História Meu Primeiro Amor – Imagine Jin. - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amor, Bangtan Boys, Bts, Chimchim, Colegial, Coréia, Escolar, Fanfic, First, Hobi, Hope, Hoseok, Imagine, Jeon, Jhope, J-hope, Jimin, Jiminie, Jiminnie, Jin, Jinnie, Jung, Jungkook, Kim, Kook, Kookie, Korea, Londres, Love, Meu, Min, Nam, Namjoon, Park, Primeiro, Rap Monster, Romance, Romantico, Seokjin, Shoujo, Suga, Taehyung, Taetae, Yoongi
Exibições 247
Palavras 4.111
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estava com saudade de atualizar essa fic, então resolvi postar esse extra q no caso era o primeiro cap da segunda temporada q n fluiu, mas enfim... Fiquem com esse gostinho de mais!

Boa leitura! ❤

Capítulo 21 - Extra I


Senti o vento frio passar por meu corpo, deixando arrepios por minha espinha e levando consigo qualquer rastro de calor humano. Era uma noite comum e eu ainda não me acostumara com a beleza daquela cidade ou com o jeito que as pessoas olhavam umas para as outras, sem pudor algum, algo que eu nunca havia visto antes de voar até o ocidente.  


Era a segunda vez que eu visitava Londres, a primeira foi há um ano atrás, depois da viagem para Busan e além de me espantar com a beleza do lugar, eu também fiquei supresa ao conhecer os amigos de Jin, pois eles eram muito animados e os ocidentais tem manias muito peculiares, como abraçar e beijar estranhos, então quando recebi um abraço forte e um beijo na bochecha de um moreno alto chamado Mike, acabei dando alguns passos para trás e recebendo um risinho vindo do meu namorado, que até então estava acostumado com aquele tipo de toques afetivos.


Londres era um bom lugar, com boas pessoas, uma boa culinária, tudo tão convidativo que eu achei que poderia ficar aliJentão eu entendi o motivo de Jin gostar tanto do lugar, de falar tanto da cidade, de querer visitar mais vezes... Ele amava Londres de uma forma que eu estava tentando não sentir ciúmes daquele pedaço de terra no mapa da Inglaterra.


Olhei para baixo, vendo os carros passarem pela larga rua, com os faróis ligados, deixando tudo tão "estrelado" e harmonioso. Eu me debruçava sem medo de cair, só observando tudo, tentando notar cada detalhe, sem esquecer de nada... Queria contar para a minha mãe o quanto eu fui feliz em três dias. Ela não gostou muito da nossa decisão no início, mas depois de muito insistir, ela deixou, mas ainda martelou um pouco sobre proteção na hora do sexo. Bom, mal sabia ela que sua filha ainda era virgem, tão inocente que era tratada como criança por seus amigos, inclusive Yoongi, que por mais que fosse meu melhor amigo, era o mais sonso, sempre me pertubando por conta disso. E para completar, eu achava que se eu não escolhesse transar com Jin logo, ele iria me deixar. Minha auto-estima piorava à cada dia.


– Você anda pensando muito, ____. – Ouvi uma voz no meu ouvido e mãos em minha cintura, que me seguraram bruscamente quando perdi o equilíbrio e quase caí da varanda do hotel.


– Você me assustou! – Falei, com a voz falha, me ajeitando no chão e olhando para o rosto de Jin, que se camuflava na escuridão que a noite deixara ali fora.


Seus traços haviam ganhado forma, tornando seu rosto mais desenhado, ele já aparentava ser um homem, afinal já estava no auge dos seus 21 anos, havia pintado o cabelo de castanho, sua boca estava vermelha e seus olhos escuros me chamavam para fitá-los. Não me cansava de olhá-lo, ele era o tipo de pessoa que eu não tinha nada à dizer, apenas o observava, enquanto fazia notas mentais de que preciso limpar minha cabeça e parar de pensar coisas sujas.


Ele me soltou e deixou um sorriso escapar de seus lábios, mostrando seus dentes alinhados, onde antes havia um aparelho e desviou o olhar para a rua que antes eu observava. Parecia que tudo estava em perfeita sincronia, até os nossos corações, que ao me puxar para um abraço, pude senti-lo bater no mesmo ritmo que o meu.


– Está frio aqui fora. – Afirmou, me apertando ainda mais contra si. – Você está com a pele gelada, ____!


