História Meu Querido Professor - Capítulo 44


Escrita por: ~

Postado
Categorias Katherine McNamara, One Direction
Tags Colegial, Comedia, Drama, Escolar, Festa, Romance, Romantico, Violencia
Exibições 205
Palavras 4.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie meus amores lindos...........
Aqui está mais um capítulo!!!!!
Espero que gostem.
Amo vocês.

Capítulo 44 - Capítulo 44


Fanfic / Fanfiction Meu Querido Professor - Capítulo 44 - Capítulo 44

 

"Dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários."
             — C. S. Lewis.

POV. Autora

Cinco anos depois...

 

Era como se até o ar estivesse diferente naquele ambiente. Como se todos os átomos de oxigênio estivessem perfeitamente alinhados fazendo com que o fato de respirar fosse a coisa mais fácil do mundo e que o corpo humano não precisava trabalhar tão duro pra isso.
Anna Isabella respirou fundo e sorriu quando ouviu a salva de palmas se arrastar por todo o enorme salão, ela fechou os seus olhos brevemente querendo eternizar aquele momento em seu coração, junto de todos aqueles outros momentos que ela tinha guardado na parte mais bonita de si. 
Quando as palmas começaram a sessar e ela se permitiu abrir os olhos, imediatamente procurou seu amado olhar verde, afinal eram aqueles olhos vibrantes que estavam fazendo com que ela mante-se a calma e não desmaiasse naquele palco. Seu discurso estava se saindo melhor do que esperava, já haviam a interrompido com uma salva de palmas três vezes.
— Esse é o momento onde deixamos de ser armadores atrás da cortina e nos tornamos as estrelas do show. Essa noite será sempre guardada em nossos corações como uma das maiores transições de nossas vidas, hoje, estamos deixando as cadeiras das salas de aula para assumirmos posições privilegiadas na administração da justiça em nosso país.  Não importa se você vai atuar na Advocacia ou na Carreira Jurídica, o que  importa é que hoje nós estamos nos comprometendo com o fato de defender cada cidadão e garantir que ele tenha seus direitos e deveres. Hoje, estamos deixando pessoas pra trás, outras levaremos conosco, estamos deixando grupos de estudos, reuniões de república, posh-it com anotações, bom no meu caso ainda vou precisar porque é capaz de eu esquecer meu próprio nome — Algumas pessoas riram e Anna sorriu — Também deixaremos grandes mestres pra trás, mas, é claro que tudo o que eles disseram nesses cinco anos ficará pra sempre na nossa memória, como a famosa frase do Sr. Turner que tem uma intimidade muito grande com Aristóteles  e o chama de tótinho, e então vive dizendo " Pensem no tótinho pessoal, se vocês afirmarem só vão estar sendo ignorantes, reflitam e pensem antes de falar" — Os alunos que tinham aula com ele não puderam deixar de rir quando Anna o imitou certinho e até o professor ranzinza deu risada. Os alunos só o chamavam de mestre, mas para zombar do que por qualquer outra coisa, mas ele era um mestre, um grande sábio. 
Anna se virou pra ele — Obrigada por ser nosso padrinho mestre — Ela agradeceu e então novamente a sala explodiu em aplausos e em gritos para o professor — Eu prometi pra mais de trinta pessoas que conhecem minha fama de matraca que eu não ficaria até as duas da manhã falando, então eu gostaria de encerrar meu discurso com uma citação de Mahatma Gandhi " O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente". Então eu desejo a todos nós muita sabedoria pra atuar nessa profissão, que saibamos fazer diferença de modo que todos a sintam, ou quase todos, que saibamos nos comprometer com o nosso dever e que jamais a corrupção cegue nossos olhos. E que acima de tudo o amor pelo Direito e pelo ser humano nos guie para fazer o bem. Obrigada — Anna abaixou levemente a cabeça num ato de agradecimento enquanto todo mundo se levantava pra agradece-la pelo discurso até que inspirador.
Ela voltou para o seu lugar pra que a colação continuasse. 
