História Meu Segurança Particular. - Capítulo 63


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Flare Corona, Gajeel Redfox, Gildartz, Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Yukino Aguria
Tags Fairy Tail, Gajeel, Gale, Levy, Musical, Nalu, Rap, Romance, Shipps
Exibições 188
Palavras 3.677
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Faaaaaaaamiiiiiiliaaaaaaaaaa #MSP!!!!! Estou de vooooooooltaaaaaaa! Ai, meu Deeeeeus! kkkkk.... Ou quase, né? Ainda não estou de férias, mas a apresentação do meu TCC já foi e passei, então arranjei um tempo pra continuar a fanfic. Eu já estava morrendo de saudade de escrever, de ler os comentários de vocês, enfim!!! Amo tudo isso! Espero que aproveitem a leitura! ;)

Capítulo 63 - Desejo remanescente.


Fanfic / Fanfiction Meu Segurança Particular. - Capítulo 63 - Desejo remanescente.

A azulada encarava o teto de seu quarto e parecia preocupada. Já havia se passado duas semanas desde aquele dia, mas sempre que ela descansava sua mente, a mesma cena voltava trazendo a mesma sensação em seu estômago e nos pelos arrepiados de seus braços. Ela respira fundo e suas bochechas ficam rosadas. Ela franze a sobrancelha levemente e fecha os olhos.

 

~...~
 

- Então, como se sente após uma apresentação de verdade? – Brincou ela. – Estive ansiosa pra falar com você. – O rapaz fecha a porta atrás de si e gira a chave no trinco da porta. O som da fechadura faz a garota parar de falar. Na verdade, agora ela percebera que o moreno estava estranho. – Hm? Gaj—

- Não me leva a mal, Levy... Mas não quero falar disso agora. – Ela pisca algumas vezes em silêncio, enquanto ele anda rapidamente em sua direção. – Eu apenas preciso fazer isso primeiro.
 

O olhar que ele lançara sobre ela a fez sentir uma pressão no diafragma que aumentava à medida que ele se aproximava. Sua respiração acelerou com a antecipação do toque de Gajeel até que ele finalmente alcançou suas coxas e envolveu sua cintura com elas. A garota sentiu uma onda de prazer inesperada ao imediato atrito das mãos dele em sua pele. Era como se eles estivessem juntos pela primeira vez. A palma da mão do moreno pressionava cada parte de seu corpo ansiosamente e ele parecia desejá-la mais do que das outras vezes. Ela sentiu o ar diminuir a sua volta e começou a ficar ofegante pelo alvoroço dos movimentos de Gajeel. Sem perceber, suas roupas já estavam quase todas jogadas ao chão, assim como as dele.

- Gajeel... – A garota diz quase em um gemido sussurrado, mas é calada pelos lábios do rapaz que não pareceu se importar com o que ela tinha a dizer.

Ele continua acariciando-a. Seus toques eram fortes e doces ao mesmo tempo. Era difícil pensar em algo quando ele continuava a provocando desse jeito. – Gajeel... Aqui não é o local apropriado par—

- Não é o que o seu corpo diz. – A garota fecha os olhos e expira ao sentir a língua do garoto percorrer a ponta de sua orelha até o pescoço.

- O que deu em você? – Ela expira enquanto o moreno continua descendo seus lábios até parar entre seus seios.

- Considere isso a sua punição por me fazer cantar no meio de toda aquela gente.

- O quê?! – Exclamou incrédula. – Conta outra! Como se fosse seu primeiro show!

- Bom... Com essa quantidade de gente, sim. – Ele arqueou uma sobrancelha enquanto ela o encarou ainda ofegante. Ela não pareceu satisfeita com a resposta e esperava que ele continuasse. – Tch... Você não está caindo nessa desculpa, não é? – Ela apenas balançou a cabeça sem desviar os olhos do moreno. Ele deu uma risadinha e pôs-se sobre a azulada propriamente para encará-la. Sua expressão mudou e ele confessou seriamente. – Tá bom. Eu apenas não resisti a você. – A respiração da azulada se desregulou enquanto ele fitava seus lábios. – Eu adoro quando é atrevida. É como se nada pudesse te domar... – Ele eleva seu olhar para fitá-la nos olhos. – É incrivelmente sexy. – Ele sorri com olhos parcialmente estreitos. Leva alguns segundos antes que ela dê uma risadinha.

