História Meu professor, Minha perdição! - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amor, Drama, Misterios, Romance
Exibições 47
Palavras 2.716
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Escolar, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, como vocês estão? E sim, eu estou viva!
Espero que não tenham desistido da fanfic. ❤

Capítulo 9 - Papa-Anjo!



POV EDWARD
Loren estava dormindo, era praticamente inevitável me perder naquele rosto. Eu me sinto tão bem ao seu lado, ela foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido, e sem dúvida esse foi o meu melhor aniversário.
Talvez ela seria só mais uma garota bonita na escola, mas acredito que não, não é só pela beleza física - que é extremamente abundante - Loren tem uma energia indescritível.
Delicadamente me levantei da cama, não queria acorda-la. Tentei fazer o mínimo barulho possível, ter lido tantos livros de espiões me serviu pra alguma coisa.
Cheguei rápido em casa, na verdade nem senti o tempo passar, meus pensamentos estavam em outro lugar. Tomei um longo banho, tentei comer algo, mas só o que eu queria era estar perto dela. Dessa vez, pra tentar driblar o trânsito decidi ir de moto. Ao chegar notei um carro que não me era estranho; Mark estava lá. Uma fúria enorme me evadiu, eu queria entrar lá em tirar ele arrastado, mas isso não prejudicaria só a mim, e o que eu menos queria era trazer problemas para ela, se é que isso ainda era é possível. Dei algumas - muitas - voltas pelo quarteirão, até ver que não tinha mais sombra da existência de Mark por lá.
- Oi! - eu disse ao entrar e ver-la deitada no sofá. - Não deixe a porta aberta é perigoso.
- Eu estava esperando por você, por isso deixei aberta.
- Posso te perguntar uma coisa?
Ela assentiu com a cabeça
- Eu te machuquei? - perguntei baixo.
- Me machucou? Como assim Edward?
- Loren? - eu disse levantando as sombrancelhas, ela sabia sobre o que eu estava me referindo.
- Não!
- É sério, não minta pra mim!
- Não, já disse que não, - ela disse com sorriso travesso - bom, não sei pra você, mas para mim foi extremamente prazeroso.
Suspirei aliviado. Eu não suportaria o fato de tê-la machucado. Eu deveria ser mais cuidadoso com meus atos, não quero provocar mais danos a ninguém... Já tenho muitos arrependimentos, não quero mais um, especialmente quando se trata da Loren.
- Vamos dar uma volta? - eu perguntei saindo dos meus devaneios.
- Agora? - ela disse levantando o balde de pipocas.
- Por favor, eu posso implorar caso queira?
- Não é necessário seu bobo. - ela disse se levantando - Mas preciso te dizer algo; Mark esteve aqui.
- E o que ele queria? - tentei parecer surpreso.
- Tenho certeza que foi meu pai que pediu. Ele veio me chamar pra sair, mas eu disse que estava com muita, muita dor de cabeça.
- Que bom...
- Não vai ficar nervoso?
- Era pra ficar?
- Não, não é isso, é que você sempre fica todo irritadinho...
- Você é minha e sabe disso - eu disse a puxando pela cintura. - já os outros só podem desejar!
- Sua, completamente sua.
Eu a beijei, e que beijo, seus lábios macios me proporcionava sensações maravilhosas. Nos afastamos quando o ar faltou.
- E pra onde vamos? - ela perguntou após se recompôr.
- Conhece o Rio Tâmisa?
- Sério? Agora?
- Sim!
- Ok, vou me arrumar, não demoro.
Acenti indo em direção ao sofá. Após alguns minutos Loren desceu deslumbrante pela escada. Ela vestia um vestido preto que desenha perfeitamente suas curvas e estava com uma jaqueta com um jeans claro nas mãos.
- Estou bonita? Seja sincero.
- Incrivelmente linda...
- Não sei porque pergunto - ela disse rolando os olhos.
- Vocês mulheres são muito estranhas - eu disse pegando na mão dela -, mas enfim.... Vamos?
- Claro!
Nós saímos da casa dela e fui pegar o celular para pedir um táxi.
- O que está fazendo? - ela perguntou olhando para minhas mãos.
- Pedindo un táxi.
- Mas e seu carro?
- Eu vim de moto... - eu disse apontando para a moto que estava estacionada na frente.
