História Meu querido diário - Capítulo 37


Escrita por: ~

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Categorias Turma da Mônica Jovem
Tags Amor, Cebonica, Escolar, Meuqueridodiário, Tmj, Turmadamônicajovem
Exibições 188
Palavras 1.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Escolar, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oláááá meus amores, como vocês estão?!
Olha eu aquiii com mais um capítulo todo cheio de amor para vocês ♥ ♥ ♥
Muito obrigada pelos comentários, favoritos, pelo carinho ♥ ♥ ♥
Vocês são SENSACIONAIS ♥

Capítulo 37 - Letras cursivas


Fanfic / Fanfiction Meu querido diário - Capítulo 37 - Letras cursivas

- Hahaha – Ouvi meu celular apitar e agachei para tira-lo da bolsa – Eu até faria, mas o assédio vai ser grande, prefiro manter vocês no anoni...  – Parei de falar repentinamente, vi o nome do e-mail que estampava a tela do meu celular e com meu coração disparado desbloqueei.

Abri a mensagem intitulada PARABÉNS, e assim que li soltei um grito.

- O que foi? – Fabinho se levantou de um pulo, percebi todos me olhando assustados.

- EU PASSEI – Comemorei voando na direção dele que abriu os braços para me abraçar.

Com facilidade me levantou do chão e ouvi um a um os outros dois se envolverem no abraço, mesmo se eu fosse uma pessoa forte, não teria agüentado a emoção, desagüei em lágrimas de felicidade sob o olhar curioso de todos a volta, inclusive dele.

--

Queria que aquele momento tivesse durado horas, sentia uma felicidade imensurável, uma vontade de gritar pelos quatro cantos, ainda abraçada com eles abri os olhos marejados, em tempo de com um susto cruzar meu olhar com o do Cebola e só então perceber que ele estava ali. Em seguida reparei ele se levantando e saindo pela porta da cantina, deixando metade da sua comida e sua bolsa para trás.

Mesmo sabendo que aquilo me abalaria mais tarde, a felicidade da noticia naquela hora era muito maior e eu não estragaria aquele momento por causa disso.

Me soltei do enlaço enxugando as lágrimas restantes, e com as mãos tremulas tornei a ler o e-mail, que talvez fosse um dos mais felizes que já tinha recebido na minha vida.

Fabinho me olhava com uma mistura de alegria incontrolável e saudade precoce, e eu sabia que também sentiria falta deles, mas meu sonho de viver isso sempre foi grande, eu sentia que ia dar muito certo, que era um passo gigantesco em direção a minha carreira.

Queria avisar minha mãe, meu pai, meu irmão, minha avó, todo mundo ao mesmo tempo, mas as horas não me possibilitaram, tinha compromisso em menos de dez minutos, o que me fez juntar todas as coisas que estavam em cima da mesa e jogar para dentro da bolsa.

Tentei guardar minha euforia para depois, mandei uma mensagem de texto para a Magali perguntando do seu resultado e desliguei o som do celular.

Minha alegria era tanta que mal me atentei quando deixei meu diário para trás e segui para a reunião do jornal juntamente aos meus amigos.

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A reunião foi produtiva, quando eu estava mais calma, minha criatividade fluía muito melhor, todas as opiniões e idéias que dei sobre minhas colunas foram aceitas, inclusive uma nota em que eu me despediria da equipe e de todos os leitores.

- Mas você não vai fazer nem uma festinha de despedida? – Denise perguntou enquanto saiamos da reunião.

- Ah De, não sei, acho que vou chamar os mais próximos, podemos comer algo em algum lugar – Respondi tentando enfiar o bloco de anotações da reunião dentro da minha bolsa com muito custo pois ela estava cheia.

- Monica, eu hein! Você é adolescente sabia, prestes a completar 18 anos, é da área de comunicação social, bora agitar isso menina... Ta dormindo é?! – Ela me repreendeu assim que chegamos à saída do colégio.

- Eu sei De – Ri do jeito que ela falou – Vou pensar em algo legal ok? Alias, você pode me ajudar.

- Por favor, né darling – Ela concluiu se olhando no reflexo do próprio celular.

- E ai como estão? – Fabinho e Dudu se aproximaram.

- Opa! Estamos bem gatinhos, inclusive falando sobre o que fazer de despedida para a Mo – Denise tomou a frente, ela babava pelos meninos do futebol, eu ria disso, sempre achava engraçado.

- Ah... Verdade, tem que ser especial – Fabinho concordou sorrindo, jurava que podia ver tristeza no semblante dele.

- Viu – Denise cruzou os braços em direção a mim – Tem que ser muito legal.

