todo meu tempo livre para fazer 'vários nadas' - sozinho. 

   

 

 

 

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Eu posso dizer que me arrependo amargamente de ter dito para YoungJae que Super Heróis não existem. Admito que fui insensível e fiz com ele exatamente o que meu pai fez comigo, o que automaticamente me torna uma pessoa horrível e indelicada, destruidora de infâncias e de sonhos. Talvez eu devesse ter pensado um pouco mais nas consequências das minhas palavras antes de falar aquilo para ele, mas não é como se eu tivesse feito de propósito. 

Infelizmente – ou não – o meu profundo o sincero arrependimento não fora suficiente para fazer com que minha mãe e minha tia desistissem do castigo, então mesmo que contra a minha vontade eu terei que ir depois da aula para a casa da tia Choi ficar com o YoungJae. 

— Jaebum! Jaebum! – ouvi uma voz distante me chamar, logo percebendo que era Mark acompanhado de Jinyoung. 

— O próprio, o que houve? 

— Advinha só o que vamos estudar na aula de ciências no terceiro tempo. – Jinyoung comentou eufórico.  

Fiquei encarando o moreno tentando descobrir qual era o problema mental que ele possuía pra ficar animado com alguma matéria da escola. 

— Fotossíntese? – perguntei fazendo pouco caso do assunto. 

Mark e Jinyoung se encararam cúmplices e sorriram de forma estranha, logo abrindo o livro e mostrando alguns desenhos de mulher pelada. 

Alguém deveria denunciar a pessoa que fez esse livro, que coisa mais absurda colocar esse tipo de conteúdo para alunos do Ensino Fundamental. Eu ein. 

— Vamos estudar o corpo humano. – Mark falou fechando o livro e guardando novamente na mochila. 

— Espero que tenhamos uma representação ao vivo, não me importaria de estudar o corpo da Momo. – falou sorrindo sendo acompanhado pelo moreno ao seu lado. 

Sinceramente eu não sei o que eles veem demais na Momo, pra mim é só mais uma garota comum como todas as outras nesse colégio. Uma vez eu comentei com ela sobre a conecção entre Guardiões das Galáxias e Os Vingadores e ela me encarou como se eu estivesse falando grego. Como um garoto pode gostar de uma garota assim? Com toda certeza eles estão loucos. 

Infelizmente no terceiro tempo a aula de ciências realmente seria sobre o corpo humano, com direito a garotos idiotas fazendo comentários ainda mais idiotas a respeito do tamanho dos seios das imagens e sobre seus pênis serem maiores do que dos adultos maiores de vinte e um que havia no livro. 

Obviamente considerando que toda a imagem tinha um tamanho de aproximadamente dez centímetros, qualquer pênis real seria maior do que aquilo, mas isso não os impedia de se acharem futuros atores pornô africanos com trombas maiores do que a de elefantes. 

O restante das aulas passaram-se até rapidamente, é surpreendente como os oitenta minutos da aula de matemática conseguem passar tão mais rápido do que os quarenta da aula de educação física. 

— Jaebum! - Jinyoung me chamava enquanto eu terminava de arrumar meus cadernos na mochila. — O Mark me mostrou uma coisa no intervalo que a professora de ciências não nos contou durante a aula. 

Wow! Que emocionante, realmente absurdo, meu Deus. Abençoado seja Tuan por ser tão inteligente descobrindo coisas sobre o corpo humano, tão esperto esse garoto. 

— Wow. Sério? – falei demonstrando todo meu desinteresse. 

— Sabia que o seu pênis fica duro se você ficar mexendo nele? E você sente uma sensação boa, mais boa do que beijar na boca. 

"Melhor." Corrigi mentalmente. 

Não é como se eu já tivesse beijado na boca para comparar ou algo do tipo, e até antes da aula Jinyoung também não. Espera, como ele descobriu sobre isso? 

— E como você sabe que é melhor do que beijar na boca? – perguntei curioso. 

Ele corou. 

Me segurei para não apertar suas bochechas vermelhas, tão fofas. 

— É que...  

— Que? 

— Você não tinha que cuidar do seu primo depois da aula? Acho que esta atrasado, olha só. Eu já vou indo também. – disse apressado deixando um selo na minha bochecha antes de sair correndo. 

