História Meu Primeiro amor - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gay, Romance
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo.

Capítulo 16 - Com todo nosso amor


Acordei no dia seguinte, o café já estava pronto, todos estavam sentados na mesa, Bruno e Caio estavam se beijando, Mateus e Pedro pareciam duas crianças um dando comida na boca do outro, Pedro estava mais feliz e no fim da mesa estava lá meu amor, olhou para mim e sorriu como se estivesse me visto pela primeira vez. Todos me deram “bom dia”, bem animado e Pedro piscou como forma de agradecimento por ontem e meu noivo levantou da cadeira e me beijou e me deu um “bom dia dorminhoco”, eu retribuo o beijo e dou uma risada.

Descemos e fomos até ao sul de Manhattan pois iríamos visitar a Estátua da Liberdade, tínhamos que ir cedo os museus que iríamos visitar fecham cedo, chegamos em Castle Clinton as nove horas, compramos os ingressos e pegamos a balsa, nossa era muito linda a estátua.

- Gente bem grande a estátua né? -  Perguntou Everaldo.

- Pois é, vocês sabiam que ela é um presente da França para os Estados Unidos pelo centenário em 1876.

- Nossa você estudou mesmo em Erick. – Disse Pedro.

- Na verdade não, li ali atrás. – Disse rindo.

Andamos muito, visitamos o museu que tem lá e Pedro fez uma aposta para Mateus subir até a coroa da estátua e tirar uma foto para ele. Mateus foi e tirou a foto da cidade para Pedro, ele adorou lógico, ficamos até quase as quatro da tarde, horário de fechamentos do museu e depois ficamos esperando uma balsa para nos levar de volta.

Voltamos para o hotel, estávamos cansados, andamos muito. Fizemos uma refeição e dormimos, desde que comecei a namorar com Everaldo, nunca tinha tido um pesadelo ou sonhos que não sejam felizes, mas durante a noite, Everaldo me acordou.

- Amor, amor, acorde!

Eu abri os olhos e vi ele, abracei-o e comecei a chorar.

- Gente o que aconteceu? – Perguntou Mateus entrando no quarto seguido por Caio – A gente ouviu uns barulhos e alguém falando alto, Erick o que houve?

- Foi...foi terrível, eu nunca sonhei com isso.

- Calma amor, alguém traz um copo de agua para ele por favor. Conte o que aconteceu.

- Vou falar, – nessa hora, Bruno e Pedro entraram no quarto e Mateus com a agua – no sonho, começou com a gente no aeroporto, estávamos voltando para casa, a viagem foi tão tranquila quanto a nossa vinda, chegamos no Rio e estávamos em casa, Pedro e Mateus também. Não sei que dia era, mas estávamos em casa, quando o relógio tocou as duas horas da tarde, tocaram a campainha e aí fui atender, mas quando abri não tinha nada a não ser uma caixa, quando abri tinha uma foto nossa, aquela tirada na Times Square, e eu fiquei olhando para aquela foto e aí começa a pior parte, quando olho para frente já não estamos mais em casa, mas em uma praça e estamos rodeados por pessoas, eu com a foto na mão e vocês na minha frente. Quando eu olho para a foto a imagem de cada um fica borrada, primeiro Caio e quando olho para ele está sendo enforcado, depois Pedro e Mateus sendo atingidos por uma lança ao qual era destinada para Pedro, mas Mateus entrou na frente, depois foi Bruno, ele estava amarrado a uma coluna de madeira e colocaram fogo nele... – bebi agua e pedi desculpas – e por fim foi Everaldo, amarraram ele a quatro cavalos e arrancaram seus braços e pernas, e nesse momento as pessoas me pegaram e começaram a me cortar com facas e puseram fogo na nossa casa.

- Nossa sua imaginação é impressionante. – Disse Caio – Mas por que eu morri primeiro?

- Credo amor, você vem perguntar uma coisa dessas. – Disse Bruno.

- Não tudo bem, – respondi – na verdade não sei exatamente o porquê da ordem das mortes, mas eu assistia a cada uma delas e estava amarrado sem poder fazer nada...

Everaldo me abraçou e falou que foi só um sonho bobo, estavam todos bem e estavam comigo, eu pedi desculpas a todos e eles voltaram para seus quartos, Everaldo me abraçou e me beijou e disse que sempre me protegeria, ficou esperando eu dormi e foi dormi também.

O resto da semana passou voando e já tinha chegado sábado e estávamos indo para o aeroporto, nos dias que se seguiram desde o sonho, os meninos tentaram me animar, fomos em algumas baladas, fizemos piqueniques no Central Park, mas nada adiantava, ver meus amigos e meu noivo serem brutalmente assassinados não saia da minha cabeça, não conseguia dormi direito e estava de mau humor. Não enfrentamos problemas nenhum para voltar e a viagem foi tranquila, consegui dormir durante a viagem e depois de mais dez horas chegamos no Rio, pegamos um táxi e fomos para casa.