Anna ainda se lembrava nitidamente do dia que tinha decidido fazer direito. Foi no julgamento do pai, quando ela olhou pra Juíza, mais poderosa do que qualquer mulher que ela havia conhecido, tomando parte de tudo e colocado ordem, ela passou o julgamento inteiro se imaginando naquela mulher, mas a certeza veio quando ela bateu o martelo e declarou Mark culpado. Era isso que ela queria fazer, lutar contra pessoas igual Mark e garantir que a justiça fosse feita, tanto que a noite quando Anna tinha acabado de colocar Darcy no berço  e ela e Harry pararam pra conversar e ele perguntou como ela estava se sentindo e o que ela queria fazer, a única resposta foi " Faculdade de Direito". É claro que naquele momento isso quase soou absurdo afinal Darcy ainda nem completará seis meses, e a vida de Harry estava mais corrida do que nunca porque ele estava prestes a começar o doutorado. Depois de muitas conversas e noites em claras ficou decidido que Anna faria a faculdade, de qualquer forma ela faria, Harry jamais deixaria ela abrir mão disso, é claro que eles brigaram inúmeras vezes porque ela queria trabalhar também pra poder ter mais dinheiro e com isso Harry quase surtava alegando que a faculdade dela dava muito bem pra ser paga com o que a mãe dela tinha deixado pra mesma e dinheiro para o resto ele tinha.
Assim que tudo terminou e todos podiam seguir pra festa, Anna parabenizou os colegas de classe e  foi direto pra onde as pessoas mais especiais de sua vida estavam. Ela não seguiria para a festa, não estava afim, não queria comemorar enchendo a cara e dançando até o sol raiar, ela só queria jantar com a sua família, isso incluindo os amigos que pareciam mais irmãos do que qualquer outra coisa. 
Assim que Anna avistou Harry e todo mundo levantando ela apreçou os passos e foi recebida pelo abraço apertado de Harry que a levantou do chão.
— Parabéns — Ele disse em seu ouvido e ela sorriu, ele a deixou no chão e Anna deixou um breve beijo nos lábios dele.
— Mamãe — Darcy se remexeu no colo de Louis esticando os braços pra mãe. Anna caminhou até Louis e pegou Darcy.
— Parabéns advogada — Louis parabenizou.
— Obrigada — Anna sorriu. Ela foi parabenizada por todos presentes. Dani, Liam e Cheryl, Zayn e Gigi, Gus que estava com os olhos vermelhos porque tinha chorado  e Gemma, Ian e Mary que ele estava namorando a três meses e Shelley e Niall que finalmente tinham assumido um relacionamento, Evan e Rebecca também estavam ali porque Anna fez questão que eles estivessem, e quando Eliza tentou dizer não porque eles fariam bagunça só faltou as duas crianças quase desidratarem de tantas lágrimas.
— Bel, o Ian chorou — Evan zombou o homem que beliscou o menininho de leve que começou a rir. 
— Ele é um chorão — Anna mostrou a língua para o irmão.
Todos combinaram de ir de apé mesmo ao restaurante porque era no fim da quadra de onde estavam, não valia nada a pena pegar cada um seu carro.
— Dê a mão para a Becca, Evan — Anna instruiu o  garotinho que fez o que ela pediu. Ela tentou fazer Darcy ir no chão, mas a menininha grudou em seu pescoço. Harry estava com a mão entrelaçada a de Anna e Evan segurava na mão dele.
— Eu vou morar com o Boo, não é Boo? — Darcy perguntou se mexendo no colo da mãe e olhou para o padrinho.
— Vai sim estrelinha — Louis sorriu pra ela.
— Que história é essa mocinha? — Anna perguntou.
— É porque eu não sou mais amiga do papai — Ela disse formando um bico adorável nos lábios e todo mundo riu.
— Porque você não é mais amiga do papai meu amor? — Anna tornou a perguntar achando graça na filha.
— Ele não deixou eu subir lá onde você tava — Darcy cruzou os braços.
— É assim amorzinho? Então o papai vai embora já que você não é mais minha amiga — Harry disse e os olhos de Darcy se arregalaram.
— Não! Eu não vou com o Boo papai, eu vou ficar com você — Ela disse. Harry se inclinou deixando um beijo na ponta do nariz dela que sorriu. Eles caminharam até o restaurante enquanto conversavam entre si.  Quando chegaram, um garçom os levaram até uma mesa. 
— Oi — Darcy acenou pra um grupo de rapazes que estava na mesa ao lado, era uma mania até que graciosa e bem perigosa, Darcy amava dar "oi" para as pessoas, quando Harry e ela estavam no parque e Harry apenas se descuidou pra responder uma mensagem no celular, quando viu, Darcy estava conversando com um estranho, quando ele brigou com a filha dizendo que isso era perigoso, Darcy simplesmente disse "Eu estava sendo gentil papai". Os rapazes da mesa acharam uma graça a menininha sorridente acenando pra eles.
— Oi — Eles disseram acenando pra ela que riu.
— Essa vai dar trabalho Hazza, você que não se cuide, quando menos esperar tem moleque batendo na sua porta — Liam zombou.
— Não brinca com isso! —Harry disse apavorado.