Mark e Jinyoung são meus dois únicos amigos na escola, não que eu não converse e interaja com as outras pessoas, mas eu sou muito seletivo quanto as pessoas que eu quero por perto. Os dois aparentemente tem uma queda pela Momo que é uma aluna transferida do Japão que chegou a nossa turma a cerca de quatro semanas. Confesso que ela até é bonitinha, mas além de não gostar de Super Heróis – coisa com a qual eu fui desiludido recentemente – ela é a responsável por outra desilusão na minha vida, desilusão essa que ninguém tem conhecimento além de mim mesmo. O fato é que a existência dessa garota, seguida do abismo que meus amigos tem por ela, acabam as minhas esperanças de vê-los juntos como um casal. Pode parecer estranho, mas qualquer um que os conheçam tão bem quanto eu, quereria que os dois se casassem. Eles nasceram para ficar juntos, eles gostam das mesmas coisas mas ao mesmo tempo tem personalidades totalmente distintas que quase misticamente se completam em tudo. Como Yin e Yang.  

Está tudo aí, só não vê quem não quer. 

 

 

 

 

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Já estava na frente da casa da tia Choi quando ela abriu o portão da garagem, me entregando as chaves da casa e resmungando alguma coisa. 

— Ainda bem que você chegou, Youngjae está dormindo em seu quarto, tem comida na geladeira, a mamadeira dele esta na porta da geladeira, todas as instruções ficam grudadas na porta do armário, qualquer coisa você pode me ligar. Nos vemos a noite querido. – disse um pouco rápido demais, depositando um beijo em minha testa e indo em direção ao carro. 

De tudo que ela me disse a única coisa que entrou na minha cabeça foi "a mamadeira dele está na porta da geladeira." Como assim mamadeira? Ele tem seis anos. 

Pois é, a vida que segue. 

Entrei dentro da casa e segui em direção ao quarto do pequeno, confirmando que este estava dormindo, logo pegando a muda de roupas que eu havia trago na mochila, colocando-as em cima da cama no quarto de hóspedes e seguindo até o banheiro, torcendo mentalmente para o pirralho não acordar tão cedo, assim daria para eu assistir alguma coisa sem me preocupar com um mini Super Homem pulando do telhado de casa tentando voar. 

Coloquei uma música para tocar no celular enquanto tomava meu banho, me ensaboando enquanto ouvia a voz doce da Yui. Quando sai do banho vi que havia seis novas mensagens no kakao, todas de Jinyoung: 

 

"Jaebum, esta ai?"  

"Olha, você é meu melhor amigo e eu não quero mentir pra você" 

"Hoje no intervalo o Mark me beijou" 

"Ai meu Deus, isso parece ainda pior dizendo pra outra pessoa" 

"E o pior de tudo é que eu gostei, o que eu faço?" 

"Jaebum?" 

 

Ai meu Kami-sama, não acredito no que os meus olhos acabaram de ler. Mark e Jinyoung se beijaram, só pode ser Deus trabalhando para fazer minha vida mais bela. 

 

"Não creio. Finalmente, sempre quis que rolasse algo entre vocês" 

"Ele também gostou?" 

"Se ele tiver gostado tudo que você pode fazer é repetir" 

 

 

"Mas beijar ele outra vez faria de mim gay?" 

"Ai meu Deus, Jaebum. Eu sou gay? :O" 

 

"Não sei" 

"Isso não importa, né? O importante é você descobrir se ele também gostou." 

 

"Tudo bem, eu vou perguntar pra ele depois. Obrigada Jae, amo você" 

 

"Também amo você" 

 

 

Respondi e bloqueei o celular, levando meus pensamentos até a cena de meus dois amigos se beijando. Logo lembrei do que Jinyoung havia dito mais cedo, eu ainda estava só de toalha então apenas a joguei em um lugar do quarto de hospedes e me deixei levar pela curiosidade, levando uma das mãos até meu pênis e acariciando levemente enquanto continuava a imaginar os dois. 

Imaginava como havia sido o beijo dos dois, como lábios se moviam em contato com os alheios enquanto se beijavam, onde as mãos de Mark ficaram enquanto ele beijava Jinyoung, a sensação que ele sentira ao ter a boca invadida pela boca de Mark.  

Então senti um aperto no baixo ventre, logo constatando que apenas minha mão apoiada ali e meus pensamentos fizeram ele ficar duro como Jinyoung disse que ficaria. 

Segurei aquilo com um pouco de força e fiquei encarando curioso, estava bem maior que o normal. Fiz um movimento para baixo e senti uma sensação boa, repeti o ato varias vezes, indo e vindo com a mão vendo a pele cobrir e descobrir meu pênis como se fosse uma roupa. Era divertido, a sensação era boa. Vez ou outra barulhos estranhos escapavam da minha boca e meus olhos inconscientemente reviravam. Mesmo sem nunca ter beijado alguém, cheguei q concordar mentalmente que a sensação era melhor, talvez pudesse ser até mesmo a melhor sensação do mundo. 