- Fala isso pra todas as rappers que se apresentam com você? – Brinca ela.

- Não... – Ela passa as mãos pelas pernas da garota. – Só às que têm essas coxas. – Ela a puxa e enfia o rosto no pescoço da garota, que começa a rir.
 

~...~
 

Levy abre os olhos e sente seu coração acelerar.

- Por que não consigo pensar em outra coisa desde aquele dia... ? – Ela se senta sobre a cama e abaixa a cabeça, deixando suas madeixas penderem à frente. Ela expira.

Desde aquele dia sua relação com o moreno também parecia ter mudado, era quase como se ela tivesse vergonha ao simples pensamento de estar a sós com ele. Seu olhar tinha efeito ainda mais desconcertante que antes, sua pele parecia muito mais sensível ao toque de seus dedos. Tanta coisa mudou e ela nem ao menos percebeu tudo acontecer.

– Droga... O que está fazendo, Levy?... – Diz consigo enquanto reflete sobre seus sentimentos confusos.
 

...
 

Erza estava sentada analisando algumas fotos e informações novas que recebera do paradeiro de Porla quando ouve batidas na porta.

- O que é? – Diz ela emburrada sem desviar o olhar dos documentos.

- Será que a delegada Scarlet nunca está de bom humor? – Ironizou o rapaz entrando na sala. A ruiva o encarou, surpresa.

- Jellal?

- Tá, eu confesso que senti falta até mesmo do seu mau humor. – Disse o azulado, com um sorriso.

- E eu que pensei ter me livrado finalmente de você. – Disse ela ignorando o último comentário do rapaz. Ele deu uma risada.

- Oh, não se preocupe, apenas estive numa pequena viagem com uma velha amiga. – Ela pareceu surpresa por um momento antes de voltar a sua forma durona de sempre. O azulado notou, mas resolveu ignorar e continuou. – Além disso, isso nunca irá acontecer. Você é minha mulher, afinal de contas.

- Ah, claro. E foi por isso que saiu para uma viagem íntima com uma velha amiga... – Murmurou emburrada voltando a encarar os papeis.

- Desculpe, disse alguma coisa? – Fingiu-se, inclinando-se e pendendo a cabeça em direção a ela.

- Argh! – Ela bate a mão com os papeis sobre a mesa e o encara. – Você vai me deixar trabalhar ou o quê?!

- Ah, claro. – Ele se estende. – É que achei que estivesse com ciúmes por um momento..

- Tch! Sua vida não é mais da minha conta. - Ela passa a mão pelo rosto expirando.

- Estaria tudo bem se fosse. Quero dizer, sou seu marido. – Provocou. Ela o fita em silêncio, seriamente, segundos antes de ameaçá-lo.

- Jellal, se eu tiver que repetir que estamos separados mais uma vez, eu me certificarei de que eu me torne uma viúva em vez disso. – Ele arqueou uma sobrancelha.

- Quer dizer que vai me matar?

- Entenda como quiser.

- Curioso... – Ele se aproxima e abaixa para sussurrar no ouvido da delegada. – Você diz que estamos separados... Então como se tornará viúva? – Ela parece não saber o que dizer, mas prepara-se para responder, mesmo assim.

- Olha aqui, não foi isso que eu—

O celular da garota começa a tocar, interrompendo-a. Ela fica relutante em atender e parece irritada por não conseguir pensar em algo para responder à provocação do azulado. Ele percebe sua atitude e dá um risinho antes de virar em direção à porta.

- Tudo bem, pode atender. Eu espero lá fora. – Ele vira parcialmente seu rosto para encarar a azulada. –  Mas continuamos a conversa assim que terminar sua ligação. – Ele pisca um olho e sai com um sorriso, fechando a porta atrás de si.

