História Meu Romeu - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren, Camren G!p
Exibições 655
Palavras 2.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa noiteeeeeee!!!!!!

Capítulo 46 - Você não se lembra?


Depois de assumir que me ama desse jeito inesperado e semidelirante, Lauren continua a grunhir e gemer por horas. Como era de esperar, ela não fala. 

O balão de esperança no meu peito murcha lentamente. Quando me aninho ao lado dela e tento dormir, ela se enrola em mim como se fosse uma jiboia possessiva. E me faz sorrir. 

Ainda está escuro quando me dou conta dos dedos roçando minha pele, empurrando minha camisa e alisando minha barriga.

 — Lauren? Ela pigarreia. 

— Está esperando que alguma outra pessoa esteja aqui na cama? Porque não estou tão doente que não consiga dar uma surra nessa pessoa. Sua voz ainda está terrível, mas há algo reverberando nela que me arrepia toda. 

— O que você está fazendo? 

— Nada. Só queria sentir sua pele. Quando ela fala, percebo um pouco de aspereza que me preocupa, mas sinto sua testa e ela está fria. A febre finalmente baixou. 

— Como está se sentindo? 

— Com tesão. Ela move a mão mais pra cima, então dedos quentes acariciam minhas costelas. — Quero você. 

Ela pressiona seu corpo contra o meu, gostoso e duro na minha coxa, mexendo o quadril de uma forma que não deixa dúvidas do quanto exatamente ela me quer. 

— Ai, Deus... Meu corpo reage sem consultar meu cérebro, e eu envolvo meus braços nela. 

— Camila... Ela desliza a mão para o meu seio e o apalpa gentilmente por cima do sutiã. 

O efeito avassalador desse toque se espalha por todos os meus membros. Sinais de alerta disparam em minha mente. Se eu não pará-la agora, todos os meus argumentos sobre por que eu não deveria deixá-la me tocar assim vão perder o sentido. E vou voltar para onde estava quatro dias atrás. 

— Lauren... precisamos parar. Ela recua e olha para mim.

— Acha que não consigo ver o quanto você me quer? Está praticamente rasgando minha blusa.

 — Não é essa a questão. 

— Não, a questão é que você quer que eu continue, mas só nos seus próprios termos. Como sua namorada. 

— É errado eu precisar saber que lugar ocupo na sua vida?

 — Droga, Camila, sinceramente até agora você não sabe como eu me sinto? Sou boa atriz, mas em relação aos meus sentimentos fui estupidamente transparente. 

— Preciso ouvir você dizer. — Minha voz é um leve sussurro.

 — Eu te disse mais cedo. 

— Achei que não estava acordada. 

— Estou acordada agora. 

— Então diga de novo. Ela se inclina e beija minhas têmporas, então minha bochecha, então o mais próximo que consegue chegar da minha boca sem de fato tocar meus lábios. 

— Eu te amo, Camila. Não queria, mas amo. Agora... por favor... — Ela beija meu pescoço novamente, com lábios tão macios e entregues enquanto segue com a mão até o botão do meu jeans. — Fique quieta e me deixa tocar em você. Já faz muito tempo. Estou surtando. 

Fecho os olhos enquanto ela abre o botão e abaixa o zíper. Então, tudo o que posso fazer é jogar minha cabeça no travesseiro, porque ela está enfiando os dedos na minha calcinha e toda minha noção de realidade se desintegra completamente. Seus dedos são fortes e seguros, e me fazem arquear e ofegar enquanto ela aperta cada botãozinho meu de prazer; incitando ruídos que são altos demais nesse quarto escuro e silencioso.

 Seus dedos se movem em círculos, sua respiração quente no meu pescoço, minha mente girando e tudo dentro de mim dá voltas. Eu gemo, porque o que ela está fazendo não é o suficiente. Preciso de mais. Tudo dela.

 — Por favor — sussurro, colocando a mão e a tocando através de sua cueca, grande e dura. 

— Jesus, Camila... Tento puxá-la mais para perto de mim, agarrando-a e lentamente movimentando minha mão para cima e para baixo. 

— Lauren, por favor... Ela faz um som grave e envolve os dedos nos meus. 

— Camila, pare. Você não sabe o que está fazendo. 

— Sei, sim. Quero você. Amo você também. 

— Você... o quê?! 

— Lauren... dentro de mim... amo você.

— Camila! Então sou sacudida, e, quando abro os olhos, Lauren está olhando para mim, a testa franzida e a respiração pesada.

 O sol já está se espalhando pelo quarto. Ofego com minha tensão pré-orgasmo se esvaindo, e me dou conta de onde estou. Uma das minhas mãos está me pressionando firmemente entre as coxas e a outra... Ai, Deus. A outra está na frente da cueca de Lauren, agarrando seu pau incrivelmente duro. 