Depois de algum tempo fazendo carinho naquele local, alguma coisa saiu de lá sujando minha mão e deixando uma sensação de cansaço seguida de uma felicidade ainda maior do que a que eu sentia durante o ato.  

Era meio nojento, aquele negocio quente e branco melecando minha mão. Peguei a toalha e limpei aquilo logo pegando no sono. 

— Bummie... Bummie! Acorda. – Escutei uma voz me gritando. 

Abri os olhos aos poucos, logo vendo Youngjae ao meu lado cutucando com o dedo meu nariz, enquanto eu ainda estava completamente nu. Levantei no susto e procurei minhas roupas pelo quarto, logo as achando em cima da cama, indo até lá e as vestindo apressado. 

— Bummie, por que você 'tava dormindo na cadeira? 

— Porque eu estava cansado, Jae.  

— E por que você 'tava pelado? 

— É ... - eu não fazia ideia do que responder. 

— Você tem o pintinho grandão, Bummie. Que nem o do Super Homem. 

Corei. 

Eu simplesmente travei e senti a vergonha me consumir por completo, mesmo ele sendo meu primo de consideração ele ainda era uma criança e aquela situação era completamente estranha e constrangedora – Pelo menos pra mim.

— Bummie, você tá vermelho. Esta passando mal? Quer que eu ligue pra polícia? 

Engasguei com minha própria saliva. Fiz que não com a cabeça indicando que não precisava chamar a polícia, resmungando um "eu só estou um pouco mal"– o que não era uma completa mentira.  

Ele segurou em minha mão e me levou até a cama, me pedindo para sentar, colocou sua mãozinha na minha testa e sentou no meu colo me abraçando, acariciando minhas costas com uma das mãos. 

— Vai passar, vai passar. – falou enquanto seus dedinhos deslizavam por minhas costas. 

 

 

 

 

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♡Pov/Jae♡ 

 

 

— Mamãe, por que o Bummie não vem mais aqui depois de amanhã?  – sem querer meus olhos iam ficando molhados com aquilo. 

— É que ele tem muitas coisas para fazer meu bebê, ele só podia ficar por um mês.  – respondeu bagunçando meu cabelo. 

 — Mas ele até pediu desculpas, Omma, pede pra ele ficar aqui comigo. Por favor.  – Pedi fazendo bico. 

Mamãe nunca conseguia dizer não para mim quando eu fazia bico, era meu poder escondido, o Super Homem sempre disse para eu acreditar em mim mesmo e ser forte. Appa disse que agora eu sou um rapaz crescido e que rapazes crescidos não devem chorar ou fazer birra, mas que se as coisas ficassem difíceis eu deveria usar meus poderes e pedir ajuda para ele ou para a mamãe, e as coisas estão muito difíceis agora. 

Desde que o Bummie veio ficar comigo todas as tardes eu vim colocando meu plano de provar a existência do Super Homem em prática e deu Super certo, tudo que envolve o Super Homem é Super Super, porque ele é o mais fortão. Semana passada eu fiz um Super bolo para o Bummie, que o próprio Super Homem inventou, eu aprendi na internet enquanto via vídeos no celular da mamãe. Eu fiz tudo sozinho, mesmo sendo complicado eu consegui, misturei todas aquelas coisas estranhas na bacia que o papai deu pra mamãe no Natal e coloquei tudo dentro mexendo com a colher, só precisei de ajuda para por no forno, já que eles vivem dizendo que eu sou muito miúdo pra mexer no fogão. Eu nem sei o que é miúdo, mas pedi ajuda pro Bummie pra por o bolo lá e ele ficou meio irritado. Acho que foi pela bagunça que ficou a cozinha. 

O bolo demorou umas três horas pra ficar pronto, - não sei porque, os da mamãe assam rapidão -  ele me mandou ficar no quarto enquanto arrumava a cozinha, então eu fiquei assistindo o novo desenho do Super Homem pra passar o tempo. A gente comeu meu Super bolo quase tão rápido quanto o Super Homem acabou com o Lex Luthor no filme, foi legalzão. 

Depois disso nós fizemos guerrinha com a 'abrobra' que a mamãe comprou pra fazer papinha pra mim. A coisa que eu menos gosto no mundo é 'abrobra' e aparentemente o Bummie também não gosta, usamos tudo pra jogar um no outro enquanto corríamos pela cara. Foi muito divertido. Pro Bummie nem tanto porque ele teve que limpar tudo depois e eu não podia ajudar porque sou criança.   