– Qual o problema? – Perguntei e o vi se aproximar, encostando seus lábios em minha testa. Estavam quentes.


– Você vai acabar ficando doente... – Seu olhar se encontrou com o meu e eu quase me perdi, novamente, em pensamentos. – Vamos entrar, ainda temos que ir ao jantar da família Robbins! Esqueceu que ele nos convidaram?


Na verdade, não, mas eu não podia deixar claro que eu não queria ir, que não queria conhecer mais pessoas do que já havia conhecido. Me lembrei da primeira vez que conheci Mike, quando chegamos em Londres e Jin nos levou até a casa dele.


O mesmo abriu a porta, com um sorriso no rosto bronzeado e puxou o amigo para um abraço apertado que me deixou constrangida, mas não tanto quanto o momento em que ele beijou minhas bochechas e segurou minha mão, me puxando para entrar e desde o primeiro dia era assim, toda vez que ele nos cumprimentava, eu estremecia de vergonha e não conseguia me conter em achar tudo muito estranho.


Podem até me dizer que eu sou o tipo de pessoa que não posso ver alguém me olhando que já fico corada, mas não é bem assim! Faz tempo que eu perdi a minha timidez extrema, mas uma coisa é você demonstrar afeto por seus amigos, namorado, pessoas que você tenha uma certa intimidade, mas agora um estranho... Isso me parece um ato completamente pervertido.


Olhei para Jin e assenti, deixando-o me levar para dentro do quarto de hotel, onde havia uma cama espaçosa, com cobertas quentinhas e travesseiros confortáveis, uma televisão grande na parede, um guarda-roupas no canto, um tapete cinza no chão e uma porta que dava para o banheiro, onde tudo era tão branco que poderia cegar alguém.


O hotel que estávamos era três estrelas, o que o dinheiro conseguiu pagar, mas eu não ligava muito pro luxo, o importante era estar com Jin e o lugar nem era ruim, pois era confortável e convidativo, deixando um ar de "lar" para que os clientes se sentissem à vontade.


– Por que esses tais "Robbins" nos chamaram para jantar em sua casa? – Perguntei, mesmo sentindo dificuldade em pronunciar o nome.


– Eles são amigos meus. – Disse, sem enrolação.


Assenti e fui escolher uma roupa para o jantar. Jin havia me dito para eu não me arrumar demais, que eles eram pessoas simples e que gostavam de pessoas da mesma maneira, então eu peguei um vestido florido de alças finas e me direcionei ao banheiro, me despindo e entrando embaixo da água que me envolveu, esquentando-me e deixando-me relaxada.


Fiquei pensando em como essas pessoas seriam e em como seria me comunicar com elas. Eu era uma coreana, que aprendera o inglês dos Estados Unidos quando pequena, se tornando uma segunda língua em que eu não dominava totalmente, mas sabia bastante coisa, o problema é que fazia muito tempo que eu não treinava, então minha pronuncia deixava à desejar, fora que o inglês da Inglaterra era um tanto diferente, o que me deixava ainda mais preocupada.


Jin era quase fluente, as vezes também deslizava, mas era quase imperceptível, ainda mais que depois que conheceu Namjoon e deixou de implicar com ele, os dois passaram a treinar juntos, o que era muito bom. Eu nunca o disse que sabia falar, mas aquela noite ele iria descobrir, pois das primeiras vezes ele ficou tão ansioso em traduzir tudo para mim que eu não o interrompi, apenas o deixei fazer o que tanto queria.


Decidi deixar os cabelos soltos, o que me deixava com mais aparência de "mulher" e fazer uma maquiagem que destacava os meus olhos, para que eu pudesse passar um pouco de seriedade, já que o meu rosto sempre me fazia parecer uma criança, o que me irritava bastante, ainda mais quando me tratavam como uma.


Voltei para o quarto, vestindo um roupão branco, feito com um tecido fofo e confortável, pensando no sapato que usaria, quando senti Jin passar por mim e seguir para o banheiro, com seu aroma sendo deixado para trás, me fazendo parar um pouco e apreciar o cheiro. Era sempre tão bom!


Meu cabelo foi penteado do jeito que queria, apenas o ajeitando ao final com a escova e o secador, depois fiz a maquiagem e acabei por resolver que não mexeria em minha boca, deixando tudo natural, dando-me um toque de saúde ao usar a própria vermilhidão de meus lábios.


