História Meu Romeu - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~Gabi_ASL

Postado
Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Ana, Jim, Karol Sevilla, Luna Valente, Matteo, Nico, Nina, Personagens Originais, Ruggero Pasquarelli
Tags Lutteo, Ruggarol, Sou Luna
Visualizações 142
Palavras 4.339
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, estou de volta.
Hoje eu demorei, porque já estava editando esse capítulo, senão, era provável não sair esse, então já editei e agora, é com vocês.

Capítulo 14 - Capítulo 14


Hoje

Nova York

O apartamento de Nico é um pouco como ele: grande e extravagante. Está cheio de peças de veludo e antiguidades opulentas, dando a entender que é habitado por um excêntrico czar da Prússia.

Estamos comemorando o final da terceira semana de ensaios, e Nico convidou toda a companhia para um coquetelzinho. É a primeira vez em mais de uma semana que vejo Matteo fora do ensaio. Ele sempre pergunta se quero sair para um drinque depois do trabalho, mas sempre recuso. Ainda que me sinta mais e mais atraída por ele, a ideia de passar algum tempo sozinha com ele me faz suar. Concordei em vir esta noite porque sabia que estaríamos cercados de gente.

Eu o observo do outro lado da sala, conversando com o companheiro de Nico, Eric. Ele está atento e se mostra entusiasmado enquanto Eric aponta suas antiguidades favoritas e conta como as encontrou.

Matteo faz perguntas, sorri, e sinto uma pontada no estômago quando percebo quão diferente ele está do homem impaciente e emburrado que costumava ser.

Fico imaginando se ele olha para mim e nota o quanto estou diferente. Como estou calejada. Frágil.

Eu me pergunto se ele pensa que ainda valho a pena depois de tanto esforço que fez para estar comigo novamente.

— Um brinde! — Nico diz, e todos nós ocupamos a sala enquanto Cody torna a encher nossas taças de champagne. — A esta notável companhia e nossa maravilhosa peça. Que o produto final seja tão incrível quanto prevejo. Não sou indicado ao Tony há dois anos, e estou começando a sofrer uma crise de abstinência! Então, por favor, queridos colegas e amigos, levantem as taças... a nós!

— A nós. — Ergo meu copo sorrindo.

Como de hábito, olho ao redor procurando por Matteo, que me lança um olhar caloroso enquanto faz seu brinde.

— A nós.

Viu? É por isso que tenho de ficar longe dele. Porque com duas palavras ele consegue me fazer sentir como uma adolescente que vive seu primeiro amor.

Saio para ir ao banheiro, mas no caminho dou com o escritório de Nico. Lá dentro há uma cristaleira cheia de copos coloridos.

Entro no cômodo e olho para as tulipas, as taças de vinho e as de champagne, todas reluzindo em cada cor do arco-íris, algumas com detalhes em dourado e prata.

— Ah, srta. Valente, vejo que você descobriu meu maior orgulho.

Noto Eric entrar quando me viro. Matteo vem logo atrás.

— Estava prestes a mostrar ao sr. Balsano minha paixão mais ousada. Nico me provoca dizendo que precisaremos de um apartamento maior se eu não parar de comprar copos antigos, mas não consigo evitar. Com a internet é fácil alimentar meu vício.

Matteo se posiciona atrás de mim, e o calor de seu corpo me toma pelas costas.

— Você tem uma coleção impressionante — Matteo comenta, examinando a cristaleira. — Está colecionando há muito tempo?

Eric assente.

— Há uns vinte anos. Prefiro copos italianos, em especial os que vêm de Murano. Mas também tenho algumas peças inglesas e russas, algumas datando do começo do século xviii.

— Sério? — Estou surpresa. — Como sobrevivem ao tempo?

Ele sorri.

— Bem, na verdade muitos estão lascados ou danificados de alguma forma, mas esse é que é o charme da coisa. Essas marcas contam uma história, mostram que a peça teve uma vida, talvez muitas, antes de eu a descobrir, essa é a maravilha das antiguidades. Vou dar-lhes um exemplo.

