História Meu Príncipe da Escuridão - Em revisão - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Dark, Dramione, Romance
Exibições 112
Palavras 1.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Sombras de um Passado -Parte Dois


Fanfic / Fanfiction Meu Príncipe da Escuridão - Em revisão - Capítulo 38 - Sombras de um Passado -Parte Dois

Há três anos

 

Arrumou a gola do seu terno impecável que contribua ao deixar seus músculos alinhados sob o tecido negro. Alisou as mangas calmamente, mordeu seu lábio inferior. Os orbes azuis-acinzentados observaram o ambiente onde estava com atenção, analisando as belas mulheres em seus vestidos longos, os homens em seus diversos ternos de cores distintas. Não sabia exatamente o porquê de está ali, havia comprido com a sua parte do acordo. Então, deveria está livre daquele ser que deixava sua raiva atingir a linha do limite.

Deu alguns passos, andando pelo salão, cumprimentando alguns conhecidos de seu pai, todos ricos, pessoas ambiciosas, mesmo assim, não se sentia deslocado. Era tão ou mais ambicioso do que eles próprios. Um garçom passou si oferecendo uma taça de champanhe, aceitou.

__ Estou surpreso por vê-lo aqui, não imaginava que viesse.

Ouviu a tão conhecida voz surgir atrás de si, soltou um sorriso debochado. Ficou parado no mesmo lugar observando os convidados se interagissem como se estivessem a melhor dos desejos, sorrisos falsos, acordo selados.

__ Alguns sacrifícios valem a pena – Exclamou Draco bebendo um gole do seu champanhe. Não moveu um musculo do lugar. – Admito que fiquei curioso pelo motivo que fui convidado.

Olhou para o lado vendo que ele aproximou-se de si em seu terno cinza, segurando uma taça assim como si, os olhos claros nem se moveram em sua direção.

__ Sinto muito lhe tirar da sua brincadeira, como está a sua presa?

__ Em casa. – Respondeu Draco em deboche. – Não ache que vou dizer algo para você.

Simon soltou uma risada seca.

__ Por que me chamou aqui?

__ Achei que teria dado o bote. – Exclamou Simon ignorando a pergunta anterior.

__ Paciência.

__ Admito que você tenha esse dom mais do que eu diversas vezes. – Falou Simon naturalmente. Aos olhos de outros pareciam que estavam tendo uma conversa amigável, sem perceber que ambos estavam literalmente com armas apontadas para o crânio do outrem.

__ Se continuar enrolando esse dom vai se esgotar. – Retrucou Draco seriamente.

Simon soltou mais uma risada.

__ Bom cavalheiro. Acho que temos assuntos pendentes.

__ Acho que esteja enganado. – Exclamou Draco bebendo calmamente.

__ Eu falei para matá-la e não para virar seu cachorrinho de estimação. - Retrucou Simon em um tom ameaçador. – Você matou quem não devia e ainda me enganou dizendo que a Gina estava em outro plano.

__ Ela está morta. – Afirmou Draco olhando-o. As íris trovejando em uma raiva contida. – Ela está morta para a sociedade, por enquanto serve de brinquedo para mim.

__ O que vai fazer colocar ela ao lado de Hermione quando sequestrá-la?

__ Não, odeio misturar minhas vítimas. Se algum dia se encontrarem ,será por algum motivo que não cabe você decidir, irei matá-la. Não se preocupe com isso, apenas não disse quando.

__ Fui bem claro sobre isso, a quero morta.

__ Ela vai está. – Disse Draco virando-se de frente para ele. – Acho que devia parar de se intrometer no meu trabalho, não tem direito sobre nada. Se quisesse que ela tivesse partido no mesmo segundo, deveria ter feito acordo com outra pessoa, só acho que não devia ter na sua lista uma opção mais cabível.

__ Você é muito convencido. – Simon disse olhando-o seriamente. A guerra de íris era tão palpável como respirar. – Fique de olho em sua própria sombra Draco.

