História Meu Primeiro amor - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gay, Romance
Exibições 7
Palavras 2.733
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que estejam curtindo.

Capítulo 15 - Tudo se ajeita, férias merecidas


Dois anos depois*

Eu e Everaldo havíamos nos formados e já começamos a trabalhar em uma academia, ele como professor de capoeira e personal trainer e eu professor de natação. Mateus e Pedro abriram uma livraria que rendeu uma boa rede, que se estendeu por toda região sudeste, e estavam pensando no Brasil inteiro, por isso estavam sempre viajando, já faziam dois meses que não víamos eles. Bruno e Caio se formaram no terceiro ano do ensino médio ano passado e entraram numa faculdade, Bruno está fazendo direito e Caio fazendo medicina. Os dois seriam muito renomados, eram bem inteligentes.

Já estávamos pensando em casar ano que vem, e o aniversário de Bruno e Caio por incrível que pareça era no mês de outubro uma semana de diferença, então decidimos viajar para os Estados Unidos, queríamos visitar Nova York e seria uma boa hora para encontrarmos com Pedro e Mateus.

- Alô? Erick?

- Oi Pedro, tudo bem?

- Nossa quanto tempo. Estamos bem sim e vocês aí?

- Também, estamos bem, queria saber onde vocês estão?

- Estamos em Salvador, estaremos no Rio depois de amanhã, por que?

- Estamos querendo ir para Nova York para comemorar o aniversário do Bruno e do Caio e queríamos saber se vocês queriam ir com a gente.

- Vou pergunta o Mateus, só um minuto... vamos sim, quando é a viagem?

- Estamos pensando em ir nesse final de semana, tudo bem?

- Tudo sim, estaremos aí na sexta então para pegar o avião e ir.

- Ok então.

- Aqui vou desligar que estamos um pouco ocupados até depois.

- Tudo bem, nos falamos depois, tchau foi bom falar com você, manda um abraço para o Mateus.

- Tudo bem, manda um para o pessoal aí também, tchau.

Então desligamos o telefone e fui arrumar as documentações para ir comprar as passagens. Peguei todos os documentos e fui até o aeroporto, cheguei lá e fui até o guichê que compra passagem.

- Boa tarde, gostaria de quatro passagens para Nova York.

- Boa tarde, qual o motivo do senhor querer visitar os Estados Unidos?

- Bom é só para passeio, queríamos apenas fazer uma visita.

- O senhor e o seus amigos já foram lá?

- Não é a primeira vez de todos.

- Bom, vocês devem passar por alguns testes antes de viajar, podemos marcar o teste para que dia?

- Bom, ira viajar seis pessoas juntas, os outros dois chegaram na sexta, mas depois do teste podemos viajar?

- Se todos passarem no teste, sim. Podem ir no mesmo dia.

- Ok, pode marcar para sexta então.

Me despedi dela e fui embora. Cheguei em casa, Bruno e Caio já tinham chegado e falei com eles sobre a viagem e ter de ir no aeroporto fazer o teste. Passei a tarde em casa esperando Everaldo chegar, os meninos foram para a faculdade e Everaldo chegou as nove.

- Boa noite príncipe. Correu tudo bem no aeroporto?

- Mais ou menos, temos que fazer um teste antes de viajarmos.

- Hmm, entendo e temos que ir que dia?

- Na sexta, aí poderemos comprar as passagens e ir.

- Que bom.

Fomos jantar, deixei comida para os meninos e fomos para o quarto, tomamos banho e fomos dormi, eu acordaria cedo no dia seguinte, tinha de trabalhar em duas academias. Dormimos de conchinha.

Na sexta*

Chegou sexta, finalmente, o Pedro e Mateus chegaram em casa e então fomos para o aeroporto. Chegamos lá e informamos o que estaríamos ali para fazer, então nos levaram para uma sala e disseram que as “entrevistas” seriam feitas com um de cada vez. Chamaram o Bruno, depois o Caio, o Everaldo, o Pedro e o Mateus, e por fim eu.

- Boa tarde senhor Erick, nos desculpe pela demora.

- Tudo bem.