Ele abre a porta e retira um copo alto e fino de vinho. Não tem uma cor viva, como a maioria. É liso, um vidro claro, e a única decoração é uma leve gravação no fundo.

— Esta peça é uma das minhas favoritas — Eric nos informa, segurando-a reverentemente. — Dizem que pertenceu à Lady Cranbourne de Wessex. O tumultuado relacionamento dela com o marido era infame. Certa vez, ele deu a ela um conjunto de seis copos de presente de aniversário. Mais tarde naquela.noite, parece que ele fez um comentário que a ofendeu, creio que sobre o relacionamento dela com um dos empregados do estábulo, e dizem que este é o único que restou. Os outros se espatifaram em pedacinhos quando ela os atirou nele.

Ele segura o vidro contra a luz e aponta para a linha fina que corre pela base do fundo.

— Vê esta rachadura? Surgiu quando o Lorde Cranbourne agarrou a taça depois que sua esposa a arremessou na sua cabeça. Foi em 1741. Esta taça existe há quase trezentos anos, apesar de estar danificada. Notável, não?

Ele coloca o copo de volta na cristaleira e se vira para nós.

— Acho que é parte da fascinação. Parece tão frágil, e, ainda assim, de alguma maneira consegue suportar o tempo, mesmo com riscos e rachaduras.

Em minha opinião, copos perfeitos são entediantes. Amo todas essas peças, e suas cicatrizes as tornam ainda mais belas aos meus olhos.

— Mas danos assim não fazem o vidro perder o valor? — pergunto, recorrendo ao meu conhecimento limitado de antiguidades.

Eric me olha, pensativo.

— Valor é uma questão subjetiva.

Ele caminha até um grande gabinete e tira uma caixa de nogueira. Enquanto a segura diante de mim, pede que eu abra a tampa. Quando faço isso, vejo que o interior está forrado com um felpudo veludo azul. Há seis cavidades para tacinhas, mas em vez de conter copos há apenas uma pilha de cacos.

Estou confusa, olhando para ele.

— Quando comprei o copo de Cranbourne, isso foi incluído no conjunto. É o que resta dos outros cinco copos. O leiloeiro sugeriu jogar fora, afinal era só uma coleção de cacos de vidro. Mas para mim é muito, muito mais. Lady ou Lorde Cranbourne deve ter catado os cacos depois da briga. O que os copos representavam, seu casamento, a história deles, o amor, era importante demais para jogar fora, mesmo quebrados e sem conserto.

Ele sorri para nós, fechando a caixa e colocando de volta no gabinete.

— O leiloeiro considerou sem valor porque não tinha valor monetário, mas eu acho que essas peças não têm preço. Representam paixão, e sem paixão a vida não tem sentido, tem? Pelo menos é no que sempre acreditei.

Depois de fazer uma pausa e nos dar um sorriso, ele segue para a porta.

— Melhor que eu ajude Nico com a sobremesa. Ele fica tenso se as pessoas não têm algo na boca a cada cinco minutos. Olhem para os copos o quanto quiserem. Peguem, se quiserem. Não são tão frágeis quanto parecem.

Ele desaparece no corredor. Então somos apenas Matteo e eu, parados perto demais um do outro e com as palavras de Eric pairando no ar.

— Então, quem você acha que salvou o copo quebrado? O Lorde ou a Lady Cranbourne?

— O Lorde — ele responde sem hesitar.

Eu o questiono com o olhar.

— Ele comprou as taças. E disse algo que a magoou. Ele se sentiu culpado.

— Sim, mas foi ela que o acertou — argumento. — E talvez o que ele tenha dito a ela fosse verdade.

Matteo balança a cabeça.

— Não importa. Para ela perder o controle assim, ele tinha de ser um merda insensível.

— Ou talvez ela estivesse sendo apenas dramática.

Ele faz uma pausa por um instante e me encara com um olhar intenso.

— Talvez ambos tenham salvado o copo. Talvez os dois juntos tenham pegado os caquinhos cuidadosamente para daí fazer as pazes com um sexo incrível na frente da lareira.