- D-Desgraçado... Ele sempre consegue.. Argh! – Ela cora levemente e atende o celular. – O que é?...
        

No lado de fora da sala.

Os rapazes conversavam perto de um balcão.

- Você é o único que consegue deixá-la envergonhada desse jeito. – Disse Simon em meio a risadas. O azulado tinha um sorriso vitorioso no rosto.

- Ela é sempre durona, mas não resiste ao meu charme. – Ele toma um gole do copo de café que o parceiro de Erza o oferece.

- Arh... – Ele continua a sorrir, mas fica pensativo ao encarar a ruiva através das frestas da persiana da janela de sua sala. – Eu não sei por que ela insiste em continuar assim. – A voz do moreno mudou relativamente e pareceu mais preocupado. Jellal ficou intrigado.

- O que quer dizer?

- Ela tem dedicado sua vida apenas para prender caras perigosos. Aqueles que ninguém consegue pegar. Ela dedica quase 100% do tempo apenas para isso... É raro vê-la sorrir. – O azulado fitava o chão com sobrancelha franzida e parecia refletir. Ambos encaram a ruiva. – Você faz bem a ela, Jellal. – O ex da Scarlet fica surpreso com o comentário e desvia seu olhar para fitar o moreno, que o encarava com um sorriso. O azulado abaixa o olhar por um momento antes de fitar a ruiva novamente com um meio sorriso.

- Acho que sim. – Ele diz consigo.

Algum tempo depois de desligar o telefone, a garota começa a juntar suas coisas e sai apressada da sala.

- Aqui vamos nós... – Comenta Simon, vendo que, provavelmente, a tal ligação havia sido sobre Porla. Jellal ouve o comentário do moreno e o fita rapidamente antes de observar enquanto a Scarlet se aproxima com ar determinado.

- Simon!

- Me deixe adivinhar. – O moreno diz, expirando. Ela para na frente dos rapazes, sobrancelhas franzidas.

- É exatamente o que está pensando. As câmeras de um hotel registraram a passagem de Porla por esta rua. – Ela estende um papel com um endereço anotado. – O curioso é que ele estava dentro de um carro luxuoso. – Diz ela enquanto tenta ligar os pontos em sua cabeça. – Pelas fotos, também é blindado... Ele está quebrado demais para conseguir um carro como este. – Ela faz uma pausa antes de continuar. – Além disso... Não era ele quem estava dirigindo.

- Um motorista?... – Simon coça o queixo com sobrancelhas franzidas.

- Ou pior. Aliados. – Ela diz irritada.

- Em tão pouco tempo? – Ele estranha.

- Ow... Espera um pouco... Se isso for verdade, então a coisa é mais perigosa do que vocês pensavam, certo? – Meteu-se o azulado. – E você quer investigar isso com apenas um parceiro? – Disse fitando a ruiva em tom preocupado.

- Eu sei o que estou fazendo, Jellal. É melhor ficar fora disso, conheço essa cara. – O azulado parece frustrado.

- Erza—

- Apenas consiga algum criminoso para defender como um bom advogado que é. – Ironizou a garota. – Simon! Você dirige dessa vez? – Ela joga as chaves da van para o rapaz que as agarra no ar. O moreno nota a expressão ainda preocupada de Jellal e se sente mal por ele. A ruiva já caminhava em direção à saída quando ele abaixou seu olhar, decidindo seu próximo passo. Jellal expira e segue na direção oposta até que o moreno se pronuncia.

- Quer saber...? – O azulado o fita parcialmente e a ruiva para e torna a fitá-lo. Ela arqueia uma sobrancelha. – Acho melhor levarmos uma das viaturas.

- O quê? – A ruiva pergunta, confusa. – Você sabe que não usamos viaturas para investigações como essa. Vai chamar muita atenção.

- Se acharmos Porla e seus aliados, precisaremos de mais de um carro para levá-los. Quero dizer, nós não sabemos quantas pessoas podemos encontrar hoje, certo? – Ela arqueia a sobrancelha e olha para o lado.