- Você também tem moto? Isso justifica suas centenas de jaquetas de couro - ela disse surpresa - Tem muitas coisas que eu não sei sobre você, e isso não é legal.
Eu fiquei calado, ela tinha razão.
-  Mas por que não podemos ir de moto? Você trouxe dois helmets?
- Sim, mas pensei que você não gostaria. - eu disse guardando o celular.
- É claro que eu gostaria.
Eu estava surpreso, Loren não fazia bem o tipo de motoqueira das trevas, mas se era isso que ela queria, por mim estava tudo bem.
- Bom, sendo  assim...
- eu disse levando-a para onde estava a moto.
- Quer ajuda pra subir? - eu perguntei já sentado na moto.
- Não precisa, eu consigo!
Primeiro descubro que Loren gosta de motos, e depois percebo que ela sabe muito bem como se portar em uma e isso me leva a ter certeza que ela tem algum passado com motos ou talvez com motoqueiros. Droga.
- Prontinho, já podemos ir. - ela disse segurando delicadamente na minha cintura.
Nós nos falamos pouco durante o caminho, eu só falava para mostrar lugares que me agradavam ou que eu geralmente frequentava.
Deixamos a moto no estacionamento e fomos andar um pouco.
- Eu fiz a reserva para sete e meia, e enquanto isso quero te mostrar algumas coisas. - eu disse pegando em sua mão.
- Edward... - ela olhou para nossas mãos por alguns segundos - e se alguém da escola nos ver?
- Jovens esbanjando feromônios não estariam aqui em pleno um sábado a noite, isso é muito romântico.
Ela gargalhou do meu comentário e encaixou melhor nossas mãos.
- E o que você quer me mostrar?
- Bom... Na verdade nada, porque se eu mostrar agora vai perder toda a graça do passeio de barco, eu só quero ganhar tempo mesmo.
- Bobo! - ela disse me dando um tapinha no ombro.
- Posso perguntar uma coisa? - perguntei sério, sem olhar para seu rosto.
- Já imagino o que seja, mas vai em frente...
- Já que sabe me poupe de ter que fazer uma cena de ciúmes.
- Damon é aficionado por motos! - Loren disse rápido, eu esperei por mais respostas, mas ela definitivamente não diria mais nada.
Esse Damon me incomoda, não só por ele ser o ex da Loren, mas também pelo fato de ter feito ela sofrer. Só de pensar nisso eu tenho uma vontade imensa de matar esse cara, talvez eu deveria, mas eu precisaria de um plano e pagar alguém para matar, eu não seria capaz de fazer com minhas próprias mãos. Eu acho.
- Você está bem? - Loren perguntou, me tirando desses devaneios psicóticos.
- S-sim. - sorri involuntariamente, ela me mataria se soubesse o que eu estava pensando.
- Em que estava pensando? - ela soltou minhas mãos e parou.
- Mmmm - pensa Edward, pensa - deixa pra lá.
- Não, não deixo. - ela me olhava impaciente.
- Eu estava pensando em você... Sem roupas! - algo me dizia que eu deveria ter pensado mais.
- É sério isso? - ela disse fazendo uma careta.
- Bom, antes talvez não, mas agora eu estou!
- Eu não acredito que nisso... Você é um idiota! - ela disse tentando ficar séria, mas a atuação dela não estava convencendo nem a si própria.
- Um idiota, mas um idiota que te ama! - a frase que fluiu automaticamente dos meus lábios e me pegou de surpresa.
Ela arqueou a sobrancelha com surpresa. Nos olhamos por alguns segundos que pareciam extremamente longos, era visível, ela não sabia o que falar e eu muito menos.
- Bem - pigarreei - acho que já podemos ir, nossa mesa já deve estar pronta.
A noite foi maravilhosa, tirando a parte que eu me declarei para ela, geralmente eu tento esconder ao máximo os sentimentos de mim mesmo para não me frustar se algo der errado, não que eu viva esperando o pior acontecer, mas a vida é algo muito imprevisível e temê-la não é ser fraco, é ser inteligente.
Após o jantar nós fizemos o passeio de barco. A Tower Bridge estava especialmente mais bonita do que de costume. Loren pareceu gostar, mas ela costuma ser imprevisível e misteriosa, eu gosto disso, mas as vezes me incomoda; ela responde exatamente o que o você perguntou, nunca uma frase a mais, uma complementação? Jamais.


