História Meu Primeiro amor - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gay, Romance
Exibições 8
Palavras 1.294
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse capitulo se passa com Everaldo contando do ponto de vista dele.

Capítulo 12 - Everaldo


Everaldo*

Nunca pensei que passaria por aquilo, eu adorava meu pai e meu irmão, mas ver ali o Erick nos meus braços, sangrando e fechando os olhos, não estava preparado para perder a pessoa que eu amava, minha vontade era de matar aquele homem que o feriu, mas não podia deixa-lo e resolver minha vingança, Pedro chamou uma ambulância e Mateus a polícia, em pouco tempo a ambulância chegou. Os meninos disseram que resolveriam tudo e Bruno e Caio iriam para a minha casa, junto com Pedro e Mateus.

Me deixaram ir com Erick na ambulância, não soltei a mão dele a nenhum momento, ele estava perdendo bastante sangue, a bala havia acertado sua cabeça, não sei se ela havia saído, mas os enfermeiros estavam cuidando bem dele e tentavam me acalmar. Chegamos no hospital e ele foi direto para a emergência, não deixaram eu entrar e aí tive que ir para a recepção cuidar das coisas.

Horas depois...

Olhei no relógio, já se passavam das duas da manhã, Pedro e Mateus chegaram no hospital.

- Oi e aí já teve alguma notícia? – Perguntou Mateus.

- Não o médico falou que teriam que fazer uma cirurgia, e me pediu autorização já que eu no caso estou como responsável dele.

- Mas é grave? – Perguntaram eles.

- Bom, o médico disse que é uma operação de risco, e que no mínimo ele pode entrar em coma ou...

Mateus me abraçou e me confortou, falando que o Erick é forte e tudo iria ocorrer bem, nessa hora o médico chegou e disse que havia terminado a cirurgia e que tudo ocorreu bem, a bala não lesionou nenhuma parte importante e que ele tinha entrado em coma, mas não sabiam quando ele iria se recuperar, o médico então deixou que eu entrasse no quarto.

Entrei no quarto, sentei do lado dele na cama, ele estava com a cabeça enfaixada, segurei sua mão e disse que tudo iria ocorrer bem, que eu cuidaria dele e que a partir daquele momento o protegeria de tudo.

Os dias, as semanas passavam e Erick continuava na mesma, ficávamos revezando quem ficaria no hospital, entre eu, Pedro e Mateus, Bruno e Caio queriam também, mas como são menores de idade não podiam ficar. Passou abril, maio, junho. Até que chegamos no dia 13 de julho, um mês antes do aniversário dele. Eu estava com ele, era minha noite com ele.

- Amor? Everaldo?

- Meu príncipe, você acordou! – Disse cheio de lágrimas nos olhos.

Eu o abracei, para ver se não estava sonhando.

- Eu fiquei muito tempo assim?

- Sim praticamente quatro meses, mas agora você está aqui comigo.

- E como você está? E o pessoal?

- Ei calma, eu que tenho que pergunta como você está e está todo mundo bem.

- Eu estou bem amor, só com dor de cabeça e com uma vontade de comer muito.

- Que bom, e você se lembra de alguma coisa?

- Bom do aniversario eu lembro de tudo até desmaiar, eu estava nos seus braços, nos braços da pessoa que amo, lembro de algumas coisas aqui do hospital também, você me incentivando todos os dias, o Pedro mesmo na cadeira de rodas ficando aqui para eu não ficar sozinho, o Mateus falando que meus amigos estariam sempre comigo, o Bruno e Caio querendo ficar aqui também.

- Como você lembra disso tudo?

- Amor eu estava em coma, não estava morto. Eu sempre imaginei o que deveria ser estar em coma, e no meu caso era como se fosse um sonho infinito, lembrei de coisas da infância, minha mãe, e do dia mais feliz da minha vida, ao qual nunca queria parar de vive-lo.

