História "Meu Querido Assassino." - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance Policial Mistério
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Palavras 2.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Visual Novel
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Por problemas de internet não pude publicar antes.
Espero que gostem <3

Capítulo 9 - Capítulo 8


“Eu preciso de fazer isto.” Eu estava a conduzir o meu carro. Era bom, fazia tempo que eu não o guiava. Quando “vivia” com o Ed era sempre ele que conduzia. Confesso que era bom, o facto de poder observá-lo enquanto ele conduzia. Ele usava sempre um anel no dedo mindinho, na mão direita, e umas pulseiras: uma com missangas brancas e outra de couro preto. Tinha também dois piercings na orelha esquerda, em forma de argola, e usava sempre uns brincos, de prata, também em forma de argola.

Ele vestia-se muito de preto, branco e vermelho. Tinha o cabelo médio e usava a franja até aos olhos. O seu cabelo era rapado por dentro deixando apenas o de fora, como se fosse uma espécie de tigela. Era pelo menos 2 anos mais velho do que eu, talvez por volta dos 26 anos. Era moreno, assim como eu, e tinha por volta de 1,75m, eu tinha 10cm a menos que ele. 

Confesso que estava ansiosa para o ver. Afinal já se tinham passado duas semanas desde que eu tinha saído daquela casa. Finalmente tinha chegado. Eu estava cada vez mais ansiosa.

Abri a porta do carro e saí em direção á entrada.

“Mas o que…?!?” Para minha surpresa a porta de entrada estava arrombada. Entrei em pânico. “Meu deus, Edward!” Eu não conseguia parar de pensar no que poderia ter acontecido. Entrei e estava tudo completamente igual como á duas semanas. Excepto o  armário da cozinha, que se encontrava aberto. Olhei lá para dentro e estava um cofre aberto lá dentro. “O que estaria aqui dentro?” O que poderia ter estado dentro daquele pequeno cofre?

Olhei para as escadas e decidi subir até ao andar de cima. Não sei dizer se aquilo foi a melhor ou a pior coisa que poderia ter feito. Assim que cheguei ao andar de cima, o medo começou a tomar conta de mim. Eu estava cada vez mais preocupada e assustada. O chão de madeira de carvalho encontrava-se cheio de sangue. Um enorme rasto de sangue levava ao quarto de Edward. “Oh não! Edward!”

Segui o rasto de sangue até ao quarto. A porta estava encostada e tinha a fechadura arrebentada. Tinha medo de quem era o corpo que ia ver, ali, estendido no chão. Toquei devagarinho na porta. Ela começou a mover-se devagar até se abrir completamente. Aquela foi a pior visão que tive em toda a minha carreira no FBI. Talvez por ser a pessoa que era.

__________________

2 semanas antes

Henry encontrava-se na sala de autópsias. Corri ao seu encontro.

-Henry! Henry! – disse ofegante.

- Kelly! Que fazes aqui?

- Ouve-me. Eu sei quem está por detrás dos assassinatos…

- Descobriste quem é o assassino? Afinal não estiveste de férias mesmo.

- Bem…digamos que sei quem os encomendou.

- Como assim?

- O assassino que matava aquelas pessoas não trabalhava sozinho…era algo muito maior do que nós pensávamos.

- Explica-te.

- O chefe dele está aqui a trabalhar no FBI…ou melhor está aqui infiltrado. Assim consegue desviar informações.

- E quem é?

- Sinto muito…

- Porquê?

- É o Jack, Henry… Infelizmente é o teu irmão… E tu és a próxima vitima.

Parece que aquilo surpreendeu mais o Henry que eu. Ele estava nervoso, surpreso e assustado, tudo ao mesmo tempo.

- *bzzz* Agente Brian, o suspeito encontra-se á entrada do edifício, por favor venha imediatamente para aqui. Escuto. – uma voz feminina vinha do meu auquidouqui.

- Entendido. Escuto.

Olhei para Henry e vi uma lágrima que escorria pelo seu rosto perplexo.

- Eu tenho…que ir…

Embora me custasse deixar o Henry ali sozinho, naquele momento, eu tinha que ir cumprir o meu dever como agente. Corri o mais que consegui, abandonando a sala de autópsias e dirigindo-me á entrada do edifício.

Estava lá a minha Chefe como também alguns agentes.

