História Meu "ruivo" pervertido - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
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Palavras 1.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Um trio estranho


Fanfic / Fanfiction Meu "ruivo" pervertido - Capítulo 3 - Um trio estranho

Acabei acordando às 4 horas da tarde do mesmo dia e não consegui mais voltar a dormir. Olhei para a cama de cima e não havia ninguém. Rosalya deveria ter saído com o Leigh.

Que saco... O ruim de sua melhor amiga ter um namorado é que você quase nunca fica com ela quando precisa. Bom, que seja. Peguei minhas chaves e fui até o quarto de Alexy. O mesmo escutava música em seus fones de ouvido, obviamente não escutava nada que os outros falavam. Armin, seu irmão, estava jogando no seu novo PlayStation 4.

Me joguei na cama de Armin e chutei a cama de cima, que era a de Alexy. Ele olhou para baixo desconfiado e sorriu ao me ver.

– O que faz aqui? – ele diz tirando os fones.

– Rosalya saiu com o Leigh.

– É, eu sei. Ela não quer me trazer um lanche do shopping.

– Nossa.

– Ela vai ver o que vou fazer com os vestidos dela.

– Calma aí, azulado – ele desceu da cama de cima e se sentou ao meu lado.

– Enfim, Rosalya me contou que você está de olho no Lysandre.

– É mais o contrário – acabei deixando escapar, esquecendo completamente que Armin estava ali.

– Lysandre me falou – Armin pausou o jogo é se aproximou de nós dois – Eu não falo muito com ele, mas fizemos dupla na aula de matemática e ele me contou um pouco. Ele é mais aberto do que eu imaginava.

– Aberto? – Alexy falou quase rindo.

– Digamos que eu já falei com ele sobre jogos.

– Jogos?

– Ele joga Assassin's Creed.

– Uou, sério? – falei surpresa.

– Ele é bom até.

– Ele tem um lado mais adolescente normal, isso eu sei – falei rindo.

– Ei, quer me ajudar a convencer o Armin a trocar essas roupas? – Alexy falou sorrindo.

– Eu já falei que irei escolher dessa vez – Armin revirou os olhos.

– Certo... – Alexy jogou o travesseiro na cara do irmão e eu fiquei observando a guerra começar.

– Do que está rindo? Você também não vai sair ilesa – Armin falou avançando para me fazer cócegas. Me afastei até ficar sem saída – Você já era! – ele falou.

– Eu trouxe os lanches – ouvi a voz de Nathaniel e chutei Armin para longe de mim. Ele me olhou arrependido e eu sabia que ele estava sofrendo tanto quanto eu pelo nosso término – Vou deixá-los aqui – ele largou alguns salgados na mesa e saiu do quarto de cabeça baixa. Me levantei e fui atrás dele sem hesitar. Não queria continuar sem esclarecer as coisas.

Nathaniel de trancou no quarto, fechando a porta na minha cara. Suspirei e me deixei cair de costas para a porta.

– Eu sei que você está sentada contra a porta – ouvi ele falar.

– O que eu posso fazer?

– Me deixar um pouco, vai ser pior para nós dois.

– Eu não quero. Não gosto de te ver triste por minha causa.

– Esse é o problema. Você diz que não gosta de ME ver triste, mas você não gosta de ver ninguém que você goste triste.

– Eu sinto muito... Não queria ter perdido a paciência naquele dia.

– Nem eu queria ter te dito para arrumar outro – segurei minha lágrimas e ouvi ele encostando a cabeça na porta.

– Nath – falei com receio dele não querer mais que eu o chamasse assim.

– Nanda – algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto ao ouvir ele falar meu nome – Não vai dar mais.

– Eu sei. Vai ser ainda mais difícil se eu entrar na banda – falei colocando a mão na minha cabeça – Eu só queria que as coisas voltassem a ser como eram quando eu tinha 12 anos.

– E voltar a ser amiga do Castiel? – pude perceber a seriedade em sua voz.

– Sim – falei firmemente.

– Entendo... Podemos der amigos, pelo menos?

– Eu quero... Se você quiser – ele abriu a porta do quarto e me abraçou por trás. Segurei a mão dele enquanto ele me abraçava e senti ele beijar minha nuca.

– Vou sentir falta disso.

– Eu também – falei sem conseguir olhar para a cara dele. Tomei coragem e me virei para ele. Abracei-o novamente e fiquei acariciando seu belo cabelo loiro. Dei um beijo em sua testa e o soltei.

– Eu acho que é isso... – ele falou tentando forçar um sorriso.

– Sim... – falei tentando não demonstrar fraqueza – Até outra hora – falei começando a andar pelo corredor do dormitório masculino.

Acelerei meu passo até começar a correr. Eu não conseguia ver as pessoas a minha frente, pois não conseguia pensar em outra coisa. Acabei batendo de frente com um garoto familiar.

Demorei alguns segundo para raciocinar que aquele era Lysandre e algo em mim fez com que eu soltasse o rio de lágrimas que eu estava guardando.