Eu levanto uma sobrancelha.

— Há uma lareira?

— Claro. E provavelmente com a cabeça de um animal morto pendurada acima.

— Uau. Romântico.

— Eu sei. Nada traduz mais o amor que vidro quebrado e animais decapitados.

Sorrio. Ele também. Depois seu sorriso passa para o modo desejo, aquele que tanto tenho visto esses dias.

— Você tem me evitado — ele comenta baixinho. — Fiz alguma coisa que te irritou? Porque, se fiz, eu gostaria de pedir desculpas.

Olho de volta para o gabinete, tentando ignorar o quão incrível seus olhos ficam refletindo o vidro.

— Não é nada.

— Do jeito que você tem olhado para mim, tenho certeza de que há alguma coisa.

Ele está atrás de mim, seu peito pressiona minhas costas.

— Se eu fosse apostar, diria que você está puta por me desejar tanto. — Ele passa um braço ao redor da minha minha cintura e me vira para eu encará-lo. — Não percebe que conheço todos os truques? O olhar sombrio, a raiva, nada de toques... Fiz o mesmo com você porque me abrir para você era algo que me assustava. Mas você não deixou que eu me fechasse. Você me pressionou.

Seguidas vezes. Talvez seja o que preciso fazer agora. Fazê-la encarar o que sente por mim.

Meu coração parece me golpear por dentro quando ele passa os dedos pelo meu cabelo. Minha respiração fica mais curta quando fixo o olhar em sua boca.

Como parece macia. Como deve estar deliciosa.

— Você quer que eu te beije — ele diz. — Você nunca admitiria. E, se eu tentasse de fato, você me impediria, mas... você quer. Não quer? 

Baixo o olhar.

— Não.

— Mentira.

Ele segura meu rosto com as mãos em concha.

— Olha nos meus olhos e diz isso. Então talvez eu acredite em você.

Meu estômago se aperta e meu corpo todo se incendeia, mas eu me forço a encontrar seu olhar.

— Não quero que você me beije.

Minha voz é instável e fraca. Assim como essa decisão.

— Jesus, Luna — ele acaricia meu rosto —, você é uma atriz aclamada pela crítica e isso é o melhor que pode fazer? É horrível pra caralho. Tenta de novo.

— Eu não... não quero que você me beije.

— Sim, quer sim — ele retruca calmo e confiante. — Não vou te beijar. Só quero ouvir você dizer que quer.

Ele podia aproveitar e me pedir para eu caminhar numa corda bamba a trinta metros do chão e sem rede. 

Baixo o olhar para seu peito. Ele suspira, e não tenho certeza se é de frustração ou de alívio.

— Luna, olha para mim. — Quando eu hesito, ele coloca um dedo sob meu queixo e o levanta até eu olhar para ele. — Só preciso que você saiba que no segundo em que estiver preparada para tentar de novo vou te matar de beijos.

Vou te beijar inteira até que você veja estrelas e escute anjos e não possa ficar de pé por uma semana. Espero que você perceba isso.

Meu coração é um tambor dentro do meu peito.

— Matteo, se um dia eu estiver preparada, você será o primeiro a saber.

Prometo.

Ele me dá um meio sorriso.

— Então beijo está fora do cardápio, mas gostaria de informar que estou oferecendo abraços de graça hoje, estritamente platônicos, para a primeira mulher bonita que requisitá-los.

Solto uma risada, talvez um pouco alta demais, e dou um passo à frente enquanto ele me envolve em seus braços. Seu rosto para no meu pescoço, e nossa conexão me faz apertá-lo contra mim com mais força.

— Deus, seu cheiro é incrível — ele cochicha na minha pele. — Nada neste planeta tem um cheiro tão bom quanto o seu.

— Isso não soou muito platônico.

— Psssiu. Não fale nada. Apenas me deixe sentir seu cheiro.

Eu me afasto e levanto uma sobrancelha.

— Tá, tudo bem. — Ele revira os olhos. — Chega de cheirar. Jesus, estrague minha diversão.