- Sabe o que tem de fazer, agente Brian.

Assenti com a cabeça. O meu coração estava a mil. Naquele momento não tinha tempo para pensar em mais nada, senão em acabar com aquilo tudo.

Jack abriu a grande porta de entrada e entrou no edifício. Ele estava ali mesmo á minha frente. Ele era alto, tinha por volta de 1,70m. Era loiro de olhos claros. Tinha o cabelo rapado de lado e usava sempre gel para segurar a franja atras.

 Eu o conheci no 1º ano do ensino médio. Ele tinha-se acabado de mudar para o meu antigo bairro, naquela altura. Ele era 3 anos mais velho que eu e já tinha terminado o ensino médio. Eu ia conversando com ele até que nos tornamos melhores amigos. Ele não estava na faculdade. Eu estava curiosa sobre o que ele queria fazer da vida e decidi perguntar-lhe. Lembro da resposta dele até hoje: “Quero ser o mesmo que tu quiseres.” Ele dissera-me isso com um sorriso de orelha a orelha. Assim que terminei o ensino médio fomos os dois fazer o curso e os testes para agentes. Acabamos por estudar juntos. Eu achava que sabia tudo sobre ele mas afinal estava enganada.

- Bem, que recepção nada amigável. – disse ele tentando entender a situação.

- Está detido pelo assassinato de Tom Riddle e as restantes vitimas. – disse eu sem lhe dar tempo de voltar a dizer o que quer que seja.

- Vá lá, a sério? Eu sou um agente do FBI.

- Um ótimo disfarce.

- Kelly, achas que eu seria capaz de matar quem quer que seja?

- Matar, não sei…mas mandar matar…

- O que estás a ensinuar?

- Foste traído Jack. Como dirias: Sei mais do que devia.

Após dizer isto, ele agarrou na arma para disparar, talvez como forma de distração para ter a oportunidade de fugir. Eu disparei contra a pistola dele fazendo com que este a deixasse cair no chão.

- Prendam-no! – ordenei.

- Vocês vão se arrepender. Eu juro. – disse tentando se libertar sem sucesso.

__________________

Estávamos agora na sala de interrogatórios. Eu tentava a todo o custo arrancar tudo o que precisava de Jack. Fazê-lo confessar não era fácil. Ele resistia. Passei dias e dias ali dentro daquela sala á espera que ele confessa-se todos os crimes que este tinha realizado e o porquê. Tinha agora passado uma semana.

- Anda lá. ‘Tou sinceramente farta de estar aqui sentada. Tenho o rabo dormente e tenho mais que fazer.

- Eu não vou confessar nada e sabes porquê?

- Porque não tenho nada a confessar e blá, blá, blá. Sabes o que tenho a dizer quanto a isso?

- Tretas e blá, blá, blá.

- Não!

- Então o que tens a dizer sobre eu NÃO ter nada a confessar?

- PORRA! – levantei-me e bati com as mãos em cima da mesa com toda a força que pude. – Qual foi a parte de que foste traído por um dos teus assassinos que não percebeste ainda, meu grandessíssimo idiota! Só te resta confessar! – apesar de não ter provas de nada acho que fui bastante convincente.

- Se aguentares mais uma semana aqui dentro, sem sair daqui, eu digo-te o que queres saber.

- Posso sair para ir buscar café?

- Sim mas só se trouxeres um cappuccino para mim.

- Combinado.

“Afinal não vai ser preciso obrigar o Edward a testemunhar. Assim ele não é preso.” Por algum motivo eu estava aliviada por apenas ter que beber café com ele durante mais uma semana. E assim foi.

- Pronto. Já se passou mais uma semana. Já podes confessar.

- Mas sem ninguém a ouvir – olhou para cima onde estavam os meus colegas.

Ele era esperto. Mas eu era mais.

Olhei para cima e assenti aos meus colegas para que saíssem.

- Muito bem.

- Acho que me apetece algo para beber, que tal…

- Sim, já sei, um cappuccino. Vou lá buscar.

Sai da sala e enquanto tirava o cappuccino abri a caneta que tinha no bolso e meti lá um microfone via Bluetooth. Fechei a caneta e tirei o meu telemóvel do bolso, liguei o Bluetooth e conectei ao microfone. De seguida liguei o gravador, meti o telemóvel no bolso, agarrei no cappuccino e entrei de novo na sala.