— Ai, Deus. Eu a solto, então ela se senta puxando os cobertores sobre si. 

— Você estava sonhando. 

— Me desculpe.

 — Falando e... me agarrando... 

— Ai, Deus. — Meu rosto queima de vergonha. — Quanto tempo eu...? 

— Alguns minutinhos.

 — Sinto muito. Ela suspira. 

— Tudo bem.

 — Não, não está. Eu, eu... abusei de você. Sou uma pervertida. Cubro o rosto com as mãos e solto um grunhido, humilhada demais até para olhar para ela.

 — Droga, Camila, para com essa vergonha toda. Não é sua culpa. No começo, achei que você estava acordada e tinha... sabe... mudado de ideia sobre transarmos. Mas daí você começou a falar e vi que você estava dormindo. Puxo os joelhos contra o peito e olho para ela. 

— Você disse que eu estava falando. O que eu disse? Ela franze a testa e pega o cobertor, pigarreando. 

— Foi um sonho. Não importa.

 — Eu gostaria de saber. Ela tosse e toma um golinho d’água da garrafa na mesinha de cabeceira, o tempo todo sem olhar para mim. 

— Você estava murmurando. Dizendo que me queria ou sei lá. Não deu para entender bem. 

Minha garganta se aperta. Ela está mentindo. Baixo a cabeça nos braços e solto um gemido de lamento. Ela me ouvir dizer a palavra com “A” já foi bem ruim, mas o pior é saber que eu falei a sério. 

Nunca senti isso por ninguém. Um dia ela era apenas uma garota que me irritava horrores, e agora, sem nenhum aviso ou permissão, ela é outra coisa. Alguém diferente. Necessária e insubstituível. Se isso é amor, então é idiota. 

— Sabe, você também fala enquanto dorme. — Estou determinada a não ser a única no purgatório. Ela me lança um olhar cortante.

 — O que eu disse? Aperto os olhos.

 — Você não se lembra?

 Ela olha para mim por longos segundos e a quantidade de pânico que vejo é imensa. Ou ela lembra e está arrependida ou não lembra e está morrendo de medo de ter dito. De um jeito ou de outro, não consigo o que eu quero. 

— Não se preocupe com isso. Você estava tão fora de si que eu mal pude te entender. 

Vamos combinar que murmúrios durante o sono devem ser ignorados, tá? Ela fica em silêncio até ser atingida por uma grande crise de tosse. Seu corpo se curva e ela pega vários lenços enquanto quase sufoca no que expele dos pulmões. Esfrego suas costas até que o ataque passe.

 — Você devia tomar uma ducha — sugiro conforme esfrego entre suas omoplatas. 

— É, acho que sim. — Ela soa cansada. Ela sai da cama e segue para o armário para pegar uma cueca limpa. Olha para mim antes de olhar de volta para a gaveta. — Você dobrou minhas cuecas. Eu dou de ombros. 

— Algumas. — Só aquelas que revirei como uma tarada completa. 

— Você é estranha. 

— Agora me conte uma novidade, queridinha. 

Quando a porta do banheiro se fecha, eu me jogo de volta na cama e suspiro. Não havia imaginado que cuidar da minha ex-não namorada doente seria uma experiência tão humilhante. Estou prestes a ir à cozinha para preparar o café da manhã quando o telefone de Lauren toca. Na tela aparece “Casa” e penso que pode ser Taylor, então atendo. 

— Telefone da Lauren, aqui é a Camila. Há uma pausa. 

— Camila? Aqui é Clara Jauregui. Meu estômago salta na garganta e minha voz falha. 

— Ah, oi, sra. Jauregui. uma menina atendendo o telefone da filha logo de manhã cedinho. Pegou mal. 

— Então, Camila, como ela está? 

— Ela está no banho. 

— Ah. Sim.

 — Por isso atendi.

 — Entendi. Então, você... 

— Só de passagem. Sei o que pode parecer, mas só quero que saiba que não há nada rolando entre mim e Lauren. Não estamos dormindo juntas. Bem, na verdade dormimos noite passada, mas isso foi sono mesmo, se entende o que quero dizer. Ela estava bem chapada. Do remédio para tosse. Ela está doente. Bem doente. Belisco meu nariz tentando conter a tagarelice. 

— Na verdade, ela não precisa de transplante de pulmão nem nada, mas está doente o bastante para que alguém precise cuidar dela. É o que estou fazendo aqui. E atendendo o telefone dela. Óbvio. Uau, sua filha toma uns banhos longos, hein? Pode me matar.

