História Meu primeiro e último - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Johnny, Ten
Tags Depressão, Johnten, Nct, Primeiro, Único
Visualizações 23
Palavras 1.660
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Meio tarde pra postar fanfic, né? Pois é, mas eu tô fazendo nada, então né...
Primeira fanfic que posto desse couple, Jesus, TÔ NERVOUSA, JESUS ME HELPA!
Bem, pessoal, boa leitura <3
~ Soltei na rodinha e sai correndo...

Capítulo 1 - Único


 

Quando o som da chuva contra o telhado começou a soar, juntamente com a música que tocava ao fundo, eu parei os movimentos. Minha mente que antes se concentrava na dança passou a viajar pela imensidão da minha imaginação. Por algum motivo, eu encontrei ele lá. Seo Johnny, meu primeiro e último.

Por algum motivo eu trouxe a tona meu passado, por algum motivo eu trouxe a tona tudo o que senti naquela época, e ele estava lá. Johnny, por algum motivo, sempre estava nas minhas piores e melhores lembranças.

Ele era a pessoa que me apoiava nos momentos difíceis. Johnny era quem estava do meu lado mesmo que não fôssemos tão próximos no início, era ele que insistia em se aproximar e quebrar as barreiras que eu havia construído a minha volta. Eu estava morrendo aos poucos, de dentro para fora naquela época.

Eu estava me matando, o mundo estava indo contra mim e minha dor era a prova mais viva de tudo aquilo. As olheiras que haviam se instalado debaixo dos meus olhos, a magreza que estava tomando conta do meu corpo, a tristeza que corrompida e mudava a personalidade que tanto demorei a conseguir. Aquele não era eu, no fim das contas.

As lágrimas que molhavam meu travesseiro no período da noite, o sangue que manchava meu braço todas as semanas e as pílulas de remédio para dormir da minha mãe que prendiam minha atenção… O rumo das coisas não era aquele que eu um dia havia previsto. Os sonhos inocentes de uma criança já haviam se perdido em meio a melancolia que tudo se tornou naquela época.

Ele foi o remédio para todos aqueles problemas.

 

Meus passos soavam rápidos pelo enorme corredor vazio da faculdade. Estava mais uma vez atrasado para a aula que já não tinha tanto interesse, dança.

Com a mochila leve sobre as costas, não prestava atenção no que acontecia à minha volta. Eu não me importava na verdade, pois tudo não passava de borrões pelos lados dos meus óculos. Estava chovendo naquele dia, e era o som da chuva que prendia minha atenção. Era o som da chuva que me acalmava.

Eram poucas as pessoas que vez ou outra passavam por mim, ignorando totalmente minha existência, mas já fazia tempo que as coisas haviam se tornado assim. Eu já não era como antes, e todos haviam percebido aquilo, mas não era como se eles se importassem. Eu, Ten Chittaphon, não passava de mais um.

Peguei o celular, olhando as horas para ver o quão atrasado estava. “Não sirvo nem mesmo para chegar na hora certa, meu Deus!”, pensava.

Sem prestar muita atenção, coloquei o celular no bolso da calça e segui o caminho,mas fui de encontro a um corpo desconhecido, que chocou contra meu ombro com força. Um pedido de desculpas vindo do mais alto que esbarrou contra mim fez com que eu o olhasse. Seo Johnny, do curso de atuação.

Pareceu surpreso quando quando ouviu minha voz soar baixa.

— Tudo bem… — falei, o olhando de forma mais superficial que pude. Estava atrasado, no fim das contas.

Pude perceber que seus olhos se arregalaram de forma leve, e quando eu passei por ele, senti o peso de suas íris escuras sobre minhas costas, seguindo-me até onde pôde.

 

Foi a partir daquele dia que fui alvo de sua atenção. A música que ouvia sozinho passou a ser apreciada por um outro alguém, os pensamentos que guardava para mim mesmo foram, pouco a pouco, sendo compartilhados com um conhecido, a mesa que antes sentava sozinho na hora do almoço passou a ser cenário de conversas descontraídas com uma pessoa que eu apreciava, a tristeza e melancolia que antes predominavam em mim passaram a  serem jogadas para fora por conta de Johnny, tudo isso porque ele não havia desistido de mim. Eu estava me tornando um outro alguém, eu estava melhorando, achava que estava sendo curado da depressão que se fez presente em mim na adolescência, mas eu estava enganado.

Como uma montanha russa, estava na fase onde pensava estar curado, mas depois dos dias ensolarados, a chuva sempre surge. No meu caso foi em forma de tempestade. Fazia tempo que não tinha uma recaída.

Eu fui alvo da dor do viver. Eu queria, mas por algum motivo… Aquilo me parecia impossível. Queria construir um futuro, mas aquele sentimento ruim que corroía meu ser se tornava cada vez mais forte com o passar dos dias, e mais uma vez tudo se repetia. Eu me distanciei dele e dos colegas que havia arrumado, eu passava a não ter sono, eu perdia a força de vontade. Foi quando o ápice de tudo chegou.

Em um dia ensolarado demais para minha situação, senti vontade de não ter acordado e levantado da cama. Pensamentos que eu não queria ter vinham com tudo, como um ataque aéreo, e tudo o que eu queria esquecer passou a ser revivido dentro de mim. O sentimento ruim de estar sozinho em meio a uma multidão, a sensação de desprezo por parte dos meus colegas e a solidão do meu frio quarto.

Eu queria voltar a dormir…

 

Foi durante o banho que soltei um longo suspiro e senti minha cabeça girar enquanto fechava os olhos, sentindo a água quente contra minhas costas. As cicatrizes de cortes em meus braços pareciam arder mesmo sendo​ uma ferida antiga e satisfatória. As mágoas doíam dentro de mim.