- Por que você não comemora tudo junto? – Fabinho perguntou de repente.

- Pode crer – Dudu concordou de imediato – Seria ótimo.

- Como assim? – Perguntei tentando lembrar de quantas coisas eu tinha para comemorar.

- Ueh, comemora seu aniversário, sua despedida da cidade, sua aprovação na UOP e sua formatura – Ele concluiu enumerando nos dedos.

- Caraca, verdade! Posso unir tudo em uma festa só – Concordei animada, me apoiando no braço do Fabinho uma vez fora do colégio.

- Mandou bem, e pode ser logo após a formatura, sabe no mesmo dia, já que ela será no final de Dezembro e não faremos festa – Denise concordou empolgada.

- Gostei! Mas será que da tempo? Tenho menos de um mês pra arrumar tudo, como vou fazer? – Perguntei preocupada.

- Eu te ajudo – Denise concluiu – Deixa comigo, um presente pessoal para você nessa nova etapa da sua vida – Ela me abraçou e seguimos para casa.

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POV Cebola

Tinha milhões de relatórios finais para preencher naquele dia, mas a fome falava muito mais alto, quando meu estomago gritou pela terceira vez, o escutei e resolvi almoçar na cantina junto aos outros professores, já que teria que ficar pela escola até a tarde.

Não demorei muito para ver a Monica em uma das mesas do local com os amigos dela, aquele grupinho inseparável, mas ela não me viu.

Tentei então agir como se a presença dela não me incomodasse. E talvez não me incomodasse mesmo, a não ser por um grito que me chamou diretamente a atenção, reparei que ela se levantou e correu para os braços do Fabio, aquela cena fez embrulhar toda comida que eu tinha acabado de ingerir, logo após os outros dois a envolveram também, e imediatamente entendi que algo bom tinha acontecido, só não sabia o que. Levantei-me e sai do local para não presenciar e nem tomar alguma atitude na qual eu me arrependeria, fui até o banheiro, joguei uma água no rosto e voltei.

- Está tudo bem? – Camila me perguntou preocupada, assim que sentei novamente a mesa com o olhar fixado no outro lado do salão.

- Ah... Sim, eu só levei um susto por causa da gritaria – Respondi forçando um sorriso.

- Esses adolescentes, sempre tão animados, não é? –Ela comentou olhando para a mesma direção que eu.

- Pois é, são bem intensos – Comentei desviando o olhar. – Ainda bem que a diretora não está por aqui, demonstrações assim de afeto são proibidas no colégio.

- Ah... Mas vai me dizer que nunca foi assim? Quando eu estava no terceiro vivia me empolgando pela escola – Ela riu ao se lembrar.

- Sim... Fui rs, mas não fala assim, parece que envelhecemos uns 50 anos – Eu ri, tentando amenizar o fato de ser mais velho que a Monica.  – Nem faz tanto tempo que terminei a escola.

- Ah, não somos Ce, temos apenas 23, mas também não somos mais adolescentes, eles devem ter na faixa dos 17 – Ela concluiu ajeitando as coisas da mesa.

- É...  Realmente, são 5 anos de diferença... – Falei mais para mim do que pra ela.

- Bom, ainda tenho alguns minutinhos de almoço, vou ali ao mercadinho da rua, quer ir? – Me perguntou se levantando e levando consigo sua bandeja.

- Não, eu vou terminar de comer, hoje tenho que ficar até tarde aqui então vou caprichar no almoço, obrigado – Respondi tentando ficar um pouco mais para ver se escutava alguma coisa.

- Tudo bem então, até daqui a pouco – Ela concluiu piscando de lado e saindo do local.

Continuei a observar o mais disfarçadamente que pude, mas infelizmente não consegui entender o motivo da euforia.

Na verdade eu não sabia se esse era o real motivo de eu ter ficado por lá, no fundo, bem no intimo, acho que eu queria poder abraça-la daquela forma, mesmo que não houvesse comemoração alguma, simplesmente sem precisar de motivo, só para senti-la novamente em meus braços.

Assim que o refeitório se esvaziou e eles saíram conversando animadamente, me levantei um tanto quanto cabisbaixo, caminhei até a porta para deixar minha bandeja e foi ai que reparei num caderninho rosa jogado debaixo da mesa.

Agachei e o peguei curioso, abri e na hora identifiquei de quem era, em sua segunda capa lia-se caprichosamente escrito em letras cursivas inconfundíveis, “Meu querido diário – Monica Sousa”.


Notas Finais


Bom pessoal, espero que tenham gostado ♥ ♥ ♥
Se puderem deixem seus comentários, são super bem vindos, e lidos com muito carinho ♥
Beijãooo e até o próximo capítulo ♥


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