- Hunf... – Ela parece desconfiada, mas o argumento do rapaz realmente fazia sentido. Ela volta a encará-lo, ainda um tanto desconfiada. – Acho que sim. – Ele dá um risinho e joga as chaves de volta para a ruiva. Jellal observava tudo com igual desconfiança no olhar.

- Vá na frente, irei em seguida. Apenas pegarei as chaves da viatura. – Ela expira e se dá por vencida.

- Tudo bem, não demore. – Ela sai apressada.

O moreno vai em direção à placa onde as chaves de todas as viaturas disponíveis ficavam penduradas enquanto o azulado o seguiu com o olhar.

- Por que eu acho que você está tramando alguma coisa?.. Simon. – Falou Jellal com os braços cruzados.

- Porque estou. – Ele vai em direção ao ex da Scarlet e estende as chaves que acabara de pegar.

- O que é isso? – Ele encara as chaves na mão do moreno.

- São as chaves da viatura número 063. O número está escrito bem aqui, então sei que não vai pegar a viatura errada e estragar tudo. – Disse o moreno enfiando as chaves na palma da mão do rapaz que as segurou, sem outra opção.

- Para quê está me dando isso? Quer que me prendam? Isso é uma armação da Erza ou o quê?

- Shh! – O moreno o puxou para o canto. – Quer que todos saibam que estou te dando as chaves de uma viatura policial? – O azulado arqueou uma sobrancelha. – Apenas dirija a viatura e a siga até o local. Eu sei que está preocupado, além disso, ela não parou de falar de você desde que esteve sumido. – Ele arregalou os olhos.

- O quê? A Erza?... S-Sério?

- É... Mas você conhece a Erza. Não é como se ela assumisse que estava com saudades. Apenas citava seu nome a cada quatro ou cinco frases...

- Citava?

- Tudo bem que, na maior parte, eram acompanhadas por adjetivos não tão amigáveis.

- Oh... Hehe. – Deu um risinho sem graça.

- O que importa é que vocês precisam de algum tempo juntos e não creio que ela irá aceitar fazer qualquer coisa com você estando no auge das investigações sobre o pai dela. – Ele abaixou o olhar enquanto ouvia o moreno. Seu ombro recebe uma leve tapinha da mão do rapaz e Jellal o fita. – Se eu fosse você, estaria indo agora. A Scarlet é bem apressada, ela logo notará a demora.

- Tem certeza que isso vai funcionar? Você sabe que ela tem uma arma presa à cintura o tempo todo, certo? Não quero acabar com uma bala no traseiro.

- Está com medo da sua ex mulher, Jellal Fernandes?

- Nunca é ruim ter precaução com a Scarlet, meu caro. – O moreno dá um risinho.

- Acho que está certo. De qualquer forma, deixe tudo comigo. Inventarei algo para minha ausência. – Ele empurra o azulado em direção a saída. – E vê se não se esquece de olhar o número da viatura. Se me descobrirem nisso estou frito.

- Tch... Quem diria que o Simon conseguiria quebrar regras.

- É por uma boa causa. Heh. – O garoto se apressa e segue até a porta, mas parece esquecer algo e vira rapidamente para falar.

- Ah, e Simon? – O moreno, que já havia virado para voltar aos seus afazeres, torna a fitar Jellal com sobrancelha levemente erguida pela surpresa. – Não tem “ex” antes do adjetivo.

- Hm?

- Aquela ruiva, definitivamente, é minha mulher.

- Hunf. – Ele deu um sorriso antes do rapaz se apressar e correr até seu destino.

E o azulado ia se certificar de aproveitar a chance que o moreno lhe dera para que ficasse sozinho com Erza.
 

...
 

A loira tentava se manter em uma posição mais confortável na garupa da moto do modelo, mas sua barriga já estava começando a ficar maior e ela não parecia estar achando posições muito confortáveis naquele acento.

- Arh... Natsu, já estamos perto dessa cafeteria? Minha coluna já está começando a queimar.

- Oh.. Me desculpe...

- Além disso, não é como se uma grávida pudesse ficar andando por aí em cima de uma moto, de qualquer forma.

