História Só Minha - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Romance, Terror, Violencia
Exibições 47
Palavras 2.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoas❤,eu espero que gostem dessa minha obra,boa leitura

Capítulo 1 - Figura bizarra


Fanfic / Fanfiction Só Minha - Capítulo 1 - Figura bizarra

-Olá bom dia,o que desejam?- pergunto ao cliente.
-quero um capuchino e biscoitos integrais ao leite- responde a mulher com um sorriso simpático- e você querido?
-um café preto sem açúcar- diz o homem sério.
-OK,em alguns minutos irei trazer seus pedidos- sorrio anotando os pedidos- com licença.
   Ao anotar,vou em direção ao balcão, onde Lucy,minha amiga está.
-um café preto sem açúcar, capuchino e biscoitos integrais ao leite- rapasso o pedido a ela,que logo anota e entrega para Lindda,a nossa chefa de cozinha.
-e então... rola balada hoje?- pergunta Lucy escrevendo algo no computador.
-acho que não- faço uma careta- estou cansada,quero somente chegar em casa e dormir.
-ahhh para de ser careta Alice Morgan,você só tem 18 anos e reclama como uma vovozinha caduca.
-ei...eu só estou cansada- digo.
-poupe-me de seu drama,hoje é sexta e nós vamos sair e nos divertir- ela para de escrever no computador e me olha- e você vai.
-Lucy....
-vou chamar o Alli pra ir com a gente,vai ser na boate Kiss e sem mimimi....porque você vai e pronto!
-tem como teimar com você?
-não,não tem.
-vão sair e nem pra me convidar, me sinto excluída- resmunga Lindda.
-gatinha você está convidada desde o dia que nasceu,vem com a gente também- sorri brincalhona Lucy.
-desculpe, mas não vai dar,tenho um encontro hoje com Bensann.
-então porque pediu pra ser convidada?- retrucou indignada Lucy.
-porque vocês devem me convidar..... sempre - Lindda pisca para a gente.Riu da cara feia que Lucy faz para ela.Os pedidos logo saem.
   Deixo a conversa de lado e pegando a bandeja com as refeições, vou até a mesa 7,onde se encontra o casal e com agilidade deixo os servidos.
 

    Assim começo mais um dia. Trabalho de segunda a sexta,na cafeteria Winchester.
   
   Pego o turno da manhã,às 06:30 e saio às 18:00 hrs.
  Meu salário não é lá grande coisa,mas com ele,eu consigo me manter, moro em um pequeno apartamento de três cômodos,banheiro,coxinha e quarto.Foi o que deu para comprar, meus pais tem uma vida favorável.
  Minha mãe é uma logista,que ganha muito bem em Los Angeles, meu pai é um engenheiro agrônomo, também ganha muito bem.Eles insistiram para me ajudar a comprar um apartamento,mas não aceitei,não por orgulho ,mas porque eu já estou bem grandinha e tenho que aprender a me virar sozinha.Infelizmente os pais não são eternos e um dia eles se vão e se eu ficar de baixo de suas asas,eu nunca aprenderei a me cuidar no mundo a fora.
  O mundo não é um conto de fadas,se tem perigo por toda parte e muitas vezes ele espreita por seu lado,só você que não vê.
   Tranquei minha faculdade por não ter tempo de cursa-la,mas assim que completar 19 anos,eu irei fazer,o que será somente no ano que vem.
   Meus pais são muito protetores e quando eu resolvi sair de casa,foi um choque para eles,mas eles se acostumaram,contra suas vontades, mas se conformaram por fim.
   Atualmente estou morando na Califórnia, o que fica muito difícil de ver meus pais com freqüência, mas vez ou outra eles vem me visitar,ficam dias,até que devem voltar.
   Procuro visita-los,mais nas férias, ou folga do trabalho,o que não acontece muito.
   Moro sozinha a dois anos e até hoje nunca deixei faltar nada para mim e nunca precisei da ajuda de meus pais e espero nunca precisar.
   Gosto de ser independente.Minha mãe me ensinou a nunca abaixar a cabeça para homem algum.E muito menos dependa-se deles.Homem algum vai te dar algo de graça, eles sempre querem algo.Pode se dizer que existe homem diferente,aquele príncipe encantado dos contos de fadas?
  Eu não acredito nisso.Não acredito  nada referente ao famoso " amor ".
  Nunca namorei na minha vida.E não pretendo,quero focar no meu futuro.Pretendo ser uma grande advogada ao passar dos anos.
   Sempre fui de ajudar as pessoas,na verdade eu penso mais nelas,do que em mim mesma.
   Me sinto bem ajudando ao próximo, eu fico feliz,a pessoa fica feliz....Deus fica feliz e o mundo em diante.
-uouuu amor acorda- saio de meus pensamentos interrompidos por Logan.Ele é o dono daqui,muito chato e legal ao mesmo.
-eu estou aqui- sussurro ainda pensativa.
-estou vendo- ele observa o movimento do café e depois me olha- mesa 10 precisando de você.
-cadê a Carry?- pergunto olhando o local.Carry é uma outra garçonete do café, que por sinal não a vejo em lugar algum.
-ela teve que dar uma saida- diz.
-pra onde?
-ela não disse,vamos senhorita Morgan- ele bate palma-ao trabalho.
   Volto a me movimentar,indo até a mesa 10.Atendo a um grupo jovem de estudantes universitários e volto ao balcão entregando os pedidos a balconista.
-acredita que Carry saiu de novo?- falo me sentado em um banquinho.
-acredito,aquela lá arruma qualquer desculpa pra encontrar com aquele drogado do Michael- resmunga Lucy se sentando do outro lado do balcão.
-acha que ela foi se encontrar com ele?- pergunto desconfiada.
-se acho,ela saiu toda risonha daqui depois de receber uma ligação- fala baixo Lucy, me inclino mais para frente,para poder ouvi-la- EU escutei um " querido" da parte dela, isso só pode significar o drogado do Michael.
-eu não acredito- reviro os olhos- e a gente aqui trabalhando em dobro por causa dela.
-coitada de você- murmura Lucy.
-mais um motivo pra mim não sair- falo abaixando minha cabeça e a encostando no balcão.
-ahhh não Alice, você não vai me deixar na mão, não hoje!
-Lucy não....
-mais um pedido saindo!- gritou da cozinha Lindda.Lucy se levantou,pegou a bandeja  e a entregou para mim,que com um suspiro de cansada fui servir mais uma mesa.