*****

— Eu não acho que eles vão ganhar — Gus se manifestou.
— É claro que vão — Louis protestou. E o assunto do momento era futebol, mas as mulheres estavam mais interessadas em falar sobre a nova tendência de moda. 
— Bel! — Evan chegou até a mesa arrastando Darcy pelos bracinhos enquanto a mesma chorava.
— O que aconteceu? — Harry e Anna perguntaram aos mesmo tempo, quase como se tivesse sido combinado. Os amigos deles achavam isso hilário e genial. Ninguém podia negar, eles eram bons pais... Quem imaginaria que tudo na vida daquelas duas pessoas mais conhecidas como instáveis e loucas giraria em torno de um ser pequenininho? Darcy caminhou até Anna que logo a pegou para se sentar em seu colo.
— Ela tropeçou e caiu — Rebecca disse preocupada — Ela tá bem Bel? —Perguntou. Os três não tinham ficado na mesa por muito tempo, foram direto para a área infantil onde tinha brinquedos. Anna afagou as costas da filha que soluçava sem parar.
— Ei amorzinho... Alguma coisa está doendo? — Harry perguntou olhando pra Darcy. Ela balançou a cabeça negando.
— Ela já está morrendo de sono — Anna disse afastando um pouquinho o corpo de Darcy pra poder amarrar seu cabelo em um rabo de cavalo por causa do calor — Fica manhosa, já passa — Disse por fim amarrando o cabelo dela.
— A gente pode voltar a brincar Bel? — Evan perguntou. Anna assentiu — A Darcy não vai? — Acrescentou.
— Ela está cansada... Vão brincar mais um pouco porque logo vamos embora — Harry disse. Evan e Rebecca saíram pra voltar pra onde estavam. Todos voltaram a conversar enquanto Darcy estava enroscada no pescoço de Anna. 
Eles passaram por todos os assuntos possíveis, e deram risadas de coisas muito idiotas. 
Apenas quando eles eram um das últimas pessoas no restaurante que resolveram ir embora. 
Anna e Harry se despediram de todos. Darcy estava no sétimo sono no colo de Harry. 
— Mas Bel... — Becca começou a reclamar enquanto entrava no carro. Harry arrumou Darcy na cadeirinha que nem sequer se mexeu.
— Dessa vez não dá Becca, amanhã vocês vão pra casa do seu avô — Anna disse e fechou a porta do carro assim que Evan entrou. Anna entrou no carro também.
— Mas eu não quero ir na vovó, posso ficar com você? — Becca cruzou os braços e Harry riu fechando a porta e indo para o banco da frente.
— Sua mãe não deixou Becca, ela quer que você e o Evan estejam no aniversário do seu avô — Anna proferiu calmamente e Harry deu partida descansando uma de suas mãos na coxa de Anna — Quando vocês voltarem vocês passam um final de semana lá em casa — Acrescentou.
— Fazer o que né — Evan deu de ombros. 
Eles estavam chateados porque queriam dormir a casa da irmã, mas Eliza não tinha deixado pois eles iam viajar cedo no dia seguinte. Harry dirigiu até a casa de Eliza que agora já não morava com a mãe. Anna só desceu do carro pra acompanhar os dois até a porta que entraram direto sem nem cumprimentar a mãe porque estavam emburrados. Anna voltou pro carro e entrou no mesmo.
— Eu quero muito dormir — Anna comentou fechando os olhos por um momento enquanto Harry voltava a dirigir.
— Está feliz? — Harry perguntou. 
— Muito — Sorriu ainda de olhos fechados.
Ela estava lutando contra o sono, só queria chegar em casa e ir direto pra cama. Foi forçada a abrir os olhos, estava demorando demais, não eram mais de vinte minutos da casa de Eliza até a deles, mas já tinham se passado vinte minutos faz tempo. Anna se arrumou no banco do passageiro e olhou pela janela não reconhecendo o caminho.
— Amor... Porque está fazendo um caminho diferente? — Anna perguntou confusa. Harry sorriu. Ele estava planejando essa surpresa  há meses e estava quase morrendo de ansiedade.
— É o caminho de casa anjo — Ele deu de ombros dando seta pra fazer a curva. Faltava apenas uma quadra.