- O seu carro é que sempre tem algo com defeito!

- A culpa não é minha!.. Além disso, o que espera para comprar um carro?

- Bom, você poderia me comprar um, já que tenho que esperar o pagamento do desfile de qualquer jeito. Já que você é minha chefe, então apenas posso pegar um adiantamento. – Ironizou o rosado.

- Vai sonhando. Não vou te pagar tanto assim! Hunf... – Esbravejou a menina.

- Bom... Nesse caso, só nos resta a minha moto...

- Isso quando Aquarius não estiver por perto.. Se ela sonhar que estou andando de moto é capaz de me algemar ao pé da cama durante toda a gestação.

- Sem chance! Afinal, você tem que ir ao próprio desfile que acontecerá antes disso! É a estilista.

- Ela me colocará no skype. – O garoto a fitou de perfil com sobrancelha arqueada pela solução estranhamente rápida que a loira o deu.

- É, já tivemos essa conversa. Ela me disse exatamente isso... – Uma gota cai pela testa de Lucy.

- Ela é meio sinistra, não é?... – O rosado treme levemente.

- Ei, por acaso está com medo de uma garota? Pfff... Que vergonha.

- Ói, eu não estou com medo. Apenas fiquei com frio um momento..

- Aham...

Eles vão até uma cafeteria nova que abrira em um bairro vizinho. O ambiente é realmente agradável e há uma música ambiente. Eles se sentam em uma das mesas e conversam sobre os acontecimentos das últimas semanas.

- Arh... – Lucy se encosta à cadeira visivelmente cansada após comer tanto.

- Ói... Lucy.

- Hm? O quê?

- Sua barriga está desse tamanho por causa dos bebês... Ou porque você está comendo por quatro?

- Tch... Não seja rude! E como estaria comendo por quatro?! Estou grávida de apenas dois bebes e não três.

- É, mas desde que você está comendo toda a comida, não sobra quase nada pra mim, então você está comendo pelos bebês e por mim.

- Ei! Eu estou grávida, o que você esperava? Não quer ter dois bebês gordinhos e saudáveis? – O rosado dá uma gargalhada.

- É realmente fácil te tirar do sério.

- Hunf... – Ela cruza os braços e fecha os olhos, emburrada.

- Ói, Lucy-san.

- Hm? – Ela abre os olhos.

- Quer aprender um truque para servirem as melhores comidas em qualquer lugar como esse?

- Ahh não... O que vai aprontar agora, Natsu? Não me faça passar vergonha!!

- Uoh! Quando foi que eu te fiz passar vergonha, hein?! – Esbravejou o rapaz.

- Que tal quando pegou uma lagosta do aquário do último restaurante onde almoçamos?! – Pôs as mãos na cintura.

- Na placa dizia “Animais frescos”! – Ele cruzou os braços.

- Aqueles não eram para consumo... – Disse massageando a testa enquanto se lembrava do vexame.

- Pfft... E como eu ia adivinhar?! Da próxima vez eles devem colocar aquele aquário em alguma exposição de crustáceos ao invés de um restaurante de frutos do mar. – Ela arqueou a sobrancelha. – Mas o que importa é que vamos ter a melhor sobremesa dessa cafeteria logo logo quando usar a técnica que inventei.

- Técnica... Imagino que eu não possa fingir não te conhecer, já que entramos juntos, certo? – Disse a loira.

O rosado deu um risinho e chamou a garçonete.

- Por favor, pode me trazer uma torta alemã? É a última coisa que preciso avaliar nesse estabelecimento. – Disse o rosado seriamente.

- Hm?... Avaliar?

- Hm. Estive avaliando tudo que me serviu até agora, senhora. – A garota pareceu confusa. – Não esperava que eu dissesse que sou um crítico gastronômico antes de me servirem os pedidos, certo?

- Crítico gastronômico? – A garota pareceu um tanto preocupada. – Perdão... O senhor gostou da comida? – A loira estava pasma, mas sorriu quando a garçonete a fitou.

- Não sei, ainda estou decidindo...