Ele também me convenceu a parar de tomar meu leitinho na mamadeira. Era a minha mamadeira azul favorita. Mas ele me trouxe um Super copinho depois e disse que quando você toma leitinho no copinho você cresce e fica fortão. Agora o copinho azul escuro que ele me deu se tornou a minha segunda coisa favorita de todas, logo depois do Super Homem. 

 O tempo passou tão rápido que já tinha acabado o mês e eu nem vi. Ontem ele até me pediu desculpas por ter dito aquilo sobre o Super Homem no meu aniversário, e eu fiquei muito feliz, tão feliz que minha mamãe podia fazer outra festinha de aniversário pra gente comemorar. 

Ninguém sabe mas no meu aniversário eu quebrei uma das regras do papai depois que todo mundo foi embora da festa. Ele tinha dito que a partir daquele dia eu era um rapazinho e que não deveria chorar por nada, mesmo que causasse dodói. Quando ele me disse que o Super Homem era inventado por homens normais, eu senti uma dorzinha no peito e mesmo depois da minha mãe me explicar e eu criar um plano para provar pra ele que o Super Homem é Super mesmo, eu chorei.

E quando ele me pediu desculpas e disse que quando eu crescesse eu seria ainda mais Super do que o Super Homem, eu chorei outra vez, mas eu estava feliz. 

É estranho ficar com ele mas ao mesmo tempo é tão bom, ele tem um montão de anos na minha frente mas eu gosto dele um montão também, daria pra fazer um Super castelo só usando o tanto que eu gosto dele. A gente assistiu um montão de filme, brincou de um montão de coisas e sorriu um montão, mas a mamãe disse que ele não quer mais ficar aqui comigo. Eu ouvi ela conversando com o tia Yoona e ela disse que cuidar de mim era um castigo do Bummie, e castigo é coisa ruim. Mas mesmo eu sendo uma coisa ruim eu queria ficar com ele um montão pra sempre. 

— Ei pequeno, animado pro nosso último dia juntos? – ele me perguntou sorrindo. 

Ver ele sorrindo fez meu peito doer ainda mais. 

Fiz o mesmo bico que eu fazia pra mamãe quando queria algo. 

— A mamãe falou pra você? – perguntei indo até ele e agarrando sua perna. 

O jeito que ele me olhou me fez querer chorar ainda mais. 

— Eu não posso ficar, Jae. Desculpe. 

— Por que não? – e ele calou.  

Já estava preparado pra ouvir ele dizer "porque eu não quero", mas ele não disse. Meu coraçãozinho é novo mas ele é forte. 

Juntei as duas mãos nas bochechas e fiz outro bico e deixei meu corpo cair no chão, meus olhos estavam quase fechados, eu sabia que ia acabar chorando.  

— Bummie... – chamei baixinho. 

Ele me pegou no colo e levou até o quarto, eu não queria chorar, queria mostrar que sou um garotinho crescido, mas por algum motivo meu coraçãozinho doía tanto.  

— Você lembra quando você vinha aqui todo dia me ver? – perguntei enxugando meu rosto com a manda do meu pijama do Super Homem.  — Agora a única coisa que te faz ficar comigo é o castigo da mamãe.  – comecei a chorar outra vez. — Por que você não gosta mais de mim? 

— Ei, é claro que eu gosto de você pequeno. Eu não gosto é do Super Homem. – ele falou soprando o vento com o nariz. 

— Por que você não gosta do Super Homem, Bummie? – e lá estava meu bico novamente, desta vez ele simplesmente surgiu. 

Foi aí que eu descobri que os meus poderes também funcionavam com o Bum. 

Ele demorou a responder minha pergunta, vindo até mim e afagando meus cabelos. 

— Sabe que eu nem sei mais, pequeno? – respondeu rindo e assoprando o vento outra vez. — Eu não deveria mais me importar com essas coisas. 

"Por que ele vive assoprando o vento com o nariz?" – pensei.  

Resolvi tentar também, 

não deu muito certo. 

— Então você ainda gosta de mim? – mesmo sem querer um Super sorriso já se formava no meu rosto. 

— Como eu poderia não gostar? Você é meu pequeno Super Homem. 

— E você vai vir me ver amanhã?  

— Só se você me der um Super beijo!

 

 

 


Notas Finais


Então é isso ><
Deem muito amor ao projeto starter
Amo vocês õ/


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