 Há uma risadinha de leve e eu aceito como uma deixa para apenas respirar. Meu rosto está mais quente do que a superfície do sol.

 — Camila, está tudo bem. Taylor nos contou no jantar ontem que ela estava doente e que ela pediu que você bancasse a enfermeira. Obrigada por ter aceitado. Sei que minha filha não é uma paciente das mais agradáveis. Quando era criança, a gente tinha de suborná-la com bonecos das Tartarugas Ninja para que ela tomasse o remédio. 

É adorável demais e suportável de menos pensar em Lauren como uma criança birrenta.

 — Sério? — Uma enorme crise de tosse vem do banheiro e escuto a sra. Jauregui estalar a língua. 

— Duvido que tenha ido ao médico.

 — Não foi, mas está parecendo bem melhor hoje. 

— Isso é melhor? 

— Hu-hum. 

— Pobrezinha. — Ela faz uma pausa. — Na verdade, Camila, fico feliz que estejamos conversando. Vai para sua casa para o feriado de Ação de Graças? 

— Hum... não. Só posso pagar uma viagem este ano, e meus pais querem que eu vá no Natal.

 — Então estará livre? 

— Acho que sim.

— Ótimo. Quero que venha ficar com a gente em Nova York. 

— Ah... sra. Jauregui.

 — Por favor, me chama de Clara.

 — Clara, não sei. A Lauren... 

— Isso não tem nada a ver com ela. Você é amiga da Taylor também, e ela adoraria que você viesse. Além do mais, não podemos deixar você passar o Dia de Ação de Graças sozinha. Seria uma tragédia.

 — Ainda assim não sei se... 

— Bobagem. Não aceito não. Você vem e ponto final. 

Antes de eu ter chance de discutir, Lauren emerge do banheiro 

— Quem é? Seguro minha mão sobre o bocal. 

— Sua mãe. Ela tosse novamente e aponta para o telefone. — Clara? Lauren saiu do banho. — Bom falar com você. 

— Para mim também, Camila. Te vejo semana que vem. 

— Hum, é. Tá. Lauren pega o telefone de mim e se senta no canto da cama. 

— Oi, mãe. — Ela mal tem voz. — Pareço pior do que me sinto. Não preciso ir ao médico. Sim, já tô tomando antibiótico. Ela para de falar um pouco e olha para mim. — É, a Camila está cuidando bem de mim. Estou bem melhor hoje. Ela escuta por alguns segundos, então franze o cenho. — Você o quê? 

Ela fica vermelha de raiva e avança passando por mim na sala. Mesmo que ela abaixe a voz para um sussurro áspero, ainda posso ter uma ideia do que ela está dizendo.

 — Mãe, que diabos? Podia ter ao menos me consultado. Eu olho para a pilha de livros no canto e travo a mandíbula. Eu não deveria estar ouvindo isso. — Sim, eu gosto dela, mas... Jesus... é mais complicado do que isso. Não precisa ser, mas é. — Não, ela não é minha namorada. Ela ir aí vai ser esquisito pra caralho.

 Eu me sento no canto da cama e balanço a cabeça. Ela preferia mesmo que eu passasse o Dia de Ação de Graças sozinha? Realmente supervalorizei os sentimentos dela por mim. Lauren fala com a mãe por mais alguns minutos. Mas não consigo mais entender o que ela está dizendo. Melhor assim. Quando ela volta ao quarto, joga o telefone na cama e avança para o armário. 

 — Você está bem? 

— Sim. 

— Está irritada. 

— Está tudo bem. 

— Então minha ida para o Dia de Ação de Graças ia ser bem esquisita? Ela suspira.

 — Camila... 

— Por que ia ser esquisita? Ela passa os dedos pelo cabelo. 

— Você viu meu pai e eu. Não tem como eu te sujeitar a isso de novo. Minha respiração falha. 

— Tá. Se é o que você quer. Ela me olha e se senta ao meu lado. 

— Camila, não é que eu não queira você lá, mas... 

Antes de ela poder continuar, é atingida por uma crise de tosse. Quando passa, ela se joga de volta na cama, exausta. Acho que terminamos de falar sobre o Dia de Ação de Graças. Eu me inclino e esfrego suas costas.

 — Tem alguma coisa que eu possa fazer? Ela balança a cabeça. 

— Só estou cansada. E meu peito dói. 

— Sua voz está um lixo. 

Pego alguns analgésicos e remédio para tosse. Depois de tomar todos, ela rasteja para debaixo das cobertas. Eu me sento ao lado dela e acaricio seu cabelo. 