- Oh não... O que podemos fazer? – Lucy quase se sentiu mal pela garçonete, mas Natsu estava muito hilário naquela pose séria de crítico gastronômico.

- Não ligue para ele, moça. – A garçonete fitou a loira. – Meu marido só está indeciso, mas eu sei como convencê-lo a escrever uma boa crítica. Basta nos trazer aquela torta alemã.  – Ela tosse delicadamente e se corrige. – Duas. Então o convenço a avaliar esse lugar com três estrelas.

- Três?... M-Mas o máximo não são cinco? – Pergunta a menina. A loira olha para o lado e o rosado logo a ajuda com a lorota.

- Ela quis dizer três porque não costumo dar mais que isso... Mas, quem sabe, se nos servir agora eu subo algumas estrelas na sua avaliação...

- Oh! C-Claro, agora mesmo! – A garota se apressa para pegar as tortas.
 

Alguns minutos depois, em um banco de praça das proximidades.
 

- Eu não acredito que enganamos aquela pobre moça... – Disse dando outra colherada em sua torta sentada ao lado do rosado.

- Você tem que admitir. Essa é a melhor técnica para ser bem atendido e ainda descontarem metade da conta. As pessoas fazem tudo para subornar um crítico gastronômico. – Ela riu.

- É melhor não ensinar isso para nossos filhos. – Avisou Lucy. – Não quero que criem esse tipo de hábito. – Lambeu a colher.

- Qual, aquele que te deu essa torta que está comendo agora?

- Ei, a ideia foi sua! – Protestou.

- Você pareceu entrar na minha atuação se me lembro bem. – Ele se inclina em direção a ela com um sorriso cínico. – E que papo foi aquele de marido? – A loira arregala os olhos e fica vermelha. Ela vira o rosto.

- B-Bom... Apenas pensei q-que alguém casado passaria mais seriedade... Só isso. – Ela se vira novamente para continuar justificando-se. – Além disso, foi tudo para que conseguíssemos as tor—

O rosado rouba um beijo da loira que parece estática ao se separarem.

- Oh, desculpe. É que tinha torta no canto da sua boca.

- Tch. – Ela o empurra e parece ainda mais envergonhada. – Podia apenas ter me dado um lenço ou algo do tipo... – Ela desvia o olhar e limpa com guardanapo algum provável resíduo de torta que ainda esteja em seu rosto.

- Eu gostei. – A loira para e lentamente vira para encará-lo. Ele estava sorrindo serenamente. – Acho que terei que fingir mais vezes que sou um crítico gastronômico, assim poderei ser seu marido novamente, certo? – Ela pisca algumas vezes. – Ou eu deveria apenas... – Ele enfia a mão no bolso e a garota sente um calafrio imediato em sua barriga. Ela arregala os olhos. Ele não vai fazer a pergunta aqui... Vai?

- E-Ei... Natsu eu...

O garoto tira um bolinho bem-casado do bolso e desembala, colocando-o inteiro na boca.

- Uohoh... Esse bolinho é realmente bom. Ói, você ia falar alguma coisa?

- Um bem-casado?! – O rosado pareceu surpreso.

- Hm? Oh... Você queria? – Ela faz uma expressão entediada e emburrada enquanto põe a palma de sua mão sobre o rosto. – O quê? Você já tem uma torta... Quer ter diabetes ou o quê?

- Argh! Vamos apenas para casa de uma vez!  - Ela se levanta e sai frustrada.

- Oh. – Ele observou enquanto ela saía, tentando entender o que a havia irritado. – Grávidas têm um temperamento estranho... – Ele lambe o açúcar dos dedos e recolhe as caixas com o resto das tortas. – Ói, Luceeeey! Espera por mim!

Ele se apressa para alcançá-la.


Notas Finais


Natsu sempre tem que fazer alguma besteira se não não é o Natsu, né? UAHSUAHSUAHS... Enfim, gente. Espero que tenham gostado! Continuo sem saber quando sai o próximo, mas minhas férias são no começo de dezembro, então...
*-----*
Até a próxima, meus rappers! #FamíliaMSP


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