Pedro e Mateus falaram que viajariam no domingo, pois iriam para São Paulo resolver uns problemas com as livrarias de lá. Bruno e Caio foram para a casa de Caio, iam ficar a semana lá era mais perto da faculdade e Caio disse que sua mãe estava morrendo de saudades, então ia ficar só eu e Everaldo naquela casa enorme sozinhos.

Os dias foram passando, estávamos um pouco tristes pela casa estar vazia, foi como na partida do Pedro e Mateus...

“- Pessoal temos um comunicado a fazer. – Disse Pedro, estávamos na piscina naquele dia quente, para variar né Rio.

- Fala então, vão se casar também? – Perguntei.

- Não ainda, Mateus acha bobeira, ele já se considera casado, mas temos que assinar os papeis, como já tive sorte uma vez pode ser que da próxima não de, então ele teria que ficar com meus bens e para isso temos que estar casados.

- Para de bobeira amor. – Disse Mateus.

- Mas enfim contem logo o que é. – Falou Bruno.

- Conseguimos expandir nossa livraria, vamos fazer uma rede em toda região Sudeste e depois vamos expandir para o Brasil inteiro.

Todos aplaudiram e deram os parabéns.

- Mas como é o nome da livraria que será tão famosa? – Perguntei.

- MP Bookstore. – Falaram Pedro e Mateus em uníssono.

- Mas já não tinha um nome? – Perguntou Everaldo.

- Sim, mas livraria Terra dos Livros não faria sucesso. – Disse Pedro. ”

Nossa naquela ocasião ficamos felizes por eles e tristes, pois nossos amigos estariam viajando por todos os estados e seriam poucas vezes que veríamos eles, agora eles voltaram a viajar e logo seria a vez de Bruno e Caio nos deixar, não sei se os planos deles estavam incluídos morar com a gente mais no futuro, estava perdido nos meus pensamentos nem ouvi que Everaldo tinha chegado e ele me deu um susto.

- Se assustou príncipe?

- Nossa, sim, estava perdido em alguns pensamentos.

- Posso saber quais?

- Bom, a princípio estava triste pensando em nossos amigos e no que o futuro nos reserva e o quanto estava com saudade do meu noivinho lindo, maravilhoso.

- É, você acha que sou isso mesmo?

- Sim e muito mais do que só isso.

Começamos a nos beijar, e tirar devagar a roupa de cada um até que...a campainha toca, quem veio nos atrapalhar, Everaldo foi lá ver quem era, ele só tinha tirado a camisa então era mais fácil. Quando vejo é a mãe dele com uma garota e um bebe. Coloquei rápido a bermuda e uma camisa.

- O que significa isso?

- Ah esse daí está morando junto com você filhinho?

- Não me chame assim e fale direito do meu noivo.

- Noivo? Como ousa? Dizia me amar me deu até um filho! – Falou a tal garota.

- Que? Everaldo que história é essa?

- Eu não sei amor, elas estão dizendo que sou pai desse menino, nem conheço essa mulher.

- Cafajeste, me largou para ficar com um veadinho.

- Olha como fala. Você não nos conhece e não tem o direito nenhum de falar assim com as pessoas principalmente com meu noivo, sua louca.

- Alguém pode me explicar... aliás não, Everaldo eu vou sair quando você resolver esse seu problema aí eu volto para cá.

- Amor o que você está falando? Aonde você vai?

- Não sei, só que já estou cansado, toda vez sua mãe arruma um problema para nos quero que você resolva isso, estou indo tchau.

Sai furioso de casa, ele veio atrás de mim, mandei ele voltar, mas ele continuou e me abraçou.

- Meu príncipe, você não vê? Ela está tentando nos separar, não sei porquê, mas é o que ela quer, juro para você que nunca vi aquela garota na minha frente.

- Eu só tenho medo amor.

- Medo de que?

- Nunca tive um pai, perdi minha mãe, meus velhos amigos que podia contar viraram as costas para mim, meus novos amigos estão se distanciando, e agora me aparece sua mãe falando que você engravidou alguém, não quero te perder.

- Você não vai, nada vai nos separar, eu te amo e você me ama, não preciso de mais nada do que isso, e eu que tenho medo. Perdi meu pai e meu irmão, a mulher que diz ter me criado só vem atrás de mim por cobiça e desgosto de mim, não tenho amigos além dos nossos, eu só tenho você.

- Eu também só tenho você.

Nos abraçamos e beijamos, ali vimos que não era ninguém que nos deixava feliz era apenas o amor e a presença de cada um. Voltamos para casa, Everaldo colocou as duas para fora de casa, disse que chamaria a polícia se elas voltassem e continuamos de onde paramos. Dessa vez o sexo foi diferente, não foi a putaria que sempre fazemos, dessa vez deixamos o amor tomar conta, tudo foi mais devagar, sem arranhões, chupões, só carinho, muitos beijos e sem pressa, teríamos um e o outro para vida toda.

