História Meu "ruivo" pervertido - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Exibições 227
Palavras 1.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, gente! Confesso que estou bem mais orgulhosa com essa fanfic.

Queria saber a opinião de vocês sobre o que estão achando, se está melhor ou não. É isso ^^

Capítulo 2 - Refazendo amizades


Fanfic / Fanfiction Meu "ruivo" pervertido - Capítulo 2 - Refazendo amizades

***

– Nanda – ouvi uma voz me chamando e eu levantei minha cabeça. Percebi que estávamos na aula de artes plásticas e Savin me olhava decepcionado.

– Sinto muito, eu não dormi direito.

– Oh, tudo bem. Isso acontece com todos. Voltando à aula, você pode citar as três cores primárias?

– Amarelo, magenta e ciano – disse confiante.

– Perfeito! – eu sorri timidamente – Eu vou pedir para vocês fazerem um círculo cromático igual a este que está no quadro. Valerá 7 pontos – Savin olhou para mesa na minha frente onde Castiel ouvia música – Castiel troque de lugar com a Rosalya.

– O que?! – eu e Castiel falamos ao mesmo tempo.

– Não é para sempre – Savin sorriu para mim e eu suspirei.

Castiel sentou-se ao meu lado e eu comecei a fazer meu trabalho em silêncio. Percebi que ele estava se matando para fazer aquilo e soltei uma risada baixa. Ele olhou para mim com ódio e eu sorri para ele.

– Do que está rindo?

– Você não consegue fazer algo tão simples?

– E daí? O que você tem a ver com isso?

– Se precisar de ajuda é só falar – terminei de fazer meu exercício e fiquei desenhando no meu caderno. Senti alguém encostar no meu ombro e olhei para o lado – Precisa de ajuda?

– Sim.

– Você tem que fazer um degradê de cores. Do amarelo pro vermelho para ir mudando você começa usando amarelo em abundância e um pouco de vermelho, depois a mistura típica e por fim você usa vermelho em abundância e o amarelo. Você repete essa regra com as outras cores e acabou – ele me olhou como se eu tivesse falado outra língua. Bati com a mão na minha testa e bufei – Me dá sua mão.

– Pra que?

– Eu não vou te morder, nem amigos nós somos, então não significa nada – ele revirou os olhos e me deu a mão. Fui guiando ele com o pincel até ele entender tudo. Soltei a mão dele e esperei-o terminar.

– É isso? – ele me mostrou o círculo cromático terminado.

– Sim. Está igual ao meu – o professor recolheu nossos exercícios e nos deixou conversar até que todos terminassem.

– Por que me ajudou? – Castiel perguntou olhando para o teto.

– Eu posso te odiar, mas não gosto de ver os outros se ferrando quando eu podia ter ajudado.

– Por isso me falou da Debrah ano passado?

– Sim – ele se calou e eu continuei desenhando – Foi mal, eu não deveria ter duvidado de você.

– Fala isso depois de ter acabado com nossa amizade?

– Se você estivesse no meu lugar, não teria ficado irritada? Tipo, se eu falasse que o Nathaniel é um idiota – meu coração doeu.

– Eu não namoro mais ele – falei com a voz baixa.

– Ei, calma. Não vá chorar na minha frente – ele falou rindo da minha cara. Eu já tinha esquecido como a risada dele era reconfortante.

– Não vou chorar, idiota.

– Tem certeza, meio metro?

– Para! – falei perdendo a paciência.

– Você ainda se irrita com isso?

– Claro, olha sua altura comparada a minha.

– Castiel. Fernanda. Podem sair. Estão liberados – Savin sorriu e nós dois nos retiramos da sala.

– Eu acho que vou para o meu quarto – falei me espreguiçando.

– Não quer ir no porão tocar um pouco?

– Você vai gritar comigo?

– Se você me der um motivo, vou.

– Vou arriscar – descemos até o porão e ele se jogou no sofá que havia lá. Peguei a guitarra que estava no canto da sala e joguei para Castiel.

– Fale uma música.

– Mama.

– Sem ser de coreano – eu ri.

– Uma de vocês, então.

– Eu não sei a letra, ok?

– Só toca, idiota – ele começou a tocar alguns acordes e eu fiquei apenas escutando – Nada mau.

– Eu sei. Preciso arrumar algumas coisas ainda. 