- Vamos começar então, o teste não é nada difícil, é só algumas perguntas e mostraremos algumas imagens e assim poderemos permitir ou não a sua viagem.

A sessão de perguntas começou, eram apenas perguntas básicas e as imagens também, era só para ver meu caráter e se tinha tendências terroristas e por fim me perguntaram se falo inglês. Disse que não fluente, mas que sabia o básico. Por fim nos reuniram numa sala e falaram que poderíamos ir, por eu saber um pouco de inglês, se não teriam que nos barrar ou teríamos que contratar um tradutor. Voltamos para o guichê de embarque e compramos a passagem, até aquele momento tudo corria bem, até que os auto falantes falaram que nosso voo estava atrasado, estava bom demais para ser verdade. Depois de horas esperando finalmente embarcamos, sentamos perto e o avião levantou voo.

A viagem demorou dez horas, dormimos, brincamos, conversamos e estávamos pousando, estava no outono e o clima estava agradavelmente frio, eu adoro, descemos do avião, estávamos no John F. Kennedy International airport, fui pedir informações para algum hotel mais próximo.

- Hello, good night, we need to find a hotel near the airport?

- Hello sir, it has the Crowne Plaza JFK here near the airport.

- Thanks, miss.

- O que vocês falaram? – Perguntou Bruno.

- Eu perguntei onde poderíamos achar um hotel aqui perto e ela disse que tem o Crowne Plaza aqui perto.

Fomos até lá, era bem grande. Chegamos até na recepção e conseguimos um apartamento com três quartos, ele era lindo tinha tudo lá dentro, os três quartos, banheiro, sala e cozinha. Ficamos maravilhados com aquilo, resolvemos ir no mercado de frente do hotel para comprar algumas coisas e fazer janta. Apesar de ser noite, Nova York é bem agitada, decidimos dar uma volta, talvez achar um barzinho ou até uma baladinha gls. Pegamos um táxi, um que parecia uma minivan.

- Good evening sir, where do you want to go?

- Good evening, we are looking for a bar or a ballad here near.

- Okay, i suggest the Industry bar in Manhattan near Cetral Park.

- Okay, let’s go.

- Ele vai nos levar num bar que fica em Manhattan.

- É longe daqui amor?

- Bom é um pouco, Manhattan é uma das duas ilhas que separa Nova York de Nova Jersey.

- Nossa você sabe de tudo Erick.

- Não Pedro, fiz uma pesquisa antes de viajar e dentro do avião também, só para saber mais ou menos onde estamos.

Olhando a cidade pela janela do táxi podíamos ver que ela é fantástica, víamos pessoas indo e vindo de todos os lugares, carros luxuosos, prédios enormes, passamos pelo Empire State Building e chegamos no bar Industry, agradecemos e pagamos o taxista e fomos para a entrada, por fora parecia um prédio comum, mas por dentro, nossa aquilo era demais, cheio de gente bonita, com namorada ou namorado ou dando cantadas em outras mulheres e homens e a música envolvente. Decidimos procurar uma mesa de início e conseguimos uma no fundo, pedimos bebidas e ficamos lá bebendo e tentando conversar, Everaldo me pegou no colo e perguntou se eu queria dançar, eu disse que não, mas que ele poderia ir, então ele chamou os meninos e ficou na mesa só eu, Pedro e Mateus.

- Vai lá amor, o Everaldo está sozinho, você dança com ele e eu e o Erick ficamos aqui.

- Não está tudo bem, não estou afim de dançar.

- Vai lá Mateus sem problemas.

- Não gente serio mesmo, só quero curtir aqui ao lado do meu namorado, e Erick se eu fosse você ficaria do lado seu também.

- Por que?

- Bom, ele está dançando sozinho, perto do Bruno e do Caio, e tem dois carinhas ali na pista tentando jogar um charme para ele.

Ele me mostrou quem era e não pensei duas vezes, falei que ia dançar tinha me dado vontade. Cheguei atrás dele e o agarrei, a princípio ele tentou se afastar, mas quando viu que era eu, me agarrou.

- Que susto, achei que era algum engraçadinho. – Falou ele no meu ouvido.