Ele me abraça novamente e eu suspiro.

— Preparada para o beijo? — ele pergunta enquanto seus braços apertam.

— Ainda não.

Ele roça o nariz por meu pescoço e inspira.

— Só pra ter certeza.


Seis anos antes

Westchester, Nova York

Grove

Diário de Luna Valente

Querido diário,

Faz quase duas semanas desde que Matteo e eu decidimos oficialmente nos tornarmos não oficiais e nesse tempo eu vivi mais frustração sexual do que qualquer ser humano deveria vivenciar.

Sempre temos a nossa sessão de beijo amasso quando ele me traz em casa depois das aulas, mas é só isso. Se eu não o pegasse de tempos em tempos olhando para mim como se quisesse fazer uma refeição de três pratos com meus peitos eu nunca saberia que ele de fato gosta de mim.

Meu problema é que tenho certeza de que todo mundo pode ver que gosto realmente dele. Rio alto demais de suas piadas e me sento perto demais dele na sala. Seu vodu sexual demoníaco está a toda, e nunca me sinto satisfeita.

Minha frustração sexual me levou a ter sonhos altamente eróticos com ele nos últimos tempos. Sonhos nos quais consigo ver o que ele tem dentro das calças.

Logo, a pornografia tem tomado quase todo meu tempo. Vi infinitos vídeos sobre como dar prazer a um homem e, apesar de estar bem nervosa com a possibilidade de colocar meu pseudoconhecimento em prática, eu realmente quero experimentar isso.

Ele está vindo hoje aqui para que possamos estudar o questionário de história do teatro para amanhã. Preciso seduzi-lo, mas não tenho muita certeza do que fazer para isso. Tenho duas horas para descobrir.


— Nomeie os seis dramaturgos mais famosos da Grécia Antiga —, ele diz com a voz toda sexy e os olhos magníficos.

— Hum... tá. Dramaturgos da Grécia Antiga. Hum... me dá um segundo.

Bato no caderno com o lápis enquanto tento me lembrar da resposta. Ele está me observando, sentado de pernas cruzadas e encostado no sofá. O volume saliente das suas calças está bem na minha linha de visão. Não tem como eu me concentrar enquanto ele está basicamente exibindo seu pênis para mim. Em que diabos ele está pensando?

Bufo e aperto os olhos.

— Hum... caras da Grécia Antiga... é...

— Vai, Valente, você sabe isso.

— Eu sei, mas... — você está me distraindo com seu possivelmente lindo pênis premiado — ... meu cérebro está cansado. Estamos estudando há duas horas.

Abro os olhos. Ele está me encarando. E emanando calor e desejo que conheço bem.

— Quando terminarmos com os gregos fazemos um intervalo, tá?

Há uma leve camada de umidade em seus lábios. Não consigo desviar o  olhar.

— Quando fizermos o intervalo, você deixa eu te beijar?

Ele para o que está fazendo e tenta não sorrir.

— Talvez.

— Uns amassos?

— É possível.

— Ver seu pênis?

Seus olhos se arregalam e ele engasga com a própria saliva.

— Mas que diabos, Luna!

Tá. Sedução errada. Plano B.

— Por favor? — Hora de implorar.

Ele ri e passa a mão pelo cabelo.

— Vou te contar, Valente. Nunca sei o que vai sair da sua boca.

Quero desesperadamente dizer algo sobre o que eu gostaria que entrasse nela, mas imagino que já o assustei bastante.

— Tá, então que tal um desafio? — sugiro sentando de joelhos. Ele me olha intrigado. — A cada resposta que eu acertar sobre os gregos tiro uma peça da sua roupa.

Ele ri de novo, mas desta vez num tom um pouco mais estridente.

— E se a resposta for errada?

— Daí você tira uma peça minha.

Ele me encara antes de baixar o olhar para o chão.

— Achei que tínhamos concordado em ir devagar com as coisas.