– Se precisar de ajuda...

– Você vai entrar na banda?

– Não sei. Talvez.

– Entra. Seria legal.

– Eu estou pensando. Sabe... O Nathaniel.

– Só esquecer.

– Não é tão fácil.

– Eu soube de alguém que gosta de você.

– Quem?

– Um amigo meu.

– Você tem amigos?

– Eu estou rindo muito. Nossa – ele revirou os olhos e se aproximou de mim.

– Se quiser posso ser sua amiga de novo.

– Você que quer.

– Eu não disse nada – falei rindo.

– Você gosta de alguém?

– É mais um interesse.

– Pelo Lysandre?

– Está tão óbvio assim?

– Está escrito na sua testa.

– Não precisa exagerar.

– Posso te ajudar se quiser.

– Eu ainda não superei o término com o Nathaniel. Acho que não preciso de ajuda por enquanto.

– Como quiser, anã.

– Não me chame assim!

– Nanda! – ouvi a voz de Rosalya vinda da escadaria.

– Preciso ir.

– Ok. Se precisar ser animada venha falar comigo, eu tenho alguns métodos – ele sorriu maliciosamente e eu revirei os olhos enquanto saia do porão.

– Ah, você está aqui – Rosa falou ofegante – O que fazia lá?

– Estava falando com o Castiel.

– Se reconciliaram?

– Acho que sim.

– Ótimo, agora, uma coisa.

– O que?

– Lysandre está te procurando.

– Que? – olhei para trás para ver se ela não estava falando com outra pessoa – O que ele quer comigo?

– Ele disse que queria te conhecer melhor.

– Onde ele está?

– Ele estava indo pro clube de jardinagem.

– Vejo você depois, então.

– Boa sorte! – ela falou e eu fui rapidamente até o clube de jardinagem. Lysandre estava sentado no mesmo lugar do dia anterior. Me aproximei dele sem fazer barulho e joguei minha cabeça pro lado para ver os dois bonecos de palito que ele estava desenhando.

– O que está fazendo? – ele sorriu para mim.

– Tentando ver o que você escreve. O que são esses desenhos?

– Isso... São – ele riu um pouco nervoso e corou – N-nada demais.

– Ah fala!

– Não insista, por favor.

– Eu não vou rir de você – coloquei a mão no ombro dele e me sentei ao seu lado.

– Tudo bem... E-essa é a garota que eu gosto.

– Isso seria vocês dois de mãos dadas?

– Não ria. São apenas rabiscos.

– Posso ler? – ele entregou o bloco para min e eu abri em uma página qualquer. Li rapidamente um dos poemas e fiquei boquiaberta – É a minha irmã?

– A garota que eu gosto? Não. Leia de novo.

– "Seu lindo cabelo ruivo
Seus olhos cinzas
Como um lobo solitário solta um uivo
A hora da caçada se sessou e ela se encontra sozinha com a brisa
Ao vento seu cabelo bate em suas costas
Talvez não faça sentido essa bosta,
Mas não importa, pois
Meu amor por você faz tanto sentido quanto no meio da floresta ter uma porta"

– Não é para sua irmã.

– Então para quem? Não há ninguém nessa escola ruiva de olhos cinzas. A Íris namora.

– Eu não vou contar. Tire suas próprias soluções – ele sorriu – Seu ruivo é natural?

– Sim.

– E seus olhos são mesmo cinzas?

– Sim.

– São lindos.

– Valeu – ele riu timidamente.

– Você é um pouco lenta... – ele sorriu para mim.

– Você gosta de mim, por acaso? – falei brincando, mas percebi que meu rosto estava vermelho.

– S-sim... – ele abriu um sorriso meio tímido e corou.

– Isso é sério? – ele fez que sim com a cabeça – Oh... – meu rosto ficou vermelho – Sabe... Lysandre eu não estou pronta para nada agora, principalmente depois do neu término com o Nathaniel. E-eu não sei... Preciso pensar – me levantei rapidamente, mas ele segurou minha mão.

– Eu vou esperar. Só não queria mais guardar só para mim. Espero que não afete sua decisão de entrar para a banda.

– Não irá – eu soltei minha mão e corri para o meu quarto.

Fiquei lá pensando por um tempo e acabei dormindo novamente. Eu adorava dormir em qualquer situação, mas naquele dia eu estava preocupada demais.



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