História Meu riso é tão feliz contigo - Capítulo 54


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Taegi
Exibições 118
Palavras 1.119
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 54 - Um dia nublado


Jungkook P.O.V *

O tic tac do relógio me incomoda mais que o normal, a ansiedade me corroí, o coração acelerado, lanço um olhar furtivo para Jimin que aparenta uma estranha calmaria. Olho agora para Yoko que está no colo da Hana e as duas também estão calmas. Não sei como eles mantém tanto a calma. Hana depois de ter ouvido Yoko dizer com tanta certeza de que Yudi havia acordado não deixou sequer uma lágrima cair desde então.

Começo a acompanhar o tic tac do relógio, olho novamente para o Jimin e ele me encara dando um sorriso de canto, e ambos olhamos agora para o médico que vem em nossa direção. E assim fecho os olhos, os apertando com força, pedindo a Deus que venha uma notícia boa.

Olho para Jimin mais uma vez. Ele esta focado nos passos lentos que o médico da até nós.

A voz alta do médico me assusta e me desperta dos pensamentos. Uso todo meu autocontrole para não surtar com todo esse mistério, quero logo saber se Yudi está bem e se acordou, o médico olha para cada um de nós, analisando o rosto de cada um.

Mordo o lábio pouco nervoso.

— Como Yudi está? – eu falo encarando o médico, ignorando seus mistérios.

Autora P.O.V *

~//~

Uma semana depois, Yudi recebe alta e vai pra casa. Ele está novo em folha e devidamente bem, completamente saudável e com o seu jeitinho meigo de sempre. Um mês se passa, as coisas estão indo super bem para todos.

Ah, não podemos esquecer do casamento de Jimin com Jungkook que esta marcado para dali três meses.

Hoje o dia esta estranho demais para um mês de Outubro. Certo que o normal são manhãs quentes e noites mais frias, mas essa terça esta particularmente cinza. Um dia nublado. Jungkook acorda com mal estar e acha que alguma coisa de ruim está para acontecer, ele odeia sentir essas coisas. Jimin sai pra trabalhar atrasado, alegando dor de cabeça e também uma sensação ruim. Naquela mesma terça, Jimin recebe uma ligação.

Naquele dia cinza, sua mãe havia falecido.

Segundo o perito que a examinou e o resultado dos exames, a sogra de Jungkook teria desmaiado na banheira por conta da alta quantidade de comprimidos calmantes que havia tomado e morreu afogada dentro do banheiro. Quem a encontrou fora sua vizinha, que foi lhe fazer uma visita.

Jimin está se mostrando mais calmo do que Jungkook jamais imaginou. Desde que chegará em casa dizendo que iria para a Coreia do Norte resolver as coisas da mãe, Jungkook não o viu derramar uma lágrima se quer. Ele até havia contado uma piada para Jungkook e ria de um jeito meio melancólico. Jungkook sabe que uma hora ou outra essa muralha quebrará e ele tem que estar ao lado de Jimin, por isso resolveu acompanha-lo. Arruma uma mala com roupas para ele e para Jimin, e eles vão de casa em um táxi para não precisar deixar o carro em um estacionamento por tanto tempo. As passagens já estão compradas e o vôo já foi anunciado, logo que chegam já vão direto fazer check-in.

Cerca de seis horas depois, desembarcam, pegam um outro táxi e vão até a casa da mãe do Jimin.

— Amor, eu vou ir resolver os últimos detalhes e depois venho buscar você tá? — Jimin diz, olhando para Jungkook

— Tudo bem. — Jungkook responde

Quando Jimin deixa a casa Jungkook liga para Taehyung.

— oi Taehyung.

— oi Jungkook! — diz Taehyung — como o Jimin está?

— Muito mal. Desde que ela morreu, não o vi chorar em nenhum momento. Mas ele ainda está muito fechado, está tratando de tudo com uma seriedade fora do comum.

— eu imagino, Jungkook...

— Pois é. Ele se faz de forte, invencível, mas precisa do meu carinho. Eu sei disso. — diz Jungkook — Vou estar do lado dele, ele esteve do meu lado sempre que precisei, isso é o mínimo que posso fazer.

— Jungkook, tenho que desligar. Nos falamos depois, beijo e se cuida…

Jungkook desliga e nesse momento Jimin chega e aparece na sala.

— vamos? — Jimin fala

Jungkook assente com a cabeça e eles saem de casa. O velório começará as 19h e irá até as 07h do dia seguinte para depois ser enterrada. O caminho até lá é em silêncio, a não ser pelas fungadas que Jimin da por tentar segurar o choro. Jungkook tenta entender do porque dele estar fingindo ser forte assim. Jungkook entrelaça a mão dele com a do Jimin como um pequeno gesto de consolo e Jimin sorri minimamente. Jimin esta quieto no banco, olhando pra fora pela janela, com uma ou outra lágrima solitária descendo pelo rosto mas ele as seca rápido para que Jungkook não as veja, parecendo até aqueles clipes de música triste. Seria cômico, se não fosse trágico. Jungkook, de fato, não sabe se é forte o suficiente pra ser o porto de Jimin, nunca havia passado por uma situação como essa e não sabe bem como agir.

— chegamos. — Jimin diz, suspirando pesadamente.

Eles descem do carro, Jungkook segura com força a mão de Jimin. E eles vão caminhando devagar até a sala. O caixão já esta lá. Jimin trava ainda na porta, sem olhar para dentro, Jungkook aponta gentilmente para ele entrar, e Jimin vê que já tem alguns familiares por lá e anda entrando ao lado de Jungkook.

— como você está realmente se sentindo, Jimin? — Jungkook pergunta

— por que isso aconteceu com ela, Jungkook? Por que logo minha mãe? Ela não era a melhor mãe do mundo, nunca aceitou nosso namoro, mas era minha mãe. Por que isso aconteceu com ela? Por que justo a minha mãe?

A última frase sai como um sussurro. Cada palavra foi dita carregada de dor e raiva.

— às vezes, algumas coisas acontecem na vida que ninguém entende o motivo, por mais que pergunte pra quantas pessoas for, ela simplesmente acontece. A morte, Jimin, faz parte da vida tanto quanto a própria vida e todos nós chegaremos até ela um dia. Fazer o que.... — Jungkook diz — Minha avó costumava dizer que todos nós somos joias que Deus emprestou para nossos pais e que uma hora ou outra, teremos que devolve-las. Sua mãe, por exemplo, era uma joia emprestada também e chegou a hora dela voltar para Ele. Aonde ela está agora, tenho certeza de que está bem

Jimin senta ao lado do caixão, sua mão pousa em cima da mão de sua mãe e a primeira lágrima escorre pelo seu rosto (pelo menos a primeira lágrima que Jungkook vê escorrer). Nesse momento Jungkook esperava alguma reação mais desesperada dele, mas foi apenas isso. Jungkook caminha até ele, passando o braço nas costas dele enquanto ele olha sua mãe sem vida.



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