Alguns anos depois...

- Vamos Erick, você vai chegar atrasado para seu casamento!

- Nossa Pedro quer ser minha mãe agora?

- Até parece, sua mãe te mimou, se fosse filho meu seria na porrada.

- Ata, acredito sim.

- Vocês têm certeza que vão casar assim? Bermuda e Camiseta?

- Qual o Problema? Estamos em Fernando de Noronha, praia, você quer terno?

- Eu acho bonito.

- No seu casamento você usa, agora vai porque os padrinhos entram antes dos noivos.

Eu estava lá dentro da sala da cabaninha, estava com uma regata branca e uma bermuda azul florida, de chinelo branco também e de lá via os convidados chegando, como não tínhamos muitos amigos, vieram os amigos de Pedro e Mateus e alguns do Bruno e do Caio, aí o juiz que celebraria chegou e depois foi a vez dos padrinhos, eu escolhi Bruno e Caio e o Everaldo escolheu o Mateus e o Pedro, depois foi a vez dele estava o meu contrário camisa azul (mas sem flores) e bermuda e chinelo brancos. Por fim foi minha vez, respirei fundo olhei para a frente e o vi sorrindo para mim, nada mais importava, apenas ele aquele sorriso, durante a celebração não prestei nenhuma atenção e então foi a vez dos votos, ele começou.

“Erick, como falar tudo que eu sinto por você, as palavras não são o bastante para expressar a gratidão por ter te encontrado, a felicidade por estar aqui hoje e te dizer mais uma vez que te amo, à primeira vista que tive sua naquela rodoviária foi de um homem lindo e tímido, e sua timidez foi o que me chamou maior atenção. Aos 22 anos perdi meu pai e dez anos depois meu irmão mais velho, mas quem diria que aos 33 anos minha vida mudaria, quando conheci você, você me trouxe de volta a esperança da vida, me trouxe amigos que eu não tinha e que vou tê-los por toda minha vida e eu serei o homem mais feliz se puder chegar na velhice com você ao meu lado, a gente numa cabana em um lugar sossegado sentados em um banco de mãos dadas e relembrando desse momento, que apesar de parecer bobo para algumas pessoas, para nós só mostra mais um passo que demos em relação ao nosso amor e desde aquele dia que tive você nos meus braços pela primeira vez não quis soltá-lo nunca e não soltarei até que possamos viver a eternidade juntos, como eu já te disse milhões de vezes, nada vai nos separar.”

Todos aplaudiram e óbvio eu chorei, como não chorar com uma coisa linda dessas. Então respirei fundo e falei o meu voto.

“Eu passei dias pensando no que escrever, mas é na verdade nada vinha a minha cabeça então decidi falar algumas coisas que eu senti e passei pela minha vida: na infância não tinha amigos, uma vez antes de entrar para o ensino médio, me apaixonei por uma pessoa, mas infelizmente ele faleceu e eu fiquei sozinho de novo, tinha apenas minha mãe. Quando fui para a faculdade fiz amizades e aos 20 anos me apaixonei de novo, porem tantas coisas aconteceram que se eu falasse tudo daria um livro, hoje eu me sinto muito feliz, tenho quatro amigos incríveis e dois amores na minha vida, eu te amo com todas as minhas forças meu amor. ”

Ele me abraçou e enxugou as lágrimas em meu rosto, o juiz então pediu para trazerem as alianças, e lá de trás saiu um menininho de três anos com uma almofadinha nas mãos e as alianças em cima, chegou perto da gente e estendeu aqueles pequenos bracinhos.

- Amo vocês papais.

- Nós te amamos também Davi.

Então pegamos as alianças demos um beijo em cada bochecha do nosso filho e por fim trocamos as alianças, nos beijamos e foram muitos aplausos que recebemos, tinha algumas pessoas na praia e vieram dar os parabéns também, fomos para a festa e depois levamos Davi para o hotel que estávamos hospedados, sai do quarto e fui andar na praia, Everaldo me puxou e falou:

- Fiquei muito feliz realmente de ter te conhecido.

- Eu também amor, você é o melhor.

- Que nada, eu que tenho sorte.

- E você deixou o Davi sozinho?

- Não pedi para os rapazes olharem ele para nós.

Sentamos na areia e olhamos para o céu, estava uma noite linda, estrelado e aquela enorme lua cheia, nós olhamos e nos beijamos profundamente, como se nossas almas estivessem conectadas.


Notas Finais


Agradeço a todos que estão acompanharam a história, mas esse é o ultimo capitulo. Escreverei outra historia em breve.


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