— Mas... Eu tenho certeza que moramos em outro bairro — Anna se virou um pouco no banco pra poder ver Harry.
— Depois fica me incomodando dizendo que eu estou ficando velho, não sou eu que estou com problema de memória — Harry negou.
— Ha-Ha que engraçado — Anna soltou ironicamente e Harry não conseguiu conter a risada. Ele se arrumou no banco ansioso  e girou o volante pra poder entrar na garagem da casa. Pegou um controle dentro do porta copos e o acionou para o portão automático abrir.  Ela perdeu todo o sono.
— Amor... — Anna começou, ela estava boquiaberta —... Por favor me diz que você não assaltou um banco ou matou um velho rico — Ela disse se inclinando pra ver direito a casa, mas não deu deu tempo porque Harry acelerou assim que o portão abriu completamente. Ele estava com um sorriso enorme no rosto.
 — Harry! — Anna exclamou — Porque estamos aqui? — Perguntou e Harry acionou o controle para o  portão se fechar, a luz da garagem tinha acendido automaticamente por causa do carro.
— Porque é nossa casa — Harry deu de ombros destravando as portas do carro.
— Harry, não brinca comigo, vamos pra casa — Anna disse respirando fundo. Ele deu risada, sabia que ela agiria assim, saiu do carro — Amor, pelo amor de Deus! Você tá falando sério? — Anna saiu do carro também — Você é louco? Quanto que custou essa casa? Certamente você pirou — Ela declarou.
— Só relaxa okay? — Ele olhou pra Anna, com aquele jeito calmo... Ele sabia o que estava fazendo e Anna sabia disso, ele nunca faria uma burrada, não é? Harry abriu a porta de trás e tirou Darcy da cadeirinha a pegando no colo e em seguida fechando a porta. Ele saiu na frente caminhando até os degraus que levavam pra porta, não falou nada, apenas abriu a porta e entrou. Anna demorou pra sair do lugar, ela ainda estava tentando acreditar na situação... Ele tinha mesmo comprado uma casa? E uma casa daquelas? Quando ela finalmente voltou pra realidade fez o mesmo caminho que Harry e assim que entrou pela porta por um comodo médio, completamente vazio, porém bem iluminado. Seguiu até outro comodo que pensou ser  cozinha, mas pra ela numa casa vazia tudo era igual, outro comodo grade, e mais um, e dois banheiros. O que Harry tinha na cabeça?  Só de imaginar que se fosse mesmo sério essa casa e eles teriam que arruma-la, já dava cansaço.
— Enorme não é? — Anna ouviu Harry perguntar assim que entrou num comodo amplo e ele descia as escadas. Ele estava tão animado.
— É... Até demais não? Você comprou a casa mesmo? — Anna perguntou. Harry terminou de descer as escadas e caminhou até ela.
— Comprei — Ele disse.
— Onde está Darcy? — Anna perguntou.
— No quarto dela... Tudo bem que só tem uma cama, mas é só pintar de rosa  e encher de boneca que ela não vai sentir falta do quarto da outra casa. E pensa só... Vai ser divertido decorar a casa, pode decorar ela do jeito que você quiser — Harry disse. Anna riu, sabia o que ele estava fazendo, tentando convencê-la que comprar a casa não foi uma idéia ruim.
— Amor... — Ela começou. 
— Vão lançar o celular no mercado — Harry a cortou. 
— Sério? Tipo sério mesmo? Quando ficou decidido isso? Porque não me contou? —Anna o encheu de perguntas, mesmo que pra ela esse projeto não passasse de um monte de números e outras coisas que ela não entendia, sabia que pra Harry era importante, afinal ele era um verdadeiro gênio. Quer dizer, agora ele era um Doutor em Física... Ele dava aulas ainda porque se divertia dando aulas, e achava que tinha esse dever, o dever de questionar os alunos, o dever de inquietá-los... Mas isso agora tinha se tornado apenas um Hobby, dava aula pra apenas duas turmas, seu verdadeiro trabalho, no qual ele se estressava e quase, bem quase pirava era na  Gold Technology, que tinham quase que implorado pra que ele trabalhasse lá. Anna nem sequer conseguia entender como ele tinha conseguido criar um celular do nada, mas ele tinha. E sem dúvidas era o celular, quando Harry fez uma daquelas suas contas pra ver quanto ele ganharia se o celular fizesse sucesso, Anna quase caiu da cadeira.