- E que dia foi esse?

- O dia que te conheci, digo não pelo zap, mas o nosso primeiro encontro, o final de semana mais feliz da minha vida, como poderia querer algo mais do que está com a pessoa que mais amo nesse mundo.

- Você que me trouxe felicidade meu príncipe, sem você não sei como eu estaria hoje em dia, eu não te falei como eu me senti, desde o dia que te conheci. Eu desde que sai da faculdade, fui muito sozinho, não podia contar com ninguém, não falava com ninguém, minha vida era casa e trabalho, nada importava mais. Até aquele dia que entrei naquele site e vi seu número, pensei em mandar uma mensagem para você, não sei porque mas me deu vontade, nunca havia feito aquilo, e você respondeu, um “oi” e com isso percebi que você não era como os outros, aquelas semanas que ficávamos conversando eu sabendo um pouco mais de você, me deixava feliz, eu queria te conhecer logo, tê-lo perto de mim e o dia chegou, quando ficamos juntos naquele final de semana, nada importava mais, minha vida, minhas dividas, eu queria ficar apenas ao seu lado e no dia que eu fui embora, quis parecer forte, achei que não nos veríamos mais e olha agora, estamos morando juntos como um casal, nada mais me importa se eu estiver com você.

- Que coisa linda amor, te amo muito.

- Também te amo muito, no momento em que vi que você levou o tiro, meu mundo desmoronou, nada me importava mais, se tivesse acontecido algo com você eu teria...

- Não precisa chorar amor, eu estou aqui com você, você está comigo, nada vai nos separar.

Eu então abracei o Erick, e nos beijamos, como nunca tínhamos feito antes, um beijo que serviria para selarmos nosso amor, não que não tínhamos isso, mas aquele beijo foi diferente, foi como um recomeço. Depois chamei o médico, ele disse que ficou impressionado com a recuperação dele e que é quase impossível acordar daquele jeito, ele disse que achava que levaria mais tempo, mas que por questão de preservar a saúde de Erick ele ficaria mais uns dias no hospital para observação.

Passou- se os dias e era dia do Erick voltar para nossa casa, eu e os meninos preparamos uma pequena festinha de boas-vindas, chegamos em casa e todos o abraçaram, Bruno pediu desculpas e falou que era culpa dele e que se nós quiséssemos ele fora de casa era só falar, Erick disse para ele parar com essas besteiras, ele é da família. E aquela se tornou nossa família, eu, Erick, Bruno, Caio, Mateus e Pedro. Nos tornamos grandes amigos, não seriamos separados e não perderíamos nenhum de nos. E aquele momento eu entendi o conceito de família, não são nossos pais e irmãos que fazem a nossa vida ser eles a família, mas sim aqueles que nos amam, eu tinha ganhado na loteria, um namorado que eu amo com todo meu corpo e alma e ele também e quatro pessoas maravilhosas que posso chamar de amigos e irmãos. E depois de tudo que eu passei, uma mãe que não gostava de seu marido nem filhos, meu pai que morreu por questões desconhecidas que podem ter sido realmente causadas por minha mãe, meu irmão que se submeteu ao submundo para fugir de tudo isso. Eu sei que tem pessoas no mundo passando por coisas piores, mas sentir algo dessa forma, perde um pai, irmão e uma mãe que você queria ter é horrível e meu namorado passou por quase a mesma coisa, apesar de não ter irmãos perdeu a mãe que o amava muito e o pai que nunca foi presente. Naquele dia, não era hora de relembrar coisas ruins estávamos todos felizes e eu ainda mais meu amor estava de volta, a noite tiramos o atraso de quatro meses, Caio dormiu com Bruno e devem ter brincando também, Pedro e Mateus ficaram na sala, arrumamos um colchão para eles e não duvido nada daqueles dois.


Notas Finais


bom gente, a historia esta quase no final, espero que estejam gostando.


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