- Desculpa, eu vi alguns dando mole para você e vim cuidar do que é meu.

- Nossa ciumento, achei que tinha me dado permissão para dançar.

- Para dançar sim, sozinho ou com algum dos meninos.

- Hi guys! – Chegou falando um dos caras que estavam olhando para Everaldo.

- Hi. – Disse eu sem entusiasmo.

Ele viu que eu estava de mão dada com Everaldo e estávamos com aliança (na verdade quis jogar isso na cara dele), ele ficou sem graça e voltou para o amigo dele.

- O que aconteceu?

- Bom acho que ele ia pedir para você dançar com ele ou alguma coisa assim, mas quando viu as alianças meteu o pé rapidinho.

 Rimos então e ficamos lá dançando, olhei para um lado e Bruno e Caio tinham voltado para mesa, estavam na maior pegação lá, os dois juntos e o Mateus sentado no colo do Pedro também se agarrando, eu e o Everaldo estávamos dançando e decidi apimentar um pouco, agarrei a bunda dele encostei mais meu corpo no dele, olhamos um para o outro com olhar safado, nós somos quase da mesma altura então era fácil olhar nos olhos um do outro, e nos beijamos, com aquela música eletrônica alta tocando e não estávamos nem ai pra nada e só ficamos beijando agarrados. Já passavam das três da manhã, fui chamar os meninos então para voltarmos para o hotel, mas é claro que não fizemos isso, depois de sair de lá resolvemos dar uma volta no Central Park.

Andamos uns 15 minutos e chegamos, eu só havia visto o Central Park por filmes e televisão, mas estar lá era outra coisa, chegamos até quase no centro do parque e sentamos no chão ajudamos o Mateus a colocar o Pedro também e ficamos lá todos deitados olhado para o céu, demos uma cochilada e quando abri os olhos já estava começando a amanhecer, olhei as horas no relógio, já eram cinco da manhã. Acordei todos, colocamos o Pedro na cadeira de novo e fomos procurar táxi.

Chegamos no hotel, já passavam das sete, pedi a recepcionista se poderiam levar café da manhã para gente e subimos, ao chegar no quarto, Bruno e Caio foram tomar banho, ficamos na sala e uns cinco minutos depois chegou nosso café, tinha de tudo, sucos, achocolatados, café e torradas, pedaços de bolos, frutas e pães, agradeci a camareira, dei uma gorjeta, ela perguntou se precisava de arrumar os quartos, eu disse que não queríamos, que nem usamos eles ainda, ela agradeceu e foi embora. Depois de todos tomarem banho, tomamos café e fomos dormir, iríamos ficar uma semana, era aquela semana que tem dois feriados e emenda tudo, por sorte na academia era minhas “férias” que duram uma semana e de Everaldo também, os meninos não teriam aulas então estava tudo certo.

Acordei já passava das cinco da tarde, desci e fui até o mercadinho comprar algumas coisas para a janta, decidi levar tudo para a semana, e ela estava apenas começando, era domingo e ficaríamos até sábado. Voltei para o apartamento e ninguém tinha levantado. Liguei a televisão e fiquei vendo uns filmes, quando deu sete horas os meninos levantaram e eu fui arrumar a nossa janta.

- Boa noite príncipe. – Disse Everaldo me agarrando por trás.

- Boa noite.

- Vamos a algum lugar hoje?

- Bom eu estava querendo ir na Estátua da Liberdade mas acho que ela fica fechada durante a noite, podemos então dar uma volta na Times Square ou na Broadway.

- Qualquer lugar com você.