__ Isso é uma ameaça? – Perguntou Draco soltando uma risada. – Tome cuidado Simon, eu posso te derrubar.

__ Espero que não estejam perto de levantarem punhos e descontarem uma raiva inexistente.

Uma voz melodiosa ecoou perto deles, ambos desviaram sua atenção para uma mulher. Draco travou no lugar. Ouviu uma risada de Simon.

__ Esse é o meu maior segredo, Draco. – Murmurou Simon. – Annabelle.

__ Olá papai. – Disse ela em uma voz enjoativa.

Os olhos azuis-acinzentados analisaram a bela face daquela mulher, tão igual da pessoa que queria descontar sua vingança. A pele leitosa, branca, os cabelos curtos em um loiro claro. Mais claro como ouro, o corpo emoldurado em silhuetas desejáveis. Os orbes castanhos em um contorno escuro, intensos, sombrios, escondendo segredos. O sorriso que em outros olhos seria bonito, aos seus olhos detestáveis. Dentro de um vestido branco, Draco nunca sentiu um desejo tão profundo.

Desejou cortar a jugular de Annabelle e observar o liquido vermelho manchar aquele belo vestido.

 

 

Atualmente

 

 

Hermione não sabia como se sentir, era tão impotente. Nunca soube nada da sua vida, todos que lhe rodeavam mentiram para si, todos sabiam sobre tudo. Menos ela, nunca pensou que a verdade poderia ser tão esmagadora. Não sabia se aguentaria mais alguma verdade jogada na sua cara, era insuportável. Tão difícil de encarar os fatos.

Mary mentiu, seu pai mentiu, seus conhecidos mentiram, Draco mentiu. Teria alguma verdade naquilo tudo? Alguma coisa para confortar o seu coração?

Agora descobriu que tem uma irmã, essa é gêmea. Afirmaram que Draco é seu meio-irmão.

Queria afirmar para si mesma que saber sobre a sua irmã fosse sua real preocupação, mas seria mentira. O que importava era o fato de Draco conhecê-la, saber da sua existência. Tê-la ouvido, olha-la, talvez, para o seu desespero beijado-a.

__ Por que nunca me contou? – Perguntou com a voz falhar. Nem ao mesmo percebeu quando Narcisa saiu da sala.

__ Ser eu tivesse contado tinha acreditado? – Retrucou Draco encarando-a. Aproximou-se de Hermione sentando-se na poltrona onde sua mãe tinha habitado segundos antes.

__ Não sei. – Revelou Hermione. – Isso é tão confuso, eu não posso acreditar em nada.

__ Eu já estive em seu lugar, há tempos.

__ Como ela é? – Perguntou Hermione respirando fundo. Suas mãos tremiam, o coração batia em um ritmo rápido demais para conseguir controlar. Mas mesmo assim sabia que Draco tinha compreendido a sua pergunta.

__ Alguém que eu farei de tudo para você não conhecer – Murmurou Draco levantando-se, queria alguma bebida forte, sua cabeça doía.

__ Por que? Ela é tão perfeita assim?- Perguntou ela fechando as mãos em punhos. – Simon estava certo esse tempo todo, eu sou uma mera substituição, não é? Você nunca me quis de verdade.

Sem ao mesmo perceber lágrimas caíam de seus olhos, estava farta de tantos segredos, tinha vontade fugir e não olhar para trás.

__ Está enganada. – Disse Draco virando-se para olhá-la. Os orbes castanhos brilhando por causa das lágrimas, aproximou-se dela. Hermione lhe encarava esperançosa. – Ela que foi.

 Há três anos

 

Os pingos de sangue caíam sob o piso de madeira, emoldurando aquela cena, esses para aqueles olhos azuis-acinzentados era a melhor coisa para observar. Os fios loiros misturados ao sangue fresco, o corpo de pele leitosa estava marcado por cicatriz em seu tórax. Observava o peito dela subir tentando respirar, procurando por ar. Alguma chance de sobreviver, esparramada sob aquela maca de metal. Pensando no próximo passo, sorrindo como se tivesse aliviado o desejo que lhe corroeu por dentro. Querendo sentir aquele sangue em suas mãos, tocar cada curva do corpo ensanguentado com devoção.