– O que aconteceu? – ele perguntou, mas eu não consegui responder. Me joguei nos braços dele e pensei que o mesmo fosse reclamar, mas não... Ele me deixou chorar até eu me acalmar – Pode me falar o que aconteceu, já? – ele perguntou secando meu rosto com a manga da sua jaqueta.

– Eu falei com o Nathaniel. Nós não vamos mais ficar juntos – falei normalmente.

– E por que não está chorando?

– Porque... Eu não sei... Eu amo ele ainda... – falei tentando desviar meu olhar.

– Não se preocupe. Você é linda, logo isso irá passar. Levante a cabeça – ele falou levantando meu rosto. Não consegui abrir um sorriso, mas ele sim – Fiquei com isso – Lysandre me deu seu cachecol verde  que ele sempre usava no pescoço. Senti meu rosto corar e...

– Lysandre! – ouvi a voz de Castiel vinda do fundo do corredor. Me separei de Lysandre e sequei meu rosto rapidamente.

– O que aconteceu?

– Nada. Só queria ir comer alguma coisa e não quero ir sozinho – Castiel olhou para mim estranhando eu estar com o cachecol dele – Vocês estão namorando?

– Não – falei.

– Ela acabou de conversar com o Nathaniel e eu apenas a consolei – Lysandre sorriu para mim e meu rosto ficou vermelho.

– Bom... Por que não vem junto? – Castiel falou sorrindo.

– Eu não sei... Talvez eu atrapalhe vocês – falei tentando mostrar o máximo possível que eu não ir.

– Eu pago seu lanche – Castiel falou antes que Lysandre abrisse a boca.

– Esse não é o melhor jeito de...

– Tô dentro – acabei interrompendo o Lysandre.

Fomos até o shopping conversando um pouco. Acabei conhecendo um pouco melhor Lysandre e um pouco mais da nova personalidade de Castiel. Bom... Ele não havia mudado muito, só estava mais fechado, mas quando estava com nós dois eu sentia uma nostalgia. Acabamos indo no restaurante que eu e Castiel íamos quando éramos mais novos.

– Ainda come o número 7? – Castiel perguntou. Fiz que sim com a cabeça e ele foi comprar os lanches. Fiquei sozinha com Lysandre, mas não tive coragem de dirigir-lhe uma palavra.

– Você e Castiel voltaram a se entender, não?

– Sim. Não tínhamos motivos para continuarmos brigados.

– Fico feliz em saber disso – ele disse sorrindo – Eu te deixei envergonhada ontem?

– Hã?

– Quando você leu... O... Poema.

– Por que eu me envergonharia? Foi uma das coisas mais fofas que alguém já fez por mim.

– Não foi nada demais – ele ficou vermelho.

– Fernanda me ajuda aqui – Castiel falou com as duas mãos cheias, peguei a bandeja que estava com meu lanche e coloquei na mesa. Ele se sentou do meu lado e começou a comer igual a um animal – Ei, você não usava roupas curtas assim.

– E o que você tem com minhas roupas?

– Nada. Lysandre disse que gosta – ele olhou para Lysandre rindo.

– Deixa ele ter os gostos dele. Você gostou da Debrah.

– E você do Nathaniel – ele falou rindo, mas acabei sentindo um aperto no coração. Lysandre deu uma cotovelada nele e o mesmo me olhou arrependido – Ei, foi mal. Eu não achei que ainda estivesse magoada com isso tudo.

– Tudo bem – eu tentei sorrir, mas algumas lágrimas caíram.

– Por que está chorando? Você não era durona?

– Desculpa, eu fico um pouco sensível quando o assunto é o Nathaniel.

– Aparentemente você ainda ama ele – Castiel limpou uma lágrima que escorria pela minha bochecha e eu sorri.

Comi meu lanche sem fazer muito mais coisa e esperamos Lysandre terminar para voltarmos para a escola. Estava nevando um pouco e já era tarde. Eram cerca de 11 horas da noite e eu estava morrendo de frio. Castiel e Lysandre conversavam sobre suas músicas enquanto eu escutava kpop.

– Ei! – Castiel tirou o fone do meu ouvido – Você vai entrar mesmo na banda?

– Provavelmente – falei com a voz trêmula.

– Está com frio? – Lysandre perguntou. Fiz que sim com a cabeça e ele me cobriu com sua jaqueta.

– N-não precisava disso.

– Somos seus amigos, não? – Castiel riu – Eu sou seu amigo, ele eu não sei.

– Castiel... – Lysandre o olhou com reprovação.

– Já entendi – ele pegou o gorro que usava e colocou na minha cabeça.

– Valeu – falei completamente sem jeito. Eu não estava acreditando que haviam duas pessoas se importando tanto comigo.

Chegamos aos dormitórios e eu devolvi as coisas para eles. Dei um abraço neles e fui para o meu dormitório. Rosalya estava dormindo, então resolvi não fazer muito barulho. Me deitei na minha cama e peguei no sono rapidamente.



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