Nos beijamos e o pessoal entrou na cozinha, jantamos e decidimos dar uma volta na Times Square, fizemos todo o processo de novo e quando chegamos lá nos sentimos como num filme, tiramos várias fotos e pedimos para uma senhora na rua tirar a foto de nós todos. Ficamos ainda andando, nas ruas vendo lojas de conveniências, aquela noite estava bem fria decidimos andar todos juntos, um policial nos parou, porque confundiu o Bruno com um marginal e depois de ter visto Pedro na cadeira de rodas e eu ter explicado a ele que nós somos do Brasil ele pediu desculpas e nos pediu para tomarmos cuidado, ai resolvi perguntar ele sobre as estações de trem e como fazia para chegar no hotel através do metro, ele explicou tudo detalhadamente e depois dele repetir tudo pela terceira vez agradeci e fomos terminar nosso passeio e ir para o metro, descemos um que não tinha rampa de acesso então Mateus e Everaldo ( que eram os mais fortes), pegaram Pedro no colo ( ele detestou aquilo e ficou sem graça) e eu desci com a cadeira, ele pediu desculpas por aquilo a gente levou tudo de boa e pegamos o metro.

Chegamos no hotel duas vezes mais rápido e foi muito mais barato que o táxi. Entramos no apartamento e Pedro pediu para falar comigo a sós. Todos os outros foram para seus quartos e ficamos só nos dois na sala.

- Pode falar Pedro.

- O Mateus acha que é bobeira minha, mas eu sei que sou um peso para ele e para vocês.

- Que isso Pedro ninguém acha isso. Mateus te ama, nós também te amamos, não pense essas coisas.

- Mas tudo que vamos fazer primeiro tem que ver se eu posso, se não fosse por mim vocês fariam mais coisas.

- Nada a ver Pedro, você é nosso amigo, eu vejo que o Mateus as vezes fica com medo.

- Medo de que?

- Ele me falou ano passado, quando vocês resolveram abrir a livraria de vocês em outras cidades, ele me disse que tinha medo de não saber te dar amor suficiente durante as viagens.

- Agora entendi porque no começo ele estava estranho, mas ele ficou com medo disso?

- Sim, ele chorou para mim falando que não queria te perder que você é tudo para ele.

- Mas o que isso tem a ver?

- Tudo e isso é para você parar de falar que é um peso, se ele corre atrás de você, se ele te ama cada dia mais e faz tudo para te ver feliz, se nós ajudamos você a descer uma escada é porque gostamos e amamos você não é uma questão de pena, se fosse assim você não seria alegre e trataríamos você completamente diferente, não é porque você perdeu os movimentos das pernas que desistimos de você isso é pelo seu caráter você é um cara legal, divertido e brincalhão e não pense mais nessas coisas.

- Tudo bem, se você está dizendo, me dá um abraço amigo?

- Claro, agora vai para o seu quarto e diga ao seu namorado o quanto ele é amado e que não deve mudar de te tratar só porque você perdeu os movimentos das pernas, diga a ele que ele é o melhor e o mais incrível namorado e que ele não fraqueje por você ser cadeirante que ele tem que ser forte para vocês dois. E para ele parar com a bobeira de não conseguir te amar o suficiente, eu vejo como vocês se olham e é com muito amor.

- Obrigado amigo, agora vou voltar para o quarto e aquecer meu namorado.

- Eu também.

Nos despedimos na porta de nossos quartos e entramos, Everaldo estava deitado só de cueca, estava com olhos fechados, não sei se estava dormindo ou não, então tirei minha roupa e fiquei só de cueca também, deitei na cama e coloquei seu braço em volta do meu corpo, ele não estava dormindo ele me agarrou e disse que estava cheio de amor para me dar e bom eu não neguei, era totalmente diferente fazer sexo em outro lugar que não seja seu, numa cama que não seja sua, não sei se é pelo lugar mas o tesão aumenta e por estar frio a vontade de se aquecer aumenta. Acho que naquela noite só Bruno e Caio que dormiram realmente, porque estava ouvindo uma barulhada vindo do quarto de Pedro e Mateus, os dois eram versáteis. E como era um de cada vez a ser o ativo demoravam mais, a não ser se eu e Everaldo quiséssemos competir, fomos dormir já passava das três da manhã e Mateus e Pedro ainda estavam brincando, mandamos os dois ficarem quietos e eles riram e mandaram a gente dormi e foi o que fizemos.


Notas Finais


Todos os lugares aqui retratados são de real existência, foram pesquisas realizadas na internet, tentarei colocar menos inglês no próximo capítulo, mas as circunstâncias pediram e há uma pequena explicação de cada fala na história.


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