— No começo da semana. Não quis te contar porque você estava quase tendo um ataque do coração por causa da formatura, e eu não ia contar hoje porque hoje é o seu dia, mas se eu não te contasse eu ia ter que ouvir um sermão inteiro de que eu era um louco por gastar tanto — Harry proferiu. Anna passou seus braços ao redor do pescoço de Harry e agradeceu por estar de salto alto e não ter que ficar na ponta do pé.
— Você não pode ter dinheiro amor — Anna sorriu.
— Eu sou um consumidor muito consciente — Ele retrucou.
— Ah! Claro... Eu também achava isso, até o dia que você chegou em casa com um carro de brinquedo todo rosa e todo automático... — Anna falou.
— Ei! Darcy adorou! Era um carrinho lindo — Harry se justificou.
— Eu também acharia ele lindo se ele não tivesse quase quatro zeros no preço, e Darcy só adorou o brinquedo depois de muito tempo, já que você deu isso de presente quando ela nem conseguia falar "papai" — Anna retrucou.
— Tudo bem, dessa vez você ganhou — Ele sorriu e acariciou o rosto de Anna, se inclinou um pouquinho e deixou um breve beijo nos lábios dela, ele não estava nem ansioso pela casa, mas pela outra coisa, ele poderia jurar que essa seria umas das coisas mais difícil que ele faria na vida, ele era ótimo nas contas, mas na hora de falar sobre seus sentimentos? Ele era um completo desastre, ainda bem que Anna consegue lidar com isso e não fica no pé dele o cobrando palavras que pra ele não são necessárias ficar falando toda hora. Harry amava Anna e Darcy, isso estava estampado em seus olhos e em tudo que ele fazia por elas, e era nisso que ele se focava, ele é desse jeito, ele não gosta de ficar falando "eu te amo", acha que é melhor mostrar que ama, e ele mostra, sempre mostra, o amor dele sempre está lá, em toda atitude que ele toma, em cada preocupação que ele sente, está no carinho, está nos dias onde tudo que ele queria era descansar mas ao invés disso passava horas brincando com a filha e já se submeteu até a usar uma coroa de princesa assim que a pequena fez um bico enorme nos olhos e ameaçou chorar, e não era só Darcy que tinha esse poder sobre ele, Anna também, quando eles brigavam e Anna começava a chorar tudo o que ele fazia era se aproximar, abraçá-la e pedir desculpas — Anjo eu...  — Ele estava pronto pra começar, mas travou, respirou fundo e tentou de novo — Eu... Anjo eu... — E não deu certo.
— O que você aprontou? — Anna perguntou divertida.
— Calma...— Harry respirou fundo.
— Harry amor, você está me deixando preocupada — Ela disse.
— Nossa, isso parece bem mais fácil em filmes, e também parecia bem mais fácil enquanto eu planejava o que eu ia falar, só que não é fácil não. Anjo eu sei que eu não sou nem um pouco bom com as palavras e que não sou o tipo de homem que fica toda hora no seu ouvido dizendo o tanto que te ama, mas é que eu acho que essas três palavras perdem toda a essência quando ditas tantas vezes. E é por isso que eu as guardo pra momentos como esse... Porque... Anjo, você chegou na minha vida como se já fosse dona dela, você simplesmente entrou, e entrou morrendo de medo de sair machucada, mas, mesmo assim você entrou. Você em pouco tempo era uma das partes mais bonitas da minha vida... E depois eu me vi completamente apaixonado por você e pronto pra fazer de tudo por você — Ele parou um pouco  e Anna já se encontrava com os olhos cheios de lágrimas, afinal ele nunca dizia coisas assim, porém quando dizia, ela quase se desmanchava de tantas lágrimas — É quase que impossível dizer que hoje eu viveria sem você, porque eu não viveria. Você é meu lar anjo, você é o meu