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-Hey Cass!,vem cá garotão- digo animada para meu cachorro,quando chego em casa.Cass pula em meu colo balançando seu rabo peludo.
   Ele dá muito trabalho,mas eu o amo tanto.Cass faz companhia para mim desde que mudei para a Califórnia, eu o adotei.Ele estava muito magro e sujo,quando o peguei no canil.
  Mas hoje ele está uma bolinha branca de carne,como igual um leão, as vezes penso se Cass tem um buraco negro no estômago.
    Sento no sofá com Cass lambendo meu rosto. Riu com sua energia.
-seu cachorro levado!- falo o abraçando- mamãe te ama- em resposta Cass late animado.
    Olho o relógio no canto da parede,são 18:30,Lucy virá 19:00 para irmos a boate.
   Com mero esforço, tiro Cass de meu colo,o colocando no chão.
-vamos fazer um lanche?- falo patendo palmas para ele- quem está com fome?- Cass late e pula aos meus pés- ótimo!vamos comer amigão.

   Nós dois corremos para a cozinha....









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-vira,vira, vira!- Lucy gritava junto a Alli em meus ouvidos, pedindo para mim virar um copo de vodka. Eu já tinha bebido seis copos de vodka e dois de whisky, meu mundo estava ficando cor de rosa.Tudo alegre demais- vai Alice!- viro o copo de vodka de uma vez só, no ato minha garganta queima e sinto uma leve tontura.Lucy e Alli riem e me aplaudem.
-isso garota!- falou Alli,dando leves tapas em minhas costas.
-Preciso ir....ao banheiro- falo,minha voz saindo arrastada por conta das doses elevadas de álcool em que consumi em poucas horas.
-vai lá, vou ficar com Alli- disse Lucy,quase não consigo escuta-la em meio a barulhenta música que toca.
   Aos tropeços sigo até o banheiro trombando em todos.
   Sinto as coisas ao meu redor rodarem.Uma vontade imensa de vomitar.
   Chego ao banheiro e ele esta completamente vazio,me olho no espelho,mas quase não consigo me ver,minha visão está embaçada, tudo gira.
   Lavo meu rosto na pia com certa dificuldade de parar em pé. Se eu não me apoiasse, ou eu caia de bunda,ou caia de lado.E magrela como sou,eu quebraria um osso,nesse chão gélido e duro.