— Concordamos — respondo, pegando sua mão. — Balsano, a única coisa mais devagar do que nós dois atualmente é uma geleira na Nova Zelândia e, quer saber, ela está ganhando. — Desvio o olhar para os dedos dele e os acaricio. — Eu só... quero te tocar. Seria tão ruim assim se eu fizesse isso?

Ele aperta meus dedos.

— Você percebe que é geralmente o cara que pressiona a menina para tirar a roupa, certo? Quer dizer, você está meio que me privando dos meus deveres masculinos aqui.

Meu coração bate mais rápido quando percebo como sua respiração está acelerada. E como suas pupilas estão dilatadas.

— Então me pressione.

Ele me encara e sou obrigada a me controlar rapidamente para não saltar sobre ele.

— Nada disso te assusta, não é? — ele pergunta baixinho.

Quase solto uma risada.

— Claro que assusta. Me mata de medo. Você me mata de medo. Mas não é o suficiente para me fazer achar que não vai valer a pena.

Seu olhar é intenso.

— Você acha que eu valho a pena?

Faço que sim.

— Não tenho a menor dúvida.

Ele engole em seco.

— Essa foi a coisa mais sexy que alguém já me disse.

Num segundo, ele me joga no chão e me beija com força. Enquanto pressiona o peso do seu corpo sobre mim, abro minhas pernas para ele. Quando nos encaixamos, ele enterra as mãos no meu cabelo e ouço meu grunhido favorito em seu peito.

— Se formos mal na prova amanhã — ele ofega e beija meu pescoço — é culpa sua. Você sabe disso, né?

Eu o beijo profundamente, então o empurro para que ele deite de costas. Monto em suas coxas e agarro o colarinho de sua camisa.

— Ah, por favor. Podemos fazer isso e continuar estudando. Hum... os seis dramaturgos mais conhecidos da Grécia Antiga. Thespis.

Abro o botão de sua camisa.

— Ésquilo.

Vai o segundo botão.

Puxo o tecido para o lado para poder beijar seu peito. Ele agarra meu quadril e me aperta enquanto pressiona o próprio quadril para cima.

— Continua — ele murmura. E não sei se ele está falando sobre minha boca  lou sobre os gregos.

— O número três seria... Sófocles. — Abro outro botão e continuo a beijá-lo, sua pele está loucamente quente e macia sob meus lábios. — Quatro é... hum... Eurípides. — Desabotoo o último botão e abro sua camisa para percorrer uma trilha de beijos até sua barriga. Ele solta meus quadris e enfia seus dedos no carpete.

— E o quinto é... — Os músculos do seu abdômen enrijecem sob meus beijos. — Hum... o número cinco é... — Estou lambendo seu abdômen.

— Deus... Luna.

— Não. Nem “Deus” nem “Luna”. Acho que começa com um “A”.

Faço o caminho de volta e beijo até seus mamilos. Não tenho ideia se os mamilos masculinos são tão sensíveis quanto os femininos, mas beijo assim mesmo. Ele arqueia as costas e xinga tão alto que os vizinhos provavelmente ouviram.

Tá. Nota para mim mesma: ele gosta que beije seus mamilos.

— O quinto é... Aristófanes. — Então passo para o outro lado. Estou impressionada com o gosto dele: salgado e perfeito.

— O número seis é... hum... Deus... — Ele se esfrega em mim e não consigo mais raciocinar. Não consigo parar de provar o seu corpo, de passar minhas mãos sobre ele, de sentir quão rápido seu coração bate por causa do que estou fazendo.

— O sexto é... é... ai, céus, não faço ideia.

Ele se senta e me beija, sua língua está doce e quente. Agora estou tirando sua camisa pelos ombros.

— Menander — ele responde, numa voz quase incompreensível. — Acho que você tem de tirar uma peça de roupa. Tira a camiseta.

Ele se inclina e puxa minha camiseta enquanto murmura.

— Deus abençoe Menander por ser esquecível pra caralho.

Ele segura meus seios sobre meu sutiã e os aperta gentilmente.

Ai, Senhor. As mãos do Matteo. Nos meus peitos. Vou desmaiar.