fogo, você me deu o melhor presente do mundo que é a Darcy, você é meu primeiro pensamento e o meu último do dia. Eu nem preciso ouvir o que você vai dizer porque eu já entendo o seu olhar, que devo constar que é um dos meus olhares preferidos... Eu nunca planejei me apaixonar pela minha aluna e passar tudo o que eu passei com ela, mas quer saber? As melhores coisas são as coisas que saem fora do roteiro, são as coisas que te assustam e liberam adrenalina pelo seu corpo, são as coisas que te fazem vibrar e saber o que é estar vivo. Você é o que me faz sentir mais vivo. Eu passei meses tentando achar um jeito de não pirar nessa hora e eu estou falando tanto porque eu sou horrível em lidar com isso. Mas, Anna Isabella Müller, eu sei que na vida nós sempre somos surpreendidos e que ela vive mudando, mas existem algumas coisas que nunca vão mudar, e uma delas é o meu amor por você, de uma coisa você pode ter certeza. Você é dona de quase todo o meu coração e sempre vai tê-lo em suas mãos, até mesmo em tempos difíceis ele vai ser seu. Eu sempre vou querer tomar chá com você quando você precisar desabafar e vou estar lá do seu lado na queda e quando se reerguer, eu nunca vou trocar almoços de domingo por outra coisa. Sempre vou colocar o futebol no mudo de você precisar falar comigo e até lavo a louça quando você fazer o jantar. Eu sempre vou fazer de tudo por você para você — Anna já estava chorando tanto que seu rosto já estava vermelho, e não era um choro triste, nem passava perto de tristeza e ela chorou mais ainda quando Harry tirou de dentro do bolso do paletó uma caixinha de veludo e se ajoelhou na sua frente — Sempre vou ser um desastre completo em pedidos como esse. Mas Anna Isabella Müller eu sou um desastre ainda maior em ficar um centímetro longe de você. E um sou ciumento desastrado e por isso tenho que tirar o Müller do seu nome e colocar o Styles, porque você é minha e eu te amo, você me daria a honra de aceitar se casar comigo? — Tudo o que Anna fez foi quase que se jogar no colo dele o fazendo se sentar no chão.
— A honra seria minha me casar com você — Ela disse com a voz embargada — Mas você não pode falar coisas tão bonitas porque se não um dia eu ainda tenho um ataque do coração. E eu que sou um completo desastre em ficar longe de você. E mesmo que tudo tenha sido tão difícil eu sou completamente grata por tudo o que passamos, você é meu primeiro e único amor Harry Styles. Você é o meu querido professor... Eu sou inteiramente sua.... — Ele não deixou ela terminar de falar porque precisou beija-la, realmente precisou, como se fosse uma necessidade. Eles de beijaram de forma tão amorosa, naquele beijo tinha tanto amor e tanta verdade que Anna se lembrou que precisava contar a Harry o que descobriu de manhã, ela quebrou o beijo — Só tem um pequeno problema, ou nós nos casamos em breve ou só daqui nove meses porque me recuso a me casar com uma barriga enorme — Ela disse e mordeu o lábio por causa do nervosismo. 
— Você... Você.... Está mesmo? Você está gravida de novo? — Harry perguntou afobado.
— É... Eu fiz um teste de farmácia pela manhã, preciso ir na Dra. Wilson mas... É eu estou grávida — Ela respondeu calmamente. Isso não era nem um pouco planejado, mas Harry estava certo sobre as coisas não planejadas. E bom, eles eram ótimos pais. 
O amor podia ser sentido no ar. E os dois nunca foram tão gratos por tudo. 
Eles tinham ganhado a luta pelo amor. As batalhas internas agora eram divididas e por isso se tornaram mais fácil de serem derrotadas. 
Dois universos que se tornaram apenas um. 
Eles sem dúvidas aprenderam a morrer de amor e ainda assim continuam vivendo dele.
Ele aguentou a bagunça dela e o fogo dela não o machucou. 
Eles não são cinzas no chão, eles são luzes brilhando um para o outro e pele outro.
E...