Eu me considerava uma mulher bonita, com os meus 20 anos e uma pele de dar inveja, um corpo com poucas curvas, mas ainda assim muito bonito, um cabelo preto que ficava um pouco abaixo dos meus seios, um nariz arrebitado, olhos pequenos como o de Jimin e maçãs do rosto avermelhadas, assim como os meus lábios muito bem desenhados, mas mesmo assim eu ainda pensava em como Jin poderia me amar tanto, eram tantos anos de história e eu mais que ninguém sabia que beleza não queria dizer nada, mas pensando por outro lado, era quase impossível não se sentir inseguro quando o assunto é a própria aparência. 


Saí de meus devaneios e retirei o roupão, ficando só de roupas íntimas no quarto, fazendo tudo rápido aproveitando que Jin ainda tomava seu banho. Fui até a cama do quarto para pegar o vestido que jurei que havia jogado por ali, mas acabei me lembrando que o levei comigo para o banheiro. Que ótimo!


Assim que me virei para pegar o roupão novamente, ouvi a porta do banheiro ser aberta e um Seokjin sair do mesmo, vestido com uma calça jeans escura, uma toalha pendurada em seu pescoço, seu abdômen definido exposto e algo que me chamou atenção em sua mão: o meu vestido.


Um sorriso se formava em seus lábios e andando lentamente, ele se aproximou e me entregou o mesmo, indo para o outro lado da cama e secando os cabelos molhados com a toalha, enquanto eu sentia seus olhos sobre o meu corpo. Vesti o vestido logo, sem demorar demais ou qualquer coisa do tipo e fui até o espelho do banheiro para me olhar. Uma coisa que eu aprendi com a Yui é que se você não quer nada, não provoque, isso é um saco e deixa o homem um pouco frustado e isso era exatamente o que eu não queria fazer, então tratei de me comportar bem em sua frente, sendo normalmente sexy, mas não forçando a barra.


Ser sexy e estar sexy são coisas diferentes e eu normalmente era e nunca estava, porque o "estar" é a provocação e o "ser" é o que está na essência de toda mulher, que querendo ou não tem o seu charme natural, que vai chamar a atenção, mas não de forma vulgar, muito pelo contrário, chega a ser admirável. 


(...)


Entramos no taxi que Jin chamou, eu com a respiração pesada e Jin com as mãos suando. Parecia que ele também estava nervoso e aquilo me deixava mais tensa ainda e eu nem sabia o motivo daquilo, apenas tinha a leve impressão que Jin estava me levando para a guilhotina.

Abracei sua cintura de lado e ele logo me olhou, beijando a minha testa e acariciando o meu cabelo. Talvez um pouco de carinho até chegar ao nosso destino ajudasse um pouco.


– Você está tão calado, amor. – Resolvi dizer alguma coisa.


– Não é nada... – Disse, com a voz falha.


Me separei de seu corpo, me encostando na porta do taxi e olhando pela janela as lojas que haviam ao longa daquela rua, todas muito bem iluminadas, vendendo diversas coisas, que talvez nem fossem tão importantes, mas que estavam ali nas vitrines. Com o tempo, as lojas foram ficando para trás e o lugar foi se tornando mais residencial do que comercial, por onde pessoas andavam calmas, conversando entre si, com fones de ouvimos e até mesmo de mãos dadas com seus namorados.


Paramos em frente à uma casa feita de madeira branca, de dois andares e um jardim muito florido e bonito, com algumas árvores e um caminho de pedras que levava à porta principal, deixando-me encantada. Aquilo me lembrava a minha casa e a saudade que estava de me divertir com os meus amigos. 


Saí do taxi, após ver a porta ser aberta por Jin, que me ajudou a sair, pegando em minha mão e lá ía o motorista com o seu carro, nos deixando sozinhos em frente à casa que para mim era completamente estranha.

Me virei para o meu namorado, buscando um pouco de refúgio, caso contrário eu iria continuar achando que aquele lugar era o local da minha futura morte, mas nem ele conseguia me passar tranquilidade e é por isso que eu não queria ir ao jantar, por achá-lo tão incomodado com o mesmo.


– Está nervosa? – Perguntou, enxugando a testa suada com as costas da mão direita. 