Ele aperta meus seios um contra o outro e enterra seu rosto neles. A barba por fazer provoca uma coceira completamente prazerosa em mim.

— Tenho fantasiado sobre eles há semanas. São tão perfeitos. Macios. Quentes. Lindos.

Empurro seu rosto mais fundo em mim enquanto ele continua a me acariciar e me beijar. Minha pele está queimando. Todo lugar em que ele me toca se arrepia. Mal consigo respirar, mas não quero que ele pare.

Mexo meu quadril para poder fazer mais pressão sobre ele e, quando consigo, perco o ar. Ele está tão duro que me faz querer mais dele.

Eu o empurro para o chão e monto sobre suas coxas, meu rosto pairando pouco acima da cintura de seu jeans. Toco a leve pelugem abaixo de seu umbigo enquanto ele me observa quase sem conseguir ficar de olhos abertos.

— Quero te ver — sussurro.

Ele suspira e fecha os olhos.

— Valente, você é a virgem mais atirada que já conheci. A maioria tem medo do que está escondido dentro da calça de um homem.

— Você conheceu muitas virgens?

Ele abre os olhos e levanta a cabeça.

— Montes. Nenhuma delas me pediu para ver meu pau. Na verdade, elas sempre pediram para mantê-lo bem longe delas. Mas tínhamos todos só catorze naquela época.

Dou um sorriso.

— Tolinhas.

Beijo a pele sobre sua cintura e, quando levanto o olhar, ele está apoiado nos cotovelos, me observando.

— Você leu meu diário — eu lembro, mantendo o contato visual enquanto lambo sua cintura. — Conhece minha fascinação pelo que há aqui dentro.

— Porra, isso. — Ele aperta os olhos e geme. — Por favor, não me lembre do que você escreveu no diário. Depois que li aquela droga, fiquei de pau duro por uma semana. Foi uma tortura.

— Então você se lembra do que escrevi? — pergunto enquanto passo minhas mãos sobre seu quadril.

— Valente — sua voz é grave e profunda —, tô envergonhado pra caralho de dizer que me lembro de cada palavra. Seu diário é como um Viagra literário.

Ele trava a mandíbula quando acaricio suas coxas, meus dedos subindo mais aos pouquinhos. Um pouco mais próximo do volume que estou louca para descobrir.

— Você disse que meu pênis provavelmente ganharia prêmios — ele repete o que leu com a voz falha. — Não tenho ideia de por que achei isso tão sexy. Ai, porra...

Ele perde o fôlego enquanto toco gentilmente aquele volume, sentindo a  pressão do pênis rígido embaixo do tecido.

— Jesus — a mandíbula está quase totalmente travada. — Você não tem ideia do que você faz comigo. Não tem mesmo.

Quando começo a desabotoar seu zíper, ele não me detém, e de repente fico nervosa com o que estou prestes a fazer. Ele me observa, seu peito subindo e descendo rapidamente, pequenos sons acompanhando cada respiração. Quando termino de descer o zíper, eu abro os olhos e olho para baixo.

— Ah... uau.

Matteo não está usando cueca.

Luna, respire.

Eu o encaro, sem acreditar.

Ele meio que dá de ombros, meio que sorri.

— Dia de lavar roupa.

Então volto para o que me interessa.

Quando puxo o jeans para baixo, seu pênis está livre e se acomoda sobre sua barriga, permitindo que eu realmente o veja pela primeira vez.

Acertei todas as minhas previsões sobre como ele seria. Este é um pau digno de prêmios. Minha experiência com pornografia me ensinou que os pênis vêm em todos os formatos e tamanhos, e eu aprecio um belo pinto, não importam as dimensões. Mas o do Matteo? É como o resto dele. Inexplicavelmente lindo. Grande e provocativo.

Eu o toco suavemente, roçando os dedos sobre a pele tesa. A textura é incrível: ele é muito mais sedoso do que eu podia imaginar. Acaricio ele todo, maravilhada com a quantidade de emoções que tomam conta de Matteo.

