História Meu Querido Irmão - Capítulo 14


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Categorias Originais
Tags Louco, Misterios, Ruivos, Suspense
Exibições 15
Palavras 1.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Suspense
Avisos: Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - DIÁRIO DE GRETA


25/06/2009

Feliz aniversário para mim. Eba!

Dês do dia da morte de Allan eu me afastei de Giovani. Ele começou a me evitar, mas eu não iria cair mais nessa.

Ele só queria que eu desse mole, ou que voltasse a confiar nele para dar o bote. Ou simplesmente só estava esperando o aniversário para dar o seu "presente".

Ser desprezível.

Nesta manhã eu acordei com o pior dos mau humores. Estou a fazer 17 anos e isso não melhora em nada meu dia. A única coisa que martela minha cabeça é o presente que Giovani prometeu.

Eu não fui idiota. Tentei fugir de casa, mas numa noite em que estava para efetuar meu plano eu encontrei Gio do lado de fora. Ele brincava com uma faca na mão. Aquela faca. A faca que atingiu os braços de Allan.

Ele me ameaçou silenciosamente e eu não ousei tentar fugir novamente. Toda noite eu o via pela janela na rua com a mesma faca, encarando -me pela janela do quarto com seu sorriso assustador.

É impossível fugir do meu irmão.

O dia se seguiu calmo até a noite. Na hora da festa do dia do meu aniversário.

Minha mãe deixou um vestido que ia até os pés azul claro para que eu usasse. Tranquei a porta do quarto e entrei no banheiro trancando a porta também o que era um costume recém adquirido devido ao constante medo de Gio.

Me despi e liguei o chuveiro por um momento mas depois resolvi usar da banheira e a enchi. Ansiosa entrei dentro da mesma tentando animar meus ânimos e me lembrar que hoje era para ser um dia feliz.

Eu estava relaxando na banheira quando ouvi o trinco abrir e dar de cara com um silhueta pelo box. Eu já sabia quem era mas não queria acreditar. Continuei ali fingindo que não percebi sua presença torcendo que fosse embora, mas ele não foi e notei que se despiu. O calafrio de medo me tomou.

O box foi aberto lentamente e eu escolhi meu corpo abraçando os joelhos já imaginando o pior que certamente aconteceria. Giovani entrou confortável dentro na banheira já sem suas vestes.

Seus olhos felinos verdes pareciam atentos a todo ou qualquer movimento meu. Comecei a soluçar antes de que qualquer coisa acontecesse, meu choro se misturava com a água e vi que Giovani curvou as sobrancelhas.

Ele passou sua asquerosa mão pelo meu cabelo como se fosse um irmão preocupado, coisa que ele realmente não é.

Não perdi tempo, e nesse pequeno período de desatento dele eu me levantei dali desferindo um soco em deu rosto. Foi delicioso, sentir meus dedos serem esmagados contra o rosto dele, ver o sangue de seu nariz na minha mão. Uma vingança, mesmo que pequena.

Aproveitei seu descuido de atenção para o nariz e saí do banheiro o trancando com a chave. Pulei para dentro de um roupão e desci escada a baixo procurando meus pais.

Eu mostraria para eles quem Giovani realmente é, pelo menos pensava eu que faria isso.

Gritei pelos meus pais em meio aos preparos da festa sem se importar por estar trajada de apenas um roupão. Os contei a situação, que Giovani havia invadido meu banheiro sem roupa e que iria violentar -me.

Eles ficaram incrédulos. Falaram que eu estava a dizer asneiras e que meu irmão jamais faria algo assim. Tive que implorar chorando para que eles fossem ver no meu quarto a situação.

Eles entraram lá dentro do quarto e não havia ninguém a não ser as batidas na porta do banheiro descompassadas de Giovani, porém ele começou a falar.

"Greta, amor, eu sei que você ficou brava por eu não ter aceito fazer isso com você, mas você tem que entender: Somos irmãos"

Ele disse como se essa fosse a maior verdade do mundo, como se eu que tivesse pedido para ele algo assim.

Meus pais me encararam interruptamente com um olhar condenador e então eu percebi que eles haviam caido em mais um plano de Giovani.

E lá se foi o drama. Lágrimas, tapas, gritos e o pior aniversário da minha vida acontecendo.

Para resumir o que durou a noite toda - e a festa toda - meus pais fizeram um escândalo. Assim que tiraram Giovani do banheiro - ainda nu - fizeram a pegunta de ouro: "Vocês já tiveram qualquer tipo de relação sexual"?

Para essa pergunta, não havia resposta. Por que era verdade, nós tivemos sim, e duas vezes. Eu tentei argumentar, explicar para eles que foram estupros, mas Giovani sempre contradizia e de formas inteligentes conseguiu fazer com que parecesse que nós dois queríamos aquilo.

Meus pais ficaram pasmos, começaram a chorar, gritar e por aí vai. E como conclusão eu ganhei o melhor presente do mundo: Se mudar, e ficar bem afastada do Giovani.

Meus pais queriam que eu ficasse longe dele para que não ficassemos mais juntos, e então eu desisti de os convencer que foram estupros e deixei que escolhessem um colégio interno para eu ficar.

Não poderia estar mais feliz, afinal, irei me livrar de Giovani. E hoje, dia 25, o meu primeiro dia com 17 anos, estou no táxi que me levará para o lugar onde ficarei por dois anos. Dois anos inteirinhos e duradouros longe de Giovani J. Lightman. Longe daquele estuprador desgraçado.

Porém, antes de entrar no táxi, Giovani correu até mim, alegando aos meus pais dar as últimas palavras, e o que eu ouvi está me aterrorizando até agora.

A cochichou em meu ouvido: "Nem o tempo e a distância vão me separar de você. Eu irei voltar para te dar o seu presente de aniversário, Greta, e tenha certeza que será pior se não fizer o que eu mandar agora..."

Ele ainda estava falando, mas eu o interrompi bruscamente e o empurrei.

"Você nunca mais irá me tocar, irmãozinho, grave essa palavra: N.u.n.c.a" — Gritei entre dentes mas, ao contrário do que eu esperava, ele sorriu. Aquele sorriso sádico e assustador estampado em seu rosto.

"Eu não teria tanta certeza" — Ele disse e se virou, me deixando aqui. Angustiada, e sofrendo.

Ele tirou de mim tudo o que eu tenho: Cate, minha compaixão, minha irmandade, meus pais e sua compreensão, e minha inocência.

Pelo menos, me resta o alívio que sinto por estar longe desse monstro... Pelo menos, eu acho que sobra isso...


Notas Finais


Hie! :3
Amorzinhos do gp do Miraculos, esse cap é uma homenagem pra vcs! <333


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