– Eu pareço nervosa?


– Sim. – Afirmou. – Eu imagino que eu esteja lhe passando esse sentimento, certo?


Assenti. Ele me conhecia muito bem, já éramos namorados há um ano e três meses, tempo suficiente para ele saber quando eu estava tensa.


– Eu acho que você está me escondendo alguma coisa, Jin. – Suspirei. – Me diga o que te incomoda!


Suas mãos encontraram as minhas, as esquentando, enquanto as acariciava com a ponta do dedo polegar. Se ele soubesse que o seu toque estava me deixando com medo do que se escondia do outro lado da porta, não chegaria perto de mim.


– Eu não te falei antes, pois sabia que você não iria querer vir, mas eu não posso mais esconder, você vai ficar sabendo de qualquer forma. – Enrolou um pouco, antes de chegar ao ponto principal. – Essa casa é a casa dos pais da Liza, a minha ex-namorada.


De princípio, eu não tive reação, eu não desviei o olhar, apenas tentei digerir as suas palavras, antes de surtar, mas nada... Eu não me mexia, não conseguia pensar em nada, apenas fiquei parada olhando para ele, quando percebi que Jin também estava se sentindo mal com o silêncio e para acabar com o mesmo, ele se aproximou e me beijou, puxando-me com as mãos, passando-as por minha cintura, enquanto eu correspondia, envolvendo o seu pescoço e dando leves mordidas em seu lábio inferior.


Me separei, buscando um pouco de ar, mas sem desgrudar nossas testas e o encarei, esperando que ele dissesse alguma coisa, mas as únicas palavras que falou foram "eu te amo", antes de apertar minhas mãos novamente e me puxar para um pouco mais perto da porta, onde apertou o botão da companhia.


Liza... Liza Robbins. Então esse era o seu sobrenome. A mesma pessoa que de certa forma me fez achar que Jin não me amava, a pessoa que não aceitou o fato de ter sido rejeitada, ela estava do outro lado da porta. Por isso eu estava tão nervosa. Por que estávamos ali? Era só dizer que não poderíamos ir e estaria tudo bem! Se os Robbins eram realmente boas pessoas como o meu namorado dissera, eles poderiam entender.


A espera parecia me corroer por dentro e me deixava sem ar, mas nada era tão ruim quanto ter que pensar que eu estaria no mesmo lugar que ela, o motivo de alguns dos meus piores pesadelos quando Jin voltou de sua tão amada cidade.


Ouvi a porta se abrir e olhei para cima, ajeitando a minha postura e sorrindo de forma gentil ao ver uma mulher de meia idade parada em minha frente. Seus cabelos eram grisalhos e em sua pele havia algumas rugas, mas nada muito visível, seus olhos eram de um verde esmeralda e sua boca desenhada, muito bem preenchida e vermelha por conta de um batom. Usava um vestido azul simples, que se encaixava perfeitamente em seu corpo com algumas curvas e uma sapatilha preta em seus pés, deixando-a com a aparência de uma mulher mais nova.


– Jin! – Disse animada ao ver o meu namorado e o apertou em um abraço.


Abraços. Ele nem se abalava mais e as vezes eu lembrava da forma como ele se aproximou de mim no corredor da escola, quando voltou do intercâmbio, uma proximidade que realmente me assustou, mas que agora eu entendia que depois de dois anos no ocidente, ele achava aquilo completamente normal.


– Olá, senhora Robbins! – Sorriu, separando o abraço. – Essa é a minha namorada, ____.


– Ah, sim! – Ela sorriu e me estendeu a mão para que eu a apertasse. – Você me falou sobre ela. É realmente muito bonita!


– Obrigada, digo o mesmo da senhora e me sinto honrada em estar em sua casa. – Falei em inglês. Fui muito formal? Talvez, mas o nervosismo me fez agir assim.


– Mas que gentileza! – Ela sorriu e nos chamou para entrar.


Senti uma mão segurar meu braço, me impedindo de continuar andando, olhei para o alto e avistei Jin com uma sobrancelha arqueada, aposto que ele devia estar morrendo de raiva de mim por não ter lhe contado que falava inglês e sinceramente, aquele não era o momento de discutir quantas línguas eu dominava, além da dele (Entenda como quiser).


– Mas o que foi isso? – Perguntou, me fazendo caminhar lentamente, sem sair do seu lado, para dentro da casa. 