— Assim está bom? — pergunto, tocando-o com mais firmeza.

Ele não responde, apenas assente. Sua aprovação me estimula, então eu reúno coragem para envolver meus dedos nele e apertar.

— Ah, uau. Isso é incrível.

Ele grunhe.

— Pode dizer isso de novo.

Movo gentilmente meu pulso para cima e para baixo, pasmada pela sensação da pele sobre o músculo. Alterno entre assistir à minha mão e assistir à reação de Matteo, e logo faço movimentos mais confiantes.

— Ah... Luna...

Olhe para ele. Olhe que lindo. Seu rosto é impressionante. Boca aberta, sobrancelha franzida. Cada pressionada dos meus dedos o faz ofegar ou gemer ou xingar.

Preciso beijá-lo, então continuo movendo minha mão enquanto rastejo de volta pelo seu corpo para beijar seu peito e pescoço antes de chegar aos lábios.

Ele me beija apaixonadamente, fechando a mão sobre a minha, apertando e sussurrando “Mais forte”, e então grunhindo sua aprovação quando eu obedeço.

Não sei o que pensei que seria tocar Matteo de um jeito mais íntimo, mas não tinha me dado conta de que me deixaria tão... satisfeita. Ver sua reação ao meu toque, escutar os grunhidos que ele solta por minha causa, é mesmo a coisa mais erótica que já vivenciei. E quando ele cochicha urgentemente que vai gozar, sinto como se tivesse acabado de dividir o átomo ou inventado a roda. Superpoderosa e sábia.

Quando ele atinge o clímax, fico estupefata.

Eu fiz ele ter um orgasmo... Eu. A virgem inexperiente que sou, fiz Matteo Balsano gozar (e bem explosivamente, devo acrescentar) por toda sua barriga.

Sou uma Deusa do sexo.

Matteo solta um gemido alto e longo quando termina, e eu beijo seu rosto enquanto ele fica lá, ofegante, lutando para recuperar o fôlego. Então eu saio e pego uma toalhinha para ajudá-lo a se limpar.

Quando terminamos, ele abotoa a camisa e veste o jeans. Um jorro de emoção tão poderoso toma conta de mim que não sei muito bem o que fazer. Ele deve ter percebido meu rosto, porque me puxa para seu peito.

— Luna? Ei... — Ele pega meu rosto, a preocupação colorindo sua voz. — Está arrependida do que fez? Eu estava brincando sobre te pressionar. Eu nunca forçaria você a fazer alguma coisa que você não quisesse. Não sou babaca a esse ponto.

Eu rio e balanço a cabeça.

— Não, eu curti mesmo, só que... — Eu solto a respiração e olho para ele. — Fico tão feliz que consegui fazer meu não namorado gozar. É errado ter tanto orgulho de mim mesma?

Ele ri e acaricia meu rosto.

— Não. Seu não namorado também está orgulhoso de você. E essa foi sua primeira vez? Droga, garota. Odeio imaginar o que você vai ser depois de um pouquinho de prática.

— Vou te tirar do mercado — respondo, séria.

Ele sorri.

— Tarde demais.

Trocamos olhares por alguns segundos antes de Matteo dizer:

— Odeio falar isso, mas deveríamos mesmo voltar a estudar. A não ser, claro, que você queira que eu... hum... sabe, que eu retribua o favor.

Eu sorrio e balanço a cabeça.

— Não, tudo bem. Apesar de ter um pedido a fazer antes de voltarmos para o livro.

— Um pedido? — ele pergunta com uma careta. — Tá. O que é?

— Me beija.


Notas Finais


Prontinho, mais um capítulo postado, e por minha parte, o último do fim de semana.
Capítulo fofo e quente ao mesmo tempo, super adoro.
Agradeço a todos por todos os comentários e favoritos que teve, e eu fico muito feliz com isso. Vocês são as melhores pessoas.
Não sei quando vai sair o próximo capítulo, pois não serei eu que vai postar, mas depois, se
eu conseguir, dependendo do dia, eu posto.
Um beijão e até ❤😍😗


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