- Estás feliz?

- Sim. – disse ele de uma forma sarcástica.

Tirei o bloco de notas e a caneta e coloquei em cima da mesa.

- Sem anotações.

- Ok. Mas agora estou á espera.

- Bem, a verdade é que sou órfão. Eu e o meu irmão perdemos os nossos pais aos 7 e 10 anos de idade. – o irmão dele era 3 anos mais velho – E o pior foi que assistimos a isso.

- Como assim?

- O nosso pai era soldado. Morreu no exercito. Depois ficamos só eu, a minha mãe e o meu irmão. Infelizmente a nossa mãe tinha sido diagnosticada com câncer nos pulmões na altura em que o meu pai morreu. Quando ela foi diagnosticada já era tarde demais. Todos os dias eu via a minha mãe cada vez mais magra. Ela dizia sempre que ia ficar tudo bem…mas só piorou. Ela pediu ao meu irmão para tomar conta de mim, quando ela já cá não estivesse. Nós não tínhamos parentes próximos que pudessem ficar connosco, então fomos mandados para um orfanato. Sempre se interessavam em adotar o meu irmão mas ele recusava sempre para nunca se separar de mim. Quando o Henry fez 18 anos saiu do orfanato e prometeu-me que viria para me adotar e viver com ele. Eu acreditei feito parvo. Esse sacana. Passou 1 ano e nada. Passou-se mais 1 ano e nada. Apesar de só faltar 1 ano para fazer 18, eu ainda acreditava que ele viria… Mas não veio. Quando fiz 18 anos sai daquele inferno. Tentei procurar o meu irmão. Ele tinha entrado para a faculdade e estava a viver a vida dele. Eu fui ter com ele, pedi-lhe dinheiro, o suficiente para comprar pelo menos uma casa para começar a minha vida. Ele disse-me que  não, precisava dele p’ros estudos. Pedi-lhe que me deixasse viver com ele e ele também me disse não. Não faças essa cara, Kelly. O meu irmão não era este santinho que todos conhecem agora. Ele me abandonou. A partir daquele momento não tinha mais ninguém. Não tinha dinheiro para nada. O sacana tinha ficado com o dinheiro que estava numa conta para mim e para ele. Decidi voltar á casa antiga que era dos meus pais. Ela ficava no bairro onde tu moravas. Fui para lá viver. Já que o meu irmão tinha comprado um apartamento ao pé da faculdade. Gastei imenso só no táxi. A casa estava igual a como dantes.

- Mas então o que aquelas pessoas fizeram para as mandares assassinar?

- Eu não sei. Sabes, naquela altura eu andava á procura de emprego, ninguém me dava por ser um órfão sem estudar sequer. Precisava de dinheiro. Um homem veio bater á minha porta e disse que tinha um trabalho para mim. Eu tinha que matar uma pessoa…mas ele pagava-me bem, muito bem até. Eu estava sozinho e não tinha nada a perder. A partir daquele dia comecei a fazer esse tipo de trabalho. Ao fim de 3 anos era quase rico. Eu acabei por contratar pessoas para trabalhar comigo. E infiltrar-me no FBI foi uma das minhas melhores ideias. Assim tinha hipótese de acabar com a vida do Henry, tal como ele acabou com a minha. Mas tu Kelly…ver-te sorrir dava-me esperança que eu poderia ainda ser feliz…cada momento que passava contigo era cada vez mais importante até que percebi que afinal tinha algo que poderia perder, e esse algo eras tu. Já vi que aquele idiota me traiu. Eu até gostava dele. Pena que não vai durar muito.

Ele fez um sorriso malicioso. Eu não sabia como reagir. Tinha sido enganada por anos.

- Desculpa.

- Pelo quê?

- Pelo que vou fazer agora.

Levantei-me, sai da sala e desliguei o gravador. Aquelas eram as provas de que precisava. Entreguei a gravação e prenderam o Jack. Ele ia ser julgado no dia a seguir. Por alguma razão não sentia pena nenhuma dele. Talvez porque ele me enganara por anos.

“Finalmente acabou.” Achava eu.

Eu tinha que ir contar ao Edward. Talvez ele pudesse começar uma vida nova. Eu não hesitei agarrei no casaco, entrei no carro e dirigi-me a casa dele.



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