   Saio do banheiro, olhando para os lados,eu tento encontrar Lucy.Depois de andar em volta da boate,eu a avisto poucos metros de mim,e por Deus....eles estavam quase se comendo.
  Alli estava com uma das mãos  baixo do vestido de Lucy,e a outra no seio dela.Ele a beijava ferozmente,como se fosse engulir ela.
   Me aproxima deles e com a voz arrastada falo.
-procurem um quarto- Eles se assustam com minha intromissão e se afastam.
-você voltou- ri sem graça Lucy.
-ehhhhhh cheguei...- falo fingindo animação- vou pra casa.
-porque?- ela pergunta.
-não estou me sentindo muito bem.
-fica mais um pouco Alice, beba mais com a gente- sorri safadamente Alli.
-eu já bebi demais- digo- você vem Lucy?
-então....-ela dá um sorriso amarelo- vou dormi na casa do Alli.
-quer dormir também Alice?- ele pergunta sedutor.
-não obrigada,prefiro dormir na segurança da minha casa.
-se cuida no caminho,vai do que?- pergunta Lucy.
-vou até o ponto de ônibus aqui perto- digo.Abraço minha amiga como despedida e um leve aceno para Alli.






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- ainda bem que hoje é sexta- converso comigo mesmo- e se eu encontrar um unicórnio?- tropeço em uma pedra e quase caiu no chão, mas felizmente consigo manter o equilíbrio- e se eu achar uma fada?será que se eu beijar um sapo ele vai virar meu príncipe?
     Cambaleando eu chego ao ponto de ônibus, minha cabeça esta uma mistura de realidade com fantasia,não sei mais distinguir o que é real e o que não é.
   A rua esta desesta e somente uma poste de luz esta funcionando.
    Fico tentando me manter em pé,mas é algo meio difícil,meus olhos pesam,eles imploram por descanso.Queria poder dormir, sai hoje foi uma péssima ideia,eu bebi além da conta.
     O ônibus parece não chegar nunca. Já faz meia hora que estou aqui e nada dele.
     Penso em desistir e ir a pé, mas então lembro que estou muito longe de casa.
   Estou entre uma cruzada.Pra se dizer,estou na esquina,onde ruas escuras e vazias se encontram.Ouço um barulho atrás de mim,me viro para identificar o barulho e tenho uma surpresa ao ver uma figura estranha parada do outro lado da rua.Eu já não estava muito bem e minha visão estava piorando a cada segundo.Semicerrando meus olhos,eu tenho enxergar a figura.E levo um susto ao ver que a pessoa estava fantasiada de....palhaço.Talvez eu esteja equivocada, mas ele usava uma mascara macabra e olhava profundamente para....mim....
   Olhei para os lados e não se tinha uma alma viva nesse horário. Então sentindo um arrepio subir por meu corpo.Comecei a me afastar do ponto de ônibus lentamente,não querendo chamar a atenção da figura.Mas ele parecia observar cada movimento meu,pois começou a andar em minha direção, no mesmo ritmo que eu.
   O medo já estava tomando conta de mim,e com um impulso,me virei e comecei a correr a direção da boate.
    Corri até uma certa distância, meus pulmões pediam por ar,parei e olhei para trás, eu não via mais a pessoa,suspirei aliviada.
   Virei para frente e soltei um grito assustada, pois a figura fantasmagórica se encontrava agora em minha frente.
   Tentei correr,mais a pessoa puxou fortemente meu cabelo,fazendo me cair com um estrondo no chão. Atordoada tentei me levantar.Mas logo ele chutou minha barriga,soltei mais um grito agoniante de dor.Deitada no chão eu gemia baixo.
    Ouvi um riso abafado,então ousei olhar para o alto e me vi na frente de homem com uma mascara sorridente e maléfica, ele usava uma roupa colorida e quando olhei para suas mãos, meu corpo gelou.
   Em suas mãos se tinha uma faca.É agora que penso que minha vida irá passar como um filme em minha cabeça, é q hora em que temos alguns minutos a pensar antes da morte.
   Com medo e sentindo muita dor,deixo minhas lágrimas rolarem pelo meu rosto.
-por favor não me machuque- sussurro,minha voz um misto de desespero.O homem não diz nada,somente me observa.
   Tento mais uma vez levanta,mas ele me empurra com o pé para o chão novamente.
-por favor.... me deixe em paz...- peço entre lágrimas.
    O homem guarda sua faca no cós da calça e tira dos bolsos um pequeno frasco e um pano branco. Ele se agacha diante de mim.
   Tento chuta-lo,mas ele sobe em cima de mim,me prendendo no lugar. Começo a gritar por socorro e então levo um forte tapa no rosto.Esfrego minha mão em minha bochecha que se encontra ardente pela pancada e mais lágrimas explodem de meus olhos.Ele molha o pano com um líquido transparente,e em um movimento rápido o pressiona em meu nariz.
   Tento me desvencilhar,,mas o homem segura minhas mãos, fico me debatendo por vários segundos,tentando de alguma forma escapar.Mas sem sussesso sinto meus olhos pesarem e a escuridão me engolir....





      


Notas Finais


E então gostaram?o que me dizem?quero comentários,sejas eles criticas positivas ou negativas,eu preciso deles para dar continuidade em meu trabalho bjs.


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