História "Meu Querido Assassino." - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance Policial Mistério
Visualizações 2
Palavras 648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Visual Novel
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Capítulo 9


Tempo presente

-EDWARD!

Ele estava estendido no chão, a sangrar. Tinha a mão direita sobre a cintura. A esquerda estava estendida no chão com uma pistola sobre ela. Era como se ele tivesse entrado ali á procura de alguma coisa.

Agarrei no corpo dele e o deitei com cuidado em cima da cama. Eu estava em estado de choque. Passei a mão sobre os seus cabelos lisos e castanhos.

Ele abriu os olhos.

-Kelly?

-Edward… - disse não conseguindo conter as lágrimas -Precisas de um médico…precisamos de ir ao hospital.

-N-não…p-por f-favor…

-Por favor, Edward… Perdeste muito sangue…

-E-eu não p-posso ser p-preso.

Infelizmente, ele tinha razão. Se eu o levasse ao hospital iam ter de investigar e ele podia ser descoberto.

-Kelly? – chamava ele com a voz rouca.

-Sim?

-T-tira a b-bala… -ele fez sinal com os olhos para a mão que tapava a ferida.

Eu retirei a mão dele de cima da ferida. A bala não estava muito profunda mas ia precisar de uma pinça para a poder tirar.

- Mas como…- murmurei.

-O Kit de p-primeiros s-socorros…d-dentro do a-armário…

“O armário?” Olhei para o guarda-roupa, mas não devia ser. Percebi depois que ele devia ter entrado no quarto para tentar chegar ao Kit. Observei o rasto de sangue. “Claro! O armário da casa de banho!” Entrei na casa de banho e abri o armário. O kit estava lá. Abri o Kit e tirei uma pinça e uma compressa. Corri de novo para ao pé de Edward.

-Toma. Quando eu tirar a bala mete isto sobre o buraco para evitar que percas mais sangue. -disse-lhe dando-lhe um pouco da compressa.

Ele assentiu com a cabeça. Agarrei na pinça e tirei a bala com o maior cuidado possível. Ele fechava os olhos com força.

-Consegui! – após ter dito isto ele tapou a ferida como lhe disse – É preciso parar a hemorragia…

-P-Pólvora…o i-isqueiro.

“Pólvora? Não me digas que…” Se eu metesse um pouco de pólvora e queimasse a pele ia fazer com que a ferida começasse a fechar parando a hemorragia.

-Tens a certeza?

Ele olhou para mim com aqueles olhos escuros como se eu tivesse feito uma pergunta desnecessária.

 Agarrei no isqueiro que estava em cima da cómoda e tirei um pouco de pólvora de dentro de uma bala. Coloquei um pouco de pólvora e acendi com o isqueiro.

 Ele contorcia-se de dor. Reparei que tinha colocado o resto da compressa que trouxera na boca para não gritar. Naquele momento, senti a mão dele a tocar na minha.

O meu coração batia tão rápido que jurava que ele podia ouvi-lo.

__________________

 Eu estava agora a observa-lo enquanto dormia. Era uma sensação boa, sentir a mão dele segurando a minha sem intenções de a largar, fazia sentir-me especial. Olhei para a ferida que já estava quase a sarar por completo.

Deitei a cabeça sobre a borda da cama, enquanto observava fixamente a mão dele entrelaçada na minha. Senti os meus olhos cada vez mais pesados até que fez-se escuro.

Pouco depois, naquele escuro, pude ver uma Kelly mais nova a conversar com um Jack mais novo. O loiro segurava na mão dela, enquanto ela se aproximava do rosto dele. Eles se beijaram. Estavam numa festa. Ela estava bêbada. Foram para a cama. Ela não queria ter feito aquilo, ela nunca quis.

Comecei a ouvir uma voz, uma voz quente e acolhedora, acompanhada de uma luz intensa:

-Kelly! Kelly!

Abri os olhos levemente. Edward estava junto ao meu rosto.

-Estás bem? – perguntou-me com um ar preocupado.

-S-sim…- disse surpresa.

-Parecia que estavas a ter um pesadelo… Estás a suar.

Passei a mão pela testa, ele tinha razão estava mesmo a suar. Aquele pesadelo não passava de uma das minhas memórias mais dolorosas da minha adolescência. Aquela noite deve ter dado esperanças ao Jack. Eu estava bêbada. Nunca tive intenção de me envolver com o meu melhor amigo. Nunca.



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