 

FIM

Tudo bem, esse é só o começo. A história não começa aqui e muito menos termina.

Um amor desse nunca tem fim, apenas começos.

 

 

 

 

 

 

 

(LEIAM AS NOTAS FINAIS)


Notas Finais


SURPRESAAAAA!!!!!!!!!!!!! FOI O ÚLTIMO CAPÍTULO, OU NÃO PORQUE COMO EU DISSE "UM AMOR DESSE NUNCA TEM FIM, APENAS COMEÇOS"
EU AINDA NÃO SEI O QUE VOU FAZER COM A HISTÓRIA, MAS ESTOU TENDO UMAS IDÉIAS MIRABOLANTES AQUI. EU QUERIA MUITO FAZER UMA SEGUNDA TEMPORADA, AQUI MESMO, CONTINUANDO A HISTÓRIA E NESSA CONTINUAÇÃO TERIAM MOMENTOS QUE ACONTECERAM NESSES CINCO ANOS É CLARO, PORQUE FOI MUITO TEMPO CERTO? CERTO.
MAS AINDA NÃO SEI.
PENSEI EM APENAS FAZER CAPÍTULOS BÔNUS, COM MOMENTOS DESSES CINCO ANOS E MOMENTOS DESSE CAPÍTULO PARA FRENTE.
O QUE VOCÊS ACHAM?
DE QUALQUER FORMA EU GOSTARIA MUITO DE AGRADECER A TODOS VOCÊS, QUE ESTÃO NUMA PARTE MUITO BONITA DE MIM. MUITO OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS E PELOS FAVORITOS E EU AMO MUITO VOCÊS <3
(VIRAM QUE LINDA A DARCY NA CAPA DO CAPÍTULO? MARAVILHOSA!!!)


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