– O que? Eu não posso falar outros idiomas?


– Pode, mas você nunca me falou nada! – Deu de ombros.


– Será que podemos falar disso depois? – Falei e ele assentiu.


A casa era muito bonita, mesmo conhecendo só um corredor e a sala de jantar, que possuía uma grande mesa com cadeiras em volta e quadros nas paredes, alguns de família, com pessoas felizes e outros eram pinturas que pareciam ter sido feitas à mão.


– São lindos, não é mesmo? – A mulher apontou para todas as pinturas.


– Sim, são muito bonitos. – Confirmei.


– Eram da Liza. – Ela olhou para os mesmo com uma postura sonhadora, como se lembrasse da garota. – Ela já está tão grande que eu não consigo nem mais lembrar de seu rostinho quando pintara isso.


As pessoas sempre insistiam em falar dela, ela sempre estava ali e tudo pareceu piorar quando todos estavam sentados à mesa, inclusive o senhor Robbins, que preparou o jantar, e ela apareceu na porta da sala de jantar. Me espantei com a sua beleza e não pude evitar arregalar os olhos. Seu cabelo era ondulado, castanho, indo até o meio das costas, tinha um nariz achatado, uma pele tão branca como a dos irmãos Min, olhos verdes como o da mãe e um corpo com muitas curvas. Ela era o tipo de garota perfeita, bonita, aparentemente simpática e com a vida feita, já que pelo o que sua mãe me contou, ela havia entrado para uma boa faculdade e estava cursando medicina.


Eu bebi um gole da água que me serviram e a observei ir falar com os pais, dando um beijo na testa de cada um e de repente Jin se levantou e eu entendi motivo, assim que Liza virou-se para ele e com um sorriso no rosto, ela o abraçou fortemente, como se matasse a saudade... e ele retribuiu.


Não sei o que houve comigo, mas a minha vontade era de levantar e seprará-los, mas eu era uma mulher feita, sabia me comportar em jantares, sabia agir de forma educada e na mesma hora que me lembrei disso, coloquei a minha máscara de "Indiferença" e continuei engolindo aquilo em seco.


A vi vir em minha direção e logo me levantei também, abraçando-a como era comum, mas dessa vez sem um pingo de vergonha, sem uma gota de constrangimento.


Ela se sentou de frente pra mim, as vezes me olhava, mas normalmente trocava palavras apenas com as outras três pessoas, falando sobre a faculdade, sobre como estava feliz com a sua carreira e como achava que seria uma boa profissional.


– E você, ____? – Se dirigiu à mim pela primeira vez. – O que faz da vida ou o que pretende fazer?


Essa era uma pergunta fácil e eu não iria deixar meu corpo nervoso estragar tudo, então bebi mais um gole d'água para limpar a garganta e logo estava olhando-a de forma sútil, porém firme.


– Esse semestre eu começo a minha faculdade de arquitetura, na mesma instituição em que o Jin fará a de música. – Sorri, gentil. – Não é mesmo, amor?


– Sim, é isso mesmo. – Ele concordou, com um sorriso simpático no rosto.


E assim seguiu a conversa, falando sobre projetos de vida e sobre como a universidade de Liza era maravilhosa... Eu estava tão cansada de ouvir falar dela que precisei pedir para ir ao banheiro. Tranquei a porta e molhei um pouco o rosto, tomando cuidado para não borrar a maquiagem. Por que eu tinha que ser tão insegura? Aquela mulher estava na sala de jantar, conversando com todos e falando do seu futuro, quando eu não consiguia nem falar sobre o meu presente sem tremer. Odeio toda essa insegurança.


– Amor? – Ouvi Jin bater na porta e abri. – Está passando mal?


– Não, querido, eu estou ótima. – Sorri e selei os seus lábios.


– Bom, que tal oferecer ajuda à Liza para lavar a louça? Os pais dela me ofereceram uma taça de vinho e eu não queria que ela pensasse que estamos a excluindo e isso seria uma ótima oportunidade de vocês se conhecerem e fazerem uma amizade.


– Você ouviu o que acabou de dizer? – Arqueei a sobrancelha e bati em seu ombro. – Você está me mandando fazer amizade com ela?


– Não foi você quem disse que era uma mulher madura agora?


Ele sabia jogar.