Não entendia exatamente o que acontecia com aquela sua vontade enlouquecedora de usufruir de um em corpo pelo simples prazer sexual e a cópia em pleno prazer de seus distúrbios - de acordo com a sociedade – insanos. Não compreendia que a sala ao lado Hermione dormia como um anjo, nessa Annabelle faltava se afogar no próprio sangue. Era difícil compreender essa metáfora, queria rir enquanto sentia o sangue secar em suas mãos. Sentia-se tão leve observando o corpo inerte que logo iria fazer a sua lista de vítimas subir.

__ Vou matá-lo.

Ouviu a voz rouca ecoar pela sala escura, soltou uma risada.

__ Não acho que esteja certa. – Retrucou ele levantando-se. Aproximando-se do corpo, sorriu ao observar a face dela, os olhos castanhos tão sombrios que a própria dona.

__ Não acredito que você me enganou. – Lamentou-se ela. Draco riu.

__ Lamentações não é a sua cara Anna, vamos você pode ser bem pior do que eu, se fosse descuidado seria eu nessa maca, querida.

Annabelle sorriu em meio ao sangre grudado em seu rosto.

__ Fico feliz em saber que você me teme. – Murmurou ela como se estivesse aliviada. – Sabe que irei sair daqui, sabe que irei matá-la. Eu escuto os gemidos, bem mais terrível que esses cortes. – Disse ela fazendo uma careta de dor, Draco riu, passou seu polegar sobre o colo desnudo dela. – Acho que ela pode ser bem mais insana do que eu.

__ Genética. – Disse ele rindo.

__ Você se diverte com isso. – Murmurou ela revoltada. – Olha que eu pensei que podíamos ser aliados algum dia.

__ Você é uma serpente. – Falou ele com seriedade.

__ Como se você não fosse.

__ Querida, fique sabendo que você Anna é alguém que não pode se confiar, assim como nosso querido tio. Acaba sendo um inimigo em potencial.

__ Fico grata por saber o meu devido valor. – Soltou sarcástica. – Você é do tipo que manipula.

__ Você do tipo que mata.

__ Olha quem fala. – Retrucou ela azeda, Draco riu. Fez desenhos abstratos sobre as coxas desnudas dela.

__ Você é mais perigosa que o Simon, eu vejo no seu olhar Anna. Tão sombrio que a própria dona, tão insana que suas vítimas, tão obscura que seus cortes, tão perversa que o próprio Diabo, não me surpreenderia que se um futuro distante matasse o seu querido “papai”. O rastro de sangue e as tripas sob o cadáver falam por si só.

Anna riu, tossiu, cuspiu um pouco de sangue. Sentia os dedos dele sob seu corpo desnudo, fazendo linhas sob sua pele. O sangue contribuía deixando os desenhos marcados nela.

__ Eu não vou morrer aqui, irei caça-lo e farei da sua vida um inferno. – Ameaçou ela.

__ Se sobreviver, mas adoro um desafio. – Murmurou Draco sorrindo de lado. – Se Simon chegar logo você sobreviver, senão, o seu cadáver ficará em uma bela sepultura.

__ Nunca te entendi, sabia que queria matar minha irmã, só que faz isso comigo no lugar dela.

Draco deu ombros.

__ Sempre gostei de observá-la. Tinha consciência que queria fazer Jonh sofrer através dela.

__ Mas preferir ficar observando-a de longe, como um maníaco. – Refletiu ela.

Draco riu pelo termo usado.

__ Com você, apenas quero cortá-la. Ver seu sangue caindo, observar a vida deixar o seu corpo. – Murmurou ele com seriedade.

Annabelle riu, tossiu, o sangue escorreu pelo seu queixo, os olhos azuis-acinzentados desceram por seu corpo acompanhando aquela gota, passando por seu pescoço e cair ao chão de madeira.

__ O que a salvou?

__ Os olhos dela. – Disse ele virando-se.


Notas Finais


comentem, espero que estejam gostando.


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