Sai de baixo do chuveiro e me sequei, já vestindo as roupas que havia levado para colocar. De frente ao espelho, me atentei ao meu rosto que parecia mais magro que o habitual e as olheiras profundas que eu já não tentava esconder. Foi quando abri a pequena gaveta e fitei o pente que costumava usar. Na gaveta de baixo estava a solução dos meus problemas.

Sem pensar muito, fechei aquele e abri a outra, pegando a caixinha amarela de comprimidos para dormir que minha mãe costumava usar. Eu ainda não tinha os jogado fora mesmo depois de tanto tempo que ela foi para outro país…

Peguei-o e me mantive olhando para aquela embalagem, pensando se aquela seria mesmo a escolha certa. Com um nó na garganta, as orbes fixas naquele remédio, as perna bambas e o coração acelerado, caminhei até meu quarto, sentando sobre a cama fria que tinha o costume de ficar.

Sem muito pensar, peguei todos os comprimidos que tinha naquela embalagem, tomando em mãos a garrafa de água que deixava do lado da cama e os fazendo descer pela minha garganta.

Com o meu corpo tremendo, deixei que as lágrimas que antes segurava descessem pela minha face. Estava feito. Olhei à minha volta, deparando-me com o silêncio e o vazio. Não demorei a pegar meu celular, reparando no quão trêmulo estava. Iria pelo menos me despedir.

Sem pestanejar, digitei as únicas coisas que eu ainda não havia dito para ele. “Obrigado por tudo, Johnny, você  realmente se tornou uma pessoa importante para mim. Acho que… Adeus”.

Foi naquele mesmo momento que larguei o celular na mesinha de cabeceira, deitando no colchão macio, fechando os olhos e ignorando o barulho de mensagens que chegavam um atrás da outra.

Eu dormi pouco tempo depois...

 

Me lembro de ter acordado algum tempo depois, alguns dias, sendo mais exato. Estava em uma cama hospitalar, cercado pelo branco do quarto. Havia uma pessoa ao meu lado. Ele segurava minha mão enquanto dormia naquele momento.

O encarei por bastante tempo, mas não demorou para que Johnny acordasse. Ele chorou nos meus ombros pela primeira vez, e eu me senti mal por esse motivo, mas também soube que realmente era importante para alguém.

Eu me senti importante pela primeira vez em muito tempo, mas também estava mal por tê-lo feito sofrer. Porém, eu estava vivo…

Tempos já se passaram desde aquele dia. As coisas voltaram a mudar e minha montanha russa voltou a funcionar. Eu nunca fiquei tão grato por não ter morrido.

Me sinto envergonhado por ter tentado tirar minha própria vida, mas… Não posso negar: estava sedento pela vida, mas desmotivado pela dor.

Percebi algo que não teria percebido caso tudo isso não tivesse acontecido: não vale a pena deixar tudo para uma doença, pois sim, depressão é uma doença. Ele me ajudou a perceber isso.

Ele é Seo Johnny, o motivo pelo qual ainda respiro, meu primeiro e único motivo para continuar vivendo. Ele é a motivação que me faz acordar todas as manhãs e seguir o dia mesmo que esteja difícil, ele é a estação que vem após o frio do inverno, é o sol que vem após a tempestade. Na verdade, ele é a pessoa que fica comigo quando o escuro reina, e os fantasmas da depressão vem para cima de mim.

Seo Johnny é meu primeiro e único motivo para tudo. Ele é meu oxigênio, e eu não me importo de dizer que quando ele deixar de existir, eu também irei deixar.

E no fim das contas, Seo Johnny se tornou meu porto seguro…

 

***

 

— Ten? — fez com que voltasse a minha realidade, sorrindo ao ver seus olhos brilhantes em minha direção naquela sala de ensaio.

— Oi, Johnny — falei, sorrindo ao ver ele se aproximando de mim. Logo tive uma toalha jogada em minha direção.

— Não chega de treinar não? Já está tarde, então vá tomar banho.

— Você veio aqui só pra dizer isso? — perguntei, vendo um sorriso se abrir em sua face.

— Não, vim te buscar. ‘Tá chovendo, não quero que fique resfriado — explicou, focando na gotículas de chuva que batiam contra a janela. — Vá tomar banho,  precisamos voltar para o dormitório

Eu agora morava em um dos dormitórios da faculdade junto a Johnny, esqueci de falar sobre isso.

— Okay, já vou — e eu de fato estava indo em direção aos banheiros para me levar, mas fui parado pela voz calma e baixa do Seo.

— Ten?

— Sim?

— Eu te amo…

— Eu também te amo, Johnny...

Pois além de tudo,Johnny também era meu primeiro e único amor.



 


Notas Finais


HEI, NÃO ACREDITOOOOO
E ai, o que achou? Gostou? Odeiou? Pode melhorar? Encontrou algum erro? É só falar : )
Ai você, caro leitor, se pergunta: o que deu pra você escrever esse tipo de coisa? E eu respondo: não sei também ;-;
Quem aí pensou que o Ten ia morrer? Então, não mato mais pernoagem em fanfic quase alguma hahahah. Não sei se perceberam, mas por trás dessa história tem um pequeno recado.
Sei que às coisas podem estar dificeis, mas não desistam, okay? Depois da tempestade o sol quase sempre dá as caras, então não desista de viver, pois tudo tem uma solução, basta encontrar ela em meio a tudo isso, okay?
Bem, foi isso, meus bolinhos. Obrigada a você que leu até aqui e até mais e me desculpe caso tenha flado alguma baboseira hahaha <3
Flwwww


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