História Meu Selvagem Peregrino - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kizashi Haruno, Orochimaru, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Comedia Romantica, Drama, Hentai, Nórdico, Sasusaku, Selvagem, Viagem
Exibições 248
Palavras 776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie xD
Finalmente estou de volta com uma long-fic, depois de muito escrever, perder tudo (maldito HD), reescrever, mudar enredo, aqui está MSP. Yay! Solta rojão ~~~~
Os capítulos serão intitulados com palavras ou expressões em dinamarquês e japonês. Sempre haverá notas adicionais caso vocês gostem de visualizar as coisas melhor, mas nada extremamente necessário de se checar. Aliás, preparem-se para capítulos grandes. Já tenho alguns escritos, então irei postando e escrevendo pouco a pouco.
Espero que gostem, mesmo mesmo. <3
Chu ~

P.s: a cena do sonho foi inspirada em uma parte do dorama My Love From Another Star.

Capítulo 1 - Prólogo - Sorg


Prólogo – Sorg
Do dinamarquês: [sou] “A condição ou estado de estar triste; tristeza, luto.”

 

Dizer adeus nunca é uma tarefa fácil quando você nunca a praticou.

Nos poucos momentos desafortunados que tive em minha vida, tendi a me isolar. Não seria atípico agora que eu almejasse fazer o mesmo. Não há rastros de vida humana naquela ilha, exceto por nós dois. Sei que não há nada que possa nos atingir... exceto por nós dois.

Sasuke ascende uma fogueira com as habilidades que já conheço. Sentamos nas pedras que revestem a pequena ilha com mais paciência do que o tempo permite. Logo, tomo seu abraço e encosto minha cabeça em seu ombro. Está quente e aconchegante. Sinto que não desejo ir para mais lugar algum.

- Vamos visitar esse lugar com nossa filha todo verão – peço a ele em voz baixa, quase que num sussurro.

Por um momento, tudo que ouço são as ondas golpeando as rochas maiores ao redor de nós. Sei o que significa aquela tensão, aquela mudez. No entanto, espero por ele.

- Vamos – concorda brevemente, apertando minha mão contra as suas.

- E traremos nossos três cachorros também – adiciono, devaneando. Tenho um sorriso bobo nos lábios ao imaginar a cena – Teremos que trabalhar muito pra alimentar os quatro.

- Concordo – seu riso é breve e desaparece em um segundo. Se pudesse, o escutaria tão frequentemente que me cansaria.

- Cante para mim – peço, de repente. Minha voz é tão baixa que meu tom seria dificilmente revelado. Não quero que ele saiba o quanto estou sofrendo internamente – Você nunca cantou para mim.

- Que música? – questiona. Sei que em outra instância ele não faria aquilo, mas com a aproximação velada da sua partida, tudo que eu pedisse seria prontamente atendido.

- Uma música que me faça lembrar de você – sou breve, voltando a recostar minha cabeça em seu ombro.

Ele pondera por um longo instante. Fecho os olhos, esperando.

Uma canção doce e ao mesmo tempo dramática é cantada pelos seus lábios. Aprecio aquele momento e guardo-o em minha memória com toda a força que possuo, esperando que ele nunca acabe. Nunca imaginara que sua voz pudesse ser tão melodiosa. Está em dinamarquês, então nada entendo, mas sei do que a letra se trata. Amor.

A canção termina e nada dizemos. Lembro-me do episódio no templo flutuante. As fontes termais, as montanhas, o acampamento sem intenção, nosso amor desajeitado e ardente... Tudo passa em um relance vertiginoso em frente aos meus olhos. E então choro.

Sasuke abaixa-se ao meu lado, alarmado com minhas lágrimas, para que seja capaz de encarar-me com seus olhos grandes, escuros e selvagens. Os pedregulhos da praia e o mar não emitem som algum naquela noite, de repente. Tudo está assustadoramente calmo – exceto a tempestade dentro de mim.

Permanecemos assim por tempo indefinível. Sempre que meu olhar recai sobre as nuances de sua face ou o farfalhar de seus cabelos, sinto que algo perfura minha alma em golpes impiedosos e culminam em uma lágrima. Sasuke estende o polegar para tomá-las, mas não diz nada.

- Estou tão feliz – sorrio, enquanto as lágrimas caem. Parece tão contraditório.

Sasuke toma minha mão e meu rosto quase que imediatamente. Posso enxergá-lo com melhor clareza ao passo que as lágrimas então se dissipam. Sinto que meu coração perde uma batida e dói ainda mais. Permanecemos assim por mais tempo que podemos.

- Sasuke... Já chega – digo em voz sôfrega, por fim, antes que desistamos de quebrar o silêncio – Está na hora de acordarmos desse sonho.

Como é de costume dos velhos tempos, Sasuke não emite som algum através dos lábios. Nós nos encaramos com mais dor do que é cabível. Eu nunca estivera tão extenuada.

- Apenas exista em algum lugar por mim – suplico – Viva. Seja saudável e feliz. Eu serei feliz se você viver – sinto que não estou expressando-me muito bem, não sei como expressar aquele sentimento – O que quero dizer é... Vá. Volte para a Dinamarca.

Quando as lágrimas incessantes dissipam-se dos meus olhos outra vez, vejo que seus olhos também estão marejados. Sasuke está chorando... Por seu kindred, por seu irmão, pela Dinamarca, pelo Japão, por seus pais... Por mim.

_#_

Acordo em minha cama, de súbito, ofegante. Desnorteada, procuro lembrar-me onde e como Sasuke estava, de fato, naquele momento. Sei que ele está meditando com os Deuses àquela hora da manhã, então suspiro em completo alívio.

Contudo, lembro-me da data atual e meu coração desassossega no peito em um segundo. Fricciono minhas têmporas em nervosismo, pensando que enlouqueceria, e então tento apaziguar o amontoado de preocupações em mim. Fora apenas um sonho.

Mas não estava tão longe da realidade assim.


Notas Finais


Deixem suas opiniões, se possível ^___^ no mais, apesar do prólogo dramático, a fanfic tem mais comédia romântica. Claro, nunca escrevi nada assim, então tô me aventurando ao máximo aqui kkkk
É só pra deixar minha marca. *corre*
Beijões! <3 dependendo do feedback, posto o primeiro cap até mais cedo. Vai saber :v
Até o próximo! Chu~


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