— Sabe, minha mãe tinha um livro escrito por esse autoproclamado swami que acreditava que a desarmonia em nossos corpos nos deixa doentes se não nos damos o que nossa alma precisa. Tipo, se não dizemos o que estamos sentindo, temos dor de garganta; ou se fazemos algo que sabemos que é errado, ficamos com dor de cabeça. Os olhos dela estão turvos quando ela olha para mim. 

— E se temos uma dor de garganta, dor de cabeça e infecção no peito, estamos... o quê? Emocionalmente prejudicadas? Doentes do coração? Dou de ombros. 

— Me diga você. Ela tosse. 

— Parece bem certo. Acho que minha mãe te convidou para o feriado de Ação de Graças porque acha que você podia me consertar. Passo um dedo na testa dela.

 — Não tinha percebido que você estava quebrada. Ela dá uma risadinha. 

— Talvez não quebrada, mas sem dúvida nenhuma com defeito. 

— Não acredito nisso. 

— Depois de como eu te tratei, você deveria saber. — Ela suspira e se afasta de mim. — Eu não bato bem, Camila. Não entendeu isso até agora? Acaricio suas costas.

 — Se eu fosse traída por minha namorada e meu melhor amigo, eu também não bateria bem. Ela fica em silêncio por alguns segundos. 

— Por mais que eu queira botar a culpa toda nisso, eu já estava ruim bem antes. 

— Antes quando?

 — Sempre. — Ela não olha para mim quando fala. Talvez seja mais fácil para ela assim. — Quando criança, fazer amigos era difícil para mim. Eu tinha problema em demonstrar afeto. Sempre me senti meia... errada. 

Ela fica em silêncio por um longo tempo. Bem quando eu imagino que ela esteja dormindo, ela volta a falar, num sussurro.

 — Um dia, meus pais me sentaram e me disseram que eu passei os primeiros anos da vida num abrigo para crianças. Não me lembro, mas ouvir o que eles falavam simplesmente me deu um ataque de pânico. Eu tinha quase três anos quando eles me adotaram. 

Três? Ai, Deus. Eu costumava pensar que as inseguranças dela eram, de certa forma, exageradas pela proeza dramática dela, mas parece que ela tem questões com abandono reais e justificadas. Acaricio seu braço, tentando lhe oferecer apoio. Sua respiração é fraca.

 — Nunca contei isso a ninguém. Mas com você... — Ela se vira de costas e me olha com olhos cansados. — Não sei se meus pais desistiram de mim porque eu nasci diferente. Depois que soube da adoção, toda vez que meu pai perdia uma competição minha ou cancelava planos de fim de semana, eu achava que era porque eu não era sua filha verdadeira. Foi quando começamos a brigar. Eu era apenas uma menina perdida e fracassada de quem ele e a minha mãe tiveram pena. 

— Lauren, não... 

— De repente, fazia sentido haver algo de errado comigo. Como se eu fosse uma impostora na minha própria vida. E isso me deixou irritada pra caralho, porque eu imaginei “por que me importar?”. Sabe? Por que continuar fingindo? Nem sou uma filha ou irma verdadeira. Não sou nada real. Talvez por isso eu seja uma boa atriz. Todo personagem que interpreto é mais real do que eu.

 Tiro minha mão do seu cabelo e acaricio seu rosto. Ela fecha os olhos, e os músculos da mandíbula tensionam e relaxam.

 — Lauren, para com isso. Já vi o suficiente da sua família para saber que você é absolutamente real para todos eles. Eles te adoram, até seu pai. E quanto a mim, nunca conheci ninguém mais real do que você em toda minha vida. Cada dia você me inspira a deixar de ser o que os outros querem e apenas ser eu mesma. Então, não ouse ficar sentada aí e dizer que você não é ninguém. Você está cercada de gente que te ama, apesar do seu empenho em afastá-las. Se isso não é real, eu não sei o que é. 

Espero que ela discuta, mas, para minha surpresa, ela não discute. Em vez disso, ela estuda meu rosto, com o olhar intenso e a testa franzida. 

— Estou cercada de gente que me ama, é? 

— Por que isso te surpreende? — pergunto, acariciando a testa dela.

 — Você é meio que incrível. A expressão dela muda, e parece que um sorriso está tentando escapar de um labirinto de confusão. Se não fosse tão atraente, eu acharia engraçado.— Eu só... Eu não... 

 Ela fecha os olhos, apertando-os, e me puxa para ela. Eu passo os braços ao redor dela enquanto ela inspira o ar numa inspiração trêmula. Não falamos mais nada, mas não parece que precisemos. 

Ela me contou tanto sobre as razões do seu jeito de ser que decidi que isso não importa mais. Se e quando ela finalmente tiver a coragem de estar comigo, vou aceitá-la.

 Inferno, já aceitei completamente.



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