– Tá! – Revirei os olhos e o empurrei para sair da minha frente. – Vá beber a droga do vinho logo!


Eu pude ouví-lo sorrir e logo depois o cafajeste teve a ousadia de beijar a minha bochecha e sair saltitante. Acho que fui trouxa em sorrir com a sua atitude, mas o que realmente quase me matou foi entrar na cozinha da casa e encontrar Liza em frente a pia, lavando alguns pratos.


Fiz todo um plano de abordagem, mas nada parecia funcionar de verdade, então eu fui da forma mais simples: chegar chegando.


– Oi. – falei – Quer uma ajuda?


Ela se virou e sorriu. Não soube decifrar o seu sorriso, não sabia dizer se era sincero, mas do que isso importava mesmo? Nada... Eu só precisava lavar uns pratos e fingir que gostei da cara de falsa dela.


Não... Essa não era a Jess madura que eu sempre andei idealizando! Eu precisava ser sincera e já que eu não estava muito afim de papo, eu só a ajudaria e fim.


– Ah, sim, eu quero! – Ela me chamou para perto com um aceno de cabeça e logo me deu um pano. – Você poderia ir secando?


Assenti e comecei o serviço por um prato de vidro, me concentrando ao máximo para não reparar no silêncio constrangedor que se formava, mas era quase impossível, parecia que aquela mulher me chamava para conversar sem dizer uma palavra.


– Percebi que estava tensa durante o jantar. 


Ajeite a postura, ____, não se deixe intimidar!


– Na verdade, não. – Sorri e a olhei nos olhos. Contato visual passava segurança. – Eu sou uma pessoa de poucas palavras.


– Está assim por Jin e eu... bom... Sermos ex-namorados?


– Não, imagina, sou totalmente mente aberta quanto a isso! – Mentirosa.


– Sabe, ____... Eu sei que eu fui uma pessoa ruim e que foi difícil eu aceitar que o Jin amava outra pessoa, mas eu já o pedi desculpas, eu sou uma pessoa diferente e aprendi com os meus erros.


– Que bom, Liza!


– Queria te dizer que eu apoio vocês. – Jogou no ar. – Ele está muito mais feliz ao seu lado, é visível e não fique achando que serei a má da história, porquê eu quero que vocês continuem assim, afinal ele achou uma pessoa melhor pra ele, do mesmo jeito que eu espero achar pra mim. Eu gosto de você, ____, você o faz bem!



(...)




– Ela disse isso? – Jin perguntou, incrédulo.


Eu ainda estava surpresa com o jeito que Liza me tratou, eu pensei coisas erradas de uma pessoa que eu nem conhecia, fiquei especulando demais sem ao menos saber quem aquela mulher era de verdade. Eu acabei percebendo que lá no fundo eu ainda era aquela adolescente insegura, mas eu iria mudar, eu estava disposta a me tornar uma mulher confiante, respeitável e que passava boas coisas com um simples andar.


– Sim, ela disse.


O quarto estava escuro, eu só podia sentir o toque de sua mão em minhas costas, ouvia o som da sua respiração, da sua voz e seu peito nu subir e descer em minha bochecha. Era tão bom ficar agarrada com ele até pegar no sono, era bom sentir o seu cheiro, o calor de seu corpo, enquanto ele me fazia carícias.


– Vem aqui. – Disse, fazendo força para que eu sentasse na cama.


Sua mão me puxou pela nuca, me fazendo lhe dar um beijo um tanto desesperado, acariciando seu abdômen exposto, enquanto Jin me puxava por minhas coxas e me colocava em cima de si, com uma perna em cada lado do corpo.

Suas mãos ficaram repousando em minhas coxas, nossos corpos se chocando e fazendo arrepios passearem por mim. 


– Você é tão gostosa. – Falou, apertando a minha bunda.


– E você é um pervertido. – Ri.


Deitei em seu peito mais uma vez, ainda por cima do colo de Jin e depois de algumas carícias, pegamos no sono. Eu estava louca para voltar para a Coréia, tinha tantas coisas que eu queria fazer, pessoas que queria ver, conhecer a minha nova faculdade, reencontrar os meus amigos, todos eles... Yoongi, Yui, Taehyung, Jimin, Namjoon, No Ra, Hoseok, Magda, Jungkook, Suzi... Todos eles.


Notas Finais


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