Os poucos raios solares que conseguiam atravessar as frestas da cortina do quarto da Loren anunciaram o dia. Levantei vagarosamente, tentando não acordá-la, queria preparar um café da manhã para ela, mas acabei esbarrando em uma imagem de um crucifixo, que eu presumi ser feito de porcelana após ver os milhares de pedaços no chão.
- Droga! - eu disse entre os dentes.
Os lindos olhos de Loren estavam assustados.
- O que está acontecendo? - ela perguntou com a voz rouca.
- Eu juro que não foi por querer... Em um instante eu trago outra!
- Outra o que Edward? - ela disse rindo.
Loren não parece ser muito religiosa, e isso complica mais, se ela não é religiosa e mantem uma imagem dessas do lado de sua cama é porque tem um significado especial.
- O crucifixo...
- Tudo bem, - ela disse se levantando - ela só está aí até hoje porque minha mãe me obriga. Bom, e é como dizem, eu respeito porque é sagrado...
- Eu nunca perguntei porque pra mim não faz diferença nenhuma, mas você tem alguma religião?
- Não! - Ela respondeu indo em direção ao seu banheiro.
- Acredita em Deus?
- Talvez.
- Talvez? - perguntei intrigado. - Sim ou não? 

- Eu não sei. Robert também me fez essa pergunta, sabia?

- Robert... - eu disse com uma voz irônica, eu quero não ser ciumento, mas parece que ela faz de propósito.

- Não seja infantil... - ela disse tirando sua blusa de pijama..
- Ai caramba... Que droga você está fazendo Loren? - eu disse me virando.
- Tirando a roupa. Assim, não sei você, mas eu costumo banhar sem roupas!
- Eu acho melhor eu ir preparar o café da manhã.
- Não vai me olhar? - ela perguntou rindo.
- Não, não mesmo. Bom, isso caso você não pretenda ficar na cama por mais algumas horas... Porque caso você queira eu posso me virar nesse instante.


Lá estava ela sentada em sua mesa de costume no refeitório, ao lado da janela, longe de todos. Mas uma coisa estava bem diferente hoje! Onde estará Gemma?
Eu tenho que ir lá, odeio vê-la sozinha.
- Olá professor Savaris! Quer se sentar conosco? - Tom perguntou ao me ver passar.
Não Tom, eu não tenho a menor vontade de sentar com vocês eu particularmente prefiro minha namorada.
- Não muito obrigado. Quem sabe outro dia? Preciso falar com a Srta. Meyer...
- Duvido que consiga! - Maia comentou lançando o seu olhar para a mesa de Loren - A Srta. Helena está conversando com o seu Menelau.
Quando olhei lá estava o papa-anjo, Deus, como quero matá-lo!
Franzi o cenho.
- Isso é Mitologia Grega! - exclamei - Por quê?
- Ah, professor! - seu tom de voz era irônico - na minha humilde opinião o Rob está afim da Loren.
Todos olharam pra ela com reprovação. Eles sabiam que isso era uma acusação grave, mas pra minha ira nenhum deles discordaram dela. Então isso significa que ela não está mentindo!
- Eu tenho que ir agora.... - tentei colocar um sorriso em meu rosto, mas tenho certeza que foi uma tentativa falha.
Hum, que legal, além do James e do Damon agora eu tenho que matar o Robert também! Já posso me considerar um Serial Killer.
- Atrapalho? - meu tom de voz era mais hostil do que eu queria, afinal de contas eu pretendo manter minha relação com a Loren em segredo, já o papa-anjo...
- Não! - Robert tinha a voz era fraca, eu poderia dizer que até frustada. Olhei de relance para Loren, ela me devia grandes explicações. - Eu tenho que ir agora. Helena, se mudar de idéia!
Me sentei na cadeira oposta a Loren.
- Não é nada do que você está pensando! - murmurou.
- Quando ia me falar que o Robert estava interessado em você?
- Ele não está! - sua voz era quase um grito, nesse momento todos olharam para nós - Droga! Agora todos vão ficar olhando... Olha Edward, isso é coisa dá Maia, não é? Ela que começou com esses comentários idiotas.
- Engraçado é que ninguém contestou... Espera - eu disse me lembrando - do que ele estava falando quando se despediu?
- Nada que você vai gostar de saber!
- Não foi isso que perguntei.
- Ele me convidou pra uma exposição de Dante.
- O quê? - explodo, exasperado. - Não me diz que você aceitou?
- Eu disse que ia pensar, mas possivelmente não iria.
- Você não vai! Nem que eu tenha que te amarrar.
Ela estreitou os olhos e sacudiu a cabeça em negação.
- Alguns dias atrás ele me chamou pra ir na exposição do Eric Hobsbawm, mas ela foi cancelada.
Ó Deuses do autocontrole me ajude a não ir atrás daquele desgraçado.
- Lorenne, se eu souber ou pelo menos suspeitar que ele te chamou pra sair novamente eu juro que nunca mais você vai ver ele vivo.
- Primeiramente não me chame de Lorenne! E pra ser sincera as vezes eu sinto medo de você... Não sei, você é tão controlador.
Encolhi meus ombros, isso foi pior que um soco, ela tem medo de mim? Oh, não! Me levantei devagar, sem dizer uma palavra, também o que eu iria dizer?
- Edward, onde você vai? - sua voz era baixa.
- Pra minha sala, minha próxima aula começa logo.
- Eu não quis dizer isso, eu estava irritada, desculpe...
Desculpe? Não minha garota, eu que tenho que pedir desculpas.
As aulas se arrastaram, eu não tinha o menor ânimo para nada. E tudo é culpa daquele estúpido metido galanteador.
Estava indo para meu carro quando meu celular tocou.
- Edward, precisamos conversar.
- Tem certeza?
- Sim.
- Ok, eu estarei te esperando na porta da sua casa. Não demore, por favor.
Desliguei o celular. A casa da Loren não é mais que umas seis quadras da escola, então logo cheguei.
Após esperar alguns minutos que mais pareciam horas Loren chegou.
- Quer entrar? - sua voz era cautelosa.
- Não. Entre no carro.
Ela assentiu com a cabeça e entrou.
Liguei o carro e dei partida.
- Onde estamos indo?
Não respondi.
- Edward? - ela insistiu.
- Fica tranquila, não vou te matar.
- Não foi nesse sentindo que eu disse. Pra um homem inteligente você está sendo bem... - ela se interrompeu.
- Estou sendo o que Lorenne?
- Agora você deu pra me chamar de Lorenne? Por favor, eu já disse que não gosto.
- Por quê eu não posso te chamar pelo seu nome? Você deixa aquele estupido de chamar de Helena.
- Eu não deixo! Ele que chama.
- Simples. Pedi para ele parar!
- Já pedi.
- E ele não parou?
- Não.
- Por quê?
Ela ficou calada.
- Estou esperando... - eu disse asperamente.
- Ele fala que... err... Hum...
- Fala logo Lorenn... Loren!
- Como você soube do meu nome?
- Olhei sua ficha.
- Não me chame desta forma perto de outras pessoas, por favor.
- Como você conseguiu que os professores te chamassem apenas de Loren?
- Toda escola meu paga uma... Hum... Como posso dizer? Contribuição! E com essa não foi diferente.
- Por que não gosta de Lorenne? É tão bonito.
Ela pareceu extremamente irritada com a pergunta, se contorceu no banco várias vezes. Preferi não insisti, minha situação já anda muito complicada, não preciso piora-la.
- Você não me respondeu... Por que ele não parou?
- Bom, a teoria de Gemma é que ele me acha parecida com ela, mas não acredito muito. Eu definitivamente não pareço com ela!
- Até a Gemma sabia? Isso está acontecendo a quanto tempo?
- Não sei. Não contei.
- Ah Loren, essa sua boquinha anda afiada de mais.

 

 

 


Notas Finais


Comentem o que vocês acharam e por favor me falem se vocês querem mais capítulos com a visão